Arquivo para março \30\UTC 2010

30
mar
10

em resposta à nova leitora, trem, ônibus ou avião??

Bom, eu ia responder no comentários, mas acho que talvez seja um post interessante, já que muita gente tem dúvida.

Eu acho realmente que depende da situação.

1) De quanto tempo se tem para a viagem -TEMPO

2) Do quanto se tem para gastar. – DINHEIRO

É claro que avião é mais rápido, mas como os aeroportos em que as “lowcosts” operam são sempre na casa do “lá longe”, separe algumas horas antes do vôo. 40 minutos antes da hora do vôo,  acaba o check in, e não tem choro nem vela. Está escrito na passagem! Perdeu! Então é bom chegar cedo. Além de filas grandes para o check in, há sempre a possibilidade de mudanças no horário ou coisa parecida. Eu particularmente, nunca tive problemas, a não ser por causa da nevasca. Mas isso aconteceu com todos os vôos de todas as companhias por todo a Europa.

Corredor de Gatwick (Londres). Do saguão de espera ( depois do security) até o portão de embarque é muuuuuito longe!!!

De qualquer forma, apesar de toda a antecedência, é muito mais rápido e às vezes, mais barato do que de trem, principalmente se você conseguir uma boa promoção ou comprar sua passagem com antecedência nas cias lowcost. Pesquisando antes de viajar, você encontra os meios mais baratos de fazer o translado aeroporto-centro da cidade. Em Innsbruck, por exemplo, um ônibus normal, sai da porta principal do aeroporto e por 4 euros, te deixa na rua principal da cidade. Lógico, que um bagagem pequena e carregável, fazem toda a diferença. Se não, as próprias cias, oferecem em seus sites esses translados bem em conta.

Trem não é lá o mais barato, não.  Um exemplo: De Londres à Paris pelo Eurostar é caro e há várias pegadinhas.

Por incrível que pareça, comprar ida e volta sai mais barato que só a ida ou só a volta.  Quanto mais madrugar ou mais tarde também.  Descobri isso na prática.  Primeiro fui de Eurostar para Bruxelas, numa mega promoção( 50 libras, só ida), no primeiro horário da manhã; de Bruxelas à Bruges (nem foi tão caro, pois é um trem comum e frequente, com saídas a cada hora da estação Bruxelles-Midi). Voltamos de Bruges, para Bruxelas e pegamos um Thalys para Paris (entre 60 e 100 euros, dependendo do horário. Alguns dias em Paris, fui reservar a volta para Londres (on line) no mesmo Eurostar. Surpresa!!! Dois bilhetes, só de ida ficariam em mais de 400 euros!!!!

Fui então pessoalmente à Gare du Nord no guichê da Eurostar. O  próprio atendente em explicou que era mais barato comprar ida e volta! Como assim??? Eu não ia voltar à Paris! Dê para alguém ou jogue fora…foi o que o atendente me respondeu. Pode???? Conclusão: os dois bilhetes saíram por +- 180 euros.  Nas low cost, não sairia muito mais barato, se fosse comprado em cima da hora. Mas com a antecedência de umas duas semanas poderia cair para 120, 130 euros (duas passagens).

Vantagem para os trens: as estações são mais centrais, geralmente perto do centro da cidade = economia no traslado.

Vantagem para o avião:  se comprado com muita antecedência, pode sair muuuito barato.

Ônibus: é realmente o meio de transporte mais barato.  Mas o tempo, óbvio, é o maior inimigo. Mesmo assim, não aboli totalmente a idéia. Minha experiência : de Paris para Amsterdam. Foi tranquilo, embora a rodoviária de Amsterdam fique mais afastada da cidade e tomamos um táxi para o hotel.  Já de Amsterdam para Londres, não acabava nunca mais!!! Depois ainda tem a parada para a imigração em Calais! que no nosso caso, foi quase às dez da noite, debaixo de um frio de doer, e muito cansativa. Mas a  experiência do ferryboat eu adorei. Parece um aeroporto navegante, com lojas, bares, freeshop, restaurantes… D +    …quase 12 horas de viagem!!!! E ainda chegamos em Londres, depois de meia noite, sem metrô!

Conclusão: planejando com antecedência, dá para aproveitar o melhor de todos os meios de transporte.  Acho que vale a pena experimentar de tudo! Rola sempre uma experiência!

Até!

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29
mar
10

economizando espaço na mala

Já, já, volto a Paris… Mas preciso compartilhar essa dica, já que me pediram o post sobre as low cost. Bom, que uma mala mínima é a melhor opção, acho que não há mais dúvidas! Também devo confessar que mesmo viajando com a pequerrucha, eu não sou de ferro e como o frio desse inverno em terras européias, não foi bolinho, comprei alguns casacos,  cacheóis e pashiminas.  Lógico que não dava para trazer, primeiro porque não há como usar nada disso nesse calor senegalês e depois por falta de espaço mesmo! Então resolvi deixar lá, no pequeno quarto do meu filho. Solução?

