Archive for the 'LOUCURAS & APERTOS' Category

05
fev
12

Neve em Londres (a white sunday)

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Ainda em Lisboa, eu olhava para o celular e custava a acreditar. No Accuweather (aplicativo para Android que mostra a previsão do tempo e a temperatura), floquinhos de neve apareciam na previsão para Londres em dois dias.

Até a semana passada, fim de janeiro, o inverno estava tranquilo. E em Lisboa, pegamos dias lindos,  temperaturas de 2 dígitos, mas o noticiário mostrava a onda de  frio impiedosa que “pousou” na Europa. No dia em que voltamos, comecei a crer. A neve tinha dia e hora marcada para Londres. Por volta das 6 da tarde de ontem. E com pontualidade britânica, começou a nevar. Forte!

E em questão de minutos, ficou tudo branquinho… Não resisti! Meu momento “carrapato a serviço do fato” aflorou e mesmo morrendo de medo de levar um estabaco, peguei meu super casaco e saí.

O frio diminui quando neva. E a paisagem fica como em cena de filme de sessão da tarde.

E tome de neve!

Eu e a “nevasca’.

E foi assim a noite inteira. Na BBC o noticiário dizia que desta vez a cidade estava preparada, que já tinha aprendido as lições de nevascas passadas, mas o fato é que de manhã nas radios, pediam para as pessoas não saírem de casa, se não fosse absolutamente necessário. Heathrow cancelou 1/3 dos vôos, assim como os outros aeroportos, e minha filhota ficou entalada em Eindhoven, na Holanda. Vôo cancelado.

De manhã a paisagem da janela me fazia lembrar mais uma cena de filme. Ninguém na rua e tudo branquinho! Um pouco assustador, ver esse cruzamento assim…

E lá fui eu fazer o reconhecimento da área…

E daqui para frente, as fotos parecem ser todas em preto e branco. Mais branco do que preto…

Nevou muito!!!  E a essa hora da manhã, só alguns carros “maculavam” a brancura total. Nas ruas de maior movimento e locais de grande circulação, jogam sal para derreter a neve e uma mistura de areia para dar aderência.

Highbury Fields depois da neve

Parecia mesmo um outro parque .Uma outra cidade. Um silêncio diferente pelo ar.

Assim, antes de todo mundo passar, é lindo!

Por alguns instantes, me perguntei o que eu estaria fazendo a essa hora se estivesse no Rio. Estaria derretendo! Dei uma olhada na temperatura do Rio no celular. Máxima de 39 graus!!! Um arrepio percorreu o meu encapotado ser. E uma felicidade infantil me fez sorrir,  sozinha nessa esquina… Acho que não suporto mais o calor!

É pena que dure pouco. É assim… como bolo de festa de aniversário de criança. Depois que a festa acaba, a  realidade não é nada bonitinha. Durante o dia não nevou mais, caos nas estradas e nas railways e as ruas  ficam assim…

E no final do dia, fica parecendo areia de praia, tudo escorregadio, com poças de água que viram gelo, e todo mundo anda miudinho para não se estabacar de buzanfam no chão.

Agora, a previsão é de gelo e mais frio. Brrr!

Até!

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16
set
11

Veneza – um pouco de magia

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A noite foi realmente um terror! No post anterior tem toda a estória, lembra?  O trem foi parando a noite inteira.  Mais ou menos às 5:00 da manhã, minha filha me cutucou e falou: -Mãe eu vi água, pode ser mar, devemos estar chegando em Veneza. De novo, por adivinhação e pelo horário, assim que o trem parou, pegamos as malinhas, passamos por cima dos que estavam dormindo e saltamos. Nenhum aviso, nehuma placa, nem sequer um sininho! Se por acaso estivéssemos dormindo…

Saltamos em uma estação completamente deserta e escura. Sentamos num banco de metal gelado. Um frio de fazer pinguim pular miudinho. Nós, um enorme relógio (5:37) e um senhor com seu carrinho de limpeza. Tudo, absolutamente tudo fechado, inclusive o banheiro.  Esperaríamos amanhecer para sair e procurar nosso hotel, que era bem perto da estação. Às seis horas, uma luz atrás de nós acendeu. Era uma lanchonete que, graças aos céus, exalava um cheiro delicioso de café. Fomos as primeiras da fila. Depois de um café reanimador, fui ao “toalette” , desses que só abrem quando a gente col0ca moedas. Um euro ou você fica &¨*&*#. (Tenha sempre moedas na Europa! às vezes é a diferença entre um delicioso xixi e ficar apertado numa estação). Quando voltei, o dia finalmente começava a aparecer.

