Arquivo para junho \30\UTC 2010

30
jun
10

silêncio

Para todos que acompanham esse blog e principalmente para os amigos que sempre passam por aqui, para saber notícias, bom, é que eu vou ficar quieta por um tempo, não sei o quanto.

Um menino muito, muito querido, que entrou em nossas vidas como amigo do meu filho, se transformou em namorado da minha filha e virou um filho que conheci já grande. Um menino que tinha acabado de fazer 23 aninhos, mas  cuidava da gente, como um senhor cheio de experiência.  Um menino cheio de sonhos, de vida, de amor. Dono de um coração tão grande quanto ele.  Um menino com um sorriso tão fácil, que só me lembro dele sorrindo, e falando coisas sobre a vida. Um menino que todo mundo amava. Que nós amávamos muito.

Bom, esse menino foi viajar…  E essa viagem a gente ainda não entende e dói tanto, tanto,  não poder ir buscá-lo no aeroporto….

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28
jun
10

El partido ArgentinaXMexico

Depois de 2 minutos de depressão numa galeria de antiguidades de San Telmo (motivo = eu via Zé Colméia, desenho animado dos anos 60, numa televisão igual a essa!), comecei a sentir aquela tensão no ar. As barraquinhas sendo desmontadas, a rua ficando vazia. Eram 2 e pouco da tarde. Entramos numa cefeteria, que também era pizzaria, e pedimos um café gigantesco, que nos deu um ânimo renovado. Agora a tarefa era achar o lugar ideal para assistir o jogo.  Voltamos ao la Poesía (Chile esquina com Bolivar), onde jantamos ontem (o lugar é simplesmente tudo de bom) e há  um telão enorme. Aliás, os cafés anunciam que tem “pantallas gigantes´´ .  LOTADO! Voltamos à Perú, para achar outro lugar e num momento inusitado, ouvi uma voz, do outro lado da rua, perguntando (em espanhol, é  claro) se queríamos ver o jogo.  Los últimos  dos lugares sentados! Eu nem acreditei quando entramos, e sentamos na única mesa alta do lugar, bem encostadinhas na janela, tipo um camarote, com vista privilegiada para la pantalla gigante! O dono do El Secreto, Tonico, em pessoa, foi o autor do abençoado convite. Em instantes, eu estava tomada pelo hino da Argentina, empolgadíssima, e totalmente envolvida com el equipo de Maradona! Torci loucamente pela Argentinha e adorei a torcida argentina. O jogo, emocionante, com direito a golaço, foi bonito de ver! E estar aqui, fez tudo parecer meio mágico.  E para completar, eles estão querendo uma final com o Brasil, então estarão torcendo pelo Brasil no jogo que vem.  E nós fomos super bem vindas!

Pronto, já estou completamente apaixonada por Bs As, e nem tem 24 horas que estou aqui.  Além disso, tem  o fato de estar  fazendo uma espécie de pós graduação, de um curso intensivo de espanhol que eu fiz, nem lembro quando, mas que me deu uma coragem absurda de pensar em frases complexas e achar que eu entendo tudo (acho que entendo mesmo). Bom, para variar estou exausta e nem começou.  Amanhã, então, vai ser tudo de bom! Hasta mañana!

28
jun
10

donde estoy?

Meus vôos e passagens por aeroportos tem sido abençoados por visuais maravilhosos. Nasceres e pôres do sol, tão lindos, que sinto, como que me abençoassem.

E hoje, apesar da chuva meio em spray, dessas que não adianta paraguas, pois os pingos parecem poeira molhada, só o fato de acordar ouvindo outra língua no corredor do albergue, já me deixou naquele estado de — donde estoy, quien soy yo?, que eu ADORO !!!!

Pois bem, estava num quarto de nome  El BURDEL, com o pé direito mais alto que eu já vi,  num albergue (mucho loco) em San Telmo, Buenos Aires, na temperatura que eu mais gosto (- de 10 graus), com uma cidade inteira para explorar e conhecer (pronto, voltei ao vício! e nem sequer tentei parar ou busquei tratamento!).

Ayres Porteños, seria só mais um, se não fosse único. É tanta alegria visual (bom, eu adoro cores), simpatia dos que  funcionários,  que você nem dá bola para o banheiro precário.

AYRES  PORTEÑOS

Essa é a entrada. Nem precisa dizer que a gente toma um susto ou solta logo um Buenas Noches. Mas é um boneco,  e há varios espalhados…

Entrada do refeitório e banheiros (por isso as roupichas penduradas, pura decoração!).

Hall para confraternização.

Já deu para sentir o clima, né? Café da manhã, com muito mais do que eu preciso para ser feliz.  Media lunas (croissants), bolos, geléias, café, etc e um funcionário tão simpático, conversando com todos os hóspedes, que a gente esquece que a salinha é meio apertada.

San Telmo ( horas antes do jogo mata-mata com o México, debaixo de chuva fina e constante)

Esforço de reportagem! Minha filha descansando(tentando melhorar) no quarto e eu, depois de um antigripal (dá para acreditar que tem uma gripe rondando a gente?). Mesmo assim, fiz meu tradicional reconhecimento da área e já adicionei alguns kioscos aos  favoritos, essa  mania de salvar em alguma pasta no cérebro, algo que eu gostei.

27
jun
10

Mi Buenos Aires querido!

Pois é. Minha malinha estava morrendo de tédio… E a viajante compulsiva que vos fala, não pensava em outra coisa. Então cá estamos… Vou ter que inverter a ordem das cidades. A próxima seria Barcelona (vou contar tudinho depois!) Mas no momento tenho que me concentrar para o jogo de amanhã. Rs! Vamos ver como é torcer com los hermanos. E cá entre nós, Maradona está  muito mais divertido que Dunga.

Foi meio intempestivo. Há séculos tenho vontade de conhecer Buenos Aires. E sempre adiei. Mas de repente me deu uma louca vontade de conhecer Bs As. A Europa é sempre meu destino… Fiquei alguns dias na dúvida, pois depois do orçamento da viagem ziguezague na Europa, qualquer passagem me parece um absurdo! Aliás, foi sempre isso que me impediu de viajar pela América Latina e pelo Brasil, então, nem se fala. Uma semana na serrra gaúcha, sai a bagatela de 2.088, por pessoa!  Fiquei uma noite inteira procurando a melhor tarifa. Cogitei até vir de ônibus, enfrentar 40 horas de busum, o que eu faria numa boa, se o preço compensasse. Não compensa mesmo! R$ 250,00 só a vinda, enquanto a passagem de avião está 291 reais. Fora isso, encontrei umas coisas muito malucas. Na Gol, por exemplo, tinha um vôo que chegava em Buenos Aires às 2 da manhã e um outro que saia à mesma hora, mas chegava às 6 e meia, com apenas 3 escalas, ou seja, passaríamos a madrugada, conhecendo aeroportos e esperando vôos. Pacote, nem pensar! 4 dias (só dois na cidade, os outros são vôo, translado, etc) sai por pessoa, muito mais do que orcei para duas.

Acabei na TAM. Depois de muito pesquisar o que cabia no meu bolso, vamos ficar em dois hotéis. Um albergue e um outro hotel antigo, em Santelmo. Na Recoleta estavam todos caros ou não tinham vaga. Da próxima vez, até penso em alugar um studio, mas desta, preferi a velha fórmula, de chegar, fazer check in, etc. De qualquer forma, vou colocar aqui, todos os links e blogs em que encontrei informações.

Chegamos já de noite, com uma chuva danada. Friozinho de dez graus. Pedimos um taxi da Ezeiza, no aeroporto mesmo. 118 pesos (a inflação, pelo jeito tá que tá, pois Rafael pagou 100, nao faz muito tempo) que nos trouxe até o nosso albergue.

Hostel Ayres Porteños

O albergue è tudo de bom, “todo trabalhado´´ nas pinturas coloridas. Cristian, super simpático, ´´nos deu nossas toalhas“ e nos mostrou como tudo funciona. É um casarãoo antigo, pé direito enoooorme, varandinha para a rua… bem como o nome diz. O banheiro é  fora do quarto mas dá para o gasto e fica no andar do nosso quarto, o qual é só para nós duas.

Já fomos ao cafè da esquina, bem fracesinho, jantamos um salmon ao creme de limone, tomamos cerveza artesanal,  e é lá que provavelmente vamos ver a Argentina jogar. Agora vamos nos acabar de dormir na cama quentinha. Amanha posto mais fotos do albergue … Ou nao… sei lá como vai estar isso aqui depois do jogo. Estou escrevendo “das computadoras” do albergue mesmo, pois acho que náo tem wifi no quarto e porque estou cansada tbém.

onde pesquisei:

Viage na viagem, dispensa apresentações. Tem quase um enciclopédia sobre Buenos Aires.

Pluna site da cia aérea

Crucero del Norte site da empresa de ônibus

Buenos Aires, queridos dicas de quem mora lá.

Vou de mochila muitas dicas e relatos.

Oh Buenos Aires informações úteis, sobre BsAs

Bytargentina site de aluguel de apartamentos por temporada.

Bue.gov site oficial de turismo da cidade

Idas e vindas relatos de viagens

No mais, os velhos conhecidos Booking. com,  Hostelworld e Hostelsclub. Depois com mais calma, atualizo a lista de links.

Amanha será um dia daqueles. Acordar em BsAs, bater perna de manha, dia de jogo decisivo, Maradona bombando e bandeiras azuis e brancas tremulando. ..

23
jun
10

paris – como se locomover (atualizando)

Um dos termos de maior procura  aqui no blog, tem sido sobre Paris. Então, antes de continuar os relatos da última viagem, vou atualizar o post que fiz, já que minhas informações estão fresquinhas.

Desta vez, cheguei a Paris 3 vezes. Na primeira e terceira, apenas para pegar minha conexão para e de Londres. Mas vou mencionar aqui, pois tive que sair de um aeroporto para outro e isso me custou 19 euros por pessoa. Ou seja, para duas pessoas no vôo ida e volta, foram mais 76 euros adcionados ao custo da passagem em si.

Para chegar à Paris a partir dos aeroportos, tudo depende do seu bolso e da sua bagagem.  Eu prefiro a minha malinha de avião, bem levinha e raramente tenho dinheiro pulando da bolsa. Do aeroporto Roissy-Charles de Gaule, há várias opções. De táxi, em média 50 euros, dá para chegar ao centro de Paris. Se rolar um engarrafamento…  pode ficar bem mais caro. Mas se a questão é economizar, vamos aos ônibus:

visu Accéder à Paris-Charles de GaulleLInha 3 – Transporte entre Roissy-Cherles de Gaulle e Orly = O mais prático é pegar um ônibus Les Cars Air France. 19 euros por pessoa. É fácil de achar nos dois aeroportos, circulam em intervalos de 30 minutos.

Roissy Bus:  liga o Aéroporto CDG (terminal 1, 2 e 3 ) ao bairro Paris Opera (9 euros)

Linhe 2– Place de l´Étoile

Porte  Maillot – CDG

15 euros (só ida)

24 euros (ida e volta)

circulam entre 6 e 23h

15 euros (só ida)  24 euros (ida e volta)

LInha 4 – Gare Montparnasse , Gare de Lyon – Charles de Gaulle

16,50 euros (só ida) 27 (ida e volta)

circulam a cada 30 min entre 6 e 30 e 21 e 30

Ônibus comuns = absolutamente confiáveis. Quando perguntei na Gare de Montparnasse sobre o ônibus para o Charles de Gaule,  às 4 e 15 da manhã, o atendente me disse que o tal ônibus chegaria em 3 minutos, me deixaria na Gare de l`Est, onde já estaria o N140, para o CDG. Em dois minutos e meio, vi o ônibus chegando…cheguei à Gare de l´Est e o N140 estava lá, praticamente me esperando. Não tem erro.

350 : Gare  de l´Est – CDG  Custa 6  euros  ,

351: Paris Nation: acho que é o mesmo preço e também te deixa numa estação de metro e RER (trem)

Á noite circulam o 140 e o 143, ambos indo até a Gare de l´Est.

Orly

Orlybus: liga o aéroporto a Place Danfert Rocherreau no 14eme arrondissement

Orlyval liga o aeroporto ao centro de Paris.
Orly – Châtelet-les-Halles : 35 minutes
Orly – Charles-de-Gaulle Etoile : 40 minutes

183 : liga Orly (sul) à Porte de Choisy no 13eme arrondissement

285 : liga Orly (sul e oeste) à Villejuif – Louis Aragon (ao sul de Paris)

À noite circulam o N31 e o N131, que ligam o aeroporto à Gare de Lyon

Durante a estada

Para quem vai ficar pouco tempo, o Paris Visite vale a pena.

Validity

The Paris Visite travel card is valid for 1, 2, 3 or 5 consecutive days in zones 1-3 or 1-6 (Please note: each day begins at 05:30 and ends at 05:30 the following day).

Depending on which zones you select, Paris Visite allows you to travel on:

  • metro lines;
  • RER lines (RATP and SNCF);
  • Ile-de-France bus lines (RATP and OPTILE), except those circulating on Jetbus, Allobus Roissy CDG, tourist excursion and Air France networks;
  • the Orlyval line (linking Orly Airport to the RER B);
  • the Montmartre funicular.

visuel paris visite

Além disso você pode fazer o download das linhas de ônibus no site RATP.

21
jun
10

LONDRES – DUBLIN – LONDRES

Sei que estamos em plena Copa do Mundo, e IUIHUUU! O Brasil ontem foi tudo de bom. Mas vou continuar nas viagens, enquanto as emoções estão fresquinhas.

