Arquivo para setembro \28\UTC 2011

28
set
11

Veneza – como se locomover II – como chegar à Veneza

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A ordem dos fatores não altera o produto, certo? Já falei como perambular por Veneza, mas antes tem que chegar, né?  A Paula, uma leitora do blog (ela tem um hostel em Manaus), me fez uma pergunta que eu tive que pesquisar para tentar responder, pois como eu cheguei de trem (aff!!! leia a estória aqui) , não tive a experiência real de chegar à Veneza pelo aeroporto Marco Polo. Treviso, o outro aeroporto utilizado pelas cias lowcost, está fechado para obras. Como é uma informação que eu mesma procurei antes de ir à Veneza, achei um post de utilidade pública, assim como o o que escrevi sobre os aeroportos de Londres.  Nas minhas pesquisas de como chegar à Veneza vindo de Marco Polo, encontrei essas alternativas:

Alilaguna

É um serviço de transporte público que liga Marco Polo à Veneza. Mais ou menos como os ônibus que servem os aeroportos lowcost. São três linhas e a melhor dica é mostrar seu destino ao atendente do guichê onde onde são vendidos os tickets, e ele vai indicar a linha correta.

Linha Azul:

Murano Colonna, Fondamenta Nove, Ospedale, Bacini, Lido, Arsenale, San Zaccaria, San Marco, Zattere, and Giudecca (Hilton Molino Stucky) , Marittima.

Pier da Alilaguna no aeroporto Marco Polo.

Linha Laranja:

Fondamenta Nove, Madonna Dell-Orto, Guglie, San Stae, Rialto, and Sant’Angelo.

Linha Vermelha:

Murano Museo and the main Lido station (S.M.E.) no caminho para o Lido Casino.

Pode -se se comprar os tíckets no guichê ou mesmo já dentro dos barcos (neste caso, há uma sobretaxa de 1 euro).

Para mais informações é só clicar aqui.

Mas também há ônibus. Ônibus em Veneza?? Sim. A ilha é ligada ao continente pela Ponte de la Libertá, que fica ao norte quase em frente ao hotel em que me hospedei, único lugar da ilha, onde é possivel ver carros.  Daí, é só pegar um vaporetto na Piazale Roma para o seu destino.

Parada do Vaporetto Piazzale Roma

ATVO bus at Venice Marco Polo AirportATVO:  Venezia Express é uma linha que faz o mesmo serviço que o barco. Marco Polo até Piazzale Roma. Para quem tem um volume bagagem maior, talvez seja o mais aconselhável, já que o ônibus tem bagageiro. A viagem custa 5 euros, ou 9 euros ida e volta, válido por 7 dias. Tempo de viagem? 20, 25 minutos.

ACTV No 5 Aerobus in Piazzale Roma ACTV: a companhia tem rotas que ligam Veneza ao continente. A “Linea 5” Aerobus, liga o aeroporto Marco Polo à Piazzale Roma. Mas esse é um ônibus normal. Não tem bagageiro, e é você que carrega sua bagagem junto com você. Além disso, se você comprar o Travel Card (clique aqui), pode comprar o Aerobus Linea 5, combinado com o cartão com um desconto de 3 , ou 6 euros, ida e volta.

Neste mapa, estão os “sestieres”, as regiões ou bairros de Veneza. A Piazzale Roma, fica em Santa Croce, no quadradinho vermelho, na região em lilás.  E não, Marco Polo não  fica na água, fica no continente mesmo.

Para descomplicar e evitar confusões:

ACTV é a companhia de transporte público de Veneza. São os ônibus normais que circulam no continente, o Aerobus, e os vaporettos dos quais falei no post anterior. O Travel Card é dessa companhia.

ATVO roda os ônibus especiais do aeroporto à Veneza.

Alilaguana são os barcos que fazem a linha Marco Polo Veneza.

Localização do Aeroporto Marco Polo

Concluindo:

1) Piazzale Roma, bem no norte de Veneza, é o que precisamos procurar, para chegar ao centro histórico, vindo de trem, de ônibus ou de avião.

2)Dependendo de onde é o hotel, e de quantos dias você vai ficar, talvez nem precise comprar o Travel Card, pois Veneza é por natureza, uma cidade para se andar a pé. Mas se for ficar mais de um dia, vale muito! Para passear no trasporte típico da cidade, ver o que só é visto a partir dos canais, e para ir a outras ilhas como Murano.

 Parada do Vaporetto Rialto

3) por último, ainda existem os water táxis. São lanchas que fazem o percurso combinado com antecedência, cujo valor é acertado de acordo com o trajeto.

No mais, não se preocupe com a comunicação. Em Veneza (assim com em Roma), quase todo mundo fala, entende ou arranha o inglês, inclusive nos vaporettos, onde cada parada é anunciada por uma voz feminina, mais ou menos assim: – Nexta Stoppa ….!!!

Quase tudo é indicado nas duas línguas – italiano e inglês.

As fotos dos ônibus, mapas  e informações eu pesquisei no Europe Calling. Tem muito mais no site.

O Carnaval, as máscaras  e os mascarados de Veneza? … Próximo post!

Até!

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25
set
11

Veneza – como se locomover

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Nesse primeiro dia em Veneza,  era como se eu  estivesse em transe. Aquela menina que adorava estudar história, e sonhou anos e anos em conhecer essa cidade, estava alí, pisando na história (que eu estudei).

Quando digo que Veneza era um mistério, é porquê eu nunca consegui entender como um punhado de ilhas, cortadas por 117 canais, com invernos rigorosos e verões quentes, atingiu o posto de potência comercial na alta idade média (a partir do século X), tornando- se uma das mais importantes cidades da Europa.

Isso sem falar no mapa, que mesmo depois do Google Maps, me fazia ter medo de “me perder para todo o sempre” no emaranhado de ruinhas e ruelas e nunca mais sair de Veneza.

O mais estranho em Veneza é que há lugares simplesmente apinhados de gente. Aí você pega uma ruinha dessas e se sente numa cidade fantasma.

“Ruinha de Veneza”

Depois que nosso quarto no hotel foi liberado, desabamos nas camas . Mas eu não consegui dormir muito. Devido ao estado andiantado de cansaço, a gerente nos liberou o primeiro quarto que foi liberado. Nosso hotel tinha sido (em algum lugar no passado) um convento. Os quartos são simples mas a cama deliciosa, banho quente, “esquentador” de toalha e um café da manhã razoável. Em Veneza foi um achado!

Deixei Carol descansando e sai para fazer o “reconhecimento da área”.  Nosso hotel, apesar de ficar na ilha, no centro histórico, está localizado perto do continente, ligado à ilha pela Ponte de la Libertá. Por isso, ainda consegue-se ver carros. No resto da ilha, não se vê nenhum. É a maior cidade “pedonal” da Europa.

Dependendo de onde for a localização do hotel, a gente acaba usando os vaporettos muitas vezes ao dia. Além de ser absolutamente típico de Veneza, é uma forma gostosa de passear, e de connhecer o que só se pode ser visto trafegando pelos canais.

Os vaporettos   (que funcionam como ônibus) , os pequenos barcos, e as  lanchas de vários tamanhos, são os únicos meios de transporte. O transporte público é caríssimo! Andar de vaporetto pra cá e pra lá pesa no bolso. O ticket único (1 viagem sem volta) custa 6,50 euros.

como se locomover em Veneza

O melhor é comprar o Tourist Travel Card de acordo com o número de dias que for ficar na cidade.

Por uma quantia fixa, pode-se fazer viagens ilimitadas durante a validade do cartão magnético.

Leitor de cartão magnético.

Este cartão (que é recarregável) deve ser encostado nas máquinas de leitura que ficam nas entradas dos  “pontos” (fermattas)  de vaporetto flutuantes.

