Arquivo para fevereiro \24\UTC 2009

24
fev
09

E ACABOU O CARNAVAL….(saudade da minha mãe)

Hoje, terça-feira gorda, o carnaval está indo embora. E eu, ainda com tantas estórias pra contar, não posso deixar de registrar essa passagem. Não sou muito de bloco, de perambular pelas ruas fantasiada. No verão escaldante, prefiro hibernar num bom ambiente com o ar refrigerado bombando. No entanto, é impossível escapar das inevitáveis reportagens ao vivo, mostrando como todo mundo está se esbaldando na folia. E mesmo sem a mesma empolgação, as escolas de samba o Rio de Jeeiro, invadem o nosso habitat. É a ditadura da felicidade. Por princípio, não gosto de datas impostas. O mais gostoso da vida é o imprevisto. O acaso.
Já fui à Sapucaí e talvez seja o único espetáculo carnavalesco que eu realmente goste, ao vivo e a cores. No entanto, ver pela televisão é um suplício. Um outro ritual. Comentaristas, narram compulsivamente qualquer detalhe, provando que estudaram as apostilas a finco. Entrevistas ridículas antecedem a entrada triunfal da escola na avenida E as escolas de samba, de uns anos pra cá, esqueceram exatamente do samba. Não houve um sequer que empolgasse.
Lembro que quando era pequena, me preparava junto com minha mãe, para ver a transmissão do desfile. Ainda em preto e branco, imagine! Fazíamos sucos, sanduíches e transformávamos a sala em camarote. Minha mãe, mangueirense doente, torcia o nariz para todas as outras escolas. E passávamos a noite acordadas, vendo as escolas passarem, comentando os tropeços e percalços dos sambistas. Era muita emoção. E eu esperava por isso. Mas meu olhar mudou.
Acho que esse código, sempre foi o sabor do meu carnaval. Minha mãe. Uma foliã de poltrona, das mais amimadas. E me lembro que no último carnaval, em que ela estava conosco, saímos eu e as crianças, para comprar uma televisão bem grande. Queríamos animá-la e, o desfile das escolas de samba, era um bom pretexto. Em plena sexta-feira de carnaval, chegamos eu e Carol com uma enorme televisão.
– Vamos mãe! Vem ver o que a gente comprou! Num passo de passarinho, ela levantou da cama, veio até a sala e sorriu. Mas não assistiu aos desfiles. Já estava muito cansada. E nem a televisão nem a Mangueira fizeram mamãe levantar. Nem eu.

Sinto falta dela.
Sinto falta da minha mãe.
Naquele canto está faltando ela e a saudade dela ainda dói em mim…

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18
fev
09

MAIS EMOÇÃO…HYDE PARK





sem palavras…

18
fev
09

"SENTIR É ESTAR DISTRAÍDO"




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Adoro ter tempo para sentir. Seja no dia a dia, seja numa viagem, sentir o que vejo é o que transforma um passeio, numa experiência. Qualquer paisagem se transforma numa emoção, quando me permito sentir e conectá-la com emoções que vivem dentro de mim.

18
fev
09

WINTER WONDERLAND

Nesta época do ano, em Hyde Park, é montado um parque de diversões. À noitinha, é uma festa de luzes e sons, comidas e cheiros. Uma delícia soltar o lado criança, já aflorado em qualquer viagem. Se não fosse a maturidade de minha filha, teria gasto algumas libras a mais, experimentando todos os brinquedos. Terminamos nosso tour pelo local, experimentando uma cerveja alemã.
Quando nos dirigíamos para a estação do metrô, fomos presenteadas com uma noite linda, uma lua nova mergulhando seu reflexo no lago e…patinhos que parecem pedir comida, sempre que alguém se aproxima. Pura poesia.

