23
jan
09

VERSAILLES


Chegar a Versailles é uma emoção à parte. Pega-se um trem na estação Montparnasse em Paris. Um trem cheiroso, de 2 andares. Em menos de 15 minutos, ou 13, porque aqui os horários são assim, chega-se a uma estação simples. Não há painéis informando que o Château é logo alí, mas quando você procura por informações, antes mesmo de perguntar alguma coisa, você encontra um papelzinho furreca, com o mapinha saindo da estação, e chegando ao castelo… 10 minutes à pied.
Andando pela cidade, você nâo consegue imaginar como o grandioso Château de Versailles pode estar por alí. Até que você vira uma esquina e ao longe, tem-se a visão.

Mais uma vez, nenhuma foto faz juz ao que vimos. Nem ao dia maravilhso que passamos, passeando pelos jardins, ora a pé, quando o vento nos empurrava, ora de trenzinho, para guardar energia e poder ver mais e mais.
Há que separar um dia inteirinho. Chegamos à bilheteria, uma pequena fila onde se ouvia todos os idiomas, inclusive o portugues. Um pai de família, meio ditador, dizia à sua prole e sua esposa, tudo que lia e tudo que ele já tinha decido fazer.
Compramos nossos ingressos para o dia inteiro, incluindo uma jóia recém restaurada. Les domaines de Marie Antoniette. O Petit Trianon, construído para que ela pudesse escapar de vez em quando, dos salamaleques da côrte.
Vimos os aposentos do Rei Sol, cujas janelas se abrem para o nascer do sol…No lado oposto, os aposentos da Rainha. Chega-se então ao Grande Salão dos Espelhos, onde cada enorme janela é oposta a um enorme espelho. Inescritível. Imaginei um baile, damas emplumadas, candelabros lotados de velas, e lógico, euzinha toda empoada…Com certeza, uma de minhas encarnações foi entre o Gótico e o Rococó…
Depois desse êxtase, fomos para os jardins. Um vento gelado, cortava as mãos. Decidomos pagar seis euros e irmos sentadinhas, até o Petit Trianon. Decisão acertada, pois é muuuuuito longe, e embora a paisagem valha a pena, a pé as perninhas certamente declinariam da idéia de chegar. além do mais, você pode descer do trenzinho em qualquer parada, passear um pouquinho e voltar ao trenzinho com o mesmo ticket. Uma bênção no inverno.
Fotos, e como ninguém é de ferro, um sanduba, um café. Fizemos nosso lanche, nos jardins do Petit Trianon…como se fosse normal e corriqueiro. Jardins lindos, árvores saudosas de suas folhas, e um rio artificial, onde patinhos tentavam nadar nas águas congeladas. Um cisne gostou de nós e saiu da água, vindo em nossa direção como um cachorrinho querendo atenção. Decidimos imediatamente que precisamos ter um cisne também.
Voltando de trenzinho aos jardins que apresentam o castelo e é aí que se tem noção do que Luis XIV queria. Não há limite para a paisagem.Nem os jardins nem o castelo, terminam… Quanto mais você desce, mais o Chateau se mostra maior e mais imponente. E mais você se deslumbra.


0 Responses to “VERSAILLES”



  1. Deixe um comentário

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 9 outros seguidores

janeiro 2009
S T Q Q S S D
« dez   fev »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 9 outros seguidores

viagens
free counters

Atualizações Twitter


%d blogueiros gostam disto: