Arquivo para 20 de fevereiro de 2010

20
fev
10

Praga reeditando viagens – 7

Capítulo II

Voltamos do nosso passeio à Mala Strana e ao Castelo já à noitinha, quando Praga se enfeita ainda mais. Ah! Comemos num restaurante na decida do Castelo. Sim! Em Praga podemos nos dar esse luxo! É bem barato!

A noite, com a iluminação,fica tudo mais dramático! E a gente foi serpenteando pela cidade nos perdendo algumas vezes. O ponto onde a gente “se acha” é a Námèstí Republick, onde desemboca a rua do nosso hotel. Mas era nossa primeira noite pela cidade, então tudo era interessante.

Praça da Cidade Velha

Antiga Câmara Municipal

É tudo de bom…

Muitos restaurantes e cafés

Mas, fomos fiéis às nossas tradições e fomos ao supermercado fazer umas comprinhas para degustarmos à noite no hotel, vendo Esportes de Inverno pela televisão. Estávamos exaustos!

Tanto na Áustria como na Rep Checa encontramos essa rede de supermercados. Billa e outra rede de farmácia que se chama Bipa.

No dia seguinte, já estávamos locais… Fomos então para a Cidade Nova (Nové Mésto).

Para entender, Praga tem 6 bairos, que eles chamam de cidades . Olhando no mapa , do lado direito do Rio Vltava estão :  Josefov (Bairro Judeu), Staré Mésto (Cidade Velha), Nové Mésto (Cidade Nova) e Vysehrad. Do lado esquerdo: Malá Strana ( Cidade Pequena ) e  Hradcany (onde está o castelo de Praga).

A Cidade Nova foi fundada em 1348 durante o reinado de Carlos IV. Então nova, é só no nome.  A Praça Venceslau é o ponto alto da Cidade Nova. Em todos os sentidos.   Primavera de Praga em 1968 (protestos populares contra o regime comunista) e em 1989 , mais  protestos populares, que desta vez derrubaram o regime , abrindo a República Checa para o mundo.

A praça Venceslau, não é bem uma praça. São duas enormes avenidas, com canteiros no meio. As construções, ao longo dessa avenidas, são do início do século XX,  edifícios maravilhosos :Art Nouveau, Art Deco,  Cubistas. Mais uma vez, é uma galeria a céu aberto. É o centro nervoso de Praga. Bancos, lojas de todas as griffes e de departamentos, duas estações de Metrô, muitos bares e restaurantes, muitos trailers vendendo um delicioso cachorro quente de linguiça e o vinho quente mais delicioso que eu já tomei (fiquei completamente viciada em vinho quente, esquenta na hora! e abaixo de O é tudo que a gente quer…). Passear nessa praça, é um exercício de total abnegação para quem não tem mais nem um espacinho na mala. Pricipalmente porque estava quase tudo em liquidação. Para não dizer que resisti, comprei uma bolsa bem magrinha (11 euros) e uma pashimina linda (7 euros). Recordações que certamente eu usei e usarei muito.

Praça Wenceslau Linda, linda, linda!!!

É uma aula de estilos arquitetônicos…

Dá para ficar horas observando os detalhes de cada construção

De um lado e do outro é puro êxtase

E é aonde se encontra com os checos da cidade.

Não é só mais uma loja da H&M …

Para finalizar a tarde, pegamos uma rua e fomos de novo para a margem do rio.

Mas durante a caminhada, novamente ficamos enlouquecidos com as outras pontes “menos famosas”.

Mesmo debaixo de muita neve, Praga é colorida.

Amanhã, mais Praga. Desculpem, mas eu fiquei completamente apaixonada por ela.

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20
fev
10

praga – reeditando viagens 6

Capítulo I

Este post vai ser enorme! Não há como resumir Praga…Se quiser, é respirar fundo e ler tudo de uma vez ou  em capítulos…

Praga merece vários posts. Talvez um blog inteiro!   Mesmo assim eu vou tentar ser mais suscinta, embora ache uma tarefa quase impossível…

De Salzburg à Praga, foi necessário, fazer uma conexão,  em Linz, ainda na Aústria.  Foi uma correria, pois como o trem saiu atrasado de Salzburg, tivemos literalmente que sair correndo de uma plataforma para a outra em Linz. Tudo bem que o controlador tinha avisado esse trem por telefone, para esperar por nós. Mas quando finalmente encontramos uma cabine, razoavelmente vazia ( só tinha uma senhora), estávamos esbaforidos. Esse trem fez zilhôes de paradas. Umas tres ou quatro depois que entramos a senhora desembarcou. Yes!!! Tínhamos a cabine só para nós. Mas em qualquer parada, poderia entrar mais gente. Então adotamos uma estratégia. Fechamos as cortinas, e nos esparramamos, fingindo dormir. Se alguém abria a porta, roncávamos! E deu certo. Ficamos com uma cabine particular até o fim da viagem. Toda vez qua a mocinha com o carrinho de comes e bebes abria nossa porta, fazíamos uma festa particular. A cada parada, lá vinha ela…tlin, tlin, tlin. Num inglês meio atrrrapalhado, mas sempre sorrindo, ela já sabia que tinha um trio sorrindo, esperando por ela. Incrivelmente barato, foram muiiiitas cervejas checas, alguns sanduíches e muitas gargalhadas. Estções com nomes estranhíssimos e um entra e sai de gente,  não menos estranhas. E nós lá… Foi anoitecendo e  víamos as cidades passando pela janela, já na República Checa, com mais ou menos 40 cms de neve. Já sabíamos que a temperatura em Praga estava oscilando entre -8 e-12. Saber é uma coisa. Ver é outra e sentir outra bem diferente. A neve acumulava na janela e mesmo com aquecimento, sentíamos um certo frio. Eu, pra variar, não consegui pregar o olho. E nem meu companheiro ( o rádio do celular) podia me ajudar, pois a única estação que pegava, era….em checo.

Pronto, já voltei ao meu estilo prolixo.

Enfim, chegamos à Praga, mais ou menos às dez da noite. Confesso, que tive uma impressão meio decadente da estação. Mas também, era tarde, a estação com jeito de fim de festa, estávamos exaustos e eu tinha um certo medo de não conseguir me comunicar …  Checo não é a minha especialidade. Depois de um tranceté para pegarmos um táxi, chegamos ao nosso hotel. Nem acreditei que pagaríamos 50 euros para nós três, por um quarto enorme daqueles. O Hotel Atlantic foi uma grata surpresa. Noss0 quarto era enooooorme, quentinho, com duas janelas grandes ( que abriam!), três camas deliciosas e um banheiro tudo de bom, com aquecedor de toalhas! Para quem viaja, assim na base do bom e barato, foi praticamente uma constelação, a classificação deste hotel. Ah! tinha uma espécie de manual de instruções ou “como não se dar mal em Praga´´.  São instruções tipo não pegar táxi no centro da cidade, não trocar dinheiro com pessoas no meio da rua, não dar bobeira com bolsas ou carteiras, evitar rua desertas tarde da noite, etc  Ou seja, muito mais tranquilo que um passeio básico no Rio de Janeiro. Uma dica é trocar dinheiro na própria estação ou aeroporto (normalmente são as melhores taxas) ou no hotel. Um euro, valia em janeiro cerca de 25, 26 coroas checas. E dar preferência aos transportes e tours oferecidos pelo próprio hotel. Nós só pedimos táxi para o aeroporto, chegou rapidinho, o motorista foi gentil e educado. 7 euros do hotel ao aeroporto. Em vários estabelecimentos aceitam euros, o único problema, é que você fica sujeita à taxa que o comerciante estabelecer.

O centro histórico de Praga é patrimônio cultural da Unesco desde 1992. E com um simples olhar é fácil entender porquê.

Casa Municipal. Estilo Art Nouveau de tirar o fôlego!

As origens desta cidade  remontam ao ano da fundação do Castelo de Praga – 870 A.D. Mas,  já no período neolítico havia povoações no seu território. Não é de arrepiar? Mas as construções não tem nada a ver com a Idade da Pedra. Todas os edifícios, pontes, portões, tudo, absolutamente tudo, parece que foi bordado cuidadosamente por mãos encantadas. Praga tem de tudo um pouco, aliás, de tudo, muito! Ruinhas estreitas e construções de todos os estilos arquitetônicos – rotundas românicas, catedrais góticas, palácios de estilos renascença e barroco, casas em estilos de classicismo, art nouveau, cubismo,  edifícios modernos, letreiros em em neon, girffes e cadeias de fast food.  E é conhecida pelos pináculos e torres. A gente levanta o olhar e lá estão no mínimo 20 agulhas em cima dos telhados e torres.

