Archive for the 'MEDIDAS DA BAGAGEM DE CABINE' Category

08
fev
12

Easyjet – alguma dúvida?

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Fonte: flightglobal.com

Por que a EasyJet? Bom, porque sempre encontro muitas menções/dúvidas nos termos de procura do blog: ” Easyjet presta? Easyjet é confiável? Como é a viagem na Easyjet? Qual o tamanho da mala?” nessa semana foram mais de cem!  Então, aproveitando que só nesses últimos meses foram 6 vôos com essa cia aérea low cost, incluindo a ida e a volta de Lisboa, aqui vai minha modesta contribuição.

Aqui na Europa há várias cias aéreas low cost, o que quer dizer que as tarifas são em geral, mais baratas que as cias aéras tradicionais (BA, TAP, Alitália, Lufthansa, etc etc). A Easyjet é uma dessas companhias que praticam tarifas  de baixo custo. E sim. A Easyjet é uma cia aérea  confiável. Já perdi a conta de quantos vôos já fiz, e nunca tive problemas. A única vez que o vôo foi cancelado, foi por causa de uma nevasca na Europa, muito parecida com a que tivemos no sábado passado (e isso atrapalha todas as cias aéreas, não só as lowcost). É uma empresa britânica, sediada no Aeroporto de Luton. Alguns amam, outros odeiam, assim como a Ryanair. Como a cia faz vôos de / para as principais cidades da Europa e mais algumas, é muito utilizada não só pelos europeus, como por quem vem para cá a turismo, incluindo os brasileiros.

Já vi muita gente reclamando, principamente por causa do limite da bagagem. Mas a realidade é que está tudo escrito no site, incluisive em portugues. Todas as regras, o que não pode, e o principal: o preço das passagens, tanto no dia que você quer viajar, como as tarifas mais baratas por volta  da data escolhida e a tarifa mais barata nos meses seguintes, pois para ser lowcost messsssmo, o negócio é comprar com antecedência! E todos os extras também, estão todos descritos. É só ler, se não gostar, não compre e pronto.

A diferença é que sendo uma cia de baixo custo, o preço (inicial) da tarifa, é referente tão somente

- ao seu assento,

- seu check in pela internet (você mesmo adiciona as informações de identificação (numero do passaporte) e imprime seu cartão de embarque)

- e um lugar no bagageiro da cabine do avião  (por isso o único volume que pode ir com você deve ter até  56 x 45 x 25 e não há limite de peso, mas você tem que ser capaz de colocar e tirar do bagageiro sozinho, sem ajuda dos comissários.  E tudo, absolutamente tudo, mesmo uma inocente bolsinha tem que estar dentro desse volume (senão é considerado como um segundo volume e cobrado como tal). E claro que seu casaco, cachecol, e luvas podem ir com você e podem ser carregado na mão, sem contar como volume extra. O que não dá é para levar 3 casacos na mão, né?

Assim, fica garantido que a todo passageiro corresponde um lugar para colocar sua bagagem de mão, simples assim). Carrinhos de bêbê que viajam no colo, são contados como bagagem do responsável. Todo o resto é cobrado à parte. Tudinho mesmo. Tudo que não seja o seu corpicho e sua malinha  de 56x45x25. é extra.

Ok, apesar de ser maravilhoso, muito mais prático,  permitir total independência, e uma boa eocnomia não só nos vôos lowcost, mas em toda a viagem, tem gente que simplesmente não consegue se  imaginar viajando só com uma mala de 56x45x25. Então, é só comprar uma mala de porão, na hora da sua reserva ou antes do seu vôo, pelo site. Mesmo assim o limite de peso por pessoa é de 20 kilos. As regras estão aqui, bem explicadinhas e em bom portugues.

Fonte: Gurublog

Lanchinho

Café, água, sanduíche, tudo é comprado a bordo.  E sinto informar, mas pechinchas tipo 10, 15 libras ou euros, por uma passagem, são coisas do passado. A inflação chegou às lowcost.

Por que preço inicial?

Porque a essa tarifa, podem ser somados vários extras, todos opcionais:

-Embarque prioritário – speedy boarding (não há assento marcado, então quem embarca primeiro, escolhe seu lugar e senta nas primeiras fileiras).

-Mala de porão (se a sua mala não se encaixa nas medidas estabelecidas pela companhia, se tem mais de um volume ou se você não quer carregar sua malinha). Essa mala pode pesar até 20 kilos, o que ultrapassar, também é cobrado, sem dó nem piedade e é caro! Se exceder esse peso, é melhor comprar (peso) no site antes de chegar ao aeroporto. .

- Seguro viagem

- Aluguel de carro e hotel.

- E no final do processo de compra, eles acrescentam uma “taxa admistrativa” de onze dinheiros ( isso foi introduzido esse ano).

E se sua mala não estiver dentro dos padrões na hora do vôo, já no portão de embarque, haverá uma taxa de 50€ por item! 

Na prática, já vi montes de bagagens maiores que o permitido entrarem tranquilamente passando ilesas pelo portão de embarque, inclusive aquelas mochilas enormes cheias de compartimentos. E na volta de Lisboa, 2 mocinhas embarcaram com malas visivelmente grandes e sacos do MacDonalds. Mal o avião decolou, as duas começaram a devorar o jantar. Pode? Pode, se comprar depois dos procedimentos de segurança, e ninguém no portão de embarque  implicar com um saco  como segundo volume, ou se você conseguir disfarçar o lanche dentro do seu volume permitido. Durante o vôo, não vi ninguém implicar com elas…

 

Preste atenção:

1- na hora de efetuar a reserva: já aconteceu comigo e com a ” torcida do flamengo”! Na pressa, a gente escreve o nome do passageiro errado, pula ou troca letras, ou ainda, coloca o nome no lugar do sobrenome. Aí você entra em pânico porque no site cobra-se uma taxa exorbitante, mais cara que a passagem para trocar o nome. Na realidade, eles estão super habituados com essa situação e tem um site para resolver esse tipo de problema:   getsatisfaction.com/easyjet/

“I´ve made a spelling mistake on my booking…..”

Entre no site escreva o nome que precisa ser corrigido, o número da reserva e eles resolvem isso ” de grátis”

.2- no check in on line: mesmo que você vá despachar mala de porão é sempre bom fazer o check in em casa  (ou no hotel, lanhouse) e imprimir seu cartão de embarque. A Easyjet não cobra o check in no aeroporto, mas será mais uma fila! Quem tem bagagem para despachar entra numa fila menor e quem só tem a mala de bordo que vai com você na cabine, pode ir direto para o security (procedimentos de seguanança,raio x) sem passar por guichê nenhum.

3-  na antecedência necessária para chegar ao aeroporto: a companhia recomenda no mínimo duas horas antes do vôo, o que deve ser seguido à risca, principalmente se o aeroporto do qual seu vôo vai partir, for grande e movimentado como os de Londres, por exemplo. A fila para os procedimentos de segurança cresce de uma hora para a outra, e pode levar bem uns 40 minutos! e nesses aeroportos grandes, o portão de embarque das cias lowcost é sempre muito longe!!! ou seja, mais um tempão andando até chegar lá! Na ida para Lisboa, foi um verdadeiro treino para as Olimpíadas, pois não contávamos com a multidão na segurança e fomos literalmente correndo para o portão de embarque.

4- aos líquidos: desodorante, creme, pasta de dente, shampoo, líquido para lentes de contato, perfume, etc se você  vai despachar bagagem coloque tudo dentro, se não, tudo isso tem que estar em embalagens de até 100ml (não adianta ter só um pouquinho numa embalagem maior) e colocados dentro de um saco/nécessaire transparente, fora da sua mala, para ser depositado na bandeja que vai passar pelo raio X. As regras estão aqui

 Tolerâncias de bagagem

5- badulaques, cintos, brincos grandes, pulseiras e afins: eu sei que a gente quer viajar, digamos “bem na foto” mas por favor! lembre-se que você vai passar por um detector de metais, enquanto sua bagagem de mão passa pelo raio X, então se você estiver toda trabalhada na bijú, ou você meu senhor, estiver pensando em virar punk, cheio de tachas, algemas e correntes, etc… bem… esta definitivamente não é a hora! você vai apitar! E isso quer dizer que será revistado manualmente, apalpado, e futucado por um oficial da segurança até ele ter certeza que você não tem um mecanismo explosivo no seu corpo. Isso enquanto muitos passageiros estão esperando a sua vez! Ou seja, você vai empacar a fila e será mentalmente xingado/a e odiado/a por todo o sempre até a sua terceira geração!

easyJet Traveller

E o vôo? Como é?

Na Europa as distâncias são pequenas, então o vôo em si é quase sempre muito rápido e tem tanta “atividade” que a gente nem percebe o tempo passar. As poltronas reclinam pouco, são tres acentos de cada lado do avião. No bolso da poltrona da frente há duas revistas, uma com o “cardápio” de lanches e bebidas, e outra com matérias sobre cidades e destinos.  Depois da decolagem, os comissários começam a função: vender! Primeiro vem o lanche. Os comissários passam com o carrinho. Você escolhe o que quer no cardápio, paga com dinheiro ou cartão de débito ou crédito, et voilá!! O bom é que é você que escolhe! Se tem fome come, quer bebericar um vinho para relaxar? Sopinha quentinha? Tem também. Está sem dineiro ou sem fome? Ok! Passado o lanchinho, vem o “mercadinho” por assim dizer… perfumes, maquiagem, carregador de celular, raspadinha (sim, raspadinha!!!) cartão de telefone, etc. E por fim, com toda a “elegância” possível, passam um enorme saco de lixo recolhendo o que sobrou da “festa” . Quando a gente dá conta está aterrisando! Pronto, não doeu nada e seu bolso agradece.

Mais alguma dúvida? Então até o próximo post!

