Archive for the 'PARIS' Category

28
dez
11

Enxoval de inverno para viagem à Europa (segunda parte)

O inverno para valer ainda não chegou. Em novembro, quando cheguei, as temperaturas ainda eram de outono, e  fala-se no segundo Natal mais quente em 13 anos.  Em comparação ao ano passado, nessa época, já tinha nevado baldes e em Londres chegou a fazer -9.  Estamos tendo 10, 11, 12 durante o dia. E pela Europa afora, as temperaturas andam positivas, mesmo em Copenhagem e Estocolomo, que esta altura já deveriam estar cobertas de neve. Mas em se tratando de inverno europeu, tudo pode acontecer! E mesmo assim, já é bem friosinho para quem saiu do nosso ensolarado país.

Há várias teorias de como se vestir para o frio: Teoria da cebola, que é aquela das zilhoes de camadas,  teoria do é possivel ser sensual sem passar frio, dos blogs de moda,  teoria da meia-calça O que posso dizer é que é isso tudo misturado, ou nenhuma das anteriores. Sensibilidade ao frio, é muito pessoal! E ¨estilo¨ também!

Pessoalmente, eu adoro frio, mas não gosto de passar ou sentir frio. E acho que a ¨elegância¨ vai até uns cinco graus, sem vento! Abaixo disso… tudo que te mantém aquecido é bem vindo. Mais uma vez, só posso falar da minha experiência pessoal. Já cheguei por aqui em vários estágios do inverno, e com viagens planejadas para lugares muito frios, no auge do inverno. Chegando em novembro, dezembro… é uma beleza! Tem casaco de todos os tipos, tecidos, cortes e principalmente, de todos os tamanhos! Então a gente pode escolher com calma,  mesmo sabendo que vão ficar mais baratos depois. Já depois do Natal, a coisa toda fica mais barata, mas pode ser que você não encontre o que quer, no seu tamanho. E como a indústria da moda é canibal, já estão mandando e-mail anunciando a coleção primavera-verão. No final de janeiro, e em fevereiro, a gente tirita de frio, mas tem que procurar e encontra íntens de inverno, principalmente casacos, nos canto das lojas, nas araras em sale. 

Basicamente, há tres tipos de casaco:

Tipo mantô, que pode ser de lã pura (bem mais caros) ou de uma mistura de lã com poliester (a grande maioria). Pode ser curto, na altura dos joelhos ou longo. Com gola alta, transpassado, com pele falsa… São, na minha humilde opinião, os mais elegantes, e tenho usado um desses (sem salto agulha, certo?) para essas temperaturas entre 6 e 12 graus, onde a teoria das camadas funciona bem, desde que sejam as  camadas certas, finas, tipo uma térmica e uma de lã merino. O importante é que tenham bolsos par a esquentar as mãos. O problema é exatamente quando a temperatura cai e o vento gelado entra em ação e literalmente adentra o seu ser! Ou seja, esse casaco não veda, e deixa o vento, o sereno, a neve etc, estragar todo o aconhchego. E acredite, o vento entra pelas mangas, pelo decote, por todos os lados!

Casaco de Pele (falsa, graças a Deus!) são na realidade uma mistura de acrilico e poliester e são bem quentinhos, e um pouco mais ¨vedantes¨. E como único casaco, pode ficar meio enjoativo,,,

Tipo Padded, Filled ou Down coat, que eu chamo de edredon particular, e no frio mesmo é o meu eleito! Agradeci aos céus, quando encontrei esse, no meu tamanho, certinho, quentinho, esperando o frio chegar! Há os de recheio de manta acrílica, de penas (que às vezes saem pelas costuras), e os de down , que são a plumagem dos gansos, aquela fininha antes das penas. Alguém já viu ganso nadando lindo num lago gelado?( é por isso, ele tá lá quentinho!!!)  Há de cores e materiais diferentes, mais curtos, até o joelho e compridos (proteção total) e de todos os preços também (os da Moncler são caréeeeeerrimos!) O mais  importante é que esse  tipo de casaco, forma um casulo e não deixa o calor do corpo sair nem o frio entrar. Como é impermeável,  vento, sereno, chuva ou neve, ficam literalmente longe de você. As mangas são agarradas no punho, e não deixam mesmo o vento passar. Ok… não é a coisa mais elegante, mas nesses momentos de friaca e vento ou nevasca e chuva, tudo que você vai querer é um cocoon à sua volta. E aí, nem precisa de mais de uma camada. Uma blusa, um fleece por dentro e pronto. O que é um alívio, pois quando a gente entra num lugar aquecido, é só tirar um casaco e pronto! Então para o auge do inverno, é ele! Não é à toa que todo mundo por aqui tem um.

