Arquivo para junho \26\UTC 2011

26
jun
11

Re-viajando Milão – Roma

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO:

http://www.maladerodinhaenecessaire.com

Passamos só um dia em Milão. Dia intenso e inesquecível. No final da tarde, ainda pegamos um desfile do Milano fashion week em plena Galleria Vittorio Emanuelle.

Galleria Vittorio Emanuelle

Roma nos aguardava no dia seguinte e eu mal podia controlar tanta ansiedade. Ser blasé não é meu forte. Decidimos fazer um delicioso jantar de supermercado e aproveitar o resto da noite para um bom descanso, coisa rara numa viagem dessas.

Na manhã seguinte: metrô de volta a Milano Centrale, e busum até Orio Al Serio.

Estação Milano Centrale  Orio Bus

Da Milano (Bergamo) (BGY) a Roma (Ciampino) (CIA)

Thu, 24Feb11 Volo FR9464 Partenza BGY alle 14:15 e Arrivo CIA alle 15:20

itinerary@ryanair.com

2 PASSEGGERI

DETTAGLI DI PAGAMENTO

********15.00 EUR Tariffa totale

*********1.60 EUR Tasse, tariffe e spese

Menos de 25 euros por pessoa  (contando com a tarifa do ônibus até o aeroporto), pela Ryanair e em menos de duas horas estaríamos em Roma.

Já nem me surpreendo mais. Os ônibus que fazem a o traslado entre o centro das cidades e os aeroportos (usados pela Ryanair) são super confortáveis e pontuais. Em menos de 40 minutos estávamos no

Nós e nossas malinhas, chegamos sempre com antecedência. Curtir o aeroporto com calma, também faz parte da viagem.

E às 14:20 já tínhamos deixado Milão rumo a Roma.

Vôo curtíssimo, dia maravilhoso, paisagens enlouquecedoras.

E lá estava Roma!

E eu, já completamente surtada!

Desembarcamos no aerorporto de Roma Ciampino. Busum para Termini… Um lanchinho rápido na estação, para restabelecer as energias. Em Termini tem de tudo, lanchonete, Mc Donald´s, cafés,  e um Fastfood de massas, moooointo bom.

Roma Termini

 Rome map - Rome roadmap - Mapsharing - All maps of the world - all Europe citymaps

Olhando no mapa, é só encontrar no canto direito a estação, e na segunda rua para baixo, estava nosso B&B Casa dell´ Arte. Não fosse nossa experiência, e não o teríamos encontrado tão fácil. Assim como em Barcelona e Madri, o hostel ocupa um andar num edifício. No caso do dell´ Arte, um edifício residencial mesmo.

O mais engraçado nesses edifícios, é que são antigos, e os elevadores, foram  colocados depois, no vão entre as escadas. A gente entra no elvador, fecha a primeira porta, fecha a segunda… e reza pro bicho subir.

Roberta, uma italianona gorducha, com uns óculos enormes, nos recebeu com um sorriso. Nos mostrou nosso quarto (simples, limpo, com banheiro privativo, televisão e café da manhã -no quarto) e logo cobrou a taxa de turismo. Em Roma, há uma taxa de 2 euros por pessoa, por dia.

Perguntei a senha do WI-fi e ela respondeu com o mesmo sorriso: We don rrrrrrrrrave! Como assim??? Deixei escapar esse detalhe? Detalhe não, eu sempre vejo se tem internet antes mesmo de ver se tem cama! Não tinha e ponto! Mas para salvar as pesquisas e pelo menos postar no blog que estava em Roma, virando a esquina, uma lanhouse de um indiano também simpático quebrou o galho. Largamos as malinhas e fomos fazer o reconhecimento da área.

Piazza de la República.

Sem andar quase nada, pertinho do hotel, chegamos à lindíssima Piazza de la República.

Sim, estávamos em Roma! mas era tanta emoção, que percebi neste exato instante, que minha câmera, estava a beira de um ataque! Era muita informação, e a coitada, não estava dando conta.

Roma é um abuso! Próximo post Vaticano!

Arrivederci

Anúncios
18
jun
11

Minuit à Paris (breve pausa para reflexões)

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO:

http://www.maladerodinhaenecessaire.com

Uma delícia!

Ontem tivemos nosso “rencontre des amis”.  Meus queridos amigos e eu. Aqueles amigos especiais , cuja estória contei neste post.  E como somos todos loucos por Paris, fomos ver o último filme de Woody Allen,  Midnight in Paris ou mais a nossa cara, Minuit à Paris.  E foi uma maravilhosa surpresa, pois um filme que tinha tudo para ser clichê,  dependendo do olhar de quem assiste, pode ser sim, profundo.