14
jan
12

Sala Vip e Classe Executiva (terceira parte)

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Enfim o embarque! Depois de anos de Air France, toda apertada na “charmosa” classe Voyageur, a econômica (principalmente no espaço) da companhia francesa, voar na Executiva, não é um up grade, é um upprêmio, e parodiando o Riq Freire, é quase para trocar o nome para Tassia Shando!  Como eu disse no post anterior, o embarque é prioritário, ou seja, quem está na executiva e primeria classes, embarca primeiro, acomoda seus pertences tranquilamente (tranquilamente mesmo! não tem que disputar espaço com ninguém, e sua malinha/bagagem de mão, nem é  pesada ou medida antes de entrar no avião –  o limite da Tam para bagagem de bordo é de 5 quilos).

bagageiro classe executiva TAM

E assim que você se senta (e se sente), começa o serviço de bordo! Um paparico atrás do outro. Perde-se a conta de tantos - A senhora gostaria de … A senhora aceita ….?  A senhora…?

mapa de assentos TAM airlines A330-200

Para entender melhor: da direita para a esquerda, as 4 poltronas enviezadas são da Primeira Classe. Quatro únicos e exclusivísssssssimos passageiros. A diferença para a executiva, além da poltrona que deita mesmo (180 graus) é o cardápio (deve ter ostras frescas dos mares tailandeses e suas repectivas pérolas, hehehe!).

Fonte: Airlines.net

poltrona classe executiva TAM

Depois vem a primeira galeria da Classe Executiva, que na minha opinião é mais exclusiva (onde viajamos), pois são só doze poltronas, agrupadas em pares, que ficam  distantes o suficiente para você não ter a mínima idéia de que viajou daquele lado.

O lugar mais legal, sem dúvida, são as poltronas do meio, pois para levantar durante a noite, não precisa passar por cima de ninguém, que estará literalmente dormindo, esticadinho.

Mais atrás, a segunda galeria da Classe Executiva, com vinte e quatro poltronas, e depois, a Econômica.

poltrona da clase executiva da tam

A poltrona é realmente super confortável, e o espaço entre a sua e a da frente é inacreditável. Nos primeiros momentos, a gente não sabe o que fazer com as pernas e dá até para sentir uma certa solidão e saudades da sua bolsa que fica láaaa longe ! Mas em cinco minutos, já desenvolve um apego à situação!

Nas costas da poltrona da frente, tem o sua TV particular (grande),  porta revistas, porta trecos, lugar para colocar travesseiro (de verdade) que vem junto com um cobertor. No braço da poltrona, tem tomada (para carregar o que você quiser) e entrada USB.

No encosto, luzes particulares (absolutamente necessárias, pois depois do jantar, a escuridão é total, e até o café da manhã é servido, para quem já acordou, no lusco-fusco, para não atrapalhar quem ainda está dormindo.

A poltrona é toda hightech, e pode fazer tantos movimentos e ficar em tantas posições, que dá para brincar de vídeogame com o próprio corpo. Como dá para ver na foto, a poltrona não reclina/deita 180 graus, mas realmente não fez muita diferença. Neste braço da poltrona, ainda há o controle remoto da TV. São zilhões de opções de filmes, músicas, joguinhos, que seria necessário um vôo ida e volta sem escala  para a China, para dar conta de ver tudo. Mas depois do “hardware” voltemos ao “software”: o serviço de bordo é mesmo um mimo atrás do outro. Assim que a gente se acomoda, vem um/a comissária para nos informar as opções de drinks e aperitivos, oferecer as revistas, o travesseiro, o cobertor, a nécessaire (vem com escova e pasta de dentes, pente/escova de cabelo, tapa-olhos, meias, lencinho, lipbalm, calçadeira, etc), além de um enorme cardápio.

Depois ela vem com a garrafa da bebida  que escolhemos (Champagne, bien sûr!) e pouco depois um potinho com uma variedade de castanhas, nozes e macadâmias aquecidas.

Enquanto isso, a Econômica está se acomodando (nunca mais vou esquecer disto, quando estiver lá!). E em questão de minutos, nos perguntam se queremos mais alguma coisa, se está tudo bem, se já escolhemos os vinhos, as entradas, o prato principal, a sobremesa… – A senhora deseja …? Mentalmente respondi algumas vezes: -Sim! precisamos discutir a relação! Estou um tanto sufocada, você não me dá tempo de  pensar!

E assim, com este espaço todo, e com todo esse paparico, a gente pensa até em ter uma insônia, para aproveitar e não perder nadinha. Como assim, de qual país será o vinho para acompanhar o prato principal? Patrícia escolheu um alemão, e eu um francês. Ooh lá lá!  Enfim, o início do vôo parece que estamos num restaurante sobre asas! Os comissários usam uma espécie de avental, e com o bloquinho, anotam até seus pensamentos.  E quase não acreditei quando oferceram uma balinha. Sim, uma inocente balinha, igual às servidas nos vôos domésticos e na econômica (aquela balinha foi a única conexão com o mundo real, uma ligação com as origens, hehehe!).

entrada jantar da Executiva da Tam

Para servir o jantar, as luzes já diminuem. Sorrindo e silenciosamente, os comissários “põe a mesa”: toalha, guardanapos, e talheres (de verdade). Nos entregam um babador (sim, uma babador!) e delicadamente depositam a entrada.

Jantar Classe Executiva da Tam

Pão de ervas, manteiga, salada com rosbife (deve ter um nome bem mais pomposo, ah sim, é só verificar o meun, né?

Entradas
Folhas Verdes apresentadas com Rosbife de Filet Mignon realçado com
Mostarda Antiga
Folhas Verdes servidas com Queijo Feta, Tomate, Cenoura e Amêndoas

Seleção de Pães Quentes

Sopa
Creme de Espinafre

Pratos Principais
Filet de Robalo servido com Azeite de Ervas, Creme de Palmito com Lentilhas e Legumes grelhados
Filet de Frango em Crosta de Castanhas apresentado com Batata Rösti e Aspargos
Nhoque de Mandioquinha realçado com Molho de Tomate Concassé, Alho-poró e Manjericão

Queijos
Seleção de Queijos

Sobremesas
Torta Mousse de Chocolate Branco e Manga realçada com Calda de Manga
Sorvete
Variedade de Frutas Frescas

Depois o prato principal, que estava tão gostoso, que comi antes de fotografar (momento carrapato a serviço do fato) e a sobremesa também uma delícia, tendo sempre seu copo de vinho, devidamente abastecido. A essa altura, as luzes estão no mínimo, e assim que o serviço é retirado, já está todo mundo  “agarrado ao seu ursinho de pelúcia”, e… bocejando.

classe executiva TAM

É hora de reclinar sua poltrona (quase uma cama, mas não é 180 graus), subir o descanso para as pernas,  puxar seu cobertor, ajeitar seu travesseiro e escolher seu filme, música, etc e escutar tudo isso, num headfone (de verdade). E eu que sofro de insônia, principalmente em vôos internacionais noturnos, descobri o melhor remédio e a receita seria assim:

ao anoitecer – sala vip (sem restrições)

antes do jantar – champagne (à vontade)

antes de dormir – poltrona da classe executiva

Ok, não dormi a noite inteira, mas dormi!! Vi ums filmes (nem todos até o final), e quando dei por mim, lá estava a comissária, anotando o que eu queria para o café da manhã:

Café da Manhã
Frutas Frescas da Estação
Variedade de Frios
Pães Quentes
Sanduíche recheado com Queijo Gruyère, Presunto e Tomate
Omelete recheada com Queijo Mussarela e Peito de Peru e apresentada com
Queijo Coalho
Iogurtes
Cereal
Geleia e Mel

Café da manhã TAM Classe Executiva

Queijo, presunto e o melhor de tudo! Você está absolutamente inteira, e nem parece que está viajando há 10 horas.

O desembarque também é prioritário, e até a imigração em Heathrow é diferenciada. E quando  finalmente saímos do aeroporto, eu estava me sentindo abosolutamente pronta para o dia, para a semana! É por isso que os executivos ocupadíssimos viajam na Classe Executiva, né? Para não chegarem espremidos, derrubados, amassados e detonados aos seus destinos.

Faz realmente toda a diferença e sem dúvida nenhuma, uma experiência deliciosa, para uma essa viajante que vos fala!

Agora que aterrisamos, vamos continuar viajando, por Londres, e por onde os caminhos me levarem.

Até!!!

16
mar
11

Viajando lowcost 2011 – compartilhando os detalhes

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Não pretendo fazer um guia de como viajar lowcost, ou de como montar um roteiro para viajar baratinho. É apenas o relato de minha própria experiência, mas que se puder ajudar alguém… Já fico feliz!

London Bridge Station – Plataforma – First Capital (trem para Gatwick Airport)

Minhas viagens pela Europa sempre começam em Londres.  E neste post, eu explico como chegar e partir dos aeroportos de Londres.

Viajar lowcost é mais ou menos como comer salada. A gente pode repetir sem culpa! É basicamente tentar aproveitar  as promoções das companhias aéreas de baixo custo, que tem vôos para muitas ou quase todas as cidades principais da Europa, sendo que a Ryanair é sem dúvida a campeã dos preços ridiculamente baixos e acaba habituando o viajante a custos irrisórios, tornando todo o resto ( até os simples tickets de metro urbano) meio caro aos nossos olhos e bolsos. A Easyjet também tem suas promoções, mas para pagar realmente barato, o segredo é antecedência e vôos que partem muito cedo pela manhã ou que chegam muito tarde no destino final.

Vôo – Girona para Madrid

A primeira passagem que  comprei foi  para Barcelona ( 6 libras e só!!) , e então pesquisei o quão barato e interessante estavam as promoções partindo de Barcelona. Bingo! Madrid  estava a pouco mais de 15 euros  de Barcelona. Uma vez em Madrid, fiz a mesma pesquisa e Milão apareceu nos destinos em promoção por exatos 10 euros por pessoa + 5 de taxas. Com a bênção da passagem de Milão para Roma estar a  uns míseros 15 euros + 5  (às vezes a Ryanair cobra taxas de web check in, de pagamento por cartão, ou simplesmente de administração). Não tive dúvidas e de repente estava planejando minha viagem pela Itália!