E onde encontrar? Em quase todas as lojas,  a gente encontra os casacos e os acessórios também. Que apesar de acessórios, são, como disse o Guilherme nos comentários, imprescindíveis!! Gorro, luvas, cachecol e meias! E eu às vezes apelo para um ¨esquentador de orelhas¨, os earsmuffs. O vento nos ouvidos pode fazer até os seus neurônios pedirem ajuda!

Leopard Faux Fur Earmuff

Pois é exatamente pelas extremidades que se perde muito calor. De nada adianta um casacão se as mãos congelarem, pois o corpo todo gela junto.

Hot Water Bottle Hand Warmer Heat Pad

Além disso, existem os hand warmers, que são saquinhos de papel, com uma mistura dentro que aquecem ao serem abertos. A gente coloca no bolso, enfia as mãozinhas e voilà! E tem também as mini bolsas térmicas, reutilizáveis e fazem a mesma coisa.

Mas o que eu mais amei, foi o que ganhei no Natal da minha filhota antenadíssima: luvas touch screen!!! para quem como eu sente muito frio nas mãos, mas não vive mais sem um smartphone (ou tablet) para tudo, principalmente para procurar as paradas de ônibus, mapas etc no meio da rua, tcharam!!! As touch gloves, tem uns fiapos de nylon na ponta dos polegares e dos indicadores, e funcionam mesmo!  O máximo! Tem na Amazom, mas já já, deve estar em tudo que é canto.

TECH TOUCH GLOVES WITH SILVER COATED NYLON FIBRE TIPS - BLACK - IPHONE 4/4S - GALAXY S2 - HTC SENSATION AND ALL SMARTPHONES WITH TOUCHSCREENS PART OF THE QUBITS ACCESSORIES RANGE

Breve listinha dos ondes para quem está com pressa…

Londres:

Regent e Oxford Street (não conheço ninguém que venha a Londres e não passe por essas ruas, onde estão todas as lojas: Esprit, Mango, Top Shop, H&M, Next, New Look, Marks & Spencer, French Connection, Gap, Zara…  e outras tantas griffadas.

Westfield Shopping

tem dois: Shepherd’s Bush

Central Line: Shepherd’s Bush and White City
Hammersmith & City: Wood Lane and Shepherd’s Bush Market

e Stratford  (achei esse último, bem simpático e ainda dá para dar uma passeada no Overground, que é um metrô por cima)

E as roupas térmicas? Bom, tem na Mountain Warehouse (tem uma em Picadilly Circus, que todo turista tem que conhecer e tirar uma fotos dos luminosos). Essa loja vende roupa para quem vai para as montanhas, esqui, essas coisas. Está sempre em promoção. Tem tops de fleece (aquele tecido leve, fino e quentinho), roupas thermal (a primeira camada obrigatória). Há também a Rock & Snow, a Cotswolds …

Mas se quiser resolver todos os seus problemas de frio, vá direto em uma loja da Uniqlo. As roupas cumprem o que a embalagem promete, tanto as roupas térmicas (underwear – são fininhas e além de manter o calor não fazem a gente suar quando entra numa loja/restaurante, etc super aquecido) , quanto os casacos e jaquetas ultra light. Também na Regent e Oxford Street (em Paris também).

Em Paris:

Faz tempo que ¨não vou às compras¨ em Paris, mas na Rue de Rivoli, tem todas as lojas também e na C&A tem um andar inteirinho só de casacos!

Em Madri:

É um shopping a céu aberto! E as rebajas (liquidações) são mesmo de arrasar. A região de Salamanca, a Gran Via… E o shopping La Gavia , que vale uma visita. Dá para encontrar de tudo e ainda se arrepender de não ter levado uma mala enoooorme!

Em Barcelona:

Bem na Plaça de Catalunya, há um shopping bem legal, mas nas ruinhas do Bairri Gotic, estão as lojas mais descoladas. Isso sem falar na elegantérrima Passeig de Grácia… No El Corte Inglés…

O importante messssssssssssmo, é não sentir e não deixar o  frio  estragar um dos melhores momentos da vida! VIAJAR!!!!

PS: Aos que pediram ajuda, espero ter contribuído. Mas cá entre nós eu sou muito melhor na malinha, com pouca roupa!

Até!!