Em comparação ao filme, o trailer promete muito pouco, se você considerar pouco, rever pontualmente todos os cartões postais de Paris, e reencontrar  até o ônibus que eu  pegava para voltar para casa… Mas realmente foi uma viagem no espaço e no tempo.  Puro deleite… desses filmes que acabam antes que se pense em olhar o relógio, na realidade, eu queria mais.

Woody Allen acertou em cheio ao colocar a cidade luz como personagem assim como fez tantas vezes com Nova York.  A cidade não é só locação. É protagonista.   Passear por Paris, e de quebra, visitar os gloriosos anos 20, ao simplesmente entrar num carro, e “esbarrar” com ídolos da Lost Generation, a geração de escritores que foi viver em Paris nos anos 20 do século passado e fez da cidade o lugar mais interessante do mundo,  é uma viagem que eu particularmente gostaria de fazer! Ernest Hamingwey,  e vários personagens reais de seu livro, passeiam na tela: Gertrude Stein,  Picasso, Zelda e Scott Fitzgerald, um delicioso Dali, Matisse e até Lautrec, numa das cenas mais lindas do filme.  E para mim,  que sempre fui loucamente apaixonada pela Belle Époque, quando os  dois personagens (que estão na foto) se vêem diante de Lautrec, na Paris do final do século 19,  o filme explode numa cena singela, mas de profundo significado:  Estamos sempre procurando por algo que não estamos vivendo…   

Não foi à toa que o filme fez sucesso em …. Paris! É mesmo apaixonante! E sim. Para quem quer dar uma viajadinha, sentadinho na poltrona, com um saco enorme de pipocas, pode comprar a passagem sem medo!

É uma viagem para quem nunca foi, uma emoção para quem já conhece, um sonho gostoso para todo mundo.

Paris, me aguarde! Já já. tô por aí!

08
jun
11

Re-viajando Milão

Na Piazza dela Scalla,  a estátua de Leonardo da Vinci e o Teatro dela  Scalla são soberanos. Mas sinceramente, depois do Duomo, fica difícil se deslumbrar assim tão rápido.

De noite é sem dúvida mais bonito…

Fonte: flickriver.com

E seguimos pela Via Alessandro Manzoni para “olhar” o famoso Quadrilatero de la Moda.  Prada, Armani, Versace, Gianfranco Ferré, Dolce & Gabbana, etc. É uma concentração absurda de designers, e modelitos nas ruas Via Montenapoleone, Via Sant’Andrea, Via della Spiga, Via Manzoni, e

nem posso chamar de ruas… são uma sucessão de vitrines griffadas, e quem diria, hehehe, encontramos a Marisa (de mulher para mulher), em sua versão chiquérrima…

Mas o charme está na arquitetura. No clima do lugar… viajando low-cost, não dá para pensar em adquirir nada! Não cabe na malinha…

Mas passear por ruas assim pode.

Em Milão é verdade! A gente realmente encontra gente elegante, homens lindos e educadíssimos, senhoras (senhoras mesmo, sem querer parecer que têm 30 anos a menos)  simples e chiquérrimas.

E mais ruas maravilhosas, como essa, toda trabalhada com vasos de plantas. Phyno né?

Mas eu queria mesmo era conhecer o Castello Sforcezco. Com uma história e tanto, uma arquitetura impressionante, e um jardim fantástico, estava muito mais atraída por ele do que pelas griffes de Milão.

Mais um metrô, e saltando na estação Cairoli,  bem ali no meio,  a gente sai na cara do gol. Ou melhor, na Piazza Castello.

Um chpetáculo!

O Castello de Sforcezco é hoje um centro que abriga várias coleções dos museus e galerias da cidade.

É enorme!


E impressionante. Confesso que de noite eu teria um medinho…

E atrás do Castello, um lugar inesperado, o Parco Sempione. Um parque/jardim deslumbrante!

Lindo! E completamente off da agitação de Milão.

Foi uma tarde deliciosa… mas tínhamos só um dia e voltando à praça, rodeamos o castelo, pisando em história…

Eu amo isso! Séculos e séculos… e eu alí.

Castello Sforcezco

E foi movida pela história que eu queria conhecer os canais de Milão.

“Milão também tem seus canais, os chamados Navigli. São 3 canais artificiais construídos entre os séculos IX e XVI para criar uma ligação da cidade com os rios da região e, dessa forma, abastecê-la. Todo o mármore usado na construção do Duomo, por exemplo, veio do Piemonte pelos navigli.”