Nosso vôo para Dublin saia do Aeroporto de  Stansted, Londres, às 9:50 da manhã e a maneira mais rápida de chegar ao aeroporto é o Easybus (mesmo para quem vai voar Ryanair). E dependendo do horário é bom comprar o assento pela internet. Já contei nesse post, o trancetê que foi para pegarmos nosso transporte.

Obs: as cias aéreas, aconselham, chegar ao aeroporto, com pelo menos 2 horas de antecedência. Se o vôo sai às 9, o legal é chegar às 7. Como os aeroportos ficam longe, reserve mais umas 2 horas. Ou seja, 4, 5 horas antes do seu vôo, tem que estar tudo pronto para partir.

Mas existem outras opções além do Easybus, como o National Express ou o Stansted Express (trem, que parte de,  e chega a Liverpool Street).

Embora estivéssemos exaustas quando chegamos à cidade, eu senti logo que ia gostar! E eu simplesmente adorei Dublin!!! A cidade tem um clima, um astral gostoso, e sentimos isso,  assim que desembarcamos no aeroporto. Não é uma coisa concreta. É mais uma energia. Chegamos à cidade rasoavelmente cedo.  O único aeroporto da cidade fica perto do centro, a 10 km. Vários ônibus fazem a ligação com a cidade: Dublin Bus, Air Link, Aircoach, Urbus, Flybus. E é só sair do aeroporto para encontrá-los. Paga-se 6 euros, diretamente ao motorista.  Pegamos o Airlink, que durante o percurso, mostra um vídeo sobre a cidade. Pura excitação!

É só perguntar ao motorista qual o ponto mais próximo do seu hotel. Nosso hotel, suuuuuuuuuper bem localizado, na Talbot Street,  a menos de 5 mins a pé da estação central de ônibus de Dublin. E como viajar é a melhor maneira de aprender um pouco de história e geografia…

A Irlanda é o sucessor do Estado Livre Irlandês. Este domínio foi  constituído quando toda a ilha da Irlanda se separou do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda em 6 de Dezembro de 1922. O que é agora Irlanda tem sido conhecida por uma série de outros nomes, de todos os que ainda são utilizados, por vezes, de forma oficiosa. Toda a ilha da Irlanda foi, unilateralmente, proclamada uma república independente pelos rebeldes em 1916, e denominada como o República da Irlanda (em irlandês: Poblacht na hÉireann, posteriormente Saorstát Éireann). Na sequência daeleição geral de 1918, a proclamação foi ratificada pelos deputados do seu primeiro Parlamento. Entre 1921 e 1922, quando o governo britânico legislou estabelecer o que é hoje a Irlanda, como uma região autónoma do Reino Unido, foi chamado Irlanda do Sul. Na sequência do Tratado Anglo-Irlandês, a partir de 1922 e até 1937, como um domínio da Comunidade Britânica das Nações, que foi denominado como Estado Livre Irlandês (em irlandês: Saorstát Éireann). Esse nome foi abolido com a aprovação da actual Constituição irlandesa. Outros nomes, tais como o Estado LivreVinte e seis condados do SulO Sul (um nome frequentemente usado por pessoas da Irlanda do Norte) também são frequentemente utilizados.

(fonte: Wilkpedia)

Não, não vou negar que eu fazia uma certa confusão.  Afinal, para entender as definições de  Reino Unido ( United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland) e Irlanda, só dando uma pesquisada. No mapa acima, só o que está em branco, faz parte do Reino Unido, é a Irlando do Norte. A Irlanda, já fez parte do Reino Unido, mas agora chama-se República da Irlanda, e é totalmente independente. E Dublin?

As primeiras menções sobre Dublin, datam do século X, quando vickings e celtas co-existiam na cidade. Na idade média foi tomada pelos ingleses… Uma história e tanto.

Já na chegada ao nosso hotel, a música tradicional irlandesa ecoava em alto e bom som. Uma loja de cds tocava uma música atrás da outra, bem embaixo da varando de nosso quarto.  Nosso hotel, o DAYS INN TALBOT, não poderia ser melhor localizado. É um hotel sem frescura e barato. O quarto é pequeno mas funcional, e tem tudo que a gente precisa.

A rua, animada desde as primeiras horas da manhã, com um Tesco (supermercado) bem em frente, a Carroll´s Gifts, a loja oficial de lemranças da cidade, quase ao lado, outra loja de bujigangas (tudo a 1 euro) , e a 200 m da Spire of Dublin, um monumento em forma de agulha, com 120m de altura, considerado a maior escultura do mundo. Foi erguida em 2003 para comemorar a entrada do terceiro milênio.

The Spire of Dublin


Carroll´s Gifts of Ireland

Mesmo exaustas, largamos as malinhas e fomos bater perna. A cidade é cortada pelo Rio Liffey, e muitas pontes ligam uma margem à outra.  Em plena primavera, uma das margens é praticamente um deck, todo enfeitado por flores e floreiras, bancos de madeira, por onde a gente pode passear, se estirar e pegar sol ou tomar um pint nos quisques.  Ao longo do rio, várias bandeiras coloridas. Dublin estava sediando um evento Gay.

(Infelizmente, todas as fotos desse dia se foram, junto com minha querida e velha câmera, que perdi provavelmente no vôo de volta a Londres.  Só ficaram as que tirei com meu celular. Então, peguei algumas imagens na net, ok? e lógico, vou citar a fonte.)

Fomos andando  sem destino e fomos dar no outro lado do rio, na região de Temple Bar, o quarteirão cultural da cidade. Essa área tem uma identidade alternativa, ligada às artes.

Rio Liffey

(fonte: cidadesmundo.home.sapo.pt)

Temple Bar

(fonte: tripadvisor. com)

A essa altura, já estávamos completamente tomadas pela atmosfera da cidade. Como a proposta da visita à cidade era econômica, tudo o que fizemos no primeiro dia, foi andar…. E andamos muito.

Dublin Castle

Foram três dias de farra. Não vou dizer que Dublin é a cidade mais turística que já visitei.  A cidade é relativamente pequena.  Não compramos o Dublin Pass, mas fizemos um programa turistão no Dublin Bus Tour, naquele esquema de Hop on Hop off.

Assim a gente tem uma idéia geral da cidade, e do quê a gente quer ver com mais calma. E acabamos só saltando do ônibus na St Patrick Cathedral ( o parque parecia um lugar encantado!) e na Guinnes Factory.  Mas o Phoenix Park vale uma parada.

Mas o que eu mais gostei,  em Dublin, foi simplesmente estar lá. Talvez a gentileza das pessoas, a simpatia, as floreiras espalhadas por toda a cidade. Ah, sim…os pubs, o rio, as pontes…

Mary St ( a rua de comércio super simpática do centro da cidade ), onde, devo dizer, passamos várias vezes.  Fosse para tomar o café da manhã (acho que todo mundo na cidade, come fora!), fosse para comprar algo na Penney´s (hehehe! é a Primark de Dublin!). Eu iria a Dublin, só pelo prazer de fazer compras nessa rua, toda enfeitada de flores… Ou só para tomar Guiness no último andar da Guiness Factory ( é caro, mas vale a experiência).

Ou no THE CELT PUB, bem ao lado do nosso hotel…

 Para passear  nas margens do rio Liffey.

Ou em Dublin Docklands em total processo de modernização.

fonte: archiseek.com

Mesmo concordando com Helena, a recepcionista do nosso albergue em Estocolmo, que não há milhões de coisas para se ver e fazer em Dublin, gostei muito de ter conhecido a cidade.

Voltamos para Londres, graças ao recesso do vulcão, que no dia anterior, havia feito das suas e o aeroporto de Dublin estava fechado.

Aeroporto de Dublin



14
jun
10

Viagem pela Europa – compartilhando os detalhes…

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO:

http://www.maladerodinhaenecessaire.com

Aeroporto Tom Jobim – Rio de Janeiro

A intenção desse blog no início, era tão somente compartilhar com os amigos a emoção de cada viagem, postar algumas fotos (muitas aliás), e dar notícias e depois falar o que eu tivesse vontade no dia a dia. Com o tempo e depois de muitas horas na internet, fui mesmo querendo registrar e compartilhar o que deu certo, as roubadas (Merci Dieu, muito poucas), e se puder ajudar alguém, que como eu, já ficou muito perdida e ansiosa, a chegar mais rápido às respostas que a gente sempre procura na hora de viajar, eu já fico feliz!! Sei que ninguém encontra euros,  libras ou dólares dando sopa, e que  em uma viagem desse porte, quanto mais  informação melhor, e  menos tempo e dinheiro a gente vai desperdiçar. A maioria dos termos de busca aqui no blog, são exatamente sobre os detalhes.

Começando do começo, preciso falar sobre a Air France. Eu, particularmente nunca tive problemas.  A passagem do vôo cancelado por causa das cinzas do vulcão, já me foi reembolsada, sem nenhum stress. Mas meus amigos, passaram  um domingo inteiro (dia do embarque) de stress e  expectativa de perder o vôo para Barcelona, pois a AF simplesmente mudou o horário do vôo, que saiu 3 horas depois. Tempo suficiente para perder a conexão da Vueling que os levaria a Barcelona. Não conseguiam falar com o atentimento ao cliente( imagine! domingo não funciona!),  e quando conseguiram algum contato,  a companhia simplesmente não se responsabilizou por nada. Eles acabaram comprando novas passagens para Barcelona. Nisso, foram muitos telefonemas internacionais, prejuízo em dinheiro e tempo! Coisa importantíssima, quando se tem três dias numa cidade.  Outro detalhe: não sei se por causa dos prejuízos incalculáveis que todas as cias aéreas tiveram por causa das cinzas, o menu a bordo (ponto alto da Air France, falei sobre isso aqui), não foi aquela fartura… Nada de vinho à vontade, Hagen Dazz, sanduíches, Heinekens etc. Isso tudo sempre foi oferecido no meio do avião, no meio do vôo. Não que eu seja uma comilona contumaz, mas um vinhozinho, sempre ajuda na hora da insônia… Foram 6 vôos assim. Os meus,  os da minha filha e os dos meus amigos. Apesar de ter a tarifa mais barata, já estou pensando duas vezes .  Como vou sempre para Londres, desta vez o mais barato, não sai tão mais barato assim, já que cheguei no Charles de Gaulle,  e a conexão para Londres (minha e da minha filha), partia de Orly, no extremo oposto de Paris. Tivemos que pagar o ônibus da própria AF, 19 euros cada uma, para o translado. Ou seja, foram mais quase 80 euros, fora todo o tempo gasto, ter que tirar as malas da esteira, embarcá-las no ônibus, e fazer tudo ao contrário. Enfim… fica aqui o depoimento. A outra opção, seria a British Airways. Mas desde o fim do ano passado, tem havido várias greves do pessoal de bordo. Então, da próxima vez, vou ter que pesquisar bastante, para me decidir.

Imigração:  Pois é. Não sou a pessoa mais indicada para contar sobre esse momento que tira o sono. Nunca tive problema nenhum, talvez pela faixa etária.  Em Paris, nunca perguntam nada. Já para entrar no Reino Unido, a coisa muda de figura. Para começar os não europeus (the rest of the world  ou all passports), tem que preencher o Landing Card, com seu nome e sobrenome, sexo, número do passaporte, tempo de duração de sua estadia no Reino Unido, endereço de contato, de onde você está chegando, núnero do vôo, trem, ou navio, e sua assinatura. (Só falta pedirem fotos da família!). E sempre perguntam qual o motivo da viagem, quanto tempo pretende ficar. Dependendo da idade, vão te pedir a passagem de volta, perguntar quanto dinheiro você tem, se conhece alguém em UK, e daí tudo pode acontecer… Os brasileiros não precisam de visto prévio para entrar em UK, mas o  Immigration Officer é que vai definir se você entra ou não.  Então é bom que esteja com tudo à mão e saiba responder essas perguntas, porque mesmo com o passaporte todo carimbado, eles perguntam mesmo. Na primeira vez que imigrei, eu não tinha a menor noção de onde estava e o que era aquilo. Estávamos vindo de Amsterdam, de ônibus, paramos em Calais, antes do ferryboat, fazia um frio louco às onze da noite, e euzinha estava com uma febre de 40!!! A oficial me perguntou um monte de coisas e eu fui respondendo, assim super a vontade, como se ela fosse só alguém muito curiosa!!!! Só depois caiu a ficha!

Nos outros países, é quase a mesma coisa com exceção do Landing Card. Sapecam o carimbo e pronto!

A malinha (de cabine). Item indispensável e de suma importância, se quiser viajar low cost mesmo. Vi de tudo nos aeroportos, inclusive dentro dos aviões, mas nunca se sabe como vai estar o humor do funcionário. Se ele te mandar pesar, ou pior, testar a mala no tal engradado, e ela fracassar no teste… 35 dinheiros (digo dinheiros, pois podem ser libras, euros, coroas checas ou suecas…depende do país que você estiver embarcando). E acredite! Dói mesmo se você pagou míseros 8 dinheiros, pela passagem! E aí tem mais um pegadinha. O engradado da Easyjet é na horizontal, ou seja, as rodinhas podem atrapalhar. Já na Ryanair, é na vertical, e a largura é o problema. São 20 cms. A textura da mala, também pode danar tudo.   A minha (da marca Tonin) é rígida, não tem expansor, não tem bolso (não dá para cair em tentação), e a alça é embutida. Entra linda nos engradados, que nem uma modelo em roupa de desfile de griffe. Um porta-passaporte ou uma minibolsinha, que a gente possa disfarçar na hora do embarque, também ajudam.