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29
out
11

De Paris (um dia só!) a Londres

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Foi só um dia em Paris. Ficamos no Absolute Hotel, uma mistura de alberque com hotel (budget). Ficamos num quarto privativo, com banheiro por 35 euros por pessoa por noite, com café da manhã.

Absolute Hotel

Ficamos no quinto andar, sendo que o Hotel tem elevador, coisa rara em Paris. Em junho de 2010 eu, Rafael e Juliana ficamos num outro hotel super simpático em Montparnasse, porém, nosso quarto era no quarto, no quarto andar sem elevador! Só mesmo no final da noite, subir e desmaiar na cama. Mas o que mais curti nesse hotel foi o teto típico de Paris,

sendo que o nosso quarto tinha aquela janelinha protuberante e acordamos num dia azul com essa vista:

République Hotel Absolute

Do lado direito está o Canal St Martin.

Canal St Martin

E Paris, mesmo que seja só por um dia, acaba sendo sempre uma cereja em cima do bolo. Perfeita para terminar um tour como esse.

Primeiro que tudo: bater ponto em Notre Dame!

E uma passeada básica até a Rue de Rivoli. E andar em Paris é sempre lindo.

Hôtel de Ville

Hôtel de Ville (prefeitura de Paris)

E por mais que eu já conheça ainda fico embasbacada com as visões da cidade.

Notre Dame de Paris

Por isso Paris vale a pena, mesmo que seja por algumas horas. Não dispenso nenhuma oportunidade. É sempre revigorante e inspirador.

La Consiergerie

E mesmo tendo ido várias vezes,  consegui me enrolar  mais uma vez. Em Paris eu sempre me enrolo. Perder não é bem a palavra … Fico enrolada mesmo.  Por isso resolvi que nunca, jamais vou viajar sem um smartphone e/ou tablet, que além de ter os mapas à mão, “te encontram” onde você estiver pelo GPS e te mostram além do ponto de ônibus mais próximo, linha e o trajeto que se deve fazer. Para a próxima viagem, baixei todos os aplicativos possíveis! (conto mais nos próximos posts).

Além disso esse pit stop em Paris serviu para adquirir a mais nova companheira de viagem lowcost! Uma malinha super leve e perfeita! Quem estiver por Paris, precisando de uma malinha, vale dar uma passada no Boulevard Sébastopol, no 4, na loja L´Autruche. Tem tudo quanto é mala e o preço é bom.

No dia seguinte, acordamos cedésimo para pegar nosso vôo Easyjet para Londres. Como chegar ao aéroporto Charles de Gaulle??? O ônibus 350 deixa a gente na cara do gol!

O ponto inicial do 350 é na Gare de L`Est .  6,50 por pessoa (três tickets de metrô) et voilà! O trajeto leva mais ou menos uma hora e meia, dependendo do trânsito. Mas não tem baldeação. O ônibus  passa em todos os terminais do CDG.

Gare de L´Est.

E se seu vôo for muito cedo e tiver que chegar ao CDG, antes do amanhecer, há o N143 (ônibus noturno) que faz o mesmo trajeto e é até mais rápido.

E assim… voltamos a Londres…  foi mais uma viagem lowcost ma-ra-vi-lho-sa! E espero que algumas dicas aqui, ajudem a quem está pesquisando e planejando uma viagem para a Europa, que é exatamente o que estou fazendo agora.

Até…!

19
jul
11

#Blogagem Coletiva

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Hoje, meio sem querer, “pesquei” um movimento interessante no Twitter. Eu não sou uma twiteira assídua, mas fuço de vez em quando, o que há de novidade no mundo dos viajantes.

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a CláudiaNatalieCarina,PatriciaCarmem e Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e decidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim, a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

Texto retirado do blog Drieverywhere

Eu fiquei pensando, pensando e sinceramente não consegui identificar um lugar que eu não voltaria. Será que eu sou tão empolgada assim?  Tá certo que eu ainda tenho muito que viajar, então de uma forma geral, procuro não repetir destinos, mas esse ano voltei à Barcelona e não me arrependi, pois sempre há um novo olhar.

Minha lista de cidades que eu voltaria sempre? Fácil!!

Londres

BACK TO LONDON 279

É minha segunda casa, né? Amo cada centímetro dessa cidade! Tem Londres para 365 dias do ano, e não tem como dizer que viu tudo! Mal posso esperar minha próxima temporada.

Paris!

Fiquei dois mêses e ficaria por toda a vida! Volto todo ano e sempre tenho vontade de ficar mais. Eu digo que foi o filme que deu origem à série.