O sistema de comportas dos canais foi concebido por Leonardo da Vinci, quando ele morava em Milão. Lógico que eu queria ver. Nos mandamos para a estação de Puorta Genova,  a estação de metrô mais perto do Navigli, bem fora do centro, mas nada difícil de chegar.  Na realidade eu queria ver isso:

Mas, devido a temporada de seca (que já tinha ouvido falar e pude então comprovar) o que encontramos foi isso:

Como diz Carol, foi o momento rosquinha : Furada! Mas eu tentei, né?

Às vezes acontece…  Fizemos meia volta, e como a tarde ainda estava lá (estava anoitecendo cada dia mais tarde),  voltamos ao Duomo para vê-lo com a luz do cair do sol.

Posso contar? Fiquei de novo, completamente surtada! Euzinha lá, vendo aquele monumento, pela segunda vez no dia, com uma luz que só tem por lá…

A praça fervilhava, além do movimento fashion,  torcedores invadiram o local…

E a luz do entardecer, exagerava todos os relêvos.

….tem mais no próximo post…

Arivederci!

04
jun
11

Re-viajando Madrid – Milão

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO:

http://www.maladerodinhaenecessaire.com

RYANAIR W8BB3F

Desde Madrid (MAD) a Milán (Bergamo) (BGY) Tue, 22Feb11 Vuelo FR5995 Salida MAD a 18:45 y llegada BGY a 21:00

DETALLES DEL PAGO

********20.00 EUR Tarifa *********0.00 EUR Impuestos/Tasas

Chegamos a Barajas, umas duas horas antes de nosso vôo.  Milão entrou em nosso roteiro, apesar de sempre ter povoado minhas wish lists, assim meio por acaso.  Por acaso e por promoção, hehehe! Vinte euros, pela Ryanair e poderíamos conhecer o Duomo de Milão. Chegamos  pelo aeroporto de Orio al Serio, em Bergamo, às nove e pouco da noite.  E pegamos o shuttle para Milano Centrale, a estação central de trem em Milão.  Esses ônibus que fazem o transporte entre os aeroportos e o centro da cidade, estão quase sempre “lincados” com os horários dos vôos.  Por sete euros, (pode-se comprar on line, clicando aqui), a gente faz uma viagem segura, econômica e confortável.  Milano Centrale é uma estação de trem enorme, (melhor que a maioria de nossos aeroportos tupiniquins) de onde partem trens nacionais e  para vários países (Artésia, SNFC, etc.) e lógico (para padrões europeus)  há também uma estação de metrô.

Fonte:Wilkipédia

Mas… eram quase onze horas da noite, e nós lá, numa cidade nunca d´antes visitada, num país nunca  d´antes visto.  E no inverno,  a essa hora da noite, quase sem ninguém na rua e na estação.  Muita calma nessa hora! Lá fomos nós… seguindo as instruções enviadas pelo hotel, fomos achar o metrô.

From Milan´s Orio al Serio Airport (Bergamo), take the Shuttle bus to

the Central Railway Station. From there take the underground, green line (MM2), direction Cascina       Gobba/Gessate/Cologno, and get      off to Loreto (2 stops). Then walk along Via Porpora (about 500 meters) and after 2 traffic lights    there is Via Catalani and our     Hotel  is on the left.

Fonte: Viagens Lacoste

Para efeito de localização, nosso hotel fica na Città Studi.  Ficamos meio em dúvida se o metrô ainda estava funcionando. Conseguimos comprar os bilhetes, nas máquinas (benditas máquinas de auto-atendimento). Nesse momento eu me perguntava…  De onde vinha a nossa singela coragem? Quase meia noite, em pleno inverno, uma cidade estranha, idioma idem, e nós, duas moçoilas viajantes,  cheias de atitude, encarando o metrô e mais 500 metros a pé.  Nós e nossas malinhas. E não é que chegamos !? Sem nenhum percalço. Perguntei em inglês  a uma moça, se estávamos na Via Pórpora (eu sou perguntadeira mesmo), logo depois de sair do metrô na estação Loretto, e  a moça nos mostrou a direção. Andamos os dois enormes quarteirões e …. chegamos ao Hotel Catalani, minutos antes da meia-noite.  Hotel mesmo! Meio antigo, mas perfeito para o bônus que Milão seria em nosso roteiro.  Depois de um banho super delicioso, desses que o chuveiro faz massagem, dormimos mointo! Descansar era necessário, pois teríamos só um dia para conhecer Milano.

De manhã, eu estava em festa! Acordar numa cidade nova é pura serotonina para mim! Depois de um café inesquecível no Mac Donalds, o Duomo di Milano  me esperava! Pegamos novamente o metrô. O bilhete único, custa só 1 euro, mas se quiser andar de metrô o dia inteiro, o “day ticket” custa só 3 euros. Uma bagatela! O metrô é facílimo de usar. E lá fomos nós rumo a estatção Duomo!