Rio Tevere – Roma

Estando em Roma, pensei… Desta vez eu vou a Veneza, de qualquer jeito! Como? No planejamento da viagem, corri para Easyjet , que tinha um vôo de Roma para Veneza, e devido a antecedência estava por menos de 20 euros. O único desafio – o võo era as 7 e 10 da manhã, o que significaria estar no aeroporto no máximo às 5 e meia. Aí foi o momento rosquinha da viagem. Furada! A roubada histórica da viagem. Não havia transporte De Roma para Fiumincino no meio da madrugada. Tanto o trem que partia da Estação de Termini, quanto o primeiro ônibus para o aeroporto saiam depois das 5 da manhã.

Roma Fiumicino (Terminal 2) a Venice Marco Polo

Part 01 March 2011 07:10

Cheg 01 March 2011 08:15

Voo 983

O check-in abre 01 March 2011 05:10

O check-in encerra 01 March 2011 06:30

Chegaríamos no máximo do stress ou perderíamos o vôo. O que numa viagem dessas, é o temido efeito dominó! Cai tudo por terra! Opções = dormir no aeroporto (o último trem parte ás 10 e meia  da noite), arriscar um táxi às 4 da manhã por 50 ou mais euros (pouco confiável segundo a recepcionista do hotel), ou abortar o vôo e comprar uma passagem do trem noturno e acordar em Veneza, o que me pareceu o menos estressante, já que os trens são o meio de transporte mais famoso e bem cotado da Europa e a estação Termini era ao lado do nosso hotel. Roubada em absolutamente todos os sentidos. Não só foi o traslado mais caro, como a pior experiência possível! 38 euros (por pessoa!) dos quais me arrependo centavo por centavo! Uma noite numa cadeirinha de aeroporto teria sido muito mais  segura, muito mais confortável e menos estressante. Só mesmo  Veneza para fazer valer o sacrifício! Ou melhor, para esquecer a noite!

E de lá, como chegar a Paris? Foi uma gincana e antes da viagem eu ainda não sabia como, a não ser gastando muito dinheiro! O que definitivamente não é a minha praia.

Dessa vez, mais do que as outras, Paris foi um desafio! Paris é mais do que simplesmente uma paixão. Desde  a primeira vez, prometi aos céus, que sempre que atravessasse o Atlantico, daria um jeito de ir a Paris, agradecer. Notre Dame é testemunha de todos os meus sonhos …

Mas o que parecia um  simples Venice-Paris, virou uma pesquisa de campo. Depois de todas as pechinchas, o trem Noturno Venice St Lucia- Paris Bercy,da Artesia, que pode ser comprado no site da Trenitália ou na SNCF, era um absurdo de caro em comparação com todo o gasto da viagem até Veneza. Os vôos idem! E depois de tudo arrumadinho, baratinho… eu estaria entalada em Veneza (seria ótimo se tivesse verba ) ou gastaria uma fortuna, acabando com toda a estratégia lowcost da viagem e dilapidando fundos.  O fato é que durante duas semanas, eu estive em pânico,  e me tomou um bocado de tempo e tentativas alucinadas (tentei  até um voo lowcost para Croacia e de lá para Paris, mas perderia a passagem de Paris para voltar a LOndres.  Virou uma questão pessoal!!!!! Então, a solução foi um mapa, e muita pesquisa e paciência para domar o site da Trenitália, que invariavelmente fica embarreirando a compra da passagem para estrangeiros. Quebrei o percurso em dois e consegui comprar as passagens, mas só em Roma, descobri que a gente tem que passar num guichê  (com gente de verdade) de qualquer jeito, para impimir a passagem. Só com o PIN code não  funcionava nas máquinas de auto atendimento .

Venezia St Lucia – Estação de Trem – Veneza

Saímos de Veneza St Lucia, ao lado do nosso hotel, às 10 e 45 , pegamos um trem  para Milão (2 horas de viagem), almoçamos  em Milano Centrale e às 4 e 30 da  da tarde, pegamos o TGV para Paris- Gare de Lyon  (muito mais barato que o trem noturno de  Veneza a Paris, mas ainda assim, caro, se comparado a tudo  que tínhamos feito até aqui!). No trajeto, uma passagem pelos Alpes… o trem para em algumas estações de sky que parecem saídas de filme. Pontualmente às 23 e 21 estávamos desembarcando na Gare de Lyon, em Paris. E claro a viagem nem de longe se pareceu com o Treno Notte de Roma a Veneza, mas ainda assim, prefiro um bom vôo lowcost, com toda a antecedência necessária, security etc! Trem é bom para viagens de no máximo 3 horas e ainda assim, depois de mal acostumada pela Ryanair, acho caro!!!!

Milano Centrale

Finalmente de  Paris a Londres, voamos Easyjet,  e no final de uma viagem como essa, a gente  valoriza muito a tranquilidade da Easyjet. Tirando o fato da mocinha do check in – única vez que despachamos uma malinha e viajamos com um volume cada uma a bordo –  ter pedido para eu colocar minha  humilde bolsinha dentro da malinha ( que embarcaria comigo no vôo), a questão tamanho e peso da bagagem que vai com você é bem mais flexível. Paris-Londres = 25 euros por pessoa + 5 de taxas

Aeroporto de Girona (Barcelona)

E para que todo o percurso seja realmente lowcost (dessa vez foram 6 cidades) a maior exigência é que sua bagagem e tudo o que você vai transportar de um destino a outro caiba numa mala de 55x40x20, assim sua babagem viaja com você em tods as cias aéreas. Tudo, absolutamente tudo (bolsa de mão, câmera, comprinhas no free shop, lembranças, garrafa de água, etc tem que estar dentro desse único volume ( no inverno, dá para usar os bolsos do casaco, que se transformam prticamente em uma outra mala). Dessa forma, dá para ir de Londres a Barcelona, por exemplo, por 6 libras, o preço do nosso primeiro vôo. Na ponta do lápis, a cada passagem, há que  se acrescentar de 5 a 15 (euros ou libras), custo do transporte entre o centro (ou estação central) da cidade até o aeroporto lowcost , normalmente bem longe. Mesmo assim, atravessar um, dois países, por menos de 30 ou 40 dinheiros não é nada mal, principalmente se compararmos com as viagens pelo Brasil.

E assim, com o mínimo de bagagem, todo o resto também fica lowcost, uma vez que a gente não é obrigada a pegar um táxi para chegar ao hotel ou do hotel para a estação de metro, de trem ou de ônibus. Em todo o nosso trajeto, pegamos um único táxi em Roma ( e nem foi por causa de mala)  e um outro em Paris! Além disso, utilizar o transporte público de cada cidade já é conhecer um pouco da cultura, população, etc.

Hospedagem?

Também é pesquisa e antecendência. E sim, a Europa está mais cara agora. Roma e Veneza, foram disparado, as cidades mais caras, tanto no quesito B&B como em relação à alimentação. Nas únicas vezes que sentamos em um restaurante (em Roma e Veneza), foram no mínimo 25, 30 euros) Mas ainda assim é possivel ficar em hotéis (hostals, albergues, etc) com conforto, banho quente e em alguns, café da manhã, baratos e dignos.  No geral, 25 a 35 euros por pessoa por noite (35 em Roma, Veneza e Paris). Com relação a albergues, estando em duas pessoas, acaba  sendo quase o mesmo preço, um quarto privativo, na maioria das vezes até com banheiro privativo, do que duas camas em quartos compartilhados ( para 4) e banheiros idem.

Alimentação?

Minha primeira preocupação é achar um supermercado ou algo parecido. Assim as despesas com alimentação ficam mais ou menos parecidas com as que normalmente eu teria.  E mais uma vez, supermercados são parte da vivência da cidade. Adoro! Deliciosos sanduíches de brie ou gorgonzola, pastinhas, focaccias, caviar, queijos,  baguetes, brioches, bolinhos e lógico, vinhos e cevejas maravilhosos para beber no sossego do seu quarto …. é só descobrir a especialidade do lugar e ser feliz. Mas  um bom café ou um maravilhoso  capucino, são fundamentais. Eu diria que são companheiros de viagem. São aquele pitstop essencial no meio de um dia de caminhada. Recarrega as baterias. E lógico, quanto mais perto de um ponto turístico, mas caro será o café!  Mas 4 euros por um capucino perto da Piazza San Marco…também não mata ninguém ….E vale cada gole!

Compras?

Obviamente não é o objetivo numa viagem dessas. Mas compramos coisinhas pequenas,  maquiagem em Milão,  e por medo de sentir calor em Roma, percorremos várias lojas em Madrid (um paraíso de lojas e mais lojas, principalmente durante as rebajas, as famosas liquidações) para encontrar um casaco mais leve que acabamos usando só em Milão, pois em Roma e Veneza o vento gelado, me fez agradecer os super poderes do casaco de nylon forrado, que é praticamente uma blindagem contra o frio, a chuva e vento,  e não sentti frio algum! Deixamos algumas compras para o grand finale em Paris, onde por 11 euros, reservei uma malinha de porão na Easyjet e colocamos todos os líquidos e extras nela. De quebra, a mala que comprei pode ser a minha mais nova companheira de viagem, pois é bem mais leve e como não é rigida, dá para negociar o espaço em alguns trajetos feitos de trem ou pela Easyjet, menos intrensigente em relação ao peso e formato da bagabem de mão, desde que seja um único volume.

Quanto tempo a gente aguenta essa maratona? É muito pessoal. Num mundo ideal, seria ótimo ter pelo meno uma tarde para descansar entre a s cidades…vinte dias ficou bem puxado no final, mas valeu cada minuto. Talvez 15 dias seja um período bem razoável… Há que considerar que cada troca de cidade leva pelo menos meio dia, e nesse trajeto é pilotar a bagagem e muito levantamento de malinha. É cansativo e há que ter preparo físico e muito astral.

Mas vale a pena cada minuto!

Basílica de San Marco – Veneza

07
nov
10

mala de rodinha para voar low cost!

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Pois é. Volta e meia tem um leitor ou conhecido me perguntando ou procurando pela mala perfeita para as companhias aéreas de baixo custo. Ou simplesmente me perguntando sobre o quê e quanto se pode levar para a cabine do avião e principalmente: onde encontrar  A MALA!

Para quem está procurando uma malinha nas medidas exatas (e quase impossíveis) exigidas pelas  low cost, principalmente pela Ryanair, aí está uma boa opção:

Sansonite Spinner Earth (P)

A dificuldade de encontrar uma mala que se enquadre nessa  exigência (a de ser uma mala de bordo, bagagem de mão ou  cabin bag aceita)   é que a maioria das companhias aéreas falam em um volume de 115cm, sem especificar as dimensões exatas. Além disso, a franquia de bagagem de cabine, varia de companhia para companhia, de vôo para vôo, e de classe para classe e de país para país, e isso, numa viagem à Europa por exemplo, pode dar muita dor de cabeça (e de bolso também) por causa de alguns míseros centímetros. Além disso, o número de malas extraviadas e/ou danificadas, e como a moda de cobrar uma taxa para despachar mala de porão está invadindo cada vez mais companhias aéreas, os passageiros estão caprichando na bagagem de mão, levando cada vez mais e mais para dentro das cabines,  e isso acaba causando atrasos e verdadeiros engarrafamentos na hora do embarque.  Daí as regras para a bagagem de bordo, estão  ficando cada vez mais restritas (para gerar mais receita para as companhias).

Europa: Vôos dentro da Europa usam o sistema de peso, variando o peso de acordo com a classe da passagem (super econômica, econômica normal, executiva básica, executiva normal). A classe econômica costuma ser 20kgs.
Se você comprou uma passagem de Vôo dentro da Europa, separada de sua passagem internacional Brasil-Europa, valerão as regras de cada país e companhia aérea. Se comprou junto com sua passagem internacional Brasil-Europa, valerão as regras da passagem internacional.

Ao comprar a passagem, leia antes as regras de bagagem, para saber o peso, quantidade e valor da multa.

A EUROPA usa, na maioria dos países, o conceito de PESO, ou seja, paga-se o valor por kilograma excedido, variando de 10 a 30 euros por kilo. As companhias low-cost cobram não apenas por peso, mas também por volumes extras. Se viajar com mais pessoas, é permitido somar a quantidade de franquias.

Multa: as multas são por WEIGHT CONCEPT – veja no site da companhia aérea quanto custa o kilo excedido.

As variações são tão grandes que podem afetar o preço final da passagem, por isso certifique-se antes de viajar ou leve pouca bagagemSwiss | | Iberia cobra por peça a mais: 2 mala: 50 euros (via site); Excesso de peso: 60 euros | KLM cobra por peso extra | Swiss: por peso |Tap: por peso (mais barato se comprar pelo site), variando de 5 euros a 20 euros dentro da Europa por kilo. | Lufthansa: por peso, de 5 a 10 euros.

VOLUME – DIMENSÕES DA MALA
Além da restrição de peso (no Brasil o máximo permitido pela legislação é de 32 kg, mas a aviação internacional e companhias aéreas tem outros padrões e limites), há restrição no tamanho das bagagens (dimensão:(A + B + C) = 158 cm), por isso há uma atenção especial em relação a grandes eletrodomésticos e eletrônicos, equipamentos de esporte, etc…
Mala de Mão (Bordo): 115 cm total.

British: 56cmx45cmx25cm (imagem).
Iberia: 55cm x 40cm x 20cm, 10kg.
Tap: 55cm/40cm/20cm, 6kgs.
Jal: 55cm(L)x40cm(A)x25cm(P), 10kgs.
Lan Chile: 55x35x25, 8kgs.
United Airlines: 23 x 35 x 56 cm.
Lufthansa: 55 x 40 x 20 cm, 8kgs.
Alitalia: 55cm x 35cm x 25cm, 8kg (NOVO PESO)
Bagagem despachada: 158cm. Jal: cada 158, mas as duas não podem passar de 273cm. Máximo para excesso de volume: 292cm. Acima disso, provavelmente não será embarcado.
*Fonte: desenho pela British Airways.

fonte: http://viagem.decaonline.com/

Na prática, o difícil é encontrar a mala perfeita para tudo: para o bolso, para as cias lowcost, para bagagem de mão de voos internacionais e principalmente que não desmaie se abrindo inteira, quando alguém do security resolve revolver a sua malinha (a minha é mais ou menos assim, dividida em dois compartimentos, quando preciso abrir por qualquer motivo no aeroporto ou na rua, ela se multiplica em duas partes).

Ou são pesadas demais, largas demais ou só tem 2 rodinhas ou pior, caras demais!

E eu  estava procurando mais uma vez,uma mala que cumpra todos os requisitos,  procura esta que começou na viagem de volta de Dublin, quando a malinha de Carol foi congada pela Ryanair, e nos custou 35 euros de multa e castigo, fora  a possibilidade de perder o Easybus, previamente agendado e pago (outro pejú), que nos levaria do aeroporto de Stanstead para Baker Street (central London). Por perder o ônibus, leia-se ficar esperando a mala nas esteiras do aeroporto. E por congada, leia-se não entrou na gaiolinha que mede a bagagem. Essa aí da foto.

Para entrar, deslizando nesse engradado, não basta ter 115 cms no total. E o principal problema é encontrar uma malinha de cabine que tenha só 20 cms de largura.

A grande maioria das malas tem 24, 25 ou 26 cms, mesmo sendo menores no total. Meus amigos acabaram comprando malas de porão em todos os vôos, o que custou 30 dinheiros por trecho = 90 no total!

Então a única maneira de se ter certeza que a mala vai entrar em qualquer lugar, é levando a velha e boa fita métricapara a loja de malas, pois mesmo pesquisando na internet, as medidas não batem com a realidade.

As medidas da  Sansonite Earth, que estão no site por exemplo, são 55.00 x 35.00 x 24.00, sendo assim já estaria reprovada, mas na realidade, tem exatos 20 cms. É lógico que tem que ser na base do saquinho a vácuo e nem pensar em usar o bolso. Mas para viajar de trem por exemplo, pode-se usar o expansor e o bolso.

Não é barata (299,00), mas pense na economia de pular de país para país por menos de 10 libras ou euros. Vale muito a pena. E se passa na mais rigorosa e mão de vaca das cias low cost, entra em qualquer outra cabine de qualquer outra cia.

Essa abertura frontal  facilita muito o interminável  tira e põe no security (raio x ). Lembre-se que se você estiver levando algo eletrônico (câmera, notebook, celular, etc) e líquidos (aquele saquinho com ítens de higiene pessoal) tem que mostrar tudo fora da mala e depois colocar tudo dentro de novo para passar pelo portão de embarque.

PS: Novembro vai ser um mês daqueles bem bombados, se eu demorar a aparecer, é por pura falta de tempo!

Até!!!

27
set
10

Atendendo a pedidos: reflexões sobre a mala (e o que vai dentro dela)

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO:

http://www.maladerodinhaenecessaire.com/

Vou aproveitar esse post, para agradecer todas as visitas, as comentaristas queridas,  e aos que chegam aqui “de para-quedas” e acabam acompanhando.  Adoro quando vou dar uma espiada nas estatísticas do blog, e dou de cara com um pontinho vermelho, o que quer dizer que chegou gente nova no pedaço.  Nesta mesma página, a das estatísticas, também dá para saber os posts mais acessados e os termos que usaram para chegar aqui. Invariavelmente, e talvez porque sempre falo sobre isso,  a mala está disparado em primeiro lugar. Seja o tamanho, as medidas ou o que levar dentro dela. Além de e-mails me pedindo uma listinha básica. E ontem recebi esse comentário:

Amei o seu Blog, confesso que ele tem me ajudado muito. Vou viajar agora em outubro dia 2 para ser mais precisa, para 3 paises: Portugal, Espanha e Itália. Estou super preocupada pois vou passar 20 dias com uma mala de 10 kg apenas. Eu tinha achado onde vc escreveu sobre o que levar em uma mala de 10 kg, nao anotei. Procurei novamente mas ao encontrei. Poderia me ajudar? É a primeira vez que viajo para a Europa e com uma mala de 10 kg…rsrsrsrs. Lá agora é inicio do outono, mas ta muitooo frio? Tinha pensado em levar 2 casacos apenas. Agradeço desde já pela ajuda e algumas dicas se possivel, principalmente de Barcelona e Madrid. Vou ficar sozinha nessas cidades. Abraços Renata Penido

Já falei sobre isso algumas vezes mas já que a procura é grande, não custa repetir e atualizar.  Mala é muito pessoal e sempre depende de muitos detalhes para a fórmula perfeita.  Falo sempre sobre minha experiência:  orçamento apertado e meu objetivo principal é  de conhecer os lugares, sem muito desfile de moda e sem comprar (quase) nada.  E sim! Sair do Brasil, só com uma malinha pequenininha, com o mínimo do mínimo,  é um desafio que no meu caso, virou aprendizado.  Dá para ser feliz com muito pouco.  E por que uma mala tão pequeninnha? São vários motivos:

1)  Independência: É a gente mesmo que leva a mala para o avião, coloca e tira  do bagageiro. Não precisa de ninguém de boa vontade para te ajudar. Não precisa ficar esperando a dita cuja nas esteiras dos aeroportos. E se seu quarto no alberque/hotel ficar no 5º andar? Já imaginou?