NoelCE28 copy

Amsterdam

Imagem 849

Não só voltaria como está na minha lista para a próxima temporada londrina. É uma das cidades que fincaram bandeira no meu coração!

Bruges

Voltaria, mas não é uma cidade. É um conto de fadas e sendo assim é para ficar pouco tempo.

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Praga

Acho que ficaria mais uns 15 dias em Praga. Além da cidade ser linda, deve ser completamente diferente em outra estação. Ainda tem muita vida cultural, a comida é ótima, a cerveja um escândalo, e tudo mais barato em relação ao resto da Europa

Barcelona

SAM 1173

Amo Barcelona! Confesso que na primavera é mais bonita por causa do azul do céu. Mas… eu moraria em Barcelona!

Edimburgo

SAM 1803

Voltaria e vou voltar! E outra cidade meio conto de fadas, duendes e gnomos!

Estocolmo

SAM 2116

Gostaria de conhecer a cidade no inverno, coberta de neve! Adorei na primavera!

Madrid

Adorei Madrid. É uma cidade pulsante e de lá dá para fazer vários bate e voltas. Volto até para aproveitar as rebajas (liquidações)… É fácil de se locomover e a gente se sente fácil, um local!

Roma

Roma é um abuso, eu não canso de repetir. Volto assim que puder. Sempre deixo alguma coisa para fazer “da próxima vez”.

Veneza

Voltaria com certeza. Assim como Bruges, não é para ficar um mês. É muito surreal! Mas para ficar uns dias fora da real, é perfeita!

NewYork

Voltaria sim. Aliás já fui 2 vezes . É uma cidade que sempre guarda surpresas e se reinventa de uma maneira inacreditável. Mas atualmente está meio fora da minha rota.

Montpellier

Montpellier é tudo de bom.  E dá para fazer tudo a pé! Além disso, tem zilhões de passeios, por perto! E a recepção do casal Haize foi o máximo!

Cidades que eu voltaria, mas de uma certa maneira… viu, tá visto!

Innsbruck

Salzbourg

Dublin

Milão

Rouen

Versailles

York

Buenos Aires

Clique nos links para ir a aos posts de cada cidade.

Nossa, só de escrever esse post, meu passaporte ficou nervoso e minha malinha já deu sinais de vida inteligente! E acho que esqueci algo… Esse mundo é muito grande, tem tanto ainda pra conhecer!

E destinos  que eu não voltaria? Raposo! hahahaha!

E vocês? Manda aí nos comentários a sua  listinha!

Até!

PS: Faltou colocar quem está blogando (tirei da do blog do comandante Riq Freire, o (mais que necessário)  Viaje na Viagem

Abrinco o Bico (a lista da Carina Ditrich)

Abrindo o Bico (a lista da Lena Máximo)

Abrindo o Bico (a lista da Marcie Pellicano)

Aprendiz de Viajante (a lista da Claudia Beatriz)

Básico e Necessário (a lista da Helô Righetto)

Big Trip (a lista da Paula Bicudo)

Cadernos da Tia Helô (a lista da Kaká)

Colagem (a lista da Luciana Misura)

Cozinheiros de Primeira Viagem (a lista do Fred Marvila)

Cozinheiros de Primeira Viagem (a lista da Natalie Marvila)

Cozinheiros de Primeira Viagem (a lista da Sylvia Lemos)

De uns tempos pra cá (a lista da Carmem Silvia)

Dicas e roteiros de viagens (a lista da Carolmay)

Donde ando por aí (a lista da Clarissa Donda)

Dri Everywhere (a lista da Adriana Miller)

Guardando memórias (a lista da Celinha)

Inquietos (a lista da Priscila e do Vinicius)

J.R. Viajando (a lista do Júnior)

Mala de Rodinha e Nécessaire (a lista da Celina)

MauOscar (a lista do Oscar Risch)

Mikix (a lista da Mirella Mathiessen)

Olhando o Mundo (a lista da Denise Mustafa)

O que eu fiz nas férias (a lista do Gabe Britto)

Pelo mundo (a lista da Mari Campos)

Psiulândia (a lista da Ana Maria)

Rosmarino e outros temperos (a lista da Lu Bettenson)

Sambalelê (a lista da Sambalelê)

Turomaquia (a lista da Carlinha Z.)

Turomaquia (a lista da Patricia de Camargo)

Uma Malla pelo Mundo (a lista da Lucia Malla)

Viagem pelo Mundo (a lista da Deise de Oliveira)

Viaggiando (a lista da Camila Navarro)

Viajar e Pensar (a lista do Gustavo Belli)

18
jun
11

Minuit à Paris (breve pausa para reflexões)

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Uma delícia!

