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Barcelona 5 – Gaudí Casa Batló, La Sagrada Família, Parque Guell

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Pensei muito antes de escrever esse post, pois o mundo já falou sobre a obra de Antônio Gaudí. Fotos??? Bem, acho que eu exagerei… Mas sua obra é um exagero. E vale muito a pena explorar cada detalhe.

Mas imagina se eu, uma apaixonada confessa, poderia deixar de ao menos ensaiar um copy-paste e algumas palavras pessoais sobre esse gênio?

Depois de diversos projetos menores, recebeu a encomenda de projetar uma vitrine para a loja de luvas de Esteban Comella. A vitrine, de bronze, madeira e vidro foi exposta no pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris, de 1878. A obra fascinou a Don Eusebio Güell Bacigalupi, o rico e culto homem de negócios que se fez apresentar ao jovem arquiteto com o qual iniciou uma relação profissional e de amizade que durou quarenta anos, até a morte de Güell, em 1918.

A produção arquitetônica de Gaudí é, em grande parte, dedicada a Güell, em sua villa de Les Corts, seu palácio, sua colônia operária e seu parque, trabalhos que fez simultaneamente com a Sagrada Família, sua obra-prima.

Mas antes, preciso contar da nossa segunda noite. Em alguns  dos “manuais” e blogs,  a gente encontra alguma ressalva em “fazer refeições” em Las Ramblas. Ok. Pode até ser um mico, mas a nossa noite era de pura alegria e caímos por lá mesmo. É caro? Ou mais caro? Pode ser. Mas para nós foi pura festa! Afinal ser turista dá o direito a  esses deliciosos deslizes.

A paella estava divina.  “enxugamos” três sangrias gigantes, e ainda repetimos mais uma. Concluindo, comemos muito bem e saímos os três bem alegrinhos. Então super valeu a pena. Uma noite bem turistona. Daí, atravessamos a rua e tchum. Estávamos os três no hotel. Ok! Barcelona tem um restaurante para cada dia do ano ou mais.

Mas para uma primeira vez, não chega a ser um crime, mesmo a sangria custando mais do que a passagem da Ryanair. É logico que chegamos animadíssimos no quarto e eu e Rafael ainda lutamos ferozmente para abrir outra garrafa de vinho e continuar o papo madrugada adentro.

Finalmente na manhã seguinte fomos nos deleitar com a obra de Gaudí.  Adentrando a  Passeig de Gracia, não é difícil se deslumbrar antes mesmo de chegar à Casa Batlló.

É uma avenida elegantérrima, larga, arborizada e lotada de lojas e cafés, cada um mais in que o outro. Pararia em todos eles …

se tivéssemos tempo, tempo que preferimos dedicar ao interior da Casa Batlló.

Situada no número 43 dessa avenida, que no final do século 19 era apenas um caminho  para Villa de  Gràcia,  então periferia de Barcelona. Surgia um novo bairro para o qual os burgueses começaram a migrar, entre eles Josep Batlló, que adquiriu um edifício de fachada simples, para morar no primeiro andar com a família e alugar o restante do imóvel. Decidido a por abaixo a construção, contrata Gaudí para idealizar algo espetacular. Gaudí propõe um reforma total, que começa em 1904 e termina em 1906.

Passeig de Gràcia

Que tal um café em Passeig de Gràcia? E logo alí…Gaudí.

É uma das construções que não se tem idéia, até seus olhos se encontrarem com ela. Além do impacto da fachada, a gente vai se encantando com cada detalhe.

A obra foi  inspirada principalmente no mar e em suas formas ondulantes.

Na fachada, colunas que lhe rederam o apelido de Casa dos Ossos. Impressionanate por fora, é no interior que a gente fica de uma vez por todas, boquiaberta. (O ticket do Bus Turistic dá direito a um desconto no ingresso para visitar a casa por dentro).

lAs soluções arquitetônicas para ventilação e iluminação estão em todos os cômodos e mesmo sendo um imenso conjunto de formas, tudo faz sentido.