Em Praga, prepare seu pescoço…você vai olhar muito para cima. Começamos por Staromestské Námestí, a praça da cidade velha. É, e  estava  linda, coberta de neve.

Igreja de São Nicolau

O prédio da antiga câmara municipal está sempre rodeado de gente. Sua torre gótica é o foco dos olhares. Motivo: O Relógio Astronômico,  o Orloj.

Torre gótica da antiga Câmara Municipal

Praça da Cidade Velha   Torres da Igeja Nossa Senhora de Tyn (ao fundo)

Relógio Astronômico =  Orloj

Lá em cima da torre, um trombeteiro se esbalda  na “corneta” e acena para a multidão, depois das badaladas de cada hora cheia, quando os bonequinhos saem daquelas portinhas lá em cima e a caveirinha  que representa a morte,  dá uma boa chacoalhada. O povo acena de volta e bate palmas…

´´O Orloj é composto de três componentes principais: o mostrador  astronômico, representando a posição do Sol  e da Lua  no céu, além de mostrar vários detalhes celestes; a ”Caminhada dos Apóstolos”, um show mecânico representado a cada troca de hora com as figuras dos apóstolos e outras esculturas com movimento; e um mostrador-calendário com medalhões representando os meses.´´

estadão. com

Não tenha pressa. Se chegar lá, faltando um pouquinho para o ponteiro maior chegar ao 12, vale a pena esperar. Aproveite e olhe em volta. Adoro esse voyerismo de viagem. Observar os turistas, como eu.  São de todos os lugares, falam todos os idiomas, tem todas as idades e tantas estórias…  Às vezes fico imaginando como cada um conseguiu estar ali… elocubrações viajantes. Antes da badalada da hora cheia,  fomos tomar um café no Starbuck bem em frente. Aliás, o café é um grande companheiro de viagem. Principalmente quando rola aquele momento BRRRRRRRRRRR! preciso me aquece agora!!!! Enquanto espera a hora cheia, a gente se dá conta que está alí…tudo em volta é lindo! Cada detalhe, parece ter sido colocado minuciosamente, para o deter o olhar. Seguindo em frente, você entra num emaranhado de ruinhas estreitas, cada uma mais linda  que a outra, se perde e se acha, e acaba chegando às margens do rio Vltava. Nesse pequeno percurso, uma característica poética. As lojas de marionetes. São como objetos de arte, bichinhos e personagens são transformados em marionetes impressionantes. Um verdadeiro mar delas em um zilhão de lojas. Tive  ímpetos de comprar todas. Muito auto controle… Na caminhada, recebemos vários flyers anunciando concertos, óperas, balés e apresentação de peças encenadas por marionetes.  Na próxima vez que eu for, vou dedicar boa parte do tempo a isso. Sim, vou voltar. Porquê o mais complicado, quando se tem 4 dias numa cidade como essa, é justamente, decidir o quê fazer.

São ruelas lindas… Muitas e muitas lojas de lembranças. Aliás, foi onde mais tive que me controlar. É tudo muito colorido e atrativo.

E assim, completamente boquiabertos, fomos andando, pisando em história, olhares atentos a cada detalhe. Tanto aos detalhes lá no alto, mas muito atentos ao chão, que mais parecia areia de praia em algumas ruas, o que  nos fazia protagonizar coreografias elaboradas. A todo momento rolava um passinho estilo “Catinguelê´´  Um bracinho para o alto, um pequeno deslizar quase estabaco. Era muita neve, montes de neve!!! Muito bom!

Da praça da cidade velha até as margens do rio Vltava, não é longe. Mas nos deixamos encantar por tudo, nos perdemos algumas vezes, andamos com cuidado redobrado e demoramos um pouco mais.

De repente  a gente tem umas vontades de chorar. Entrei diversas vezes em estado de contemplação catatônica.