Os preços dos Travel Cards são:

  • 16,00 € – 12-HOUR TRAVELCARD
  • 18,00 € – 24-HOUR TRAVELCARD
  • 23,00 € – 36-HOUR TRAVELCARD
  • 28,00 € – 48-HOUR TRAVELCARD
  • 33,00 € – 72-HOUR TRAVELCARD
  • 50,00 € – 7 DAYS TRAVELCARD
É fácil identificar as “fermattas” . São caixotes flutuantes, com faixas amarelas onde está escrito o nome da parada.
Na maioria dos vaporettos, há lugares descobertos,, de onde se pode tirar fotos,e dentro dos barcos, onde é mais quentinho, né?
Na segunda viagem, a gente já começa com aquele andar de marinheiro e no final do primeiro dia, ficar mareado é absolutamente normal. A gente anda de barco e balança, sai do barco e vê tudo balançando no mar. Com o tempo, tudo balança …
Os vaportettos não entram nos pequenos canais. Neles, só os pequenos barcos, lanchas  e as  gôndolas.
As gôndolas são um capítulo à parte. E não é bem um meio de transporte. É um meio de divertimento, e de gastar muitos euros numa tacada só. Uma voltinha sai em torno de 80 euros.
Nada mais turístico que um passeio de gôndola em Veneza.
Algumas gôndolas são chiquérrimas…
No mais é se perder e se achar… Veneza é uma cidade que não há pontos turísticos obrigatórios. Veneza é inteira, um sonho difícil de acreditar.
É possível cruzar a ilha a pé. Sem pressa… E ir aos poucos entrando no tempo e no espaço desse lugar improvável, onde  as construções brotam da água.
Para ver o mapa das rotas dos Vaporettos clique aqui.
Até! tem mais Veneza nos próximos pots.
16
set
11

Veneza – um pouco de magia

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A noite foi realmente um terror! No post anterior tem toda a estória, lembra?  O trem foi parando a noite inteira.  Mais ou menos às 5:00 da manhã, minha filha me cutucou e falou: -Mãe eu vi água, pode ser mar, devemos estar chegando em Veneza. De novo, por adivinhação e pelo horário, assim que o trem parou, pegamos as malinhas, passamos por cima dos que estavam dormindo e saltamos. Nenhum aviso, nehuma placa, nem sequer um sininho! Se por acaso estivéssemos dormindo…

Saltamos em uma estação completamente deserta e escura. Sentamos num banco de metal gelado. Um frio de fazer pinguim pular miudinho. Nós, um enorme relógio (5:37) e um senhor com seu carrinho de limpeza. Tudo, absolutamente tudo fechado, inclusive o banheiro.  Esperaríamos amanhecer para sair e procurar nosso hotel, que era bem perto da estação. Às seis horas, uma luz atrás de nós acendeu. Era uma lanchonete que, graças aos céus, exalava um cheiro delicioso de café. Fomos as primeiras da fila. Depois de um café reanimador, fui ao “toalette” , desses que só abrem quando a gente col0ca moedas. Um euro ou você fica &¨*&*#. (Tenha sempre moedas na Europa! às vezes é a diferença entre um delicioso xixi e ficar apertado numa estação). Quando voltei, o dia finalmente começava a aparecer.

Venezia Sta Lucia (tremendo de frio às 6 da manhã, depois de uma noite tenebrosa no trem)

Ainda assim, esperamos até às sete, e meio que nos arrastando, saímos da estação. A visão foi como um curativo! Desses remédios que a gente toma e a dor passa como se fosse milagre.  Em segundos eu realizei: estava em Veneza!

Veneza para mim sempre foi uma inequação de 2° grau… Eu nunca entendi Veneza. Desde sempre no meu imaginário, desde 2008 tentando encaixá-la nos meus roteiros, Veneza era uma espécie de musa inatingível.

Para  começar a entender: É isso mesmo, a cidade (a parte histórica) é no formato de um peixe. Lá em cima, à esquerda (em preto), é a estação de trem St Lucia (onde chegamos), que é a estação que fica na ilha. Mestre é a estação de trem que fica no continente. Nosso hotel, sinalizado pela bolota vermelha, estava a 500 metros de Sta Lucia. Mas (tem sempre um mas…) antes teríamos que reunir forças e escalar a Ponte della Costituzione, que não é nada demais, só que tem pequenos degraus, para subir e descer. Um tanto incômodo quando se está exausta e carregando malinhas (ainda bem que eram mínimas!).

Ponte della Costituzione Veneza( fonte : Trivago)

Essa parte estava  em obras e meio (completamente) perdidas, perguntei a uma senhora onde ficava a tal rua do nosso hotel. Sorrindo (às 7 horas da manhâ), ela pegou o papel da minha mão, e disse para segui-la. Ela desviou do seu próprio caminho e nos levou até a porta de nosso hotel. Uma gentileza inacreditável, que encheu meu coração já aliviado, de uma alegria quase infantil. Às 7:15 chegávamos ao nosso hotel: Casa Sant´ Andrea.

Roberta, a senhora da recepção, nos disse gentilmente que nosso quarto só estaria livre bem mais tarde, lá pelas onze horas, enquanto olhava para Carol (que estava em estado lastimável). Achei que ela estava a beira de pegar Carol no colo e pessoalmente levá-la para casa.  Sentamos e senti que se esperássemos naquelas poltronas fofas, dormiríamos até o dia seguinte, babando e roncando em italiano arcaico!  Num rompante de espírito viajante, levantei e perguntei como chegaríamos a Praça São Marcos. Arrastei Carol até o “ponto do vaporeto” e lá fomos nós.

Embora completamente depauperada, meu habitual deslumbre começou a se manifestar. Veneza começava a se mostrar num dia lindo! Não fosse o frio e o vento gelado…

A essa altura, eu já estava totalmente empolgada, e tentava animar Carol, que de tão cansada, não conseguia nem sorrir diante da paisagem que passava diante de nós.

vista de dentro do Vaporeto

 Em alguns minutos, estávamos desembarcando.

A cidade ainda vazia. Mesmo assim, pontos coloridos de destacavam ao longe. Era Carnaval… em Veneza! E as fantasias e máscaras apareciam aqui e alí…

E o prazer de cada mascarado era exatamente ser admirado e devidamente fotografado.  Pronto! Já estava definitivamente apaixonada por Veneza…

Por toda a orla e na praça, inúmeras barracas de máscaras, lembranças e postais. Um colorido estonteante, que perduraria por todos os dias que estivemos em Veneza.

Imagine-se passeando numa cidade medieval, onde não há carros, com o som do mar e da água dos canais batendo de mansinho, e personagens vestidos de fantasias belíssimas aparecendo ao longe nas ruelas ou bem ao seu lado!

E para cada ângulo que eu olhava, era uma cena, uma paisagem, um clima. Estava começando a tentar entender Veneza.

Carnaval em Veneza

A Piazza San Marco, os mascarados, e um cansaço absurdo! Tudo isso misturado. Chorei! Era muita informação para processar. Muita emoção…

E a Basílica de San Marco alí na minha frente! E para comemorarmos, nos embrenhamos pelas ruelas e encontramos “alimento”  num café, desses, assim… inesquecível.

Piazza San Marco Veneza

Piazza San Marco (completamente vazia!)

Basílica de San Marco

Basílica de San Marco - Veneza

Esse passeio – aperitivo,  foi um bálsamo!  Ainda tinha muita Veneza pela frente!

Nos próximos posts tem muuuuuito mais! Até

04
set
11

Roma – Veneza Treno Notte experience! Uma vez para nunca mais!

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Se existe uma coisa que eu adoro é planejar uma viagem.

Meu roteiro é sempre assim

1- data – de onde para onde

2-meio de transporte – passagens de avião, trem, ônibus

3-meio de transporte entre o aeroporto e o centro da cidade

4-reserva do hotel –  meio de transporte para chegar ao hotel

5-uma listinha dos pontos de interesse na cidade

6-meio de transporte entre o centro da cidade e o aeroporto/estação de trem/de ônibus para a próxima cidade.