Hall

O tour é guiado por áudio. Cada ambiente é detalhado e explicado.

Salão principal do primeiro andar.

Formas sinuosas nas portas

Curvas em todos os detalhes

O tamanho das janelas vai diminuindo conforme a quantidade de luz que recebe.

Acesso ao exterior

Exterior e “vizinhos”

Acesso à area de serviços

Acesso ao terraço

Terraço (as gargalhadas eu conto o porquê depois)

E depois dessa experiência, anda-se mais um pouquinho pela Passeig de Gràcia…

até o numero 92, e chegamos a La Pedrera (Casa Milà). Construída entre 1905 e 1907, não possui em sua fachada nenhuma linha reta. “Todas as estruturas da casa têm formas desiguais com alturas diferentes e as plantas diferem de um andar para outro. As paredes de apoio foram eliminadas e tudo é suportado por colunas e pilares. Pode-se dizer que este edifício é uma verdadeira escultura: a fachada é constituída por superfícies amplas e irregulares, os vãos não são mais que buracos feitos nessa superfície e os telhados albergam chaminés que confirmam a paixão pela forma plástica.”

Mas vida de turista é difícil e não visitamos seu interior. Queriamos ver o interior (ainda em construção) do Templo Espiatório de La Sagrada Família.

É uma sensação inexplicável. A gente se sente pequena e enorme ao mesmo tempo. E sim, dá vontade de chorar. Mas ainda não era a nossa hora. O mundo estava lá, querendo entrar… e a fila gigantesca, debaixo de um sol escaldante, não era exatamente o nosso sonho de visitação.

Fizemos um lanchinho, alí mesmo no parque em frente, onde há várias barraquinhas  e rumamos para o metro para a estação de metro (que fica na esquina), rumo ao Parque Guell.

E o metro? Maravilhoso. Moderno. Rápido. Daí, depois que um senhorzinho tudo de bom, parou de livre e espontânea vontade para nos dar informações, e nos indicar o onibus 11, chegamos ao Parque Guell.

Parque Güell é um reflexo da plenitude artística de Gaudí: pertence à sua etapa naturalista (primeira década do século XX), período no qual o arquiteto aperfeiçoou o estilo pessoal, inspirando-se nas formas orgânicas da natureza, pondo em prática uma série de novas soluções estruturais originadas nas suas análises da geometria regrada. A isso acrescentou uma grande liberdade criativa e uma imaginativa criação ornamental: partido de certo barroquismo as suas obras adquirem grande riqueza estrutural, de formas e volumes desprovidos de rigidez racionalista ou de qualquer premissa clássica.No Parque Güell despregou Gaudí todo o seu gênio arquitetônico, e pôs em prática muitas das suas inovadoras soluções estruturais que serão emblemáticas do seu estilo organicista e que culminarão na Sagrada Família.

É um lugar fantástico. Fiquei imaginando o que mais Gaudí teria feito, caso tivesse tido mais tempo de vida.

Lotado de turistas, e, nesse dia, muito quente. Mas valeu a pena cada minuto.

Meu casal querido!

Salão das colunas

Entrada do Parque

E extasiados…pegamos um busum de volta… e depois de bater muita perna… achamos um pub, meio restaurante muito legal. Vinhos, algo para repor as energias….

Próximo post: enfim, La Sagrada Família e a polêmica Torre Agbar.


3 Responses to “Barcelona 5 – Gaudí Casa Batló, La Sagrada Família, Parque Guell”


  1. 1 Uli
    07/08/2010 às 2:35 AM

    Maravilhoso post. Parece que estive lá. você descreve muito bem e dá excelentes iformações.

  2. 2 kdkd
    07/08/2010 às 2:36 AM

    lindas fotos. Adorei a Casa Batlló.

  3. 07/08/2010 às 7:00 PM

    Acompanhar suas postagens é praticamente estar lá com você!!!
    Incrível!!!
    Adorei!
    beijinhos


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