2) Economia: Se você consegue carregar (e conduzir) sua bagagem, não vai precisar de táxi para sair ou chegar aos aeroportos, e pode pegar qualquer meio de transporte, onde estiver. Além disso, as companhias aéreas de baixo custo, cobram uma fortuna pelas malas de porão. Na Ryanair por exemplo, uma mala de até 15 kilos, custa 15 (euros ou libras) se reservar antes de viajar, e 35 no aeroporto. Se levar uma segunda mala de porão, 25 (on line) e 40 no aeroporto. E incríveis 10 euros ou libras por cada kilo que exceder. Essas taxas variam de cia para cia, mas é regra cobrar por bagagem de porão em todas. Portanto, se a viagem tiver vários deslocamentos, uma mala maior, vai virar uma facada no orçamento. Então, se pretende pegar um vôo de uma dessas companhias, economizando na bagagem, atenção às medidas: Cada passageiro  pode transportar um volume (no total) como bagagem de mão (isento de taxas). Este não deve pesar mais de 10 Kg, nem exceder a dimensão de 55cm x 40cm x 20cm.  E tudo tem que estar dentro desse volume. câmera, laptop, bolsa, compras no freeshop…

3) Mobilidade: Poder se locomover facilmente é super importante. Liberdade de poder andar por onde quizer:  pelas estações de metrô,  nas escadas rolantes (quase sempre cheias), pegar ônibus urbanos, etc. Nas estações de trem, fica mais fácil correr para pegar o seu  e subir a mala no vagão. Além disso, uma malinha entra em todos os lugares, se precisar fazer hora para pegar seu transporte; restaurantes, lojas, lanchonete… Enfim, fica tudo mais fácil!

Agora, para tentar responder à Renata, o desafio. O que levar? Eu tenho um kit básico, quase pronto no armário. Se pintar uma viagem para amanhã,  ele pula dentro da mala. Outra questão, é que se um vôo low cost está nos planos, nem bolsa se pode levar.  Mas onde colocar celular, carteira, passaporte e a passagem? Primeiro, eu comprei um porta-passaporte/doleira, que fica pendurado no pescoço.  Eu confesso. Já apelei para uma pochete, sem o menor pudor. Depois comprei uma microbolsa à tiracolo, e por fim terminei com uma, um pouco maior, mas facilmente “desfarçável” com o casaco ou por debaixo da roupa. Outra solução, para a bolsa, é comprar uma bolsa maleável, sem estrutura, que se possa levar dentro da mala, sem fazer volume, e quando chegar no seu destino, pode usar sem problemas.

Meu kit básico (seja qual for a estação):

1) blusa e calça térmica : É o curinga da bagabem. Se esfriar, é só colocar por baixo da roupa, ocupa pouco espaço, fácil de lavar no banho, seca rápido. Se não estiver frio, serve como pijama. Se for para um lugar muito frio, um segundo conjunto será bem vindo, dá para colocar um por cima do outro.

2) 2 calças jeans (lá se chama jegging, pois não tem zíper, mais confortáveis, mas são iguais ao jeans). Uma calça vai no corpo.

3) 2 pashiminas – ocupa menos lugar que cahecol, pode ser usada como xale, para aquele ventinho/friosinho, e mesno no verão é útil para lugares com o ar condicionado nas alturas.

4) 1 par de sandálias de borracha  para tomar banho em banheiro coletivo no caso de se hospedar em albergues (pode ser aquela de salão de beleza mesmo, se for inverno ou havaianas, se for verão, pois dá para passear com elas)

5) 1 toalha super absorvente (vende em loja de artigos esportivos)

6) 2 pares de meia – também absorventes, evitam aquela humidade nos pés e secam rápido.

7) 1 bolsinha de nylon, dessas que se dobram e ficam pequenininhas (serve para compras no supermercado, para levar a muda de roupa para o banheiro do hostel, etc) e um peignoir  de seda ou outro tecido fininho(roupão, ocupa muito espaço).

8) porta passaporte/dinheiro (desses de pendurar no pescoço)

9)1 porta maquiagem e 1 porta garrafinhas de 100ml (para levar no avião, nenhum líquido, pasta, gel ou creme pode ter mais de 100ml e deve estar tudo numa embalagem transparente, lacrável) . Nesta bolsinha devem estar: desodorante, shampoo e condicionador, pasta de dente, hidratante, creme para o rosto, colírio e descongestionante.

10) 1 adaptador de tomadas

11) remédios (em alguns lugares, não é fácil comprar os mais comuns)

tylenol, sal de fruta, colírio, relaxante muscular, descongestionante, remédios de uso quotidiano

12) lenços demaquilantes

13) 1 travesseiro de bordo (daqueles que a gente enche e esvasia).

14) celular, netbook, câmera e respectivos carregadores.

Isso tudo é para todas as viagens (dois dias ou dois meses). Agora, o que muda com a época / clima?

Primavera- Verão (Europa)

Como eu já disse, minha listinha é para conhecer e andar pelas cidades/lugares. Raramente faço alguma coisa chic, que demande um traje mais elegante.  Além disso, a gente sempre acha que na Europa todo mundo anda como se estivesse num desfile de modas. Não é assim. A grande maioria, e principalmente os viajantes, se vestem na maior simplicidade, dando prioridade ao conforto. Nas cidades, idem. São trabalhadores, estudantes, gente normal. Quanto às estações, cada cidade  tem um clima, embora estejam na mesma estação. Então se vamos visitar muitas cidades, temos que estar mais ou menos preparados para várias temperaturas. No geral, no verão, variam de 40 (Espanha, Portugal, Grécia, etc) à 10 quando chega a tardinha. Nessa última viagem, em plena primavera, saímos de Barcelona com 20 e poucos graus, e chegamos a Edimburgo com menos de 10. Dessa forma, um casaco é fundamental, assim como camisetas com e sem mangas. Eu levei:

1) duas camisetas

2) um casaco de malha fino

3) um casaco tipo manteau mais quente

4) uma blusa comprida, de manga comprida, mais quentinha.

5) um tênis ( que ficou o tempo todo no pé)

6) um par de luvas

(durante a viagem, comprei um xale e um cachecol, que variaram o visual)

Outono – inverno

Varia muito mais de cidade para cidade. Por exemplo, hoje em Londres está fazendo 15 graus e a previsão é de 11 para a noite. Já em Madri, está 23 com previsão de 10 para a noite. Conclusão: Casaco, sempre! Principalmente se vai se locomover muito durante a viagem. Por isso, também sempre levo as roupas térmicas. O que eu levo:

1) uma camiseta de malha

2) duas blusas quentes de gola alta

3) uma bota super confortável com uma superpalmilha fofinha (que normalmente vai no pé)

4) um casaco, normalmente uma doudoune ou filled coat (casaco de nylon), que é mais fácil encontrar por lá. É mais barato também.


A vantegem desse tipo de casaco é que ele é impermeável. Não deixa o vento passar e protege na hora daquelas chuvas inesperadas. Dependendo do que se põe por baixo, esquenta mais ou menos.

Nécessaire:

É praticamente a bolsinha que a gente mostra no security.

Hidratante para o rosto e corpo

Protetor solar

Lipbalm

Batom

Blush

Lápis de olho

Sombra

Desodorante

Shampoo e condicionador.

Se alguém tiver mais alguma dúvida, escreva e compartilhe!

Até.

11
jul
10

em pé e de mala nova

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Esses dias, andei vendo as fotos da viagem e realizei que tenho muito o que falar sobre cada uma das cidades, e estou preparando um post com bastante informação sobre cada uma delas. Por hoje, algumas novidades no mundo, sempre surpreendente, das companhias low cost.  A primeira, seria uma piada, se não tivesse sido noticiada pela BBC, e eu mesma li, que uma pesquisa estava sendo feita entre os consumidores, quando eu estava  em Londres.

É isso mesmo. A próxima da Ryanair é a venda de passagens aéreas………….. em  pé!

A irlandesa Ryanair, que recentemente gerou polêmica ao anunciar que pretendia cobrar 1 libra (cerca de R$ 2,70) pelo uso dos banheiros a bordo dos aviões, afirmou que pretende oferecer as passagens para viagens em pé justamente com os recursos arrecadados na utilização dos sanitários.

O plano é remover as últimas dez fileiras de assentos dos 250 aviões da companhia e substitui-los por 15 fileiras de assentos verticais. Dois banheiros da parte de trás também poderiam ser removidos.

De acordo com o presidente-executivo da Ryanair, Michael O’Leary, testes para avaliar a segurança dos assentos verticais serão realizados no ano que vem.

As mudanças ajudariam a incluir entre 40 e 50 passageiros a mais em cada voo.

Os passageiros continuariam usando cintos de segurança, que passariam por cima do ombro, assim como os utilizados atualmente pela tripulação durante os voos.

Pode?

Eu me lembro dessa pesquisa, enquanto eu estava em Londres.  Você voaria em pé para pagar menos num vôo curto?

E a resposta foi sim! A maoria respondeu que viajaria em pé para economizar.

A questão, é que a companhia é mesmo irreverente e inovadora. E se a gente pensar que alguns vôos, duram 1 hora,  mais ou menos, entre algumas cidades da Europa… O fato é que a Ryanair foi reduzindo cada vez mais, tudo que representa gasto para a empresa e aumentando tudo o que pode resultar em dinheiro extra, tendo sempre como chamariz o valor irrisório das passagens, principalmente se compradas na vigência das promoções.

Para os brasileiros, acostumados a enormes engarrafamentos, e a horas  entuchados dentro de um ônibus, tentando se equilibrar…  Viajar em pé, dentro de um avião é pinto.

Outra novidade, desta vez anunciada no próprio site da companhia, é uma coisa que eu já tinha antenado, e imaginado (com cérebro de camelô) que poderia ser um ótimo produto.  A MALINHA RYANAIR!


Aspire V83

THE APPROVED RYANAIR CABIN BAG

  • Ryanair maximum cabin bag size 55cm x 40cm x 20cm
  • Ryanair maximum cabin bag weight 10 kilos (22 lbs)
  • Case has a functional interior, with elasticated cross ribbons
  • Locakable zip sliders
  • Document/Passport pocket
  • Padded top carry handle for extra comfort
  • Luggage tag for personalization
  • Made from 900 x 600 denier durable polyester

Uma parceria com a Sansonite.

Cria- se a necessidade, e depois o produto para suprir a demanda. Ou seja, agora que existe uma mala oficial, cada centímetro extra na sua bagagem de mão, pode custar muito caro, na hora de passar no portão de embarque. Quanto mais gente for barrada por causa da mala, e tiver que pagar extra charge, mais gente vai querer comprar a mala com as cores da companhia, para ter certeza que não vai haver problema. De quebra, vai fazendo propaganda da companhia, enquanto leva sua malinha para viajar.   Custa 69 libras ou euros, e só se pode adquirir a belezura, durante o booking de um vôo, no site da companhia, com entrega gratuita na Europa.