E o que mais me fascina, é que sempre dá tudo certo. É possível de qualquer lugar do mundo, planejar a viagem pela internet e quando você chega lá (pelo menos na Europa), salvo havendo nevascas, greves, etc. O avião, o ônibus (do aeroporto à cidade), e o hotel estão lá. No horário e no lugar exatos.   Mas pela primeira vez (sempre tem uma primeira vez, né?) havia uma ponta solta. Quando comprei as passagens de Roma para Veneza, não consegui encontrar nenhum meio de transporte, no horário necessário, entre Ternini e o Aeroporto de Fiumincino. Nosso vôo para Venesa Treviso, sairia às 7 da manhã.

– Quando chegar lá, eu resolvo. Sempre tem um jeito… Táxi ou algum serviço reservado pelo próprio hotel (pensei). Nada disso.  Reservar um táxi, era correr o  risco de ficar esperando (para sempre) na rua e de madrugada, segundo a gerente do hotel.  Poderiámos tomar o trem no último horário da noite (10 e meia) e “dormir” perambulando pelo aeroporto, como almas penadas ou arriscar perder o vôo, pegando o primeiro trem, assim que amanhecesse.  Duas moçoilas sozinhas…  Tomei a decisão que me pareceu mais sábia e segura.  De uma tacada só, foram vários prejuízos: abortamos a última noite no hotel (ah que arrependimento!) , o vôo da Ryanair (ah que saudades!)  e compramos duas passagens no trem noturno de Roma para Veneza. Roma Tiburtina 23:00 -Venezia St Lucia0 5:3o. Muito $$$$$ mais caras do que as passagens de avião na Ryanair. Isso, porque escolhi as mais baratas, já que as mais caras (e talvez bem mais confortáveis) eram no trem rápido e chegaríamos às três da manhã em Veneza. Não era o mais recomendável…

Vamos dormir a noite inteira e chegamos já dentro da cidade, nem precisa de ônibus (doce ilusão!!!) Foi de longe a maior furada, o maior perrengue, a pior noite, ever!!!!

Sem saber o que nos esperava, fomos animadíssimas para a estação. A primeira perna, era de Termini (estação central de Roma), para Roma- Tiburtina (estação de trem fora do centro). Para começar, rolou a dificuldade de encontrar a plataforma, já que no quadro de partidas e chegadas, não habia nenhum trem saindo de Roma Termini e chegando em Tiburtina. Por adivinhação, e pelo horário, conseguimos encontrar nosso trem, que vinha de outra cidade e passava por Ternini…  e mal contínhamos a alegria de ver o trem confortável, limpinho e quase vazio.

Saltamos em Tiburtina, e também por adivinhação e pelo horário no quadro, achamos a nossa plataforma.  Já nesse momento eu pensei: não é bem isso que eu tinha imaginado.

Quem dera fosse esse trem  aí da foto….  Quando nosso trem finalmente chegou, eu tive certeza que tínhamos entrado na maior roubada de todas! Uma correria absurda para todo mundo entrar. O trem tinha um corredor estreitíssimo, pelo qual todos os sêres e suas bagagens tinham que circular num vai e vem atropelado, a fim de encontrar sua cabine e respectivo assento (pelo menos era numerado). Parecia um caminhão de bóias frias ou de retirantes refugiados sobre trilhos. Algumas pessoas (?) carregavam verdadeiros containers. Para chegarmos à nossa cabine, tivemos literalmente que subir por cima de  um desses volumes enormes que simplesmente bloqueava a passagem. Quando enxerguei nossa cabine e abri a porta, meu instinto maternal aliado ao de sobrevivência me fez querer sair dalí imediatamente. Já era tarde. O trem já estava em movimento.

A cabine era um cubículo, com 3 bancos contíguos de cada lado. Três ocupantes. Um homem provavelmente indiano, um outro homem enorme aparentado com o Shreck , e uma mulher (que estava sentada no meu lugar), que usava uma touca, tipo Carlinhos Brown, onde provavelmente caberia toda a sua bagagem, mas deveriam ser só os  dreadlocks rastafari mesmo. Era a mais mal encarada. Não sei de onde tirei coragem para articular a frase: YOU ARE  IN MY PLACE! Provavelmente foi instinto maternal, pois se ela não saisse eu e Carol ficaríamos separadas. Assim que realizamos que estávamos numa roubada, nos entreolhamos e em absoluto silêncio, tentamos nos acomodar e nos conformar. Sete horas, sete horas intermináveis nos separavam de Veneza-ST Lucia.

1- 2- or 3- berth sleeper on Italian overnight train - daytime mode

Como tudo que tá ruim, pode piorar, depois que sentamos, naquele banco duro em formato de L, alguém apagou a luz. Breu total. Paniquei. E eu Carol temos insônia!!! Mas para ajudar ainda mais o nosso desespero, o trem era…. parador! E lógico, na próxima estação, entrou a sexta elementa que faltava para que a cabine ficasse irrespirável e completamente claustrofóbica. A criatura era alta e grande. Com apenas um dedo apontado, e um olhar desafiador, a moça tirou o Shreck da janelinha e sentou-se bem à minha frente. Em questão de segundos, se esparramou e dormiu.  Pronto! Não tínhamos luz, nem espaço para um movimento sequer, nem ar.  Tres pessoas de frente para tres pessoas .  Eu e Carol entaladas no fundo, junto à janela (que tinha um protuberância, impedindo até o mais inocente encostar da cabeça)  e os outros, se espalharam, esticando as pernas sobre o banco e a pessoa da frente.  Sete horas e muitas paradas depois….

Conto mais no próximo post, até!

02
set
11

Roma

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É… nosso dias em Roma estavam quaaaaaaaase no fim. Domingo, nosso programa começava pela Piazza S. Pietro.

Sim, fomos à bênção do Papa, que acontece todos os domingos ao meio dia.

A Praça de São Pedro, surgiu da necessidade de criar um espaço digno para anteceder ou anunciar a Basílica de São Pedro, cuja fachada ficou pronta em 1614. O projeto foi entregue a Gian Lorenzo Bernini. Quem leu Dan Brown, certamente vai imaginar e procurar todos os “sinais” deixados por ele em suas obras espalhadas por Roma. A praça, dois semi-círculos e duzentos e oitenta e quatro colunas, formam uma elipse grandiosa. No lado direito, forma-se uma fila para entrar na Basílica, e não há necessidade de comprar ingresso.

Chegando à Basílica, há duas entradas. Uma para ela mesma e outro para os túmulos dos papas. Erramos e entramos na dos túmulos. Tá, mesmo não sendo meu passeio preferido, fui até o fim. Finalmente entramos na Basílica: enorme, emocionante.

A maior igreja do mundo.

E os guardas??? A famosa guarda suiça, da qual só podem fazer parte homens fortões entre os 18 e os 30 anos e com reputação criminal e social absolutamente imaculada. Mas a guarda é toda trabalhada nos uniformes (dizem que foi Michelangelo que desenhou, mas há controvésias) e cá entre nós, os guardas…..são lindos! Páreo duro com os pompiers (bombeiros) de Paris.

E a pessoas começam a se aglomerar na praça, perto do meio dia.

E ao meio dia em ponto, um ponto lá no alto,  atrai a atenção. A janela se abre e o papa aparece.

É mesmo emocionante ver tanta gente em paz…

Terminada a bêncão, vamos em direção ao Castelo de Sant´Angelo, e da ponte (dos Anjos) que tem o mesmo nome, construída entre 134 e 199 pelo imperador Adriano.

Linda né?

Na noite anterior, voltando para casa, saltamos na estação Colosseo para vê-lo iluminado.

Já nos preparando para a visita ao seu interior.

De dia ou de noite, é mesmo impactante.