VacuumBag! Não é novidade, eu sei. Em Londres, encontrei esses sacos à vácuo, nas lojas 99p. Acredite, 3 sacos por menos de uma libra.  Dá para armazenar 4, 5 ou mais casacos e fica da espessura de menos de um e guardar em qualquer lugar.

E depois:

Pensamos seriamente em usar esse recurso para levar os casacos dentro das malinhas, quando partimos para uma viagem mais longa à Innsbruck, Salzburg e Praga (diga-se de passagem, -12 em Praga). Mas fiquei me imaginando correndo atrás das cmareiras para pedir emprestado o aspirador de pó (e o pior! em checo!, ahahah). Então, o jeito era sentar em cima para tirar o ar dos casacões que usamos nas montanhas.

Fuçando na internet, achei os tais sacos, aqui no Brasil, mas para viagem!!! Sem precisar do aspirador e no tamanho certo para malinhas ou mochilas.

O Space Bag® é muito fácil de usar!
Passo1 1. Coloque as roupas ou objetos que você deseja armazenar no interior do Space Bag®.
Space Bag – Vacuum Seal Storage Bags 2. Feche e vede o Space Bag deslocando o zíper Sure-Zip™ para uma das extremidades do saco e repita o movimento no sentido contrário.
Space Bag – Vacuum Seal Storage Bags 3. Enrole o saco comprimindo-o com as mãos até retirar todo o ar de seu interior.
Space Bag – Vacuum Seal Storage Bags 4. Desenrole o saco já comprimido e está pronto para você guardar em sua mala ou mochila.

Comprei, é lógico!!! Já testei e dá certo. Lógico que rola uma forcinha, mas economiza mointo espaço! Infelizmente, não é tão barato como em Londres…R$ 49,00 por três saquinhos. Mesmo assim vale a pena. Qualquer espaço a mais numa mala de 50X40X20, vale a pena.

Além disso, mantém as roupas secas e protegidas. O “saco” também toma a forma da mala, preenchendo os espaços.

Nesse site também vende o organizador de bolsa, que eu adooooro! É uma espécie de bolsa dentro da bolsa. O meu eu comprei na Bélgica, e só tinha visto isso nas comprinhas do vôo da Air France. Em viagens é uma mão na roda, pois fica tudo arrumadinho dentro da bolsa.

Esse aí é o meu.

Gostei também do porta maquiagem.

Não é bonito, mas é prático para viajar. Tudo separadinho,  protegido e fácil de visualizar e pegar o que se quer. Dá até para levar a escova e pasta de dente, ótimo para avião. Na malinha, pode ir enroladinho ou assim, aberto, dependendo do espaço. Comprei tudo  aqui.

29
mar
10

malão, mochila ou malinha??? de olho nas low cost!

Esse assunto não é novo aqui no blog, afinal a tal malinha, é praticamente uma regra em todas as minhas viagens. Seja para dois dias ou dois meses, minha pequena notável é a escolhida.

Exemplo de uma mala “média” e de uma mala de bordo.

Já falei sobre as inúmeras vantagens de se viajar com uma mala pequena (dessas que vão com a gente na cabine do avião). É a diferença entre a liberdade e a limitação. Uma coisa é ir para um só destino, quando você vai para uma cidade e vai ficar “sediado” num determinado hotel e depois vai voltar para casa. Outra coisa é viajar para vários lugares, se deslocando muito e economizando nos detalhes. A diferença de uma simples  passagem de ônibus para uma corrida de táxi, pode significar mais um dia de hotel, mais um passeio, mais um ingresso ou refeição.

Aprendi isso na prática na primeira viagem à Europa.  Minha mala nem era uma aberração, afinal eu iria ficar dois meses em Paris, em pleno inverno e uma mala média, me pareceu mais do que normal.  Mas nesses dois meses eu iria à outros lugares na Holanda e Inglaterra. Nessa hora, eu constatei! Menos é mais!!!!  Essa mala média, foi um estorvo na chegada a Londres por exemplo. Imagine-se subindo e descendo escadas de metrô, com 20 quilos!!! Ou correndo nas plataformas das estações de trem!!! Ou ainda, entrando num ônibus urbano, normalmente lotado…Isso sem falar no prejuízo que uma mala representa nas companhias low cost. A sua passagem pode chegar a custar míseras 5 libras mas a da mala, se você quiser despachar pode chegar a 10, 20 ou 30!!!! Então, dependendo do seu estilo, vai de malinha ou  mochila. Essa última é pratica ao subir e descer escadas, mas é cansativa ao transpor os looooongos percursos dos aeroportos e estações.  No trem, a mochila tem a vantagem de ficar com você. Já a malinha, em alguns trens como o Eurostar e Thalys,  fica num compartimento no próprio  vagão,  mas longe de você, junto e misturada com todas as outras… Além disso, é você que tem que subir e desce sua bagagem do vagão. E se alguém pegar, digamos, por engano??? Levar uma correntinha para “atracar” sua malinha, pode ser uma boa idéia. Já nos trens da Áustria, a bagagem fica em um compartimento acima dos bancos, ou seja, é você que ergue o peso lá para cima.

