Arquivo para janeiro \27\UTC 2009

27
jan
09

ROUEN, uma visão

Abatiale de Saint-Ouen Rouen França

Faltam poucos dias para voltarmos ao Brasil. Devo confessar que vai ser difícil me despedir de Londres e de tudo que vivemos aqui. Reunir nossa pequena família, foi um sonho. Abraços coletivos, muitas gargalhadas, muita união.
Londres será um capítulo enorme neste blog, quando voltar ao Brasil. Assim, poderei amenizar as saudades que vou sentir.

Mas antes, preciso falar de Rouen. Capital da Normandia, ao norte da França, fica a uma hora de trem de Paris, partindo da Gare Montparnasse. Nosso passeio foi de um dia. Saímos de casa, no 18éme, Paris, metrô para a Gare Montparnasse e de lá pega-se um trem. Em uma hora você está em Rouen. Simples assim.

Uma cidade que também preservou seu passado sem parar no tempo.

Nossa chegada foi um tanto traumatizante. Chegamos por volta do meio dia e, chovia torrencialmente. Uma chuva dessas de lado, acompanhada de um frio absurdo e de um vento que transformava as gotas de chuva em giletes. Saindo da estação de trem, pode-se ver a torre gótica da Abbatiale e fomos nos guiando por ela, para chegar ao centro histórico. Entramos numa rua estreita e logo de cara pensei: cidade fantasma! Não havia mais de duas pessoas na rua, em pleno dia de semana. Carol olhou para mim meio em pânico, pois tínhamos comprado a passagem de volta para as sete da noite, o que nos deixaria debaixo de chuva e frio ( e tédio ) por sete horas. No caminho para a enorme Abbatiale, vimos umas três Pompes Funèbres ( casa funerária )! em silêncio, imaginei…morre-se muito em Rouen!!! (De tédio, talvez). Continuamos nossa caminhada e ao contornarmos a construção colossal, descobrimos que só poderíamos visitar seu interior, às duas e meia da tarde. Percebi no olhar de minha filhota o  pânico se agigantando…eu, mantendo meu espírito aventureiro, mesmo com as mãos congeladas, resolvi preencher esse gap de tempo deglutindo nosso delicioso sanduíche e, procurando um lugar quentinho para tomarmos um café. Foi então que descobrimos que do meio dia às duas da tarde, a cidade, as lojas, os bares, as igrejas, o comércio em geral simplesmente fecha as portas, daí a impressão assustadora ( e completamente errônea ) de cidade fantasma.
Conseguimos encontrar um pequeno café, bem típico, com as paredes em madeira, onde havia vida inteligente, pessoas falando e um casal de meia idade sorridente, preparava sanduíches e cafés. Como já tínhamos comido o nosso, pedimos um capuccino, que seria bebido lentamente…até a abertura da catedral. Nesse breve aconchego, decidimos que veríamos os monumentos e bateríamos em retirada de volta a Paris, mesmo que tivéssemos que comprar outras passagens.

As duas e vinte e cinco, voltamos à Abbatiale. Na porta lateral, só dois homens, também esperavam pela abertura do enorme portão. Duas e meia em ponto, uma jovem entreabriu a porta e nos deixou entrar. O frio de rachar, não diminuiu dentro, mas a visão aquece qualquer um, que como eu, é apaixonada pelo estilo gótico e pela Idade Média.

Ao contrário da maioria das catedrais, esta abbatiale, tem pouquíssimo bancos, o que nos faz sentir que somos ainda menores, dentro uma construção de 134 metros de altura. Foi um momento mágico, desses de tirar o fôlego.

Só que eu, até entrar , estava completamente confundida, achando que aquela era a Catedral de Notre Dame de Rouen, famosa entre outras razões, por ter sido pintada por Claude Monet em diversas horas do dia…O quadro de Monet, Impressions , soleil lévant, deu origem ao termo impressionismo. Mas a Abbatiale me impressionou de tal maneira, que mesmo sob cuva de canivete, eu queria ver de perto a Catedral e le Gros Horloge.  Conseguimos na recepeção, um mapa de Rouen. Negociei com Carol de irmos aos dois principais pontos e seguiríamos para a estação.Procurando a rua do Grande Relógio, nos deparamos com uma cidade viva, carros pelas ruas e um centro de comércio bem agitado. com todas as lojas respeitando a fachada histórica. E no meio desse centro, de uma ruinha torta, nos deparamos com a Catedral de Notre Dame de Rouen.

Imagine estar diante dela. Começou a ser construída no século XII. conforme os séculos passaram, o estilo gótico foi também se modificando até chegar ao Gothique flamboyant, do qual esta fachada é um exemplo.

Nosso passeio, que começou quase em desespero, foi uma surpresa atrás da outra. Um dia desses de êxtase visuais. Voltamos para Paris, no trem cujas passagens já estavam compradas, literalmente exaustas, depois de 7 horas andando e nos maravilhando.

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23
jan
09

NOTRE DAME DE PARIS, sempre

Chegar a NOTRE DAME é sempre uma emoção.