Ontem tivemos nosso “rencontre des amis”.  Meus queridos amigos e eu. Aqueles amigos especiais , cuja estória contei neste post.  E como somos todos loucos por Paris, fomos ver o último filme de Woody Allen,  Midnight in Paris ou mais a nossa cara, Minuit à Paris.  E foi uma maravilhosa surpresa, pois um filme que tinha tudo para ser clichê,  dependendo do olhar de quem assiste, pode ser sim, profundo.

Em comparação ao filme, o trailer promete muito pouco, se você considerar pouco, rever pontualmente todos os cartões postais de Paris, e reencontrar  até o ônibus que eu  pegava para voltar para casa… Mas realmente foi uma viagem no espaço e no tempo.  Puro deleite… desses filmes que acabam antes que se pense em olhar o relógio, na realidade, eu queria mais.

Woody Allen acertou em cheio ao colocar a cidade luz como personagem assim como fez tantas vezes com Nova York.  A cidade não é só locação. É protagonista.   Passear por Paris, e de quebra, visitar os gloriosos anos 20, ao simplesmente entrar num carro, e “esbarrar” com ídolos da Lost Generation, a geração de escritores que foi viver em Paris nos anos 20 do século passado e fez da cidade o lugar mais interessante do mundo,  é uma viagem que eu particularmente gostaria de fazer! Ernest Hamingwey,  e vários personagens reais de seu livro, passeiam na tela: Gertrude Stein,  Picasso, Zelda e Scott Fitzgerald, um delicioso Dali, Matisse e até Lautrec, numa das cenas mais lindas do filme.  E para mim,  que sempre fui loucamente apaixonada pela Belle Époque, quando os  dois personagens (que estão na foto) se vêem diante de Lautrec, na Paris do final do século 19,  o filme explode numa cena singela, mas de profundo significado:  Estamos sempre procurando por algo que não estamos vivendo…   

Não foi à toa que o filme fez sucesso em …. Paris! É mesmo apaixonante! E sim. Para quem quer dar uma viajadinha, sentadinho na poltrona, com um saco enorme de pipocas, pode comprar a passagem sem medo!

É uma viagem para quem nunca foi, uma emoção para quem já conhece, um sonho gostoso para todo mundo.

Paris, me aguarde! Já já. tô por aí!

16
mar
11

Viajando lowcost 2011 – compartilhando os detalhes

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Não pretendo fazer um guia de como viajar lowcost, ou de como montar um roteiro para viajar baratinho. É apenas o relato de minha própria experiência, mas que se puder ajudar alguém… Já fico feliz!

London Bridge Station – Plataforma – First Capital (trem para Gatwick Airport)

Minhas viagens pela Europa sempre começam em Londres.  E neste post, eu explico como chegar e partir dos aeroportos de Londres.

Viajar lowcost é mais ou menos como comer salada. A gente pode repetir sem culpa! É basicamente tentar aproveitar  as promoções das companhias aéreas de baixo custo, que tem vôos para muitas ou quase todas as cidades principais da Europa, sendo que a Ryanair é sem dúvida a campeã dos preços ridiculamente baixos e acaba habituando o viajante a custos irrisórios, tornando todo o resto ( até os simples tickets de metro urbano) meio caro aos nossos olhos e bolsos. A Easyjet também tem suas promoções, mas para pagar realmente barato, o segredo é antecedência e vôos que partem muito cedo pela manhã ou que chegam muito tarde no destino final.

Vôo – Girona para Madrid

A primeira passagem que  comprei foi  para Barcelona ( 6 libras e só!!) , e então pesquisei o quão barato e interessante estavam as promoções partindo de Barcelona. Bingo! Madrid  estava a pouco mais de 15 euros  de Barcelona. Uma vez em Madrid, fiz a mesma pesquisa e Milão apareceu nos destinos em promoção por exatos 10 euros por pessoa + 5 de taxas. Com a bênção da passagem de Milão para Roma estar a  uns míseros 15 euros + 5  (às vezes a Ryanair cobra taxas de web check in, de pagamento por cartão, ou simplesmente de administração). Não tive dúvidas e de repente estava planejando minha viagem pela Itália!

Rio Tevere – Roma

Estando em Roma, pensei… Desta vez eu vou a Veneza, de qualquer jeito! Como? No planejamento da viagem, corri para Easyjet , que tinha um vôo de Roma para Veneza, e devido a antecedência estava por menos de 20 euros. O único desafio – o võo era as 7 e 10 da manhã, o que significaria estar no aeroporto no máximo às 5 e meia. Aí foi o momento rosquinha da viagem. Furada! A roubada histórica da viagem. Não havia transporte De Roma para Fiumincino no meio da madrugada. Tanto o trem que partia da Estação de Termini, quanto o primeiro ônibus para o aeroporto saiam depois das 5 da manhã.

Roma Fiumicino (Terminal 2) a Venice Marco Polo

Part 01 March 2011 07:10

Cheg 01 March 2011 08:15

Voo 983

O check-in abre 01 March 2011 05:10

O check-in encerra 01 March 2011 06:30

Chegaríamos no máximo do stress ou perderíamos o vôo. O que numa viagem dessas, é o temido efeito dominó! Cai tudo por terra! Opções = dormir no aeroporto (o último trem parte ás 10 e meia  da noite), arriscar um táxi às 4 da manhã por 50 ou mais euros (pouco confiável segundo a recepcionista do hotel), ou abortar o vôo e comprar uma passagem do trem noturno e acordar em Veneza, o que me pareceu o menos estressante, já que os trens são o meio de transporte mais famoso e bem cotado da Europa e a estação Termini era ao lado do nosso hotel. Roubada em absolutamente todos os sentidos. Não só foi o traslado mais caro, como a pior experiência possível! 38 euros (por pessoa!) dos quais me arrependo centavo por centavo! Uma noite numa cadeirinha de aeroporto teria sido muito mais  segura, muito mais confortável e menos estressante. Só mesmo  Veneza para fazer valer o sacrifício! Ou melhor, para esquecer a noite!

E de lá, como chegar a Paris? Foi uma gincana e antes da viagem eu ainda não sabia como, a não ser gastando muito dinheiro! O que definitivamente não é a minha praia.

Dessa vez, mais do que as outras, Paris foi um desafio! Paris é mais do que simplesmente uma paixão. Desde  a primeira vez, prometi aos céus, que sempre que atravessasse o Atlantico, daria um jeito de ir a Paris, agradecer. Notre Dame é testemunha de todos os meus sonhos …

Mas o que parecia um  simples Venice-Paris, virou uma pesquisa de campo. Depois de todas as pechinchas, o trem Noturno Venice St Lucia- Paris Bercy,da Artesia, que pode ser comprado no site da Trenitália ou na SNCF, era um absurdo de caro em comparação com todo o gasto da viagem até Veneza. Os vôos idem! E depois de tudo arrumadinho, baratinho… eu estaria entalada em Veneza (seria ótimo se tivesse verba ) ou gastaria uma fortuna, acabando com toda a estratégia lowcost da viagem e dilapidando fundos.  O fato é que durante duas semanas, eu estive em pânico,  e me tomou um bocado de tempo e tentativas alucinadas (tentei  até um voo lowcost para Croacia e de lá para Paris, mas perderia a passagem de Paris para voltar a LOndres.  Virou uma questão pessoal!!!!! Então, a solução foi um mapa, e muita pesquisa e paciência para domar o site da Trenitália, que invariavelmente fica embarreirando a compra da passagem para estrangeiros. Quebrei o percurso em dois e consegui comprar as passagens, mas só em Roma, descobri que a gente tem que passar num guichê  (com gente de verdade) de qualquer jeito, para impimir a passagem. Só com o PIN code não  funcionava nas máquinas de auto atendimento .

Venezia St Lucia – Estação de Trem – Veneza

Saímos de Veneza St Lucia, ao lado do nosso hotel, às 10 e 45 , pegamos um trem  para Milão (2 horas de viagem), almoçamos  em Milano Centrale e às 4 e 30 da  da tarde, pegamos o TGV para Paris- Gare de Lyon  (muito mais barato que o trem noturno de  Veneza a Paris, mas ainda assim, caro, se comparado a tudo  que tínhamos feito até aqui!). No trajeto, uma passagem pelos Alpes… o trem para em algumas estações de sky que parecem saídas de filme. Pontualmente às 23 e 21 estávamos desembarcando na Gare de Lyon, em Paris. E claro a viagem nem de longe se pareceu com o Treno Notte de Roma a Veneza, mas ainda assim, prefiro um bom vôo lowcost, com toda a antecedência necessária, security etc! Trem é bom para viagens de no máximo 3 horas e ainda assim, depois de mal acostumada pela Ryanair, acho caro!!!!