As agulhas nos telhados, os bordados  e esculturas nas fachadas, os nomes das ruas, os cheiros, as formas das portas,janelas  e arcos…

De repente um vento…

Lá no fim da rua…

A visão da Ponte Carlos, e lá no alto, do Castelo de Praga.  Indescritível…

Portão da ponte

Vamos por partes.

A Ponte Carlos ou Karluv Most, foi construída a pedido do Rei Carlos IV com a intenção de unir a cidade velha (Staromestske Namesti), onde aconteciam os intercâmbios comerciais,  ao Bairro Pequeno (Malá Strana), uma espécie de cidade em volta do Castelo de Praga.

A ponte mais bonita do mundo. Ganhar esse aposto, acreditem, não é nada fácil. Desbancar a romântica Pont Neuf, em Paris, a gigante Golden Gate, em São Francisco, ou, ainda, a emblemática Ponte do Brooklin, em Nova York. Isso, definitivamente, é para poucos. Mas a Ponte Carlos, em Praga, supera em beleza todas as obras cuja função primeira consiste em ligar uma margem a outra de um rio (nesse caso, o Moldava, ou Vltava, em checo) – a segunda, claro, é encantar turistas do mundo inteiro.

Já na construção a Ponte Carlos tem uma história, no mínimo, curiosa. Dizem que Carlos IV consultou diversos astrônomos antes de depositar a pedra fundamental no exato lugar da Ponte Judite – destruída por uma enchente em 1342. Os sábios determinaram que a obra deveria ser iniciada às 5h31 de 9 de julho de 1357, uma combinação astral altamente favorável.

Não é que eles estavam corretíssimos? Assim nasceu um monumento assombroso. São 520 metros que ligam Malá Strana à Cidade Velha, vigiados por 30 estátuas de santos. As imagens começaram a ser postas ali em 1629, caso do impressionante Crucifixo. Por quase 100 anos, essa era a única obra a adornar a Ponte Carlos. As outras vieram nos séculos 18 e 19.

Ponte Carlos e Castelo de Praga

A ponte tem 520 metros de extensão e como é proibido o tráfego de veículos, é uma espécie de calçadão. Enfeitada por 30 estátuas de santos, é uma exposição a céu aberto!

É tudo tão lindo, que a gente passou mais de 40 minutos para atrevessar esses 520 metros

Uma das mais famosas é a estátua de São João Nepomuceno. Diz a lenda que passar a mão nela traz sorte. Eu fiz uma “massagem”…

Fomos então em direção ao Bairro Pequeno…O Castelo de Praga nos esperava.

No caminho, deu para “notar” o quanto tinha nevado…

Na subida para o Castelo, construções lindíssimas, muitas lojas de souvenirs, pubs e restaurantes.

É bem cansativo…ainda mais tentando se equilibrar nos montes de neve. Mas ao chegar lá em cima, a recompensa.

Vista lá de cima

Portão do Castelo.

A história do Castelo de Praga se inicia no século IX, quando os primeiros fundadores da dinastia Premislídica criaram uma fortaleza sucessivamente ampliada ao longo dos séculos seguintes, e que acabaram por se transformar em um dos maiores complexos palacianos do mundo (o maior castelo antigo do mundo, segundo o Guiness).

Um frio de rachar e os guardinhas imóveis. Só se mexem para trocar de guarita.

Mas a maior “surpresa” é que lá atrás esta a catedral de São Vito.

Uma das mais belas catedrais gótigas ! Eu que adoro o estilo gótico, meio que perdi a respiração. Não dá para descrever, nem para tirar foto de longe, pois em Praga um monumento fica “grudado” no outro.

No interior, a gente volta no tempo. É escuro e neste dia, muuuuuuuuuito frio. Por incrível que parece estava mais frio dentro do que fora.

Como toda a catedral que se preza, sua construção começou em 926. Em 1344, começa a construção de seu atual esilo gótico, e só finalizada no século 19.

Saímos de lá mais uma vez, boquiabertos. Aliás foi difícil tirar o Dani de lá de dentro.

Mas ainda tínhamos toda a região em volta do castelo para ver. Pode-se passar um dia inteiro por lá.

Normalmente é bem agitado por aqui. Mas em pleno inverno, os bares e restaurantes meio que se recolhem. Tirando um enorme grupo de japoneses, que foram embora rapidinho éramos só nós.

Brincando feito crianças…




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