13
fev
09

UM PEQUENO COMPANHEIRO DE AVENTURAS

Quando arrumei minha “malinha” para a viagem, tudo que eu tinha em mente era não carregar peso, locomoção fácil, independência total! Por isso nem cogitei de levar meu notebook. Apesar de pequeno, pesa um quilo, com a fonte e fio quase um quilo e meio. Juntando com todos os carregadores de câmera e celular, vira um peso daqueles. Praticando o desapego, pensei: – Não vai dar tempo de ficar navegando. Não vou levar! Porém…confesso que sou uma “internet addict”. E sentia uma supar falta de toda a noite poder pesquisar o que eu ia ver no dia seguinte, preços e promoções de passagens ou ainda, dar uma olhadinha nas notícias da BBC. Além disso, minha filhota ficava com aquela carinha carente, querendo falar com o namorado, toda vez que chagávamos em casa e meu filho já quase enraizado, estava trabalhando no computador.
Nesse dia mega frio, resolvi terminar nosso passeio em Tottenham Court Road. É nessa rua que estão concentradas as lojas de informática. Eu já estava me coçando para comprar um netbook, ou seja um notebook, cuja maior função é conectar. Conclusão: não resisti. Num ato de total lobotomia, passei meu poderoso cartão, coração aos pulos e comprei meu pequeno bebê neguinho. Yessss! Foi aí que totalmente equipada, pude ver todas as fotos que tirava durante o dia, falar com o mundo em alto e bom som, reservar passagens em absoluta e rasgada promocão. Independência! O bichinho é muito pequeno, a fonte ídem, a bateria dura umas cinco horas e dá para colocar dentro de uma bolsinha! “paxonei”. Baby Voyager é valente! E apesar de recém nascido, já carimbou o passaporte várias vezes. Foi para a Bélgica, França e Inglaterra. Só não está muito adaptado ao calor tupiniquim.

12
fev
09

FRRRRIO INTEEENSSSO



Por incírivel que pareça, batemos perna o dia inteiro. Lógico que comprei mais um cachecol que foi devidamente colocado por sobre a pachimina, o que me proporcionou um conforto indescritível. Carol, fez um pedido inusitado: Mãe, quero um sanduiche enorme do Mac Donald´s. Eu, que não sou muito chegada, fiz uma exigência: -Quero um Mac “chic”. Dependendo do lugar, o Mac Donald´s em Londres, esnoba na decoração. Em Victoria Station, é lindo! Pois partimos pra lá. Mesmo vendo todas as pessoas à nossa volta se contorcendo de frio.
Depois do almoço (revigorante devo dizer)fomos conhecer Westminster Cathedral. Infelizmente, estava sendo restaurada. Mesmo assim, cumpri meu ritual, rezando fervorazamente, agradecendo por tudo.

12
fev
09

E O FRIO COMEÇOU A APERTARRRRRR….

Carol tirou essa foto antes de amanhecer no dia 5 de janeiro. Quando acordei, senti que o frio estava de rachar mesmo. Como um friozinho básico nunca me assustou, coloquei mais uma camada de roupa, meus “aquecedores” de plantão. Saímos os três pra loja da Apple, pois o Dani queria um novo HD e Carol um IPod shuffle. Lá fomos nós… Já ao sair de casa, vimos que havia nevado durante a noite. No ponto do ônibus a coisa ficou feia. Minhas mãos congelaram imediatamente. Delirei de alegria quando vi nosso querido companheiro de aventuras. Nosso ônibus maravilhoso: 453 to Marylebone! Mas nem dentro do ônibus estava quentinho. Em Regent Street, um vento gelado, zunia, quando finalmente entramos no templo da Apple. Ficamos lá o tempo suficiente, para tirar todos os apetrechos, para logo ao sair, recolocá-los às pressas, pois estava nevando! Em poucos minutos, decidimos conhecer a loja da National Geographic. Na vitrine, lindas esculturas de cavalos feitos de toras e troncos. Um mimo! Assim… na base de umas 6000 libras cada. Acho que é por isso que estão quase eternizadas na vitrine. Material de mergulho, de fotografia, os muitos livros de fotos, e … uma câmera frigorífica, com um cubo de gelo, do tamanho de uma geladeira duplex ultra jumbo. O termômetro marcando – 49 graus. Motivo: vendem-se roupas para frio. Para muito frio. E são caras, muito caras. Então, nada como uma performance: o cidadão experimenta a roupa e entra no recinto, digamos assim, resfriado. Se gostar, vai no caixa e paga, algo em torno de 1000 libras.
Não foi à toa, que saímos de lá e eu fui procurar a primeira liquidação. Um frio louco, e euzinha, tentando ser local, sai com uma pachimina! Precisava urgente de um cachecol gordo, felpudo, que desse umas tres voltas e que de quebra chegasse atá às orelhas.




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