Já a EasyJet, está turbinando o Easybus, com promoções. O Easybus, é um transporte low cost (de baixo custo) que liga (por enquanto) Central London aos aeroportos Luton, Stansted e Gatwick e vice-versa a partir de 2 libras , e só pode ser reservado on line. Existem ônibus e microònibus. As restrições de bagagem, são as mesmas das companhias, ou seja, você tem que ser capaz de carregar suas próprias malas, e se tiver algo a mais, tem que reservar um assento extra para acomodar esse volume dentro do próprio ônibus. Eu utilizei esse serviço e gostei. Mesmo que seu vôo atrase, e você perca o horário do seu  ônibus, tendo o tícket em mãos, você pode pegar o próximo.

Eu sei que muita gente torce o nariz para as cias low cost. Mas a verdade, é que você tem que conhecer as regras. Antes de reservar seu vôo, ler atentamente os termos e condições e na hora da viagem, seguir à risca, tudo que está previamente acordado. O fato é que essas companhias, permitem um fluxo de turistas e todos os serviços que dele derivam, muito valioso na Europa.Praticamente todos os vôos que fiz estavam lotados. Fico imaginando uma companhia assim aqui no Brasil, o quanto o turismo interno seria incrementado. Já imaginaram passagens a 10 ou 20 reais, ônibus que ligassem os aeroportos ( que fossem construidos, para essa finalidade) às cidades!!! Passar um fim de semana em Salvador e outro em Gramado?

O guru Riq Freire,  em transmissão pela Band FM, falou sobre como deveríamos nos preparar para a enorme invasão de turistas que virão para a Copa e Olimpíadas. Seremos os anfitriões e quem sabe alguém por aqui, não tem essa ousadia de cobrar pelo café e pelo sanduíche durante o vôo, mas te leve de norte a sul, por um preço pagável. E todo o resto seria consequência de um gigantesco ir e vir de turistas.

14
jun
10

Viagem pela Europa – compartilhando os detalhes…

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Aeroporto Tom Jobim – Rio de Janeiro

A intenção desse blog no início, era tão somente compartilhar com os amigos a emoção de cada viagem, postar algumas fotos (muitas aliás), e dar notícias e depois falar o que eu tivesse vontade no dia a dia. Com o tempo e depois de muitas horas na internet, fui mesmo querendo registrar e compartilhar o que deu certo, as roubadas (Merci Dieu, muito poucas), e se puder ajudar alguém, que como eu, já ficou muito perdida e ansiosa, a chegar mais rápido às respostas que a gente sempre procura na hora de viajar, eu já fico feliz!! Sei que ninguém encontra euros,  libras ou dólares dando sopa, e que  em uma viagem desse porte, quanto mais  informação melhor, e  menos tempo e dinheiro a gente vai desperdiçar. A maioria dos termos de busca aqui no blog, são exatamente sobre os detalhes.

Começando do começo, preciso falar sobre a Air France. Eu, particularmente nunca tive problemas.  A passagem do vôo cancelado por causa das cinzas do vulcão, já me foi reembolsada, sem nenhum stress. Mas meus amigos, passaram  um domingo inteiro (dia do embarque) de stress e  expectativa de perder o vôo para Barcelona, pois a AF simplesmente mudou o horário do vôo, que saiu 3 horas depois. Tempo suficiente para perder a conexão da Vueling que os levaria a Barcelona. Não conseguiam falar com o atentimento ao cliente( imagine! domingo não funciona!),  e quando conseguiram algum contato,  a companhia simplesmente não se responsabilizou por nada. Eles acabaram comprando novas passagens para Barcelona. Nisso, foram muitos telefonemas internacionais, prejuízo em dinheiro e tempo! Coisa importantíssima, quando se tem três dias numa cidade.  Outro detalhe: não sei se por causa dos prejuízos incalculáveis que todas as cias aéreas tiveram por causa das cinzas, o menu a bordo (ponto alto da Air France, falei sobre isso aqui), não foi aquela fartura… Nada de vinho à vontade, Hagen Dazz, sanduíches, Heinekens etc. Isso tudo sempre foi oferecido no meio do avião, no meio do vôo. Não que eu seja uma comilona contumaz, mas um vinhozinho, sempre ajuda na hora da insônia… Foram 6 vôos assim. Os meus,  os da minha filha e os dos meus amigos. Apesar de ter a tarifa mais barata, já estou pensando duas vezes .  Como vou sempre para Londres, desta vez o mais barato, não sai tão mais barato assim, já que cheguei no Charles de Gaulle,  e a conexão para Londres (minha e da minha filha), partia de Orly, no extremo oposto de Paris. Tivemos que pagar o ônibus da própria AF, 19 euros cada uma, para o translado. Ou seja, foram mais quase 80 euros, fora todo o tempo gasto, ter que tirar as malas da esteira, embarcá-las no ônibus, e fazer tudo ao contrário. Enfim… fica aqui o depoimento. A outra opção, seria a British Airways. Mas desde o fim do ano passado, tem havido várias greves do pessoal de bordo. Então, da próxima vez, vou ter que pesquisar bastante, para me decidir.

Imigração:  Pois é. Não sou a pessoa mais indicada para contar sobre esse momento que tira o sono. Nunca tive problema nenhum, talvez pela faixa etária.  Em Paris, nunca perguntam nada. Já para entrar no Reino Unido, a coisa muda de figura. Para começar os não europeus (the rest of the world  ou all passports), tem que preencher o Landing Card, com seu nome e sobrenome, sexo, número do passaporte, tempo de duração de sua estadia no Reino Unido, endereço de contato, de onde você está chegando, núnero do vôo, trem, ou navio, e sua assinatura. (Só falta pedirem fotos da família!). E sempre perguntam qual o motivo da viagem, quanto tempo pretende ficar. Dependendo da idade, vão te pedir a passagem de volta, perguntar quanto dinheiro você tem, se conhece alguém em UK, e daí tudo pode acontecer… Os brasileiros não precisam de visto prévio para entrar em UK, mas o  Immigration Officer é que vai definir se você entra ou não.  Então é bom que esteja com tudo à mão e saiba responder essas perguntas, porque mesmo com o passaporte todo carimbado, eles perguntam mesmo. Na primeira vez que imigrei, eu não tinha a menor noção de onde estava e o que era aquilo. Estávamos vindo de Amsterdam, de ônibus, paramos em Calais, antes do ferryboat, fazia um frio louco às onze da noite, e euzinha estava com uma febre de 40!!! A oficial me perguntou um monte de coisas e eu fui respondendo, assim super a vontade, como se ela fosse só alguém muito curiosa!!!! Só depois caiu a ficha!

Nos outros países, é quase a mesma coisa com exceção do Landing Card. Sapecam o carimbo e pronto!

A malinha (de cabine). Item indispensável e de suma importância, se quiser viajar low cost mesmo. Vi de tudo nos aeroportos, inclusive dentro dos aviões, mas nunca se sabe como vai estar o humor do funcionário. Se ele te mandar pesar, ou pior, testar a mala no tal engradado, e ela fracassar no teste… 35 dinheiros (digo dinheiros, pois podem ser libras, euros, coroas checas ou suecas…depende do país que você estiver embarcando). E acredite! Dói mesmo se você pagou míseros 8 dinheiros, pela passagem! E aí tem mais um pegadinha. O engradado da Easyjet é na horizontal, ou seja, as rodinhas podem atrapalhar. Já na Ryanair, é na vertical, e a largura é o problema. São 20 cms. A textura da mala, também pode danar tudo.   A minha (da marca Tonin) é rígida, não tem expansor, não tem bolso (não dá para cair em tentação), e a alça é embutida. Entra linda nos engradados, que nem uma modelo em roupa de desfile de griffe. Um porta-passaporte ou uma minibolsinha, que a gente possa disfarçar na hora do embarque, também ajudam.

Outro detalhe que pode parecer de menor importância, (mas na hora do entucha tudo na malinha, é muito importante), foram os tais saquinhos que falei aqui. Chamo-os de saquinhos mexups. O Espacebag, não cumpriu sua tarefa. Já em Dublin, (segunda parada), ele até “chupava”, mas em algum lugar, devia estar danificado, e voltava a encher (já dentro da malinha). Resultado: se a gente está contando com aquele super, mega,  ultra, importante espaço extra na malinha, na hora de recolocar o que foi mostrado fora da mala no security, tipo, notebook, líquidos etc (lembrando que nas cias lowcost, a gente só pode embarcar com 1 (UM) único volume!), pode dar problema.  Porém, meu amigo Rafael descolou um outro, que se chama Vacuumbag, mais barato (11,40)  e que se comportou melhor. Foi aberto e fechado váaaaaarias vezes, e continuou cumprindo a sua missão. Há que se ter um certo cuidado. E cá entre nós, esse negócio de enrolar é muito chic. O que faz vácuo mesmo é uma boa sentada com o busanfam (com calma, para não estourar!). Primeiro lacra, abre um pouquinho o zíper de silicone, busanfa em cima, e passa o lacre de novo! Aí sim, fica totalmente me xups! Para mim, é a alma da malinha para as cias lowcost. Fica tudo preso dentro do saquinho e não desmonta na hora de abrir a malinha, se algum pentelho no security quiser examinar o que tem dentro. Como só encontrei com eles (meus amigos) em Barcelona, me virei com o grande mesmo, vindo de Londres, que faz o mesmo trabalho, só que tem um enorme bocal para ser chupado com o aspirador (ou fazer o ar ser expulso na base da busanfa mesmo).

Companhias aéras low cost e aeroportos (também low cost).