Heloou!, uma catedral que começou a ser construída em  1386 e só foi concluída em 1809, e é a segunda maior catedral da Europa!!!    Em estilo gótico tardio, com marmore de Gandoglia, e é enorme e  linda! Para quem gosta de história,  é um acontecimento. São 136 pináculos, e talvez sejam essas “agulhas” que dão a ela esse “uau” quando a gente se vê em frente a essa construção. De longe, parece enfeitada por uma espécie de renda.  A foto é repetida aqui no blog, mas sair lá dos subterrâneos de uma estação de metrô e tcharam, dar de cara com “ela”, é muita emoção! Catedrais para mim, são o máximo da arquitetura, não só por serem enormes templos do catolicismo, nem por ostentarem enormes alturas, arcobutantes, nem por tentarem tocar o céu, mas porque foram construídas durante séculos! Imagina começar uma construção, sabendo que não vai ver a conclusão da obra. Que séculos se passarão até que a obra fique finalmente pronta? Colocar pedra sobre pedra, sabendo que nem seus filhos, nem os filhos de seus filhos, vão ver a Catedral totalmente acaba.  Imagine se hoje em dia alguém consegue pensar numa construção que levará 600 anos para ficar pronta?!

E lá de baixo, eu vislumbrei o Duomo.  Nada como ver com os próprios olhos. Não há foto, descrição nos livros, que chegue perto, do que é VER!  E foi mesmo um impacto!!! Talvez com essa foto eu consiga traduzir… Enquanto eu subia as escadas, ela ia se tornando real, ia crescendo diante dos meus olhos.  E ai é fiicamos embasbacadas…

Não é simplesmente linda? Impactante?!!  Eu fiquei lá… fotografando, tentando eternizar aquele momento.  Talvez seja o fato da construção não ficar espremida, nem oprimida por outras. O Duomo, tem espaço para ser admirado. Parece meio extra terrestre. O Duomo é a estrela da cidade. Não há concorrência com outras construções (c0m0 em Praga, por exemplo). A Catedral de Milão, domina o centro da cidade.

É hipnotizante.  Toda ela parece ter sido (e foi) cuidadosamente enfeitada. A fachada é toda esculpida em relêvo.

Impressionante de qualquer ângulo.

EM 1805, ainda estava inacabada e por ordem direta de Napoleão, que havia invadido a Itália, a fachada principal e os pináculos foram terminados, misturando os estilos neo-gótico e neo-barroco.

Os portões? Pura obra de arte. Esculpidos e baixo e alto relêvo, são enormes peças de bronze.

Para entrar no Duomo, não precisa pagar. É só entrar na fila, mostar sua bolsa (ou mochila), para os guardas, entrar e se maravilhar.

No interior, dá para sentir aquele clima medieval… quase uma viagem no tempo.

Depois de me recuperar de tanta emoção, saímos e fomos explorar o entorno, a  Piaza del Duomo, que é sem dúvida o ponto central e cartão postal de Milão. Mas atenção! Nesta praça, é claro que tem um monte de gente querendo ganhar algum troco com os turistas embasbacados. Há um sem número de “golpistas” querendo te dar uma pulseirinha, oferecendo uma flor, milho para dar ao pombos (eca!) ou qualquer outra  tranqueira. Já estamos escoladas depois do susto de Madri, que contei neste post. Não deixe que se aproximem de você. Um simples aceno dizendo não, já resolve. E sempre, em qualquer situação, bolsa a tiracolo e virada para a frente!

Voltando a essa praça, é realmente o principal ponto turístico de Milão. Isso para quem não é fashionista. Para quem ama griffe e moda, a Galeria Vittorio Emanuelle é o verdadeiro templo, e o Quadrilatero de la Moda, o destino da peregrinação.  Para nossa surpresa (juro! eu não tinha a menor idéia!) estávamos alí, no exato momento da abertura da Milano Fashion Week! Um furdunço só!

A Geleria é impressionante. Fica do lado esquerdo do Duomo e nesse dia estava uma festa.

Os desfiles principais estavam acontecendo numa tenda armada em frente à Catedral, e na galeria, durante todo o dia, aconteceriam desfiles alternativos e não menos disputados.

E com um cenário desses…

Acho que só de passar por essa galeria, o cartão de crédito fica nervoso. Mas admirar a beleza da construção não exige um único centavo de euro.

Saindo da galeria, a gente vai dar na Piazza de la Sacalla, onde fica o famoso Teatro Scalla.

Conto mais no  próximo post, ciao!




Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 9 outros seguidores

junho 2011
S T Q Q S S D
« maio   jul »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 9 outros seguidores

viagens
free counters

Atualizações Twitter

Anúncios

%d blogueiros gostam disto: