Arquivo para 2 de fevereiro de 2009

02
fev
09

PODERES! ATIVAR!

Juro que estou tentando…ativei meu treinamento budista, meu pensamento positivo, meu humor “Pollyanna” (sempre vendo o lado bom), até mesmo minha fé sem limites. Infelizmente, trinta graus positivos, aqui no sofá da sala da minha casa, derreteram todas as forças que acordaram ao meu lado. Enquanto isso, vendo os jornais, uma nevasca cobre de branco a cidade que acabei de deixar. Pura injustiça!!! Não tenho forças para guardar meus casacos, meias, luvas e cachecóis. Estão espalhados indecentemente pelo meu quarto. Coloquei o termômetro na geladeira: 10 gruas! Muito quente! ainda assim, gostaria de ser o queijo que meu amigo Michel trouxe de Paris. Ele, meu amigo e ele, o queijo, ainda estão tentando sobreviver ou se adaptar. Michel encarou a dura realidade e adotou uma toalha de rosto como companheira inseparável. Ensopado, me olha de lado como quem diz: bem que você me avisou! Em outubro ele esteve aqui e saltitava feliz enquanto eu já derretia. Em pleno fevereiro, não saltita mais e suas camisas, tem sempre três tons: ensopado molhado e úmido. Um luxo!

Estamos entrando num estado vegetativo.Minhas cachorrinhas, abanam meio rabinho. Olham para mim e eu para elas. Nós todos estamos meio boquiabertos, os olhares vagos, frases pouco claras, algumas interjeições deslocadas. Todo e qualquer raciocínio, sofre interferências radicais. O netbook que comprei em Londres, apita de vez em quando e decidi não ligá-lo até que a temperatura atinja um nível suportável ou que ele, o netbook, tenha a mais vaga noção do que está acontecendo.
Acho que vou fazer o mesmo comigo. Pelo menos até à noite, quando devemos nos deliciar com : 28 graus…Uma fresca daquelas!

02
fev
09

HOME HOT HOME!!!!

É. Cheguei em casai. Exausta! Meus pés estão dois pães, inchados! Minha habitual insônia aérea não me deixou pregar os olhos na viagem. Dormi todo o final de semana, embaixo de ventiladores, enquanto a pior nevasca em dezoito anos, atinge a Inglaterra. Pode parecer loucura, mas eu queria estar lá. Mas continuo firme. A minha próxima viagem, é esta: Reinaugurar esta vida, em terras tropicais, com novos olhos, repletos de paisagens e o coração cheio de tudo que vivi nesta viagem. A grande viagem é todo dia! A estação mais importante é abrir os olhos de manhã e planejar… Vou contando aos poucos, detalhes, que devido à pressa, não contei. Vou me deliciar, descrevendo minúcias do nosso dia a dia em Londres e de todas as aventuras… No momento, tenho que dar uma olhada na mais pura e cruel realidade. Minha conta bancária! E esse termômetro que teima em não baixar dos trinta.

02
fev
09

PARIS À BIENTÔT!

Voltamos para casa, comprei meu Beaujolais Nouveau no chinês conhecido desde o ano passado, um chèvre,uma baguette e já estávamos com nosso jantar garantido.
Logo que chegamos, começamos a planejar nossa volta para Londres. Mas um susto ao ver o preço da passagem de volta no Eurostar, me tirou a calma. Michel chegou e disse que era melhor irmos pessoalmente à Gare du Nord, assim que acordássemos. Enquanto isso, nos ofereceu um salmão delicioso.
Nem preciso dizer que não dormi. Teria que acordar cedíssimo, correr até a Gare du Nord, resolver as passagens, correr até a ótica na qual tinha encomendado meus óculos…
Assim fiz. No metrô, eu pensava…Nossa! Como é que uma simples passagem de volta, pode custar mais do que tudo que já fizemos em euros até agora?
Resumindo: 3 dias de hotel em Bruges – 280 euros. Despesas gerais, incluindo passagens 100 euros. Como uma simples ida de Paris para Londres podia custar 460 euros? Pânico! Um frio louco em Paris e euzinha suando de tanto correr. Cheguei à Gare du Nord, procurei o guichê do Eurostar. Fui rapidamente atendida. O simpático ( e gatíssimo) rapaz me explicou o mistério. Se você comprar somente a passagem simples, ou seja, só a ida, o preço dobra! Pedi então a passagem mais barata. Ele me disse que comprando ida e volta, pagaria bem menos. -Jetez le retour dans la poubelle, si vous voulez! Ou seja, joga a passagem que você não usar, na lixeira. Eram 9 horas da manhã e comprei a passagem para 13:01. Isso mesmo: 13:01! começou então minha gincana. Pegar o metrô, conexão, sobe, sobe , sobe, anda, anda, anda, desce, desce, desce, outro trem, sobe tudo outra vez, cheguei à minha ótica, peguei minhas armações, infelizmente correndo, agradeci a gentileza de Florence, que tinha embalado tudo com carinho para que eu pudesse viajar.
Depois de muito correr, cheguei em casa, liguei para o “taxi bleu”, que em 7 minutos, nos esperava na rua. Chegamos à Gare du Nord, para variar, com uma hora de antecedência…Desta vez, não sei se pela expriência ou pela exaustão, nem liguei para a imigração. Falei em francês mesmo, meio sem paciência, e respondi às radicionais perguntas com um simples. Nous sommes venues de Londres! Alors…
Na fila da imigração, uma senhora muito perua, com carregador de malas particular, queria passar sem imigrar. Uma figura assustadora. Um mix de Dercy Gonçalves com Donatella Versace, enrolada num pano, com óculos escuros. Êta lê lê!!!
Acho que por causa das promoções, em plena crise, o trem estava lotado!
Ao chegarmos em Londres, enquanto tomávamos um café…passa por nós, Caco Barcelos. Meu cansaço me impediu de comprimentá-lo. Mas registrei o encontro… assim mesmo.




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