Ryanair Cada passageiro (excluindo bebés) pode transportar um objecto de bagagem de mão a bordo (gratuitamente). Apenas é permitido um objecto de bagagem de mão por passageiro (excluindo bebés). As bolsas, pastas, computadores portáteis, compras em lojas, máquinas fotográficas, etc. têm de ser transportados consigo dentro da sua bagagem de mão permitida. Esta não deve pesar mais do que 10 kg, não devendo igualmente exceder as dimensões máximas de 55 cm x 40 cm x 20 cm. Devido a restrições de segurança, determinados artigos não podem ser transportados na bagagem de mão. Para segurança e comodidade de todos os passageiros, a bagagem de mão deve caber por baixo da cadeira ou no compartimento superior. Reservamo-nos o direito de cancelar a sua reserva sem direito a reembolso e negar-lhe o embarque se chegar ao portão de embarque com mais do que uma bagagem de mão ou se esse item exceder as dimensões máximas.

Easyjet –i nformamos o regulamento de bagagem de mão da easyJet especifica que os passageiros podem levar para bordouma peça de bagagem de mão. Apesar de em alguns aeroportos do Reino Unido as restrições terem diminuído, a easyJet não pondera alterar a sua política sobre a bagagem de mão enquanto as regras e os procedimentos na maioria dos aeroportos do Reino Unido não se tornarem mais claros e consistentes.
Os passageiros podem transportar uma peça normal de bagagem de mão limitada às medidas 55x40x20 cm não existindo, dentro de limites razoáveis, restrições de peso, ou seja, o passageiro deve conseguir colocar, em segurança e sem ajuda, a peça de bagagem no cacifo.

Nos ônibus, vai depender do tamanho da mochila/malinha. Existem compartimentos acima dos bancos, mas se sua mochila for muito gorda, não entra e também não é boa idéia colocar entre você e o banco da frente. Os ônibus europeus não são parecidos com os daqui, é meio apertado mesmo.  Eu particularmente, prefiro a malinha. Já fiquei 6 horas entre o check out do hotel e a hora do ônibus, andando pela cidade (York, em UK), entrando e saindo de lojas, Starbucks, batendo perna mesmo… se estivesse com uma mochila nas costas, não ia rolar!!! No entanto, eu sempre levo ou uma bolsa de nylon, dessas que ficam dobradinhas dentro da bolsa. Ou um saco tipo mochila para coisas intermediárias que não cabem na bolsa, mas que precisam ficar à mão e não na mala.

Dá só uma olhada na reportagem do thelegrafh. co.uk:

Passengers may have to load their own bags onto the Ryanair Flights.

Hahahaha!!! isso quer dizer, que se você quiser que sua mala seja despachada, você mesmo que vai colocar a mala dentro do compartimento de carga!!! Segundo a reportagem, estão cogitando a cobrança de 1 pound para usar o banheiro durante o vôo. Ah!! O saquinho (aquele, para quando dá aquele argh) também pode custar 1 pound. Ou seja, nesses vôos, tudo que não for o assento, será cobrado. Em breve, teremos que pagar para respirar.

Low cost é assim  mesmo. Para cobrar bem barato por uma passagem, o negócio é cortar todos os custos com empregados e cobrar por absolutamente tudo. Na Ryanair, por exemplo, se você quiser pagar somente pela viagem e levar sua bagagem com você, é tudo ou nada. Você tem direito a a p e n a s e tão somente um único volume de dez quilos. Bolsa de mão, câmeras, necessaires, tudo tem que estar dentro desse volume.

Na Easyjet, pude viajar com a minha mala e minha bolsa. Mas já aconteceu de pedirem para colocá-la dentro da mala cujas medidas não podem passar de 50X40x20.

Medidor de bagagem de bordo da Easyjet.

Esse “engradado” serve para medir sua mala. Coloca-se a mala alí dentro. Se entrar sem dificuldade, ok!