Venezia Sta Lucia (tremendo de frio às 6 da manhã, depois de uma noite tenebrosa no trem)

Ainda assim, esperamos até às sete, e meio que nos arrastando, saímos da estação. A visão foi como um curativo! Desses remédios que a gente toma e a dor passa como se fosse milagre.  Em segundos eu realizei: estava em Veneza!

Veneza para mim sempre foi uma inequação de 2° grau… Eu nunca entendi Veneza. Desde sempre no meu imaginário, desde 2008 tentando encaixá-la nos meus roteiros, Veneza era uma espécie de musa inatingível.

Para  começar a entender: É isso mesmo, a cidade (a parte histórica) é no formato de um peixe. Lá em cima, à esquerda (em preto), é a estação de trem St Lucia (onde chegamos), que é a estação que fica na ilha. Mestre é a estação de trem que fica no continente. Nosso hotel, sinalizado pela bolota vermelha, estava a 500 metros de Sta Lucia. Mas (tem sempre um mas…) antes teríamos que reunir forças e escalar a Ponte della Costituzione, que não é nada demais, só que tem pequenos degraus, para subir e descer. Um tanto incômodo quando se está exausta e carregando malinhas (ainda bem que eram mínimas!).

Ponte della Costituzione Veneza( fonte : Trivago)

Essa parte estava  em obras e meio (completamente) perdidas, perguntei a uma senhora onde ficava a tal rua do nosso hotel. Sorrindo (às 7 horas da manhâ), ela pegou o papel da minha mão, e disse para segui-la. Ela desviou do seu próprio caminho e nos levou até a porta de nosso hotel. Uma gentileza inacreditável, que encheu meu coração já aliviado, de uma alegria quase infantil. Às 7:15 chegávamos ao nosso hotel: Casa Sant´ Andrea.

Roberta, a senhora da recepção, nos disse gentilmente que nosso quarto só estaria livre bem mais tarde, lá pelas onze horas, enquanto olhava para Carol (que estava em estado lastimável). Achei que ela estava a beira de pegar Carol no colo e pessoalmente levá-la para casa.  Sentamos e senti que se esperássemos naquelas poltronas fofas, dormiríamos até o dia seguinte, babando e roncando em italiano arcaico!  Num rompante de espírito viajante, levantei e perguntei como chegaríamos a Praça São Marcos. Arrastei Carol até o “ponto do vaporeto” e lá fomos nós.

Embora completamente depauperada, meu habitual deslumbre começou a se manifestar. Veneza começava a se mostrar num dia lindo! Não fosse o frio e o vento gelado…

A essa altura, eu já estava totalmente empolgada, e tentava animar Carol, que de tão cansada, não conseguia nem sorrir diante da paisagem que passava diante de nós.

vista de dentro do Vaporeto

 Em alguns minutos, estávamos desembarcando.

A cidade ainda vazia. Mesmo assim, pontos coloridos de destacavam ao longe. Era Carnaval… em Veneza! E as fantasias e máscaras apareciam aqui e alí…

E o prazer de cada mascarado era exatamente ser admirado e devidamente fotografado.  Pronto! Já estava definitivamente apaixonada por Veneza…

Por toda a orla e na praça, inúmeras barracas de máscaras, lembranças e postais. Um colorido estonteante, que perduraria por todos os dias que estivemos em Veneza.

Imagine-se passeando numa cidade medieval, onde não há carros, com o som do mar e da água dos canais batendo de mansinho, e personagens vestidos de fantasias belíssimas aparecendo ao longe nas ruelas ou bem ao seu lado!

E para cada ângulo que eu olhava, era uma cena, uma paisagem, um clima. Estava começando a tentar entender Veneza.

Carnaval em Veneza

A Piazza San Marco, os mascarados, e um cansaço absurdo! Tudo isso misturado. Chorei! Era muita informação para processar. Muita emoção…

E a Basílica de San Marco alí na minha frente! E para comemorarmos, nos embrenhamos pelas ruelas e encontramos “alimento”  num café, desses, assim… inesquecível.

Piazza San Marco Veneza

Piazza San Marco (completamente vazia!)

Basílica de San Marco

Basílica de San Marco - Veneza

Esse passeio – aperitivo,  foi um bálsamo!  Ainda tinha muita Veneza pela frente!

Nos próximos posts tem muuuuuito mais! Até

04
jun
11

Re-viajando Madrid – Milão

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RYANAIR W8BB3F

Desde Madrid (MAD) a Milán (Bergamo) (BGY) Tue, 22Feb11 Vuelo FR5995 Salida MAD a 18:45 y llegada BGY a 21:00

DETALLES DEL PAGO

********20.00 EUR Tarifa *********0.00 EUR Impuestos/Tasas

Chegamos a Barajas, umas duas horas antes de nosso vôo.  Milão entrou em nosso roteiro, apesar de sempre ter povoado minhas wish lists, assim meio por acaso.  Por acaso e por promoção, hehehe! Vinte euros, pela Ryanair e poderíamos conhecer o Duomo de Milão. Chegamos  pelo aeroporto de Orio al Serio, em Bergamo, às nove e pouco da noite.  E pegamos o shuttle para Milano Centrale, a estação central de trem em Milão.  Esses ônibus que fazem o transporte entre os aeroportos e o centro da cidade, estão quase sempre “lincados” com os horários dos vôos.  Por sete euros, (pode-se comprar on line, clicando aqui), a gente faz uma viagem segura, econômica e confortável.  Milano Centrale é uma estação de trem enorme, (melhor que a maioria de nossos aeroportos tupiniquins) de onde partem trens nacionais e  para vários países (Artésia, SNFC, etc.) e lógico (para padrões europeus)  há também uma estação de metrô.

Fonte:Wilkipédia

Mas… eram quase onze horas da noite, e nós lá, numa cidade nunca d´antes visitada, num país nunca  d´antes visto.  E no inverno,  a essa hora da noite, quase sem ninguém na rua e na estação.  Muita calma nessa hora! Lá fomos nós… seguindo as instruções enviadas pelo hotel, fomos achar o metrô.

From Milan´s Orio al Serio Airport (Bergamo), take the Shuttle bus to

the Central Railway Station. From there take the underground, green line (MM2), direction Cascina       Gobba/Gessate/Cologno, and get      off to Loreto (2 stops). Then walk along Via Porpora (about 500 meters) and after 2 traffic lights    there is Via Catalani and our     Hotel  is on the left.

Fonte: Viagens Lacoste

Para efeito de localização, nosso hotel fica na Città Studi.  Ficamos meio em dúvida se o metrô ainda estava funcionando. Conseguimos comprar os bilhetes, nas máquinas (benditas máquinas de auto-atendimento). Nesse momento eu me perguntava…  De onde vinha a nossa singela coragem? Quase meia noite, em pleno inverno, uma cidade estranha, idioma idem, e nós, duas moçoilas viajantes,  cheias de atitude, encarando o metrô e mais 500 metros a pé.  Nós e nossas malinhas. E não é que chegamos !? Sem nenhum percalço. Perguntei em inglês  a uma moça, se estávamos na Via Pórpora (eu sou perguntadeira mesmo), logo depois de sair do metrô na estação Loretto, e  a moça nos mostrou a direção. Andamos os dois enormes quarteirões e …. chegamos ao Hotel Catalani, minutos antes da meia-noite.  Hotel mesmo! Meio antigo, mas perfeito para o bônus que Milão seria em nosso roteiro.  Depois de um banho super delicioso, desses que o chuveiro faz massagem, dormimos mointo! Descansar era necessário, pois teríamos só um dia para conhecer Milano.

De manhã, eu estava em festa! Acordar numa cidade nova é pura serotonina para mim! Depois de um café inesquecível no Mac Donalds, o Duomo di Milano  me esperava! Pegamos novamente o metrô. O bilhete único, custa só 1 euro, mas se quiser andar de metrô o dia inteiro, o “day ticket” custa só 3 euros. Uma bagatela! O metrô é facílimo de usar. E lá fomos nós rumo a estatção Duomo!

Heloou!, uma catedral que começou a ser construída em  1386 e só foi concluída em 1809, e é a segunda maior catedral da Europa!!!    Em estilo gótico tardio, com marmore de Gandoglia, e é enorme e  linda! Para quem gosta de história,  é um acontecimento. São 136 pináculos, e talvez sejam essas “agulhas” que dão a ela esse “uau” quando a gente se vê em frente a essa construção. De longe, parece enfeitada por uma espécie de renda.  A foto é repetida aqui no blog, mas sair lá dos subterrâneos de uma estação de metrô e tcharam, dar de cara com “ela”, é muita emoção! Catedrais para mim, são o máximo da arquitetura, não só por serem enormes templos do catolicismo, nem por ostentarem enormes alturas, arcobutantes, nem por tentarem tocar o céu, mas porque foram construídas durante séculos! Imagina começar uma construção, sabendo que não vai ver a conclusão da obra. Que séculos se passarão até que a obra fique finalmente pronta? Colocar pedra sobre pedra, sabendo que nem seus filhos, nem os filhos de seus filhos, vão ver a Catedral totalmente acaba.  Imagine se hoje em dia alguém consegue pensar numa construção que levará 600 anos para ficar pronta?!

E lá de baixo, eu vislumbrei o Duomo.  Nada como ver com os próprios olhos. Não há foto, descrição nos livros, que chegue perto, do que é VER!  E foi mesmo um impacto!!! Talvez com essa foto eu consiga traduzir… Enquanto eu subia as escadas, ela ia se tornando real, ia crescendo diante dos meus olhos.  E ai é fiicamos embasbacadas…

Não é simplesmente linda? Impactante?!!  Eu fiquei lá… fotografando, tentando eternizar aquele momento.  Talvez seja o fato da construção não ficar espremida, nem oprimida por outras. O Duomo, tem espaço para ser admirado. Parece meio extra terrestre. O Duomo é a estrela da cidade. Não há concorrência com outras construções (c0m0 em Praga, por exemplo). A Catedral de Milão, domina o centro da cidade.

É hipnotizante.  Toda ela parece ter sido (e foi) cuidadosamente enfeitada. A fachada é toda esculpida em relêvo.

Impressionante de qualquer ângulo.

EM 1805, ainda estava inacabada e por ordem direta de Napoleão, que havia invadido a Itália, a fachada principal e os pináculos foram terminados, misturando os estilos neo-gótico e neo-barroco.

Os portões? Pura obra de arte. Esculpidos e baixo e alto relêvo, são enormes peças de bronze.

Para entrar no Duomo, não precisa pagar. É só entrar na fila, mostar sua bolsa (ou mochila), para os guardas, entrar e se maravilhar.

No interior, dá para sentir aquele clima medieval… quase uma viagem no tempo.

Depois de me recuperar de tanta emoção, saímos e fomos explorar o entorno, a  Piaza del Duomo, que é sem dúvida o ponto central e cartão postal de Milão. Mas atenção! Nesta praça, é claro que tem um monte de gente querendo ganhar algum troco com os turistas embasbacados. Há um sem número de “golpistas” querendo te dar uma pulseirinha, oferecendo uma flor, milho para dar ao pombos (eca!) ou qualquer outra  tranqueira. Já estamos escoladas depois do susto de Madri, que contei neste post. Não deixe que se aproximem de você. Um simples aceno dizendo não, já resolve. E sempre, em qualquer situação, bolsa a tiracolo e virada para a frente!

Voltando a essa praça, é realmente o principal ponto turístico de Milão. Isso para quem não é fashionista. Para quem ama griffe e moda, a Galeria Vittorio Emanuelle é o verdadeiro templo, e o Quadrilatero de la Moda, o destino da peregrinação.  Para nossa surpresa (juro! eu não tinha a menor idéia!) estávamos alí, no exato momento da abertura da Milano Fashion Week! Um furdunço só!

A Geleria é impressionante. Fica do lado esquerdo do Duomo e nesse dia estava uma festa.

Os desfiles principais estavam acontecendo numa tenda armada em frente à Catedral, e na galeria, durante todo o dia, aconteceriam desfiles alternativos e não menos disputados.

E com um cenário desses…

Acho que só de passar por essa galeria, o cartão de crédito fica nervoso. Mas admirar a beleza da construção não exige um único centavo de euro.

Saindo da galeria, a gente vai dar na Piazza de la Sacalla, onde fica o famoso Teatro Scalla.

Conto mais no  próximo post, ciao!

16
mar
11

Viajando lowcost 2011 – compartilhando os detalhes

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Não pretendo fazer um guia de como viajar lowcost, ou de como montar um roteiro para viajar baratinho. É apenas o relato de minha própria experiência, mas que se puder ajudar alguém… Já fico feliz!

London Bridge Station – Plataforma – First Capital (trem para Gatwick Airport)

Minhas viagens pela Europa sempre começam em Londres.  E neste post, eu explico como chegar e partir dos aeroportos de Londres.

Viajar lowcost é mais ou menos como comer salada. A gente pode repetir sem culpa! É basicamente tentar aproveitar  as promoções das companhias aéreas de baixo custo, que tem vôos para muitas ou quase todas as cidades principais da Europa, sendo que a Ryanair é sem dúvida a campeã dos preços ridiculamente baixos e acaba habituando o viajante a custos irrisórios, tornando todo o resto ( até os simples tickets de metro urbano) meio caro aos nossos olhos e bolsos. A Easyjet também tem suas promoções, mas para pagar realmente barato, o segredo é antecedência e vôos que partem muito cedo pela manhã ou que chegam muito tarde no destino final.

Vôo – Girona para Madrid

A primeira passagem que  comprei foi  para Barcelona ( 6 libras e só!!) , e então pesquisei o quão barato e interessante estavam as promoções partindo de Barcelona. Bingo! Madrid  estava a pouco mais de 15 euros  de Barcelona. Uma vez em Madrid, fiz a mesma pesquisa e Milão apareceu nos destinos em promoção por exatos 10 euros por pessoa + 5 de taxas. Com a bênção da passagem de Milão para Roma estar a  uns míseros 15 euros + 5  (às vezes a Ryanair cobra taxas de web check in, de pagamento por cartão, ou simplesmente de administração). Não tive dúvidas e de repente estava planejando minha viagem pela Itália!

Rio Tevere – Roma

Estando em Roma, pensei… Desta vez eu vou a Veneza, de qualquer jeito! Como? No planejamento da viagem, corri para Easyjet , que tinha um vôo de Roma para Veneza, e devido a antecedência estava por menos de 20 euros. O único desafio – o võo era as 7 e 10 da manhã, o que significaria estar no aeroporto no máximo às 5 e meia. Aí foi o momento rosquinha da viagem. Furada! A roubada histórica da viagem. Não havia transporte De Roma para Fiumincino no meio da madrugada. Tanto o trem que partia da Estação de Termini, quanto o primeiro ônibus para o aeroporto saiam depois das 5 da manhã.

Roma Fiumicino (Terminal 2) a Venice Marco Polo

Part 01 March 2011 07:10

Cheg 01 March 2011 08:15

Voo 983

O check-in abre 01 March 2011 05:10

O check-in encerra 01 March 2011 06:30

Chegaríamos no máximo do stress ou perderíamos o vôo. O que numa viagem dessas, é o temido efeito dominó! Cai tudo por terra! Opções = dormir no aeroporto (o último trem parte ás 10 e meia  da noite), arriscar um táxi às 4 da manhã por 50 ou mais euros (pouco confiável segundo a recepcionista do hotel), ou abortar o vôo e comprar uma passagem do trem noturno e acordar em Veneza, o que me pareceu o menos estressante, já que os trens são o meio de transporte mais famoso e bem cotado da Europa e a estação Termini era ao lado do nosso hotel. Roubada em absolutamente todos os sentidos. Não só foi o traslado mais caro, como a pior experiência possível! 38 euros (por pessoa!) dos quais me arrependo centavo por centavo! Uma noite numa cadeirinha de aeroporto teria sido muito mais  segura, muito mais confortável e menos estressante. Só mesmo  Veneza para fazer valer o sacrifício! Ou melhor, para esquecer a noite!

E de lá, como chegar a Paris? Foi uma gincana e antes da viagem eu ainda não sabia como, a não ser gastando muito dinheiro! O que definitivamente não é a minha praia.

Dessa vez, mais do que as outras, Paris foi um desafio! Paris é mais do que simplesmente uma paixão. Desde  a primeira vez, prometi aos céus, que sempre que atravessasse o Atlantico, daria um jeito de ir a Paris, agradecer. Notre Dame é testemunha de todos os meus sonhos …

Mas o que parecia um  simples Venice-Paris, virou uma pesquisa de campo. Depois de todas as pechinchas, o trem Noturno Venice St Lucia- Paris Bercy,da Artesia, que pode ser comprado no site da Trenitália ou na SNCF, era um absurdo de caro em comparação com todo o gasto da viagem até Veneza. Os vôos idem! E depois de tudo arrumadinho, baratinho… eu estaria entalada em Veneza (seria ótimo se tivesse verba ) ou gastaria uma fortuna, acabando com toda a estratégia lowcost da viagem e dilapidando fundos.  O fato é que durante duas semanas, eu estive em pânico,  e me tomou um bocado de tempo e tentativas alucinadas (tentei  até um voo lowcost para Croacia e de lá para Paris, mas perderia a passagem de Paris para voltar a LOndres.  Virou uma questão pessoal!!!!! Então, a solução foi um mapa, e muita pesquisa e paciência para domar o site da Trenitália, que invariavelmente fica embarreirando a compra da passagem para estrangeiros. Quebrei o percurso em dois e consegui comprar as passagens, mas só em Roma, descobri que a gente tem que passar num guichê  (com gente de verdade) de qualquer jeito, para impimir a passagem. Só com o PIN code não  funcionava nas máquinas de auto atendimento .

Venezia St Lucia – Estação de Trem – Veneza

Saímos de Veneza St Lucia, ao lado do nosso hotel, às 10 e 45 , pegamos um trem  para Milão (2 horas de viagem), almoçamos  em Milano Centrale e às 4 e 30 da  da tarde, pegamos o TGV para Paris- Gare de Lyon  (muito mais barato que o trem noturno de  Veneza a Paris, mas ainda assim, caro, se comparado a tudo  que tínhamos feito até aqui!). No trajeto, uma passagem pelos Alpes… o trem para em algumas estações de sky que parecem saídas de filme. Pontualmente às 23 e 21 estávamos desembarcando na Gare de Lyon, em Paris. E claro a viagem nem de longe se pareceu com o Treno Notte de Roma a Veneza, mas ainda assim, prefiro um bom vôo lowcost, com toda a antecedência necessária, security etc! Trem é bom para viagens de no máximo 3 horas e ainda assim, depois de mal acostumada pela Ryanair, acho caro!!!!

Milano Centrale

Finalmente de  Paris a Londres, voamos Easyjet,  e no final de uma viagem como essa, a gente  valoriza muito a tranquilidade da Easyjet. Tirando o fato da mocinha do check in – única vez que despachamos uma malinha e viajamos com um volume cada uma a bordo –  ter pedido para eu colocar minha  humilde bolsinha dentro da malinha ( que embarcaria comigo no vôo), a questão tamanho e peso da bagagem que vai com você é bem mais flexível. Paris-Londres = 25 euros por pessoa + 5 de taxas

Aeroporto de Girona (Barcelona)

E para que todo o percurso seja realmente lowcost (dessa vez foram 6 cidades) a maior exigência é que sua bagagem e tudo o que você vai transportar de um destino a outro caiba numa mala de 55x40x20, assim sua babagem viaja com você em tods as cias aéreas. Tudo, absolutamente tudo (bolsa de mão, câmera, comprinhas no free shop, lembranças, garrafa de água, etc tem que estar dentro desse único volume ( no inverno, dá para usar os bolsos do casaco, que se transformam prticamente em uma outra mala). Dessa forma, dá para ir de Londres a Barcelona, por exemplo, por 6 libras, o preço do nosso primeiro vôo. Na ponta do lápis, a cada passagem, há que  se acrescentar de 5 a 15 (euros ou libras), custo do transporte entre o centro (ou estação central) da cidade até o aeroporto lowcost , normalmente bem longe. Mesmo assim, atravessar um, dois países, por menos de 30 ou 40 dinheiros não é nada mal, principalmente se compararmos com as viagens pelo Brasil.

E assim, com o mínimo de bagagem, todo o resto também fica lowcost, uma vez que a gente não é obrigada a pegar um táxi para chegar ao hotel ou do hotel para a estação de metro, de trem ou de ônibus. Em todo o nosso trajeto, pegamos um único táxi em Roma ( e nem foi por causa de mala)  e um outro em Paris! Além disso, utilizar o transporte público de cada cidade já é conhecer um pouco da cultura, população, etc.

Hospedagem?

Também é pesquisa e antecendência. E sim, a Europa está mais cara agora. Roma e Veneza, foram disparado, as cidades mais caras, tanto no quesito B&B como em relação à alimentação. Nas únicas vezes que sentamos em um restaurante (em Roma e Veneza), foram no mínimo 25, 30 euros) Mas ainda assim é possivel ficar em hotéis (hostals, albergues, etc) com conforto, banho quente e em alguns, café da manhã, baratos e dignos.  No geral, 25 a 35 euros por pessoa por noite (35 em Roma, Veneza e Paris). Com relação a albergues, estando em duas pessoas, acaba  sendo quase o mesmo preço, um quarto privativo, na maioria das vezes até com banheiro privativo, do que duas camas em quartos compartilhados ( para 4) e banheiros idem.

Alimentação?

Minha primeira preocupação é achar um supermercado ou algo parecido. Assim as despesas com alimentação ficam mais ou menos parecidas com as que normalmente eu teria.  E mais uma vez, supermercados são parte da vivência da cidade. Adoro! Deliciosos sanduíches de brie ou gorgonzola, pastinhas, focaccias, caviar, queijos,  baguetes, brioches, bolinhos e lógico, vinhos e cevejas maravilhosos para beber no sossego do seu quarto …. é só descobrir a especialidade do lugar e ser feliz. Mas  um bom café ou um maravilhoso  capucino, são fundamentais. Eu diria que são companheiros de viagem. São aquele pitstop essencial no meio de um dia de caminhada. Recarrega as baterias. E lógico, quanto mais perto de um ponto turístico, mas caro será o café!  Mas 4 euros por um capucino perto da Piazza San Marco…também não mata ninguém ….E vale cada gole!

Compras?

Obviamente não é o objetivo numa viagem dessas. Mas compramos coisinhas pequenas,  maquiagem em Milão,  e por medo de sentir calor em Roma, percorremos várias lojas em Madrid (um paraíso de lojas e mais lojas, principalmente durante as rebajas, as famosas liquidações) para encontrar um casaco mais leve que acabamos usando só em Milão, pois em Roma e Veneza o vento gelado, me fez agradecer os super poderes do casaco de nylon forrado, que é praticamente uma blindagem contra o frio, a chuva e vento,  e não sentti frio algum! Deixamos algumas compras para o grand finale em Paris, onde por 11 euros, reservei uma malinha de porão na Easyjet e colocamos todos os líquidos e extras nela. De quebra, a mala que comprei pode ser a minha mais nova companheira de viagem, pois é bem mais leve e como não é rigida, dá para negociar o espaço em alguns trajetos feitos de trem ou pela Easyjet, menos intrensigente em relação ao peso e formato da bagabem de mão, desde que seja um único volume.

Quanto tempo a gente aguenta essa maratona? É muito pessoal. Num mundo ideal, seria ótimo ter pelo meno uma tarde para descansar entre a s cidades…vinte dias ficou bem puxado no final, mas valeu cada minuto. Talvez 15 dias seja um período bem razoável… Há que considerar que cada troca de cidade leva pelo menos meio dia, e nesse trajeto é pilotar a bagagem e muito levantamento de malinha. É cansativo e há que ter preparo físico e muito astral.

Mas vale a pena cada minuto!

Basílica de San Marco – Veneza

20
fev
11

De Barcelona a Madri, fortes emoções!

Barcelona ontem se desculpou pelo dia de chuva torrencial que tivemos.

Interior da Sagrada Família (pavimentada, com o altar terminado!)

Sagrada Família (entrada)

Cinzenta, Barcelona perde muito do contraste de suas construções e do mar Mediterrâneo!

Mas quando acontece de ficar azul…

Barcelona se mostra em todos os tons!

Teleferic de Monjuic

Castelo de Montjuic

O Mediterrâneo… E o Hotel W, inspirado na forma de uma vela, desenhado pelo catalão Ricardo Bofill (assim como a Torre de Agbar, a construção até hoje é polêmica)

Fonte (sol.sapo.pt)

E nós lá…

Barceloneta

Deixamos Barcelona depois de um dia intenso, com direito a fim de tarde no Parc Guell e fim de noite num pub ao lado no nosso Hostal;

E eu senti como se estivesse saindo de casa para viajar.  Tanto que resolvi ir andando do HostalCentral até a Estació del Nord (que todo mundo chama de Norte mesmo), de onde parte o Barcelona Bus para Girona (aeroporto lowcost). 20 minutos de caminhada, levando as malinhas, e para despedida…

O Arco do Triunfo de  Barcelona! E quase 15 graus de temperatura! E eu suando…

Madrid estava na fila há muito tempo, mas o estímulo lowcost veio quando vi as promoções da Ryanair de Barcelona para cá. 1o euros! O próximo passo (desafio) era encontrar um hostal, albergue ou algo parecido que coubesse  no orçamento.