Milano Centrale

Finalmente de  Paris a Londres, voamos Easyjet,  e no final de uma viagem como essa, a gente  valoriza muito a tranquilidade da Easyjet. Tirando o fato da mocinha do check in – única vez que despachamos uma malinha e viajamos com um volume cada uma a bordo –  ter pedido para eu colocar minha  humilde bolsinha dentro da malinha ( que embarcaria comigo no vôo), a questão tamanho e peso da bagagem que vai com você é bem mais flexível. Paris-Londres = 25 euros por pessoa + 5 de taxas

Aeroporto de Girona (Barcelona)

E para que todo o percurso seja realmente lowcost (dessa vez foram 6 cidades) a maior exigência é que sua bagagem e tudo o que você vai transportar de um destino a outro caiba numa mala de 55x40x20, assim sua babagem viaja com você em tods as cias aéreas. Tudo, absolutamente tudo (bolsa de mão, câmera, comprinhas no free shop, lembranças, garrafa de água, etc tem que estar dentro desse único volume ( no inverno, dá para usar os bolsos do casaco, que se transformam prticamente em uma outra mala). Dessa forma, dá para ir de Londres a Barcelona, por exemplo, por 6 libras, o preço do nosso primeiro vôo. Na ponta do lápis, a cada passagem, há que  se acrescentar de 5 a 15 (euros ou libras), custo do transporte entre o centro (ou estação central) da cidade até o aeroporto lowcost , normalmente bem longe. Mesmo assim, atravessar um, dois países, por menos de 30 ou 40 dinheiros não é nada mal, principalmente se compararmos com as viagens pelo Brasil.

E assim, com o mínimo de bagagem, todo o resto também fica lowcost, uma vez que a gente não é obrigada a pegar um táxi para chegar ao hotel ou do hotel para a estação de metro, de trem ou de ônibus. Em todo o nosso trajeto, pegamos um único táxi em Roma ( e nem foi por causa de mala)  e um outro em Paris! Além disso, utilizar o transporte público de cada cidade já é conhecer um pouco da cultura, população, etc.

Hospedagem?

Também é pesquisa e antecendência. E sim, a Europa está mais cara agora. Roma e Veneza, foram disparado, as cidades mais caras, tanto no quesito B&B como em relação à alimentação. Nas únicas vezes que sentamos em um restaurante (em Roma e Veneza), foram no mínimo 25, 30 euros) Mas ainda assim é possivel ficar em hotéis (hostals, albergues, etc) com conforto, banho quente e em alguns, café da manhã, baratos e dignos.  No geral, 25 a 35 euros por pessoa por noite (35 em Roma, Veneza e Paris). Com relação a albergues, estando em duas pessoas, acaba  sendo quase o mesmo preço, um quarto privativo, na maioria das vezes até com banheiro privativo, do que duas camas em quartos compartilhados ( para 4) e banheiros idem.

Alimentação?

Minha primeira preocupação é achar um supermercado ou algo parecido. Assim as despesas com alimentação ficam mais ou menos parecidas com as que normalmente eu teria.  E mais uma vez, supermercados são parte da vivência da cidade. Adoro! Deliciosos sanduíches de brie ou gorgonzola, pastinhas, focaccias, caviar, queijos,  baguetes, brioches, bolinhos e lógico, vinhos e cevejas maravilhosos para beber no sossego do seu quarto …. é só descobrir a especialidade do lugar e ser feliz. Mas  um bom café ou um maravilhoso  capucino, são fundamentais. Eu diria que são companheiros de viagem. São aquele pitstop essencial no meio de um dia de caminhada. Recarrega as baterias. E lógico, quanto mais perto de um ponto turístico, mas caro será o café!  Mas 4 euros por um capucino perto da Piazza San Marco…também não mata ninguém ….E vale cada gole!

Compras?

Obviamente não é o objetivo numa viagem dessas. Mas compramos coisinhas pequenas,  maquiagem em Milão,  e por medo de sentir calor em Roma, percorremos várias lojas em Madrid (um paraíso de lojas e mais lojas, principalmente durante as rebajas, as famosas liquidações) para encontrar um casaco mais leve que acabamos usando só em Milão, pois em Roma e Veneza o vento gelado, me fez agradecer os super poderes do casaco de nylon forrado, que é praticamente uma blindagem contra o frio, a chuva e vento,  e não sentti frio algum! Deixamos algumas compras para o grand finale em Paris, onde por 11 euros, reservei uma malinha de porão na Easyjet e colocamos todos os líquidos e extras nela. De quebra, a mala que comprei pode ser a minha mais nova companheira de viagem, pois é bem mais leve e como não é rigida, dá para negociar o espaço em alguns trajetos feitos de trem ou pela Easyjet, menos intrensigente em relação ao peso e formato da bagabem de mão, desde que seja um único volume.