Guichês da Easyjet

Fora isso, quase todas as cidades que visitei, tem um ônibus ou trem (no caso de Londres), que ligam o aeroporto ou estação de trem/õnibus, ao centro da cidade. Uma economia e tanto! Desde quê, óbvio você consiga carregar sua malinha…

25
mar
10

paris, como se locomover

Quando cheguei à Paris, a greve de transportes estava no auge! Eu iria ficar dois meses, mas e se fosse apenas uma semana, como aproveitar esse curto espaço de tempo. A resposta é a pé! Pode parecer loucura, mas dá para conhecer Paris a pé. Aliás é a melhor forma. O sistema de transportes é excelente. Todos os cantos da cidade são servidos por uma estação de metrô. Os pontos de ônibus, mostram não só a trajetória das linhas, como quanto tempo vai demorar para chegar o próximo ônibus. E se, antes de sair de casa você tem uma idéia pré-definida do que quer fazer é só consultar o site da Rapt (http://www.ratp.info). É só dizer de onde você vai partir e aonde quer chegar. O trajeto e os meios de transportes são mostrados. Mas….quando os franceses fazem greve, é para valer. Nada funciona. Nem os táxis rodam. Mas em dias normais, o transporte em Paris é tudo de bom. No metrô, prepare suas permas. É muita escada! E em algumas estações, dependendo de sua conexão, a gente anda, anda, anda, sobe, sobe, sobe, anda mais e desce, desce, desce…

Paris (intramuros) está dividida em 20 arrondissements. Como se fosse um caracol, os bairros vão se “enrolando” em ordem crescente do centro para as extremidades. Dividida em duas partes pelo Sena, a metade sul, Rive Gauche e a outra ao norte, a Rive Droite.

O pontinho vermelho : onde eu fiquei hospedada.

Para chegar à Paris a partir dos aeroportos, tudo depende do seu bolso e da sua bagagem.  Eu prefiro a minha malinha de avião, bem levinha e raramente tenho dinheiro pulando da bolsa. Do aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, há várias opções. De táxi, em média 50 euros, dá para chegar ao centro de Paris. Mas se a questão é economizar, vamos aos ônibus:

Roissy Bus: liga o Aéroporto CDG (terminal 1, 2 e 3 ) ao bairro Paris Opera

350 : esse é um ônibus comum. Custa 8 euros e te deixa na Gare du Nord, de onde pode-se pegar um táxi ou o metrô.

351: Paris Nation: acho que é o mesmo preço e também te deixa numa estação de metro e RER (trem)

Á noite circulam o N140 e o N141, ambos indo até a Gare de l´Est. Ou seja, dá para economizar…

Ligne-2-Nation-2.jpg

De Orly, depende do terminal.

Orlybus: liga o aéroporto a Place Danfert Rocherreau no 14eme arrondissement

183 : liga Orly (sul) à Porte de Choisy no 13eme arrondissement

285 : liga Orly (sul e oeste) à Villejuif – Louis Aragon (ao sul de Paris)

À noite circulam o N31 e o N131, que ligam o aeroporto à Gare de Lyon

Para quem vai ficar pouco tempo, o Paris Visite vale a pena.

ParisVisite – ADULTES
1 JOUR
EUROS
2 JOURS
EUROS
3 JOURS
EUROS
5 JOURS
EUROS
zones 1 – 3 9,00 14,70 20,00 28,90
zones 1 – 6 18,90 28,90 40,50 49,40

É um ticket magnético, válido de 1 a 5 dias, para todos os transportes públicos (incluindo barcos) e para viagens ilimitadas. Ou seja, dentro do período que for escolhido, você pode andar quantas vezes quiser em quantos meios de transporte quiser.

Se for ficar mais de uma semana, compre a Carte Navigo Decouverte. Decouverte porque é para quem não mora em Paris. É também um cartão magnético, que você pode carregar por uma semana ou um mês. Mas atenção: a validade começa sempre na segunda feira. Ou seja, se for um sábado ou domingo, você terá que comprar tickets para viagens únicas durante o fim de semana. Na segunda, você já pode viajar quantas vezes quiser de ônibus, metrô etc. Esse cartão é vendido nos guiches das estações de metrô e é preciso ter uma foto.  Você pode carregá-lo por uma semana ou um mês para  as zonas que você vai andar.

Quando comprar esse cartão, peça também seu mapa do metrô de bolso. Todo mundo usa e consulta, inclusive os parisienses. Há também o “carnet de dix“.  Compra-se 10 tickets juntos e o preço unitário fica reduzido. A cada vez que se entra no meio de transporte escolhido, um ticket é gasto.  O metrô costuma fechar a meia noite e nos fins de semana, vai até às duas da manhã. À noite funcionam os “Noctillians”, os ônibus noturnos.  Ou seja, em condições normais, se você tiver um mapa da cidade, com os principais pontos turísticos e um mapa do metrô, você tem Paris nas mãos. Ou ao seus pés!

Mas faça também o download do mapa de Paris com ruas e linhas de ônibus = http://www.ratp.fr/ plan de lignes – bus

17
mar
10

Chegando à paris

Fui então conduzida, em um carro quentinho, até a casa de Michel que morava no 18 ème, quase ao lado do Estade de France. Não era exatamente o recanto mais lindo e turístico de Paris. Liguei para Michel, do celular de Dominique. Uma voz pastosa: Alô? Ele  ainda estava dormindo, mas desceria em segundos para me receber. Eu estava em Paris!!!! (e aterrorizada com o primeiro encontro! como seria meu amigo francês?)