Vale muito à pena!!! Para nós, acostumados a passagens caríssimas, pode até parecer roubada. Mas não é. São simplesmente companhias aéreas que cortam tudo o que não é o vôo em si. E cobram por tudo que não é o seu assento e um único volume a que o passageiro tem direito.  As regras são claras e você tem, obrigatoriamente que concordar com elas antes mesmo de reservar seu vôo. Tudo o mais, além  do seu corpicho e dessa única bagagem de mão é  cobrado. É tudo feito pela internet, pelo passageiro, inclusive o check in. Todo o resto é pago.  Embarque prioritário (fila especial para quem pagou para embarcar na frente dos outros), mala de porão, água, café, sanduíche, batata frita…tudo! O avião mais parece uma loja de conveniência que voa. Os comissários ficam anunciando o próximo item a venda, com alegria e emoção. Começa com o lanchinho, depois cartões com prêmios (raspadinha, pode?), perfumes, maquiagem, cigarros que não acendem, relógios, bijuterias, mascote da empresa, uma feira! Ah! ainda tem o fato de que qualquer mudança, hora ou dia do  vôo, alteração de nome, etc, são taxadas em 100 dinheiros. Mas tive uma experiência positiva. Na hora de reservar dois vôos, digitei o sobrenome do Rafael errado. Quase infartei quando vi, que para alterar uma letra, on line, teria que pagar quase o custo de toda a viagem 2 vezes! Dei uma pesquisada e vi que existem até fóruns de discussão sobre a companhia. Num deles achei a solução: ligar para o atendimento. Como não era alteração de passageiro, e sim correção do nome, foi simples, rápido e o melhor! Grátis, hehehe!

E todas tem o tal engradado na frente do portão de embarque, no qual, teoricamente, sua bagagem de tem que entrar facilmente, quase escorregando. Falei sobre isso aqui.

Easyjet:  quanto maior a antecedência, mais barata fica a passagem;  na hora de reservar, o próprio site mostra as opcões mais baratas, em torno da data escolhida; se achar que sua bagagem excede o permitido, é melhor pagar pela internet, uma mala de porão, pois é muito mais barato que no aeroporto (pode-se fazer isso na hora da compra da passagem ou um tempo antes do vôo); para chegar a aeronave, anda-se a céu aberto, chova, neve ou faça sol; a bagagem de mão a que se tem direito, dizem eles, não tem limite de peso, mas você mesmo tem que colocar no compartimento sem ajuda e não pode ultrapassar 55X20X40; pelo menos nos vários vôos que fiz, os aeroportos eram os centrais mesmo (CDG em Paris, Barcelona, Innsbruck, etc) mas o portão é sempre longe à beça.

Obs: na easyJet, você chega no aeroporto e vai direto para o security. Não precisa passar no balcão da empresa.

Ryanair: a companhia está sempre fazendo promoções; passagens a 3, 5, 8 e 10 libras ou euros, estão sempre em destaque no site; algumas não tem mais nenhuma tarifa, ou seja, é só isso mesmo; outras passagens são acrescidas de taxa de administração, web check in, pagamento via cartão, etc; essas promoções tem um período determinado para serem reservadas, e outro período determinado para o vôo em si;  a bagagem de mão só pode ter 10 quilos e 50X20X40; e se tiver dúvida se sua bagagem cumpre as regras, também é melhor pagar pela internet, uma mala de porão; a companhia se orgulha tanto de sua pontualidade, que toca uma corneta em alto e bom som quando aterrissa na hora certa (uma comédia!)

Obs: nessa companhia, os não europeus, precisam passar no balcão da companhia, para checar a passagem e seu passaporte antes de seguir para o security.

Existem outras low cost, como a Vueling, Airberlin, Germanwings etc. Mas como minha base é Londres, acabo sempre nessas duas das quais falei.

Um outro detalhe que pode interessar ou mesmo desesperar a gente  é errar o grafia do nome na hora de digitar o passageiro para fazer a reserva. Isso aconteceu comigo e é quase um terror quando a gente tenta consertar on line. Na página da Ryanair (manage your trip), você pode fazer de tudo. Acionar malas, comprar o direito de embarcar primeiro (priority ), etc. Mas mudar o horário do vôo ou o nome do passageiro, custa a bagatela de 100 dinheiros!  Mas se o problema for uma única letra ou uma sílaba errada, calma! Vá para a página de tefefones de contato, anote o número e no primeiro país europeu que você estiver, ligue e peça para fazerem a correção. A mocinha é atenciosa e conserta o nome. Rápido e de graça. Acredite!

Embarque: é bom passar pelo security, com alguma antecedência. os portões de embarque, pelo menos nos aeroportos de maior porte, são sempre muito, muito longe! Outra dica, é ter sempre a passagem de saída do país para onde você está indo. Se você está indo para Barcelona e de lá para Madrid, tenha a passagem para Madrid à mão. Quase sempre pedem.

Aeroportos:

Os aeroportos utilizados pelas cias low cost, em algumas cidades, são na realidade, fora da cidade. Então criou-se um exelente negócio, que são os ônibus, que ligam esses aeroportos ao centro da cidade. E na maioria das vezes, estão sempre a disposição da chegada dos vôos low cost.  As passagens variam de cidade para cidade. O mais caro que eu paguei foi em Estocolmo, talvez devido à distância, pois o avião pousa em Skavsta, que fica mais ou menos a 100 kms de Estocolmo. Em Paris, aterrissamos em Paris-Beauvais (eu juro que nunca tinha ouvido falar desse aeroporto), também longinho, e também servido por um ônibus que deixa os passageiros em Porte de Maillot  em Paris.

Então, mesmo que se perca uma hora ou mais, ainda vale a pena, pois os ônibus são confortáveis e confiáveis. E…. Estarão lá quando você chegar.

O que mais importa nos aeroportos não é o tamanho (normalmente menores que os centrais), pois todos tem tudo que um aeroporto precisa ter. E sim, como a companhia vai avaliar sua bagagem. E como regra geral, o mais incrível é que não há regra que valha para todos eles. A imigração, na chegada, e na hora de embarcar, o security, também  é diferente em cada um deles e em Londres e Paris, nem imigração teve.  Assim como é diferente, na hora de encontrar seu portão de embarque, e principalmente, os critérios para avaliar sua malinha. Depois da experiência de Carol no aeroporto de Dublin, Rafael e Juliana, que apesar de serem leitores assíduos do blog, derraparam na escolha da mala, resolveram não arriscar, e pagaram bagagem de porão. Mas vimos muitas, várias malas bem mais gordas, altas, ou mesmo mochilas, dessas que tem vários compartimentos , passarem tranquilamente, no portão de embarque. Mas em Estocolmo por exemplo, ninguém estava preocupado com o formato. Porém, estavam pesando as malas!!! Ou seja, se eles não estivessem comigo, eu talvez tivesse que pagar excesso ou despachar, pagando a tarifa mais alta, pois minha malinha, já no fim da viagem, estava com 12 quilos! (Cometi alguns pecados mortais, comprando algumas lembranças, e cada grama pode fazer a diferença). O que eu posso dizer e aconselhar é: siga à risca o que está escrito no seu bilhete. Assim não tem tensão, o que estraga o prazer de estar indo embarcar para uma nova experiência. Ou então, relaxe, compre a bagagem de porão por 15 dinheiros, e se permita alguns pequenos excessos.

Próximos posts… mais detalhes.

Até!

13
jun
10

fazendo as contas… europa, orçamento low cost mesmo!

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Na sexta feira, tivemos nosso encontro no Cocoon. Fizemos de tudo, menos acertar as contas da viagem.  Então, ontem resolvi encarar a dura realidade. Que acabou, nem sendo tão dura assim!!! Eu sabia que não tinha dilapidado a fortuna da família, mas o total foi simplesmente ridículo.  Num post a parte, ou nos posts sobre cada cidade, vou  detalhar tudo. Mas dá para acreditar que para visitar 4 países da Europa, saindo de Londres e voltando, foi menos de 1.100 reais???? De passagens de avião (Easyjet e Ryanair) e os ônibus entre os aeroportos (na maioria, longe do centro) e as cidades que visitamos, foram exatos 510 reais.  Um pouco mais que uma passagem só de ida para São Paulo (aqui do lado).  E para 13 noites, 565 reais de hospedagem. Pode???

Ok. Para nós, que moramos no Brasil, tem a facada para cruzar o Atlântico. E antes, outra facada para chegar ao aeroporto, no caso do Rio de Janeiro, o Tom Jobim ( no site do aeroporto, é meio difícil encontrar a companhia de ônibus que faz a ligação com o centro da cidade, dão apenas o telefone. O que quer dizer que  a maioria usa mesmo o táxi, principalmente quem vem de fora). Enfim, não há termos de comparação.  Ao contrário, em todos os aeroportos que já pousei por lá, existe um transporte, seguro, econômico e confiável, entre o aeroporto (seja central ou afastado) e o centro da cidade, em questão, com lugar seguro para a bagagem, alguns com câmeras (para os mais desconfiados), tomarem conta de seus pertences.

Quanto às companhias low cost, pode parecer pegadinha, mas não é. Desde que se cumpra à risca o que está escrito no seu bilhete. No próximo post, falo mais sobre isso.

Até!

13
mai
10

back to london – ryanair experience

Nossa volta até que foi tranquila, considerando tudo que poderia ter acontecido. A tal nuvem do vulcão, continua atrapalhando e muito, todo o transporte aéreo na Europa. Nosso vôo de volta era as 11 30. Acordamos cedo, entuchamos tudo nas malinhas, mas deixamos separados os líquidos, o netbook, os celulares,

os passaportes, as passagens, o guarda chuva e algum dinheiro. Com exceção dos 2 últimos ítens, a gente tem que ter tudo isso à mão, para passar no security, além de ter que colocar na bandeja que vai passar pelo raio x, a malinha, a bolsa, o  seu casaco, botas ou tênis, e o cachecol, se tiver com um. Ou seja, isso tudo já é um volume a mais, além da malinha permitida pela companhia.

Não tem como não rolar uma certa tensão.