Quanto tempo a gente aguenta essa maratona? É muito pessoal. Num mundo ideal, seria ótimo ter pelo meno uma tarde para descansar entre a s cidades…vinte dias ficou bem puxado no final, mas valeu cada minuto. Talvez 15 dias seja um período bem razoável… Há que considerar que cada troca de cidade leva pelo menos meio dia, e nesse trajeto é pilotar a bagagem e muito levantamento de malinha. É cansativo e há que ter preparo físico e muito astral.

Mas vale a pena cada minuto!

Basílica de San Marco – Veneza

09
mar
11

Eu moro onde estão meus sapatos…London, I´m back!

ESTE BLOGO MUDOU DE ENDEREÇO:

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Ou a minha mala de rodinha, né?

Home sweet home!

Chegamos ontem a Londres, num dia estalando de tão azul e mesmo antes de conseguir  arrumar tudo, senti os efeitos da aventura em cada centímetro dos meus músculos! Acho que toda a serotonina da viagem (que sempre é o melhor analgésico que eu conheço) se dissolveu no exato segundo em que vislumbrei um colchão, e uma vez  que na minha agenda não havia nada para o dia seguinte, permiti que o cansaço se manifestasse! Foram mais de vinte dias nos extasiando, chegando e partindo, pilotando e arrumando malinhas, desvendando mapas, descobrindo como nos locomover em cada cidade, fotografando e andando… andando muito!

Parc Guell Barcelona

Confesso que toda a vez que monto um roteiro, eu tento (juro!) me controlar. Digo a mim mesma que já sou uma senhora, que não há pressa, que tenho artrite reumatóide, que levantar da cama no dia seguinte de um tour a pé por uma cidade nova e deslumbrante será difícil, etc, etc. Mas a coisa vai crescendo de viagem para viagem e  sempre  acabo no já queJá que estou aqui, por que não ir logo alí, já que a pasagem está tão barata e é tão perto! Mas o fato, é que viajando, eu acho que posso tudo! Chegar de madrugada numa cidade completamente desconhecida, percorrer kilômetros com meus pés, descobrir conexões malucas nas linhas dos metrôs, traduzir embalagens nos supermercados, e falar qualquer idioma, mesmo que seja na linguagem dos sinais (e do sorriso).

Palácio de Cristal- Madrid

E agora, em plena quarta-feira de cinzas (láaaa no Brazil), lembro que  desfilei em tantas e longas avenidas, subi e desci tantas escadas de estações e aeroportos, passei por securitys, check ins e outs, e de como  meu carnaval foi tão deliciosamente  diferente de todos os que já passei.

Duomo Milano

Vaticano

Roma

Veneza

Paris

Deu tudo absolutamente certo, (exeto o Trem do Terror de Roma para Veneza).  Foram 8 vôos, 6 ônibus de conexão entre aeroportos e o centro das cidades, 3 viagens de trem. muitos ônibus urbanos e linhas de metrô. Nossas malinhas aguentaram firmes, engordaram em Paris (onde por acaso encontrei uma outra malinha que parece mais perfeita e mais leve que a minha, e lógico, serviu para umas comprinhas extras, já que tivemos que nos controlar muito nas liquidações de Barcelona e Madri). E mais uma vez, afirmo, que com pesquisa, uma certa antecedência, muito planejamento e disposição (e desapego), é possível viajar lowcost (principalmente na baixa temporada), sem aniquilar as finanças, se arrepender depois e principalmente, poder planejar novas viagens.

Venezia St Lucia

Com calma, aos poucos, vou contar tudo!Fotos, mapas, locomoção, etc…

Por hora, vou reenergizar minhas baterias, descansar muito, que hoje é quarta-feira de cinzas!

Até!

Até

05
mar
11

Onde mesmo?

Snif! Sem fotos… Hoje, acordamos em Veneza, almocamos em Milao e vamos dormir em Paris! A VIAGEM esta acabando e logo estaremos em Londres. Neste exato instante, estou no  Absolute Hostel, uma mistura de albergue com hostal, na Republique  em Paris, num dos computadores  da recepcao, com teclado em ingles, ja abracada com meu ursinho blaublau… Bonne nuit a toutes e a tous!

E um super querido mega obrigada por todos os comentarios e acompanhantes , leitores do blog! Sinto essa energia!

 

Ate!




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