A primeira visão de Michel foi cômica. A impressão que me deu foi que ele ainda estava com o travesseiro colado na cara. Uma camisa com manchas de chocolate, café etc e um sorriso enorme me receberam. Mas as surpresas não pararam na camisa. Mesmo  sem querer, quando se fala em Paris, a palavra glamour vem à mente. Mas quando Michel me conduziu ao meu quarto, fiquei imaginando como eu faria para fugir dali o mais rápido possível. A casa era um caos completo. Livros por todas as paredes, muitas coisas por sobre os livros, sapatos pela casa, cinzeiros entupidos e a cozinha???!!!  Era um misto de fim de festa com república de estudantes. Não fosse o treinamento feito durante toda a minha vida com minha mãe geminiana(extremamente bagunceira) e eu  não teria sobrevivido. Mas da janela do meu quarto, eu via a Torre Eiffel e Sacré Coeur. Melhor visual impossível. Era Paris, alí, aos meus pés!!!! E o coração aos pulos!

Com esta paisagem, a gente releva uma baguncinha, né?   Além do mais, ele era extremamente gentil.

O apartamento era todo envidraçado, rodeado por 2 varandas. Os vidros não viam um pano, uma aguinha sequer, talvez, desde que a França ganhou a Copa do Mundo. Foi quando mesmo? A varanda….bem, a varanda era mais um quintal e tinha de tudo. A da sala, restos de festas, latinhas de cerveja, plantas à beira da morte, guimbas de cigarro.  A varanda do meu quarto era mais assustadora e  levei alguns dias para me convencer que não havia ninguém esquartejado dentro daquele saco preto que farfalhava quando o vento era muito forte  (nunca tive coragem de investigar o que era, mesmo depois de 2 meses). Uma panela enorme também fazia parte da decoração. Diga-se de passagem que ela permaneceu intacta até a minha partida para o Brasil.

Depois do café animador que Michel me ofereceu, ele me deu a chave do apartamento e saímos para que eu fizesse um reconhecimento dos arredores. Era tudo que eu poderia fazer sem metrô, pois nem táxis estavam rodando. Fui apresentada à Monoprix, uma espécie de Americanas, onde tratei de comprar meias de lã, e protetores labiais. Depois, sentamos num café, onde tomei meu primeiro petit noir. Pronto, parecíamos amigos de longa data. Eu estava exausta! Com a excitação da viagem, não tinha dormido nem na véspera, muito menos no voo. Mas aquelas lufadas de ar gelado num friozinho de 3 graus, me acordaram para o que seria o primeiro dia de um dos melhores momentos viajantes da minha vida.

Tour Eiffel

Já à noitinha, ele me chamou para ver o jornal, que tantas vezes eu tinha visto pela internet. As notícias não eram muito animadoras. A greve continuaria. Meu segundo dia em Paris dependeria de Dominique, pois não haveria metrô. Tout d´un coup ( não mais que de repente), Michel se levanta e me chama para um passeio a pé.   -Você é turista, não pode passar sua primeira noite em casa! Foi então que descobri o significado do verbo andar.  Pela paisagem da janela, dá pra se ter um leve noção da distância da Basílica de Sacré Coeur. Pois fomos andando até lá!!!! Tout doucement!!! Devagarinho! E, subimos as escadarias!!! Neste instante, pensei em silêncio “Não, ele não esquarteja as mulheres e as joga na varanda, ele as mata….andando!!!´´

Ao entrar na Basílica, além de agradecer aquele momento histórico, realizando um sonho, agradeci estar viva! Ainda não sabia o que vinha  pela frente. Se de tarde, a temperatura era de 3 graus, à noite, quanto estaria?

Pois foi com uma garoa fina, que continuamos passeando. Saindo de Sacre Coeur, percorremos Montmartre, praticamente vazio, por  causa da greve dos transportes. Descemos para Pigalle (0nde fica o Moulin Rouge) e andamos por mais um 4 a 5 kilômetros.

O que ainda restava de mim, se manifestou e pediu a ele para tomarmos alguma coisa. Où? Aonde? Ele me perguntou. O primeiro pub, de onde se ouvia uma voz cantando, me pareceu perfeito e, foi alí que recuperei alguma força e o vinho me ajudou a anestesiar o que ainda podia se chamar de pernas. Depois, Gare du Nord e tome de andar até em casa. Olhando no mapa, “minha casa” era lá perto do Estade de France, quase no fim da cidade intramuros.

Aquele quarto, aquela caminha me pareceram a suíte mais vip do Ritz! Me joguei na cama, rezando para conseguir me levantar no dia seguinte…Notredame de Paris, orai por mim.

16
mar
10

Enfim Paris!

Como prometido, ainda estou organizando o blog. Mesmo com um grande atraso, este é o primeiro de uma série de posts sobre Paris. Afinal, foi essa experiência que deu origem a este blog, mas que na realidade, acabou não rolando, pois meu computador “mórréu” logo na primeira semana da tão sonhada temporada em Paris e quando voltei ao Brasil, tive contato imediato de ultíssimo grau, com a tal depressão pós viagem, pós europa e não consegui levar o blog…

Minha estória com Paris começou cedo e levou muito tempo para chegar ao final feliz. Aos nove anos comecei a aprender francês e antes de pensar sobre o que eu queria ser na vida, pensava: preciso conhecer Paris!!! Não vou falar dos motivos que me fizeram levar tanto tempo para realizar esse desejo. Seria praticamente uma autobiografia. O fato é que demorou muito, mas em vez de passar uns dias, passei dois maravilhosos meses, vivendo em Paris.

Em 2006, depois de trinta anos, voltei a estudar francês, e noa ano seguinte,comecei finalmente a planejar minha viagem. Adoro planejar viagens. Atracada a um notebook, foram 6 meses viajandona. Finalmente Paris! Mas como tudo na minha vida tem  uma estória, essa viagem não poderia ficar de fora.

Para começar, pouco dinheiro. Para compensar muita sorte. Mas muita sorte mesmo! Como eu queria, praticar meu francês, vivia no MSN e no ICQ tentando contato com franceses ou francesas. Estas últimas nunca me responderam. Mas acabei fazendo amizade com Michel, um viajante inveterado, apaixonado pelo Brasil que insistia em me oferecer um quarto independente na casa dele em Paris. Conversamos durante mais de um ano. Foram meses elaborando a idéia. Como euzinha iria ficar na casa de um cara solteiro durante dois meses? Mesmo assim, resolvi arriscar, com um plano B na manga, é lógico! Mas com a economia na hospedagem em vez dos vinte dias eu poderia ficar 2 longos e maravilhosos meses.

Durante meses eu acompanhei os jornais franceses e francamente sabia mais do que estava acontecendo em Paris do que na esquina aqui da rua. A data da minha viagem se aproximava e em Paris o caos se instalava. Greve de todas as categorias, passeatas…Nesta época eu falava quase que diariamente com três franceses. Michel, que iria me hospedar, Dominique e Olivier. Todos fisgados no ICQ. Cada um emitia sua opinião sobre o que se passava na França. Uns quatro dias antes de eu embarcar, a greve que poderia ter estragado tudo, aconteceu. Os transportes, todos eles, parados! As negociações estavam acirradas. Mas como sorte não me faltou, Dominique declarou que iria me buscar no aeroporto. Salva! Pelo menos não passaria meu primeiro dia em Paris, no aeroporto. Mas eu tinha lá minhas dúvidas…como um cara que nunca me viu, iria sair de casa em pleno inverno, no primeiro dia de férias, para pegar uma brasuca no aeroporto em plena greve de metro, ônibus e trens? Mas quando saí do saguão, lá estava ele e seu narigão francês, sorrindo para mim. Aprendi que francêses, quando falam eu vou, eles estarão lá. É um compromisso. Aliás, isso é uma coisa ligada à lógica. Quando eles dizem uma coisa, é aquela coisa. Não é como aqui, que a gente convida por convidar e depois fica dando desculpa ou fugindo da pessoa. Fica muito mais fácil a convivência. Em compensação, as palavras tem muito mais força, pois elas significam exatamente o que eles querem dizer.

Assim, começou minha aventura parisiense. Salva por um francês que eu nunca tinha visto pessoalmente.

