Arquivo para 1 de janeiro de 2009

01
jan
09

NEW YEAR´S EVE AT LONDON EYE

Sao 2 e vinte e quatro da manhã, portanto mais de vinte e quatro horas depois dessa experiencia, que certamente contarei pros meus netos e para todo o mundo que me perguntar.

Quando penso em Reveillon, penso em fogos de artificio. Assim, quando comecamos a pensar no que fazer na virada, veio a idéia de ir ver os fogos em London Eye. Nada mais natural, estando em Londres.
Meu filho imediamente pulou da cadeira, e bradou: Mamae! Voce é maluca?
A resposta  foi curta. Objetiva. E simples: SOU!
Sou completamente maluca.

A idéia comecou a tomar forma ainda no Brasil. Como estar em Londres no Réveillon e não ver os fogos em London Eye?
No dia 30, fomos eu minha filhota, a Trafalgar Square e vimos os cartazes de Happy New Year!!!  Num frio de fazer inveja a esquimó, ao anoitecer, tomamos um café e entramos numa das mil lojas de souvenirs de Londres. Comprei umas besteiras e um termômetro, tipo ímã de geladeira, minha lembranca favorita das cidades que conheço. (Ok, é brega, mas turista tem que ter seu lado cafona).
Voltamos à praça, cuja fonte já estava cercada, e equanto tirávamos fotos, verifiquei a temperatura. O grau. Termômetro não informa a sensação térmica. Ainda bem! O vento gelado de Londres faz você achar que seus neurônios vão congelar.
Na volta pra casa, minha filha perguntou:  Mamãe, voce tem certeza?
Mais um resposta curta: Tenho.
Começaamos então a preparar nossa aventura.
Ontem pela manha acordamos cedo e fomos para Elephant & Castle. Um shopping que fica na estacão de metro do mesmo nome, que digamos assim, é bem popular. Bem popular mesmo, mas tem um monte de barraquinhas com coisas esquentantes, de ceroulas a tapa orelhas.
Eu tinha perdido a minha luva mais quentinha, que carinhosamente chamava de Zinslaine (pronuncia- se : sinslaine (o nome certo e Thinsulate), e precisava imediatamente repor a minha perda, pois sem luvas a gente perde contato com a mãos e a coordenacao motora fica extremamente prejudicada, senão ausente.
Chegamos e eu mal pude conter minha alegria quando vi uma alegre feirinha na frente do shopping, com varias barraquinhas de arabes, vendendo todo tipo que coisa para se aquecer, incluisive luvas Thinsulate!
Compramos ceroulas, tapa orelhas, pacths que se aquecem ao entrarem em contato com o ar, protetores de lábios, nos preparando para o momento London Eye à meia noite. Encontramos uma bota mega fashion, numa loja chamada “SHU STORE”… Eu, minha filha e duas mulheres das quais so podíamos ver os olhos, eram as únicas pessoas na loja. Um luxo!
Voltamos para casa, e enquanto nos embalávamos em camadas de roupas térmicas, numa verdadeira operação de guerra, meu filho olhava incrédulo.
-Mamãe, voce  não tem noção, é muita gente! Aquilo deve ser  uma lucura! Vocês vão mesmo?

FOMOS.

Como eu e Carol estamos num momento de total antecedencia, saimos de casa as 3 horas (da tarde).
E fomos animadíssimas pra nossa aventura londrina, nos gabando de não estarmos sentinhdo frio algum!

Mas… (Continua aqui)