É quase origatório. Entrar no Coliseu, é sem dúvida uma experiência. Imaginar como era e tudo que aconteceu aqui, é de perder a respiração.  Chegamos cedo para não pegar a fila monstruosa que se forma todos os dias. Milagrosamente, não tinha quase ninguém na nossa frente.  Por 18 euros, pela internet e 15 no guichê, adquirimos o direito de entrar, passear e fotografar o Colosseum, Monte Palatino e Forum Romano.

Com mais de 12 metros de profundidade, 187,5 metros de comprimento por 155,5 metros de largura, e ostentando um perímetro de mais de 540 metros, é uma das maiores construções do Império Romano, contruído por ordem do Imperador Vespasiano (70 d. C.).

Só dois terços da construção resistiram ao tempo, aos vândalos, terremotos e aos construtores medievais que retiravam materiais para suas próprias construções.

Monte Palatino

Confesso que visitar o Coliseu foi impactante. Mas depois dessa visita, precisávamos de algo “leve”. Partimos em direção ao “paraíso” romano.

Vila Borguese

Ao norte de Roma, um parque em forma de coração! Naquele fim de tarde chuvoso, com aquelas árvores que só vi em Roma, o parque estava praticamente particular.

Optamos então por passear nessa geringonça. Uma mistura meio maluca de bicicleta com carro.

Essa coisa parece fácil de conduzir, mas acabou sendo responsável por inúmeras gargalhadas, freadas inesperadas e alguns pequenos hematomas. Tem pedais de bicicleta, direção de carro, e um freio em forma de alavanca. O problema é que ao pedalar, rola um impulso automático que faz a geringonça atingir uma velocidade que a gente não espera.

O parque é simplesmente lindo! Depois de viver Roma intensamente, cheio de turistas, trânsito caótico, ritmo intenso, passar um tempo aqui é puro deleite.

Daqui, fomos para o sul, onde está a Piramide de Caio Testino e a Porta São Paulo, no começo da rua Ostiense no bairro Testacchio.

Porta São Paulo

É uma das portas meriodionais da Muralha Aureliana em Roma. Corresponde à Porta Ostiense, a porta de onde iniciava, e ainda inicia, a Via Oistiense, o caminho que liga Roma à Ostia. A porta está separada da Muralha Aureliana, e tem o aspecto de um castelo com suas duas torres: por isto é chamada algumas vezes de Castelletto,

Já a Pirâmide, foi construída para ser um monumento fúnebre, coberta em mámore de Carrara. Como chegar até aqui? Os ônibus 60, 280, 30, 719 passam todos neste caminho.

   Voltando ao centro, mais precisamente à Piazza Venezia, caímos no gelato mais delicioso, ever!!! Terminávamos assim, nosso primeiro encontro com Roma. Uma cidade para se visitar muitas vezes…

É uma cidade acolhedora, rica e massiva ao mesmo tempo. Acho que a segunda visita será ainda melhor, pois é quando a gente já está mais local e tem mais tempo para viver a cidade.

Nosso problema agora, era resolver a questão: como chegar ao aeroporto Fiumincino???  Nosso vôo para Veneza partiria às 7 da manhã, e teríamos que sair de Roma às 4 da manhã. O problema é que não havia nenhum meio de transporte no meio da madrugada, nenhum suttle (ônibus) e o primeiro  trem que faz a ligação Termini-Fiumincino, só à 5 e meia. Ok … um taxi então? Roberta, a gerente do B&B, fez uma cara de “não sei não”. Segundo ela, não é lá muito confiável marcar um táxi por telefone para às 4 da manhã. Marcar até marca. Se o táxi vai aparecer é uma outra estória, provavelmente de suspense. Foi assim que, “achando” ser o mais seguro e confiável, optamos ( eu optei, aff!) por abortar o vôo, e irmos de trem para Veneza. Uma opção que nos levou a passar  uma noite tenebrosa!!!! Dessas inesquecíveis, de total sufoco mesmo! Mas isso, é assumto para o próximo post!

Até!!!!




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