10
mar
10

o primeiro vôo internacional a gente nunca esquece

Eu sei que pode parecer impossível, mas não é. Muita gente nunca entrou num avião, ou nunca chegou perto de um vôo internacional.  Atendendo a pedidos, esse post ” descreve” como tudo acontece. Assim, dá para ter uma idéia do que você vai encontrar e fica mais fácil lidar com aquele frio na barriga que dá diante do desconhecido (já passei por isso), principalmente, quando a gente está viajando por conta própria e sozinha. Meu primeiro vôo internacional foi um espetáculo. O (você sabe o nome) ainda não tinha derrubado as Torres Gêmeas e os procedimentos antes de entrar no avião, propriamente dito, eram beeem mais traquilos. Mas me lembro do completo mistério que era para mim, fazer chek in, entrar na sala de embarque, o que fazer durante o vôo, que lingua os comissários falariam, como era a comida. Tudo era absoluta e deliciosamente novo. Eu estava com uma amiga, e nossa viagem para Nova York, era um tipo de excursão da falecida Soletur. Então as coisas foram fáceis, tinha um guia no Galeão para nos informar tudo, entregar as passagens, vouchers etc. Na segunda vez que visitei NY, em 99 já estava bem descolada. Já quando fui para Paris, anos mais tarde, eu me senti tipo marinheira de primeira viagem. Principalmente porque tinha passado anos pensando nessa viagem, o que fez  minha habitual ansiedade, atingir um nível absurdo! Comprei a passagem pela internet no site da Air France  (ainda tem os melhores preços para a Eur0pa). Tudo muito “muderno”, recebi o email de confirmação e o VoyageMemo, dizendo que poderia fazer o chek in pela internet. Chek in é básicamente a confirmação da sua viagem, e do seu acento no avião. Mas eu acabei fazendo lá mesmo no aeroporto Tom Jobim. Funciona assim: se for pela internet, 30 horas antes do seu vôo, a gente acessa o site, e com o código fornecido no e-mail, faz o chek in e imprime o comprovante. Eu gosto de antecedência e chego sempre antes. Eles recomendam três horas antes do vôo. Se você fez o chek in pela internet, entra na fila do guichê ” e – chek in”, e diante da atendente da sua companhia aérea, mostra seu passaporte e o comprovante impresso. A ou o atendente confirma no sistema, pergunta se há bagagem para despachar, e equanto você coloca as malas na balança, ela imprime seu cartão de embarque e coloca uma etiqueta na sua bagagem de mão. Aí você pode perambular pelo aeroporto, mas tenha o cuidado de saber exatamente aonde é o portão de embarque. Normalmente, o embarque começa uns quarenta minutos antes da hora do vôo.

Na sua bagagem de mão não pode ter, (de jeito nenhum) nenhum recipiente com líquido com mais de 100ml, nada cortante, nada combustível. Pasta de dente, colírio, e tudo que for líquido ou pastoso, tem que estar num plástico, tipo ziploc. Chegou a hora! O portão de embarque normalmente é misterioso. No Tom Jobim, o portão é um portinha, entre vidros fumê. Você apresenta seu cartão de embarque e entra. Depois de um fila tipo de banco, você chega ao guichê da polícia federal, mostra seu passaporte e de novo o cartão de embarque. Pronto, tecnicamente, você já saiu do Brasil e entrou num salão enorme.

Mas antes, tem o raio X. Tem que tirar casaco, computador e a bolsa e colocar tudo em bandejas que vão passar por um esteira para serem analisados. Nosso corpicho também passa por uma máquina para detectar metais (em Londres, agora tem um raio x que deixa a gente nuinha da silva). Daí a gente fica esperando a voz no alto falante anunciar seu vôo e então sim, a gente se dirige ao portão indicado. Pronto, você já está num tubo, que liga o avião ao portão de embarque e finalmente, dentro do avião, onde comissárias de bordo sorriem e dizem Bonjour!!! Daí, é procurar seu assento, e se acomodar.

Na sua porltrona, você vai encontrar um cobertor e uma almofadinha. Leve sua escova e pasta de dente, pois pelo menos na Air France, esse kit não rola!

Por experiência própria, prefiro os assentos perto da janela. E bem atrás. De preferência, os últimos que só tem duas poltronas a partir do número 52. Tá bom, fica perto do banheiro, pode até parecer que fica meio zoneado, mas se você sentar na janela só vai ter que ultrapassar uma pessoa para se locomover,esticar as pernas, ir pegar os lanchinhos durante o vôo, ou ir ao banheiro mesmo. Nesse lugar, a gente sempre sabe se “tá rolando” uma fila, ou se “tá liberado”. Outra maravilha, é que quase sempre são os primeiros assentos a serem chanados para o  embarque, e também os primeiros a receberem as refeições, já que os carrinhos saem dos fundos do avião.

Nesses mapas, os azuis claros, são os assentos da categoria econômica, onde nós, simples mortais, viajamos.

Na primeira vez que fui à Paris, sozinha, fiquei horas escolhendo meu lugar. E consegui sentar, exatamente sobre a asa! Ou seja, toda a vista que eu tinha romanticamente imaginado, quando chegasse a Paris, se resumiu ao céu nublado. Para piorar a situação, eu fiquei na janela e ao meu lado sentou-se  um casal esquisitíssimo. Assim que se acomodaram, enfiaram as máscaras para dormir, e não se mexeram nem quando o avião decolou, nem quando chegaram as refeições. Resumo: eu tinha que dar uma sacudida, quase um ataque epilético, cada vez que queria sair do confinamento. Na Air France, a categoria econômica, é isso mesmo. Um espaço mínimo entre o seu ser e a poltrona da frente e a do seu lado.

Eu não sou nem um pouco grande, e meus joelhos, em posição ereta, quase tocam o encosto da poltrona da frente. Quando o ocupante resolve reclinar ( reclinar é força de expressão), é claustrofobia total. Mas sorria!!!! Você está a caminho da Europa! Apenas 11 horas de vôo e pronto!

