Archive for the 'HOME & AFINS' Category

09
dez
11

Notícias daqui de Londres

Highbury Fields (aqui perto de casa).

Esse parque fica aqui nos arredores… Ainda não é sobre a Escócia, Highlands e Montpellier esse post. Eu sei que já fui mais falante (blogueiramente falando), mas realmente esse momento de mudança/arrumação/fim-de-ano/filhos com trabalhos escalpelantes da faculdade, formaram uma combinação alucinanante! E estou totalmente convencida que papel, livros e roupas se reproduzem. A gente deixa dois deles juntos e quando volta, tem 6!  E todo dia tem assunto para resolver, coisinha para comprar. Isso sem falar em internet, que ainda não instalamos, e por ai vai.

Union Chapel *aqui perto…

O bairro é uma delícia, mais para residencial mas com uma High Street movimentadíssima, há exatos 30 passos de nossa porta.

Isso sem falar que … é Natal! A cidade inteira respira Natal. E por enquanto está só respirando mesmo, pois os jornais estão berrando aos 4 ventos que esse será o pior Natal em 30 anos no que diz respeito ao comércio. Mesmo que a decoração seja a coisa mais linda!!!

Tenho entrado em algumas lojas, e tenho visto cenas inimagináveis, principalmente nos caixas – algumas lojas famosas e sempre cheias como a PC World com uma única caixa  funcionando e o funcionário se dando ao luxo de ler uma resvista, enquanto espera algum cliente ir pagar… Hoje dei uma corrida em lojas normalmente apinhadas, só para comprar uma meia calça, e a cena se repetiu…  um único caixa, preenchendo um relatório. É lógico que a Oxford Street está apinhada, principalmente nos fins de semana, pois fecharam o trânsito. Mas pra valer mesmo é window shopping… O povo se acaba de ver vitrine e comprar mesmo…

E para melhorar a situação… depois da atuação de hoje do David Cameron, a União Européia vai fazer é muita cara feia para o Reino Unido.

O frio começou e hoje a madrugada deve ser gelada. Eu adoro!!! Já estava com saudades. E é o que deu pra hoje… Amanhã começa tudo de novo. Vou tentar uma folga para ir a Trafalgar Square ver os corais de Natal…

Atualizando! maior confusão em Trafalgar Square… Protestos contra a reeleição do presidente do Congo. Aqui é assim, acontece no mundo e as pessoas protestam aqui!

até!

02
dez
11

Da farra à labuta

image

Minha primoca já está de volta ao Brasil e depois de quinze dias do mais puro prazer de viver…

Mudança, caixas, montanhas de livros (o Dani é praticamente uma traça), e roupas para organizar. Casa nova! E mesmo cercada de tablets, note e smarts, está faltando é tempo para descrever os últimos quinze dias.
Mas prometo reviajar em detalhes, assim que conseguir andar pela sala, que até lareira tem!

See you!

18
abr
11

Londres – Rio, a reentrada

Depois de quase quatro meses, muito vôos e aeroportos, alguns trens, ônibus, vaporetos e metrôs,  cá estou eu, em meio ao difícil regresso e consequente readaptação ao território nacional.  Os vôos de volta foram tranquilos*, com um asterisco.   *Minhas malas sumiram!!!!!. Para ser mais exata, nem embarcaram no vôo comigo! meu vôo Londres – Rio, pela Air France é sempre desdobrado em dois vôos. Londres (Heathrow) – Paris (Charles de Gaulle) e de Paris para o Rio.  Em Londres a funcionária do check in resolveu me batizar de novo e registrou as bagagens com outro nome. A mulher não embarcou e então retiraram minhas malas do vôo, em Londres! E eu só fui perceber que o recibo da bagagem tinha outro nome quando cheguei a Paris! Falei com a moça do check in em Paris, que me indicou outro guichê, cuaja a atendente me reconduziu a outro, e me deixou reentrar no desembarque, para procurar o serviço de bagagem da Air France. Coisa simples, considerando o tamanho do aeroporto! Concluindo, me deram um dossiê, cujo numero é inválido quando digitado no site, e até agora, eu não tenho nem pista de onde está tudo que é meu!!!!! Por tudo, leia-se tudo, tudo mesmo, mesmo. Por que eu despachei? Porque Marguerite (minha artrite reumatóide) que se comporta muito bem quando viajo, se revoltou (provavelmente porque eu estava voltando) e resolveu aparecer às vésperas da viagem de volta. Meu ombro começou a doer muito e  para não carregar peso, despachei o que NUNCA se deve despachar! Carregadores de celular, das câmeras, gêneros de primeira necessidade,  remédios (inclusive e principalmente para artrite) cartões de memória com todas as fotos!!!! e do netbook também, enfim, tudo o que você tem que levar com você. Ai que ódio!!!! eu nunca despacho essas coisas. E nunca tive problemas com malas!!!

Enfim…. só passa por isso, quem viaja!

Back home experience…

1- Às 5 58 horas da manhã, desembarquei no Galeão! Alguém no check in da Air France? No bureau de informações? Nem no da Air France, nem em nenhuma das Cias Aéreas!!!!  O aeroporto inteiro às moscas! Até a funcionária da Alfândega, parecia estar com o travesseiro embaixo do guichê. Eu poderia ter trazido  a Tour Eiffel que ela nem ia notar!  A esse hora da manhã, se você tiver algum problema, alguma dúvida, chore!!!

2- Alguém viu o outono por aí? O bafo característico do Rio nos saldou, em pleno abril, antes mesmo de sair do saguão. A porta automática se abriu  e senti o calor subindo até as têmporas e imediatamente comecei a suar. Muito!

3- Munida do meu chip da Tim (o qual ingênuamente tinha carregado com muitos reais de crédito, mesmo nunca tendo um unico minuto de roaming internacional), tentei ligar para o táxi (uma companhia que cobra muito menos que os táxis do aeroporto).

Voz da TIM

-Seus créditos  expiraram. Você não tem saldo suficiente para efetuar essa chamada.

Voz interior

– Que m! A TIM me roubou de novo!!!

Tentei recarregar com cartão de crédito e descobri que tudo o que já tinha feito no passado (cadastrar meu número TIM, ir até um caixa eletrônico, enviar fotos da família, certidões, tudo em 3 vias carimbadas e com firma reconhecida, etc, etc) também tinha expirado junto com os créditos!!!!  Eu e meu número não existíamos mais!!! tres meses fora e você evapora! Como alguém precisando chamar um táxi pode ir até um caixa eletrônico para cadastrar um número de celular???! Quando o aeroporto finalmente acordou, Carol achou uma livraria que vendia créditos (só com dinheiro vivo, pulando e  saltitante!) e com dimdim, meu número milagrosamente ressucitou!

Mensagem da Tim

Parabéns! Você acaba de cadastrar seu Tim chip!   -&$$O!W?W??

Segunda mensagem da Tim

No portal de voz da Tim a azaração rola solta! Aproveite e saiba o seu horóscopo! Só 0,69 /min!

Ai que ódio!!!!

Enquanto esperávamos o táxi, do lado de fora do aeroporto, o sol implacável, me fez lembrar que eu moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza! e que calor! em alguns minutos eu já estava com toda a roupa grudada no corpo!  e a franginha repartida em pingos! meu humor estava a um passo da mais tenebrosa das DPVs!

Chegando em casa, numa das 34560 mil correspondências inúteis, me informaram que  minha conta bancária também está inativa por mais 90 dias e que preciso urgentemente confabular com meu gerente (que sabia que eu ficar fora esse tempo todo!).

Compras de sobrevivência…

Embuída de toda a coragem que tenho em meu ser, fui ao supermercado da esquina, com uma nota de 50.  Mas me deparei com um trem fantasma! Em cada corredor, o pânico aumentava! A inflação destrambelhada voltou??? O que aconteceu???  Quem sou eu??? quem é Dilma? Onde ela está?  Onde estou??? pão de forma 5,99??? E o Nescafé? É isso mesmo?! ai meu Deus!!!!  O que aconteceu??? Quando está a passagem de volta???

Ok.  Acho que preciso de um tempo…  Devia ter lido o horóscopo da Tim!

17
set
10

Ainda nos entretantos!

Estava separando as fotos de Estocolmo, mas meu estado de humor, me impediu de prosseguir.

Hoje eu decidi que vou dar um tempo na saga Pintando meu apartamento (parte 1).  Faltam 1 quarto e o hall de entrada, e pequenos detalhes mas definitivamente eu preciso de um tempo! Mais uma semana e eu vou acabar chamando Cleber e Everaldo para o amigo oculto do Natal ou pior! posso sentir saudades quando estiver viajando! Até porque, eles são bonzinhos e fazem tudo que eu peço. Acho que rolou um apego e eles não querem ir embora.

Além do quê,  estou completamente intoxicada pelo cheiro de tinta, tenho dores de cabeça ininterruptas e me peguei rangendo os dentes! Ok! Pode ser o ápice da minha abstinência de nicotina e cafeína, aliada a uma dieta de coelho da Alice (quilos de alface de todos os tipos) na tentativa de evitar engordar 300 kilos.  Ah  sim, tem o tratamento dental… Sem falar na campanha eleitoral que por si só, já deixa qualquer brasileiro de estômago embrulhado. E por que justamente agora eu entrei numas de pintar um apartamento deste tamanho? Não tenho a menor idéia. Eu sei é que essa combinação de fatores, está me deixando histérica e qualquer desculpa me faz sair de casa. Ontem por exemplo, estava fresquinho, e eu adorei ir ao centro da cidade comprar —- canaletas!  Voltei a pé! Também estou apelando para fila de banco, fila de self service, consultórios em geral. Tudo no ar condicionado.

Para me distrair, resolvi entender o Twitter. A princípio, é em desconexo. É uma psicanálise de grupo, sem psiquiatra, intercalada de anúncios de empresas que demonstram uma intimidade louca com todo mundo. Mas serve por exemplo, para fazer uma pergunta e receber uma resposta rápida. Então   @maladerodinha está twitando, e seguindo tudo que diz respeito a viagens e viajantes.

Enquanto escrevo, Cleber, dono de uma voz grave e alta, (poderia ser um cantor de funk, fácil, fácil!)  me diz que não tem jeito, seu primo terá que voltar amanhã, para instalar o ventilador, pois falta uma peça. (?) E ele, claro, virá junto.

Estou a ponto de texturizar a parede do  corredor com os dentes.

01
maio
10

Quase tudo “nos conforme” para viajar!

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO:

http://www.maladerodinhaenecessaire.com

Nem precisa dizer que estou completamente surtada! Estou com as turbinas a mil e sinto que posso levantar vôo sozinha, sem precisar da Air France. Exausta, com dor nas costas, mas feliz da vida. Passei a semana debruçada no computador, desenhando um roteiro que viraram sete, até conseguir um roteiro final e em conta. Tudo low cost, às vezes mais outras menos. Mas para isso, ao fazer a malinha, quase usei uma balança de cozinha.  Pesei a dita cuja, umas cinco vezes. Cheguei a tirar um tubinho de clolírio!

Desta vez foi mais difícil. Eu acostumada com frio mesmo. Um casacão, uma boa bota, luva e cachcol e por baixo duas mudas de roupa. Mas agora é primavera, mas ainda rola um friozinho. Então, fiz assim:

2 calças jeans ( ainda posso tirar uma! uma vai em mim)

2 calças térmicas (vão servir para esquentar e para dormir)

1 robe de chambre  (bem fininho e magrinho, para ficar à vontade depois de andar léguas)

1 blusa térmica

2 blusas (pretas para dias mais quentes)

1 casaquinho de malha fininha

2 pares de meia

2 pashiminas (ótimo para sair de tarde. se esfriar à noitinha vira xale, se colocar com casaco vira cachecol)

3 roupichas de baixo

1 toalha super absorvente de 50×50 ( alguns hostel cobram para alugar uma toalha)

1 par de havaianas (bonitinhas, sevem para tomar banho e passear se fizaer muito calor

Chupado no “espace bag” ficou assim:

Os carregadores (celular, câmera, net book) num estojinho preto.

Lenços demaquilantes/hidratantes

Mas como em algumas cias lowcost a gente só pode levar um volume (isso quer dizer que a sua bolsa tem caber dentro da sua malinha), testei com tudo dentro.

O grande problema é o netbook ( mas tembém é solução, nunca viajo sem ele!) Apesar de pequeninho, pesa 1 kilo e tal, mas a fonte. Mais de 10% do que a mala pode pesar (e do que é confortável carregar). E ainda tem o adaptador de tomadas!

Coisinhas miúdas, mas necessárias.  Todos os meus remédios de uso contínuo, e uma pequena farmacinha para o avião, caso o  vôo seja mais longo. Líquidos devidamente separados num ziplock, ( meu perfuminho – 30 ml, colírio, lipbalm, desodorante, remédio para dor em geral, um dormirol qualquer, gel para olheiras, primer antishine – ajuda na recuperação da cara de avião- lencinhos demaquilantes, etc).

Porta maquiagem, para dar um up de manhã, na hora de pousar e enfrentar a imigração. Celulares e a câmera.

Tudo dentro de um organizador de bolsa ( carteira, passaporte, Carte Navigo, Oister, caneta, dentro de  uma bolsa molenga, que eu possa embolar e entuchar na malinha.

Pronto. Nem Dalai lama é tão budista!

O porta notas vai “agarrado” na cintura.

Outra simplificada que eu dei, foi aquele monte de documentos e reservas que a gente tem que levar. Levava um arquivinho, tipo sanfona, para poder achar com facilidade.  Pois vou levar tudo num envelope (também ziplock) organizado por código de cores!! HHAHAHA! Mas fica muito mais magrinho!

Aí, eu dobro, deixo a cor para cima, e já sei que naquele bolinho, está …por exemplo:

Azul: passagens

Rosa (que meigo): documentos

Verde: Reservas de hotel, hostel, albergue ou muquifo.

Abóooobora: transporte entre o aeroporto (normalmente na casa do  ” ” ) e o centro da cidade em questão

e assim por diante.

I´m just a butterfly “lowcost” é claro!

17
mar
09

SUPER SIMPLE

Não há coincidências. Mas estou em meio a várias. Estou tão empolgada com meu momento “THROW AWAY” que tenho literalmente atraído situações inusitadas. Em meio ao mais absoluto caos, vivo um momento pós-nuclear. Quanto mais mexo e cavuco, mais me impressiono com a minha capacidade (inconsciente e desconhecida) de ter coisas. Coisas com as quais não tenho nenhuma ligação, pois não sou de me apegar a coisas.

Ainda tenho mil fotos, mil situações para contar sobre a minha viagem. Mas realmente preciso escrever sobre mais esse momento de liberação. Criar espaços vazios…
Normalmente sou ansiosa, quero logo ver tudo arrumado, lindo, como uma capa da “CASA CLAUDIA”. Desta vez estou saboreando a liberdade, inclusive de viver um tempo no mais absoluto caos. Hoje, durante um breve intervalo, cercada de papéis rasgados, liguei a televisão e dei de cara com a Oprah mostrando uma reportagem sobre como as famílias americanas estão encarando a crise e como outras famílias descobriram o que tinham acumulado em casa e que poderiam doar. Famílias endividadas, com closets lotados de caixas de sapatos de marca, (uma imagem impressionante) ainda com estiquetas, jeans e jaquetas, e tudo o mais abarrotando um espaço que mal dava para se mexer. Isso sem falar nos quartos de brinquedo onde as crianças mal entram e nos estoques de comida ( tudo bem, eles tem inverno, precisam guardar ” as nozes”). E por traz de tanta coisa, “so much stuff”, todas as famílias foram unânimes em aceitar o desafio de viver uma semana com menos. Menos opções. Sem carro, sem televisão, sem dinheiro e sem tanta coisa. Todas as famílias após essa primeira semana, disseram ter aprendido uma grande lição. Ter muito, não é ser muito. Com menos, as famílias se uniram mais. Sem carro, descobriram o prazer de conversar durante a caminhada ( de dois quarteirões) para a escola. Sem televisão, tiveram que conversar e inventar um momento em família. Sem dinheiro, descobriram que não precisam jogar fora toneladas de resto de comida.
A simplicidade virou moda. Porque simplicidade é melhor do que sandália havaiana.