Outro detalhe que pode parecer de menor importância, (mas na hora do entucha tudo na malinha, é muito importante), foram os tais saquinhos que falei aqui. Chamo-os de saquinhos mexups. O Espacebag, não cumpriu sua tarefa. Já em Dublin, (segunda parada), ele até “chupava”, mas em algum lugar, devia estar danificado, e voltava a encher (já dentro da malinha). Resultado: se a gente está contando com aquele super, mega,  ultra, importante espaço extra na malinha, na hora de recolocar o que foi mostrado fora da mala no security, tipo, notebook, líquidos etc (lembrando que nas cias lowcost, a gente só pode embarcar com 1 (UM) único volume!), pode dar problema.  Porém, meu amigo Rafael descolou um outro, que se chama Vacuumbag, mais barato (11,40)  e que se comportou melhor. Foi aberto e fechado váaaaaarias vezes, e continuou cumprindo a sua missão. Há que se ter um certo cuidado. E cá entre nós, esse negócio de enrolar é muito chic. O que faz vácuo mesmo é uma boa sentada com o busanfam (com calma, para não estourar!). Primeiro lacra, abre um pouquinho o zíper de silicone, busanfa em cima, e passa o lacre de novo! Aí sim, fica totalmente me xups! Para mim, é a alma da malinha para as cias lowcost. Fica tudo preso dentro do saquinho e não desmonta na hora de abrir a malinha, se algum pentelho no security quiser examinar o que tem dentro. Como só encontrei com eles (meus amigos) em Barcelona, me virei com o grande mesmo, vindo de Londres, que faz o mesmo trabalho, só que tem um enorme bocal para ser chupado com o aspirador (ou fazer o ar ser expulso na base da busanfa mesmo).

Companhias aéras low cost e aeroportos (também low cost).

Vale muito à pena!!! Para nós, acostumados a passagens caríssimas, pode até parecer roubada. Mas não é. São simplesmente companhias aéreas que cortam tudo o que não é o vôo em si. E cobram por tudo que não é o seu assento e um único volume a que o passageiro tem direito.  As regras são claras e você tem, obrigatoriamente que concordar com elas antes mesmo de reservar seu vôo. Tudo o mais, além  do seu corpicho e dessa única bagagem de mão é  cobrado. É tudo feito pela internet, pelo passageiro, inclusive o check in. Todo o resto é pago.  Embarque prioritário (fila especial para quem pagou para embarcar na frente dos outros), mala de porão, água, café, sanduíche, batata frita…tudo! O avião mais parece uma loja de conveniência que voa. Os comissários ficam anunciando o próximo item a venda, com alegria e emoção. Começa com o lanchinho, depois cartões com prêmios (raspadinha, pode?), perfumes, maquiagem, cigarros que não acendem, relógios, bijuterias, mascote da empresa, uma feira! Ah! ainda tem o fato de que qualquer mudança, hora ou dia do  vôo, alteração de nome, etc, são taxadas em 100 dinheiros. Mas tive uma experiência positiva. Na hora de reservar dois vôos, digitei o sobrenome do Rafael errado. Quase infartei quando vi, que para alterar uma letra, on line, teria que pagar quase o custo de toda a viagem 2 vezes! Dei uma pesquisada e vi que existem até fóruns de discussão sobre a companhia. Num deles achei a solução: ligar para o atendimento. Como não era alteração de passageiro, e sim correção do nome, foi simples, rápido e o melhor! Grátis, hehehe!

E todas tem o tal engradado na frente do portão de embarque, no qual, teoricamente, sua bagagem de tem que entrar facilmente, quase escorregando. Falei sobre isso aqui.

Easyjet:  quanto maior a antecedência, mais barata fica a passagem;  na hora de reservar, o próprio site mostra as opcões mais baratas, em torno da data escolhida; se achar que sua bagagem excede o permitido, é melhor pagar pela internet, uma mala de porão, pois é muito mais barato que no aeroporto (pode-se fazer isso na hora da compra da passagem ou um tempo antes do vôo); para chegar a aeronave, anda-se a céu aberto, chova, neve ou faça sol; a bagagem de mão a que se tem direito, dizem eles, não tem limite de peso, mas você mesmo tem que colocar no compartimento sem ajuda e não pode ultrapassar 55X20X40; pelo menos nos vários vôos que fiz, os aeroportos eram os centrais mesmo (CDG em Paris, Barcelona, Innsbruck, etc) mas o portão é sempre longe à beça.

Obs: na easyJet, você chega no aeroporto e vai direto para o security. Não precisa passar no balcão da empresa.

Ryanair: a companhia está sempre fazendo promoções; passagens a 3, 5, 8 e 10 libras ou euros, estão sempre em destaque no site; algumas não tem mais nenhuma tarifa, ou seja, é só isso mesmo; outras passagens são acrescidas de taxa de administração, web check in, pagamento via cartão, etc; essas promoções tem um período determinado para serem reservadas, e outro período determinado para o vôo em si;  a bagagem de mão só pode ter 10 quilos e 50X20X40; e se tiver dúvida se sua bagagem cumpre as regras, também é melhor pagar pela internet, uma mala de porão; a companhia se orgulha tanto de sua pontualidade, que toca uma corneta em alto e bom som quando aterrissa na hora certa (uma comédia!)

Obs: nessa companhia, os não europeus, precisam passar no balcão da companhia, para checar a passagem e seu passaporte antes de seguir para o security.

Existem outras low cost, como a Vueling, Airberlin, Germanwings etc. Mas como minha base é Londres, acabo sempre nessas duas das quais falei.

Um outro detalhe que pode interessar ou mesmo desesperar a gente  é errar o grafia do nome na hora de digitar o passageiro para fazer a reserva. Isso aconteceu comigo e é quase um terror quando a gente tenta consertar on line. Na página da Ryanair (manage your trip), você pode fazer de tudo. Acionar malas, comprar o direito de embarcar primeiro (priority ), etc. Mas mudar o horário do vôo ou o nome do passageiro, custa a bagatela de 100 dinheiros!  Mas se o problema for uma única letra ou uma sílaba errada, calma! Vá para a página de tefefones de contato, anote o número e no primeiro país europeu que você estiver, ligue e peça para fazerem a correção. A mocinha é atenciosa e conserta o nome. Rápido e de graça. Acredite!

Embarque: é bom passar pelo security, com alguma antecedência. os portões de embarque, pelo menos nos aeroportos de maior porte, são sempre muito, muito longe! Outra dica, é ter sempre a passagem de saída do país para onde você está indo. Se você está indo para Barcelona e de lá para Madrid, tenha a passagem para Madrid à mão. Quase sempre pedem.

Aeroportos:

Os aeroportos utilizados pelas cias low cost, em algumas cidades, são na realidade, fora da cidade. Então criou-se um exelente negócio, que são os ônibus, que ligam esses aeroportos ao centro da cidade. E na maioria das vezes, estão sempre a disposição da chegada dos vôos low cost.  As passagens variam de cidade para cidade. O mais caro que eu paguei foi em Estocolmo, talvez devido à distância, pois o avião pousa em Skavsta, que fica mais ou menos a 100 kms de Estocolmo. Em Paris, aterrissamos em Paris-Beauvais (eu juro que nunca tinha ouvido falar desse aeroporto), também longinho, e também servido por um ônibus que deixa os passageiros em Porte de Maillot  em Paris.

Então, mesmo que se perca uma hora ou mais, ainda vale a pena, pois os ônibus são confortáveis e confiáveis. E…. Estarão lá quando você chegar.

O que mais importa nos aeroportos não é o tamanho (normalmente menores que os centrais), pois todos tem tudo que um aeroporto precisa ter. E sim, como a companhia vai avaliar sua bagagem. E como regra geral, o mais incrível é que não há regra que valha para todos eles. A imigração, na chegada, e na hora de embarcar, o security, também  é diferente em cada um deles e em Londres e Paris, nem imigração teve.  Assim como é diferente, na hora de encontrar seu portão de embarque, e principalmente, os critérios para avaliar sua malinha. Depois da experiência de Carol no aeroporto de Dublin, Rafael e Juliana, que apesar de serem leitores assíduos do blog, derraparam na escolha da mala, resolveram não arriscar, e pagaram bagagem de porão. Mas vimos muitas, várias malas bem mais gordas, altas, ou mesmo mochilas, dessas que tem vários compartimentos , passarem tranquilamente, no portão de embarque. Mas em Estocolmo por exemplo, ninguém estava preocupado com o formato. Porém, estavam pesando as malas!!! Ou seja, se eles não estivessem comigo, eu talvez tivesse que pagar excesso ou despachar, pagando a tarifa mais alta, pois minha malinha, já no fim da viagem, estava com 12 quilos! (Cometi alguns pecados mortais, comprando algumas lembranças, e cada grama pode fazer a diferença). O que eu posso dizer e aconselhar é: siga à risca o que está escrito no seu bilhete. Assim não tem tensão, o que estraga o prazer de estar indo embarcar para uma nova experiência. Ou então, relaxe, compre a bagagem de porão por 15 dinheiros, e se permita alguns pequenos excessos.

Próximos posts… mais detalhes.

Até!




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