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01
jan
09

LONDRES 2

E obvio que nao tenho tempo no momento para contar em detalhes o que fazemos day by day. Mas vou aproveitar esse momento calmo, que meus filhotes estao dormindo para fazer um pequeno resumo desses 5 dias. Desculpem a falta de acentos, mas escrevo de um computador “londrino”.
Dizem que sempre ha uma segunda chance. Londres, nao tinha sido muito, digamos, receptiva da primeira vez que estive aqui.
Desta vez, a cidade resolveu se revelar e fazer com que eu me apaixonasse por ela. (Que Paris nao me leia e fique enciumada). Chegamos e logo na primeira saida do aeroporto, vimos um lindo sol brilhando no ceu. Coisa rarissima segundo meu filho e todos que moram aqui.
Pois ate ontem, foram dias lindos, com direito a por do sol entre as torres do Parlamento. Digo ontem, porque ONTEM e um capitulo a parte que decreverei com riqueza de detalhes em outro post.
Estamos no alto inverno e isso quer dizer um frio gostoso, que evolui para um frio congelante, momentos em que precisamos de um capucino, que so se encontra no PRET A MANGER, uma rede de casa de lanches cult que felizmente se encontra por toda a cidade.
Nesses cinco dias, fizemos tudo que turistas tem direito, incluindo um dia de “boxing day” na Regent Street e Oxford Street que tambem descreverei em outro momento.
Passeamos de Big Bus Tour, que nos deu direito a um passeio maravilhoso pelo Tamisa, tudo isso, congeladas, enroladas em pachminas, com umas tres camadas de roupa, debaixo do casaco.
A regiao central de Londres e linda. E ainda falta tanto pra ver e me deslumbrar.
Mas devo aqui revelar um pequeno e singelo momento, nada turistico mas completamente querido: Da varanda da casa onde meu filho esta morando, ve-se um gramado, e ora podemos observar uma raposa com sua cauda enorme passeando pela noite, ora um esquilo irrequieto. Me diga, quem e que sai pra fumar um cigarrinho, e da de cara com personagens de desenho animado?

01
jan
09

LONDRES…

Chegamos dia 25, precisamente as duas e meia da tarde. Mais de 24 horas de ansiedade. Eu e Carol nos especializamos em chegar cedo para eventos importantes. Com mais de cinco horas de antecedencia, ja estavamos no Galeao. Afinal, era Natal e ficamos com medo de engarrafamentos e contratempos. Depois de entregarmos as malinhas, ficamos saracutiando pelo aeroporto, tomando cafes, e fazendo hora para o embarque.
Voo tranquilo, apesar da chuva torrencial na hora de decolar. Verao no Rio e assim mesmo…
A bordo, muitos Happy Christmas e Joyeux Noel. Chegamos em Paris cedindo, e logo saimos para sentir a temperatura… Uma delicia! Cinco graus, e nos duas felizes da vida, do lado de fora do Charles de Gaule. Como estamos num momento “antecedencia”, nossa conexao para Londres so aconteceria…cinco horas depois. Pensamos em dar uma volta por Paris, “prendre un petit cafe” e voltar, mas ao tentar comprar os tickets do RER, fomos informadas que havia uma greve, e que os trens estavam demorando mais que o normal.
Decidimos ficar no aeroporto mesmo. Saracutiando ate a hora do voo para Londres.
Quando finalmente entramos no aviao, estavamos exaustas e dormimos com as cabecinhas uma sobre a outra, num momento de pura sintonia.
And….aterrisamos em Londres. Segundos de pura tensao. Eu tinha em meu poder, um verdadeiro dossie. Todos os documentos possiveis que pudessem provar nosso vinculo com o Brasil, incluindo contracheques, seguros,a carta do meu filho se responsabilizando por nossa estada, e ate a escritura do apartamento. Era uma pasta bem pesada, caso a imigracao nos levasse para a tal salinha, teria pelo menos bastante assunto para o interrogatorio. O nervoso era tanto que preenchemos varios papeis da imigracao, cada um com um erro mais ridiculo que o outro.
Chegou a nossa vez. Unidas para o que desse e viesse, entregramos os passaportes para o oficial. O momento mais tenso, foi entre as perguntas de praxe. Pegamos um senhor um tanto estrabico, e enquanto um olho olhava pra gente o outro examinava os passaportes. Portanto, nao podiamos nesse exato segundo avaliar a expressao do tal senhor.
Quando finalmente ele nos entregou os passaportes carimbados, saimos desejando Happy Chritmas, com um sorriso de puro alivio nos labios e um tanto incredulas.
Devo dizer que esse processo durou no maximo tres minutos. TRES MINUTOS para os quais eu me preparei fisica e mentalmente durante as ultimas 4 semanas, incluindo respostas complexas em ingles.
Ufa! Estavamos finalmente em Londres.




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