Outro fato delicioso, é que minha prima querida, minha irmã querida do coração, que já passou por um momento parecido de mudança, ainda conserva algumas coisas das quais precisa se livrar. Coisas grandes, enormes…Que estão entuchadas num guarda-móveis, custando quando pesam…Só que nós mudamos e as coisas não. O clima muda, a vida muda, os objetivos mudam e as coisas são as mesmas. Inanimadas, precisam de nosso empenho para que ganhem novas energias…O mais engraçado é que essas coisas enormes vão fazer uma escala aqui em casa para enfim, serem doadas ou vendidas junto com as minhas. Vai ser muito engraçado, o dia que sair tudo…vão me perguntar se estou me mudando outra vez. E de uma certa forma estou.
Minha mãe e meu pai, eram, cada qual a sua maneira, guardadores profissionais e aficcionados. Cresci, um pouco refém de coisas que eu não entendia porque estavam alí, simplesmente enfeiando o ambiente. Como uma típica libriana, aquilo me deixava doente! E a frase que eu mais escutava era: -Eu sei que eu tenho mas não sei onde está! Essa frase se aplicava a quase tudo. De documentos a livros, de alicate de unha a declaração do imposto de renda.
Transcrevo aqui, um poema que escrevi quando tinha 14 anos, vendo um armário onde meu pai guardava sua vida.

ARMÁRIO ANTIGO

UM CHEIRO PASTOSO EMANA
AO ABRIR-SE A PORTA DAQUELE ARMÁRIO DE ONTEM
BOLAS DE GUDE DOS TEMPOS DE MOLEQUE
VIDRINHOS, POSSÍVELMENTE ÚTEIS UM DIA
QUEM SABE…
FERRAMENTAS, FERROLHOS
FERRRUGENS, FERRAGENS, TAMPINHAS
A PERNA DAQUELA BONECA JÁ MORTA
PARAFUSOS, ROSCAS, ROLHAS
DOCUMENTOS INÚTEIS AGORA
AQUELE VASO QUEBRADO
A TESOURA SEM FIO
UM RIO
DE LEMBRANÇAS, DE AMARGURAS
RADIOGRAFIAS DE DOENÇAS CURADAS
CACOS DILACERADOS QUE FICARAM
DO MUITO TUDO QUE SE FOI
O CAPACETE DA REVOLUÇÃO DE 32 (AINDA ENLAMEADO)
A COLEÇÃO DE MOEAS
OS CALENDÁRIOS DE RETROCESSO
A MÁQUINA QUE JÁ NÃO FOTOGRAFA
A CANETA DO GINÁSIO
FOTOS EMBAÇADAS
O TELEFONE MUDO, TÃO FALANTE OUTRORA
SEGREDOS ENGAVETADOS
SIGNIFICADOS IMPORTANTES
DE MOMENTOS INSIGNIFICANTES
CARTAS SOLITÁRIAS DE UM BARALHO SEM REI
POSSÍVELMENTE ÚTEIS UM DIA
QUEM SABE?

08
mar
09

BELONGINGS


Minha ausência deste blog se deve a dois motivos…

1)A insuportável onda de calor que se instalou no Brasil, o que me deixa completamente prostrada!
2)Uma completa e profunda arrumação da minha casa.

O segundo ítem poderia se tornar assunto de uma longa tese. Por que acumulamos tanta coisa? Por que compramos mais e mais? Por que temos coisas que não usamos e nem mesmo vemos há mais de um ano? Todo final de ano, me faço essa pergunta e me desfaço de muita coisa. Como viajei, não pude fazer minha tradicional THROW AWAY. E foi exatamente, durante a viagem que realizei a total insanidade que é ter muitas coisas que não usamos. Voltei, decidida a implementar no meu dia a dia, a delícia de ter o mínimo necessário. Passei dias absolutamente maravilhosos, apenas com o que cabia na minha malinha. Liberdade!
Estou acostumada a mudanças de casa. Foram mais de vinte. Algumas vezes, saí de uma casa para a outra com um colchonete e poucas peças de roupa. E transbordava de futuro… de possibilidades.
Neste exato momento, estou fazendo uma pequena pausa. Um intervalo em mais uma das minhas grandes ´´throws aways´´. Em meio ao caos total, escrevo para registrar meu espanto. Como euzinha tenho tanta coisa? Energia parada. Tudo que não se vê, não se usa. E tudo que não se usa, é energia parada.
Não sei se vou conseguir ter só uma malinha. Mas que muita gente vai ficar feliz com o que não me serve mais, disso, eu sei. E essa é uma sensação maravilhosa!
No próximo post, volto à viagem. Até porque, viajar é uma filosofia de vida. E viver é a grande viagem.




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