Se você tiver uma malinha, acomode-a no espaço em cima dos bancos. Se só tiver uma bolsa, coloque-a embaixo do banco à sua frente.

Et voilà!. Agora é só esperar todo o mundo se acomodar.

Antes de decolar, os comissários de bordo dão uma “sprayada” com uma espécie de desinfetante sem cheiro, checam se está todo mundo com cinto de segurança, se os compartimentos estão fechados, etc. Aí você escuta as turbinas, e a” a voz” anuncia o tempo de vôo, a que horas está previsto aterrissar e a temperatura do seu destino.

Spray desinfetante

Eu adoro a hora da decolagem. Escuto feliz da vida o vídeo sobre os procedimentos em caso de emergência, mentalizo uma viagem tudo de bom e pronto.

Uns quarenta minutos depois de decolar, o povo todo se mexe, desata os cintos, se espalha se tiver assentos vagos, e alguns até trocam de roupa e calçam pantufas. Eu não arrisco, pois se os pés incharem durante a viagem, o sapato simplesmente não entra mais. Os comissários distribuem os fones de ouvido, máscaras para dormir, tampões para os ouvidos, e lencinhos umedecidos refrescantes. Depois, passam com um bloquinho, anotando qual refeição você vai querer. Frango ou massa??? Carne ou massa?


Em francês: Poulet ou pâte? Boeuf ou pâte?

Logo, logo, a gente começa a ouvir o barulho dos carrinhos com as bebidas e refeições. Nesse quesito, tenho que dizer que a Air France é bem legal.

“Vista” do assento da Air France (classe econômica- Voyageur)

Champagne (antes da refeição) e um biscoitinho de erva-doce. Delícia.

Até a salada de chuchu é gostosa. Pão (delicioso, incrivelmente fresco) à vontade. E o vinho então? E no tocante às bebidas, não tem mão de vaquice não!

Pão, manteiga, água mineral, vinho branco, lasanha ou carne, salada de chuchu, frango, queijo brie, e de sobremesa, torta de chocolate e bombom.

Dá para ver que a mesinha fica realmente ao alcance das mãos…

Acabada a função do almoço/jantar, os comissários servem café, recolhem os pratos e copos, e tudo se acalma. Logo em seguida, começa a fila na porta do  banheiro e as luzes diminuem (mesmo quando o vôo é diurno). Normalmente passam o jornal (em francês) nas telas espalhadas pela cabine, e depois tem um filminho.

Nessa hora, já tem gente babando! Mas eu, que tenho insônia mesmo tomando um parangolé para dormir, fico tentando um posição para relaxar. Tiro um cochilos, mas dormir mesmo, nada!

Banheiro minúsculo. Aconselho uma dieta antes de partir….

Durante a noite, normalmente é tudo muito tranquilo. No meio da cabine, fica uma espécie de cozinha, e pelo menos na AF, você pode ir até lá e se fartar de sanduíches, biscoitinhos, água mineral (Perrier), Hagen Däzz, vinho branco, Heineken e champagne. Pra quem tem insônia é tudo de bom! Só de ir e vir, já mata o tédio.

Um cochilo e quando a gente vê, está amanhecendo…

Chegando à Paris…

E começa o boburinho do café da manhã. Eu adoooooro! Além de ser uma delícia, é sinal de que estamos chegando!

Salada de fruta, sanduíche de peito de perú, leite, iogurte, geléia, frios,  pãoe café  à vontade.

Bom, a hora de recolher os finalmentes do café da manhã é meio corrida. Afinal, já estamos chegando, e todo mundo começa a se arrumar, a mulherada lança mão do nécessaire, as mais peruas fazem um make  completo, os friorentos sacam os casacos e ficamos todos esperando o piloto dizer a temperatura local e  que estaremos aterrissando em alguns minutos.

Enfim, Paris!!!!  Da primeira vez, ao sair do avião, não tinha tubo! Tivemos que descer a escada e pegar um õnibus até o terminal. Este momento, para quem saiu do nosso ensolarado país, é uma lufada gelada que adentra seu corpo. Tive vontade de voltar ao útero materno. Portanto, seja qual for a estação, uma pashimina é sempre bem vinda!

Terminal do Roissy-Charles de Gaule (tubo que liga o avião ao terminal)

Chegando ao seu destino, não se preocupe. Não tem como não chegar na imigração. É só seguir a gelera. Se tiver conexão, leve o mapa do aeroporto. Se tiver que trocar de aeroporto (às vezes, pode acontecer de desembarcar no Royssi-Charles de Gaule e o outro vôo partir de Orly), consulte o site da companhia e do aeroporto. Normalmente eles disponibilizam um ônibus entre os dois aeroportos.

Terminal Charles de Gaule

Bom, espero que quem pediu  ou se interessou por esse post, viaje bem rapidinho! Nenhuma descrição consegue realmente mostrar o principal. O maravilhoso frio na barriga.

Até!!!




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