Passei dois meses em Paris e, sempre que passava por ela, meu coração disparava. E mesmo tendo virado uma cena corriqueira, ainda sinto a mesma emoção de quando a vi pela primeira vez. Toda a história, toda a emoção de sua construção, estão impregnados nos contreforts extérieurs , no portal…

Mas é quando eu entro, que o milagre acontece. Sinto um aconchego indescritivel. Uma sensação de que tudo está bem e que assim estará. Tudo que consigo fazer é agradecer e enxugar lágrimas de felicidade.


NOTRE DAME, É MEU MILAGRE PARTICULAR…

23
jan
09

UM DIA BASICO EM PARIS









Uma imagem vale mais que mil palavras…então, conto tim tim por tim tim,depois.
Tem muito mais pra contar…quando voltar, edito este post com pormenores!

23
jan
09

AINDA VERSAILLES





A PERSPECTIVA DO CHÂTEAU DE VERSAILLES É UM APOGEU. QUANTO MAIS DE LONGE VOCÊ O VÊ, MAIOR ELE FICA!!!
E O MAIS IMPORTANTE! TEMOS QUE VOLTAR!POIS ESSES JARDINS SE TRANSFORMAM A CADA DIA, A CADA ESTAÇÃO, A CADA HORA DO DIA. É SEMPRE UM NOVO OLHAR SOBRE UMA NOVA PAISAGEM!

23
jan
09

VERSAILLES




23
jan
09

VERSAILLES


Chegar a Versailles é uma emoção à parte. Pega-se um trem na estação Montparnasse em Paris. Um trem cheiroso, de 2 andares. Em menos de 15 minutos, ou 13, porque aqui os horários são assim, chega-se a uma estação simples. Não há painéis informando que o Château é logo alí, mas quando você procura por informações, antes mesmo de perguntar alguma coisa, você encontra um papelzinho furreca, com o mapinha saindo da estação, e chegando ao castelo… 10 minutes à pied.
Andando pela cidade, você nâo consegue imaginar como o grandioso Château de Versailles pode estar por alí. Até que você vira uma esquina e ao longe, tem-se a visão.

Mais uma vez, nenhuma foto faz juz ao que vimos. Nem ao dia maravilhso que passamos, passeando pelos jardins, ora a pé, quando o vento nos empurrava, ora de trenzinho, para guardar energia e poder ver mais e mais.
Há que separar um dia inteirinho. Chegamos à bilheteria, uma pequena fila onde se ouvia todos os idiomas, inclusive o portugues. Um pai de família, meio ditador, dizia à sua prole e sua esposa, tudo que lia e tudo que ele já tinha decido fazer.
Compramos nossos ingressos para o dia inteiro, incluindo uma jóia recém restaurada. Les domaines de Marie Antoniette. O Petit Trianon, construído para que ela pudesse escapar de vez em quando, dos salamaleques da côrte.
Vimos os aposentos do Rei Sol, cujas janelas se abrem para o nascer do sol…No lado oposto, os aposentos da Rainha. Chega-se então ao Grande Salão dos Espelhos, onde cada enorme janela é oposta a um enorme espelho. Inescritível. Imaginei um baile, damas emplumadas, candelabros lotados de velas, e lógico, euzinha toda empoada…Com certeza, uma de minhas encarnações foi entre o Gótico e o Rococó…
Depois desse êxtase, fomos para os jardins. Um vento gelado, cortava as mãos. Decidomos pagar seis euros e irmos sentadinhas, até o Petit Trianon. Decisão acertada, pois é muuuuuito longe, e embora a paisagem valha a pena, a pé as perninhas certamente declinariam da idéia de chegar. além do mais, você pode descer do trenzinho em qualquer parada, passear um pouquinho e voltar ao trenzinho com o mesmo ticket. Uma bênção no inverno.
Fotos, e como ninguém é de ferro, um sanduba, um café. Fizemos nosso lanche, nos jardins do Petit Trianon…como se fosse normal e corriqueiro. Jardins lindos, árvores saudosas de suas folhas, e um rio artificial, onde patinhos tentavam nadar nas águas congeladas. Um cisne gostou de nós e saiu da água, vindo em nossa direção como um cachorrinho querendo atenção. Decidimos imediatamente que precisamos ter um cisne também.
Voltando de trenzinho aos jardins que apresentam o castelo e é aí que se tem noção do que Luis XIV queria. Não há limite para a paisagem.Nem os jardins nem o castelo, terminam… Quanto mais você desce, mais o Chateau se mostra maior e mais imponente. E mais você se deslumbra.

22
jan
09

CHAMPS ELYSÉES E O ARCO DO TRIUNFO

Voltando ao Barão Haussman, ele planejou um total de 12 enormes avenidas, que se cruzam no Arco do Triufo.

E nós, saimos de Montmartre, direto pra Champs Elysées que é uma dessas avenidas. Aliás ela É A AVENIDA.

Talvez a avenida mais linda do mundo! É linda! Das árvores ilumindas, delizam lágrimas de luz. E a gente vai caminhando, numa noite quase dia, noite iluninada, em direção ao Arco do Triunfo. E fica imaginando que a vida pode ser assim, iluminada e enfeitada chegando ao triunfo.




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