Funciona asssim =

Os passageiros que não são da comunidade européia, mesmo fazendo o check in online, tem que se apresentar no   balcçao BAG DROPP-VISA CHECK  da companhia, para conferir a passagem e o passaporte.  A atendente sapeca um carimbo e pronto.  Só que essa simples ação pode demorar, dependendo da fila que se tem pela frente. Como vários vôos tinham sido cancelados, por causa do vulcão,  imaginamos que haveria uma multidão. Para nossa surpresa, não havia ninguém, talvez pela antecedência com que chegamos ao aeroporto de Dublin.

Depois do balcão,  segue o security. Outra fila se forma, e começa o streap tease.  Na sua bagagem de mão,  assim como  no seu corpicho,  não pode haver nenhum objeto cortante (nem a mais inocente tesourinha de unha, alicate de cutícula, até pinça muito fina é confiscada).  No quesito líquidos, nenhuma embalagem com mais de 100 ml, e tudo deve estar dentro de um recipiente plástico selável, tipo Ziplock. Além disso, temos que tirar os calçados, o casaco, a bolsa, o netbook, o celular. Ou seja, tudo que não seja você, tem que estar nestas bandejas, enquanto você  passa por um detector de metais. Dependendo do aeroporto, uma fiscal ainda faz uma revista táctil…apalpando por cima da  sua roupa. Até aí,  é igual para todo o mundo. Da primeira classe de companhias tradicionais até às lowcosts.

Só depois de passar no security é que se sabe qual será o portão de embarque do seu vôo lowcost.  Geralmente, os quadros, onde estão os vôos e seus respectivos portões de embarque estão bem visíveis. Descubra qual é seu portão e prepare-se para andar…

Para quem vai viajar de lowcost,  começa a tensão.  Normalmente o portão de embarque é super longe. Anda-se muito!!! Então aconselho a passar pelo security com uma certa antecedência. Por exemplo, se o portão de embarque fecha às 11 00,  faça seu security com uma hora +- de antecedência, para não ter que sair correndo,  catando os líquidos e colocando sapato no meio do caminho, com o passaporte e cartão de embarque ocupando uma das mãos!

Chegando no portão,  tem gente de todo o jeito. No vôo de Londres para Dublin, achei que eu era a única neurótica com as regras da companhia. Muita gente com mala e mochila, mãe com filha, carrinho, comprinhas no free shop, e ainda por cima, fazendo um lanchinho,  outro com uma mala visívelmente maior do que a permitida + uma mochila.  Pois todo mundo embarcou!!! Nós e a torcida do Flamengo. No stress!

Já no voo de Dublin para Londres, a tensão estava no ar. Cinco, isso mesmo, 5 funcionários da Ryanair estavam no portão de embarque. Dois, checavam o boarding pass, duas regulavam com o olhar a bagagem, e a outra, bem, a outra, conto já, já.

À nossa frente, vários pessoas começavam a se transforamar em seres mutantes. Todo mundo tentando camuflar o segundo volume, em seu próprio corpo, disfarçado debaixo do casaco, dentro das calças, por dentro do sweter.  Os muito gordos levam uma certa vantagem… mas na fila, tinha homem com peito pontudo (podia ser a câmera), mulheres com ligeiros defeitos nos quadris (a bolsa), outra magrela com uma cintura avantajada (uma pochete) e euzinha, absolutamente grávida de trigêmeos ( era o netbook, a carteira e putz!!! um guarda chuva!) Ninguém merece!  Tudo isso disfarçado   Pois bem, a fila foi andando e pessoas foram sendo colocadas num espaço ao lado do balcão. A tal quinta elementa, era a megera que pegava as malinhas e mandava colocar no engradado. Não entrou??? Extra charge!!!

O veredito era dado rapidamente. Se a mala não escorregasse facilmente engradado adentro, era recolhida e o infeliz passageiro, deveria pagar ali mesmo, à vista, a quantia de 35 euros.  Eu já estava a caminho do avião, quando vi Carol, minha filhota, cair na malha fina (ou seria mala fina?). Apavorada, “grávida´´ de um computador e de um guarda chuva, com o cachecol por cima, fui ver o que estava acontecendo. Pois a mesma malinha que viajou de Londres para Dublin pela mesma Ryanair, foi confiscada e só embarcaria, com o pagamento da módica quantia. Não entrou escorregando no tal engradado… E eu, com tudo errado, passei livre, (pouco) leve e solta. Minha malinha, nem sequer foi testada! A alça da malinha de Carol e o tecido não ajudaram na hora da descida triunfal no engradado e pimba!!!

Não adianta argumentar. Foram vários passageiros na mesma situação.  Todos desconfiados que o engradado estava menor, que tudo é completamente aleatório, que um dia eles decidem ganhar dinheiro com quem pagou míseros 3 euros pela passagem.  O fato é que além do tamanho exato da mala, a textura tem uma importância fatal. Um tantinho assim a mais, se você tiver que empurrar a tal mala, vai  custar 35 euros ou libras. Sem choro, nem vela. Então, meu consellho é = se não tiver certeza, é melhor bookar uma mala de porão, e despachar, antes de embarcar, no site da companhia.  É muito mais barato e menos estressante.

Depois disso, entubado o prejuízo, percorre-se um caminho alegre e feliz rumo ao avião.  Ao ar livre, mesmo (eis aí  o porquê do guarda-chuva). Nesse lindo dia, choveu graniso, enquanto esperávamos para subir as escadas que nos levariam a aeronave.

Uma vez lá dentro, você coloca sua mala no compartimento, senta em qualquer poltrona liivre, e ou se diverte, ou corta os pulsos com a faquinha que roubou do avião da companhia que serve refeições a bordo. É uma feira! Mal decolamos e os comissários começam a anunciar e vender revista,  lanche,  refrigerante, perfumes, raspadinha, prêmio relâmpago. Num vôo de uma hora, você nem percebe o tempo passar.

Lowcost um caso de amor e ódio! VOCÊ ama porque pode viajar e atravessar países baratinho. E odeia…porque a companhia tira dinheiro de onde pode.

Na chegada a Londres, encontramos na esteira, a espera de suas malinhas reprovadas, vários passageiros irados! Uma chinesa que estava rodando a Europa, outraa que como Carol já tinha viajado váaaaaarias vezes com a mesma mala…

Mas, como sou otimista de carteirinha, pensei… foi só a mala! poderia ter sido o vulcão! kabum!!!!

Falo mais de Dublin nos próximos posts.

Até!

01
mai
10

Quase tudo “nos conforme” para viajar!

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Nem precisa dizer que estou completamente surtada! Estou com as turbinas a mil e sinto que posso levantar vôo sozinha, sem precisar da Air France. Exausta, com dor nas costas, mas feliz da vida. Passei a semana debruçada no computador, desenhando um roteiro que viraram sete, até conseguir um roteiro final e em conta. Tudo low cost, às vezes mais outras menos. Mas para isso, ao fazer a malinha, quase usei uma balança de cozinha.  Pesei a dita cuja, umas cinco vezes. Cheguei a tirar um tubinho de clolírio!

Desta vez foi mais difícil. Eu acostumada com frio mesmo. Um casacão, uma boa bota, luva e cachcol e por baixo duas mudas de roupa. Mas agora é primavera, mas ainda rola um friozinho. Então, fiz assim:

2 calças jeans ( ainda posso tirar uma! uma vai em mim)

2 calças térmicas (vão servir para esquentar e para dormir)

1 robe de chambre  (bem fininho e magrinho, para ficar à vontade depois de andar léguas)

1 blusa térmica

2 blusas (pretas para dias mais quentes)

1 casaquinho de malha fininha

2 pares de meia

2 pashiminas (ótimo para sair de tarde. se esfriar à noitinha vira xale, se colocar com casaco vira cachecol)

3 roupichas de baixo

1 toalha super absorvente de 50×50 ( alguns hostel cobram para alugar uma toalha)

1 par de havaianas (bonitinhas, sevem para tomar banho e passear se fizaer muito calor

Chupado no “espace bag” ficou assim:

Os carregadores (celular, câmera, net book) num estojinho preto.

Lenços demaquilantes/hidratantes

Mas como em algumas cias lowcost a gente só pode levar um volume (isso quer dizer que a sua bolsa tem caber dentro da sua malinha), testei com tudo dentro.

O grande problema é o netbook ( mas tembém é solução, nunca viajo sem ele!) Apesar de pequeninho, pesa 1 kilo e tal, mas a fonte. Mais de 10% do que a mala pode pesar (e do que é confortável carregar). E ainda tem o adaptador de tomadas!

Coisinhas miúdas, mas necessárias.  Todos os meus remédios de uso contínuo, e uma pequena farmacinha para o avião, caso o  vôo seja mais longo. Líquidos devidamente separados num ziplock, ( meu perfuminho – 30 ml, colírio, lipbalm, desodorante, remédio para dor em geral, um dormirol qualquer, gel para olheiras, primer antishine – ajuda na recuperação da cara de avião- lencinhos demaquilantes, etc).

Porta maquiagem, para dar um up de manhã, na hora de pousar e enfrentar a imigração. Celulares e a câmera.

Tudo dentro de um organizador de bolsa ( carteira, passaporte, Carte Navigo, Oister, caneta, dentro de  uma bolsa molenga, que eu possa embolar e entuchar na malinha.

Pronto. Nem Dalai lama é tão budista!

O porta notas vai “agarrado” na cintura.

Outra simplificada que eu dei, foi aquele monte de documentos e reservas que a gente tem que levar. Levava um arquivinho, tipo sanfona, para poder achar com facilidade.  Pois vou levar tudo num envelope (também ziplock) organizado por código de cores!! HHAHAHA! Mas fica muito mais magrinho!

Aí, eu dobro, deixo a cor para cima, e já sei que naquele bolinho, está …por exemplo:

Azul: passagens

Rosa (que meigo): documentos

Verde: Reservas de hotel, hostel, albergue ou muquifo.

Abóooobora: transporte entre o aeroporto (normalmente na casa do  ” ” ) e o centro da cidade em questão

e assim por diante.

I´m just a butterfly “lowcost” é claro!




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