Fila para entrar no avião.

Depois de muita pesquisa, reservei o hostal e recebi, junto com o e-mail confirmando a reserva, instruções (também lowcost) de como chegar. Diferente de todos os vôos da Ryanair, em Madrid, o vôo chega em Madrid- Barajas mesmo. Em vez do tradicional ônibus (lá do aeroporto nos cafundós do Judas até o centro da cidade) as instruções eram todas pelo metrô, que sai diretamente do aeroporto. Três conexões e estaríamos no Hostal Stadmadrid.  Simples assim. Preço do bilhete? 2  euros, já incluindo o adcional do aeroporto que é um euro. Uma pechincha! Por que a emoção??? Porquê  aqui tem o golpe do bololô do metrô.

Funciona da maneira mais imbecil. Quando  abre a porta do trem do metro, um cara se finge de perdido, ou que está procurando alguém, e atrapalha a sua entranda no trem.   Você se distrai, ele abra a sua bolsa e byebye sua carteira! Ou pior!!! Passaporte e cartão ou dinheiro ou tudo junto!

Carol entrou no trem… o tal cara alto e feio  ficou embarreirando a minha entrada até que um outro rapaz gritou –   la carteira! Quando me virei, o cara ja tinha saido correndo,  a porta do trem tinha fechado e eu quase desmaiei!   Em dois segundos, imaginei tudo o que iria acontecer… nós duas sem uma moeda, sentadas no chão do mesmo metro, pedindo esmolas!

Carol, num tom de lilás no rosto, olhou para mim sem acreditar, até que eu me sentasse num banco e conseguisse realizar o tamanho do prejuizo!Depois que consegui parar de tremer e abri minha bolsa, constatei que estava tudo lá! Câmera, a carteira, dinheiro e os passaportes.  Pois o imbecil só conseguiu levar um maço de cigarro de menta!!! HAHAHAHAHAHA! que deve ter sido, o quê o rapaz viu o tal elemento levando na mão. Minha carteira que continha simplesmente todas as  passagens e os passaportes e é enorme!) estava presa por uma correntinha ao fecho da bolsa, e o cara não conseguiu nem abrir o ziper da minha bolsa o suficiente para completar a tarefa. O pior é que eu e Carol lemos todos esses golpes num blog de uma moça que mora em Barcelona, e que dias antes de viajar tinha tido sua bolsa roubada com todos os cartões de crédito, detalhe… pela terceira vez  ( depois eu encontro o blog). Quando chegamos no alberque, a moça da recepção nos deu uma lista do que não fazer, incluindo nunca deixar sua bolsa nas costas, ou pendurada na cadeira.  Então,  em Barcelona (como no Rio),  eu parecia uma louca apegadíssima à bolsa, com ela sempre na minha barriga, e nunca, jamais deixava em lugar algum que não fosse o meu colinho. Nunca mesmo, principalmente em lojas, supermercados e lugares em que naturalmente a gente se distrai.   Mas aqui, na hora do metro, esqueci e agarrar a bolsa, pois  estava carregando a mala e lógico, devia estar estampado no meu olhar, sou turista! Mas no geral, eu estou sempre com uma bolsa a tiracolo, e pareço um daqueles numeros de mágicos, cheios de correntes, tudo agarrado e conectado, tanto para não esquecer como para dificultar esses ladrôes que podem melar uma viagem em um segundo. E Madrid? bom, conheci a linha circular, pois depois do incidente, perdemos a estação e como o nome da linha diz, é circular, demos a volta inteira! As instruções estavam certíssimas e chegamos ao Stadmadrid sem dificuldades (e graças a Deus, com todos os meus pertences)  embora sob a mesma chuva que caiu em Barcelona. Mas como sempre tem uma compensação, o Hostal que eu não daria nada por fora, fica a incríveis 2 minutos a pé da Gran Via, a maior rua de comércio, lotada de lojas conhecidas, e  oferece um quarto bem decorado, cheiroso, cama confortável, com armário espelhado, televisão  e banheiro !!! Pelo mesmo preço que eu pagaria por duaas camas em um quarto compartilhado, com banheiro idem.

E esses simpáticos touros (são as toalhas, hehehe!).

Amanhã, sim… Madrid! E um Free tour oferecido pelo Stad Madrid!

Olé!

Atualizando… O blog que mencionei é o Achados, da Dri Setti e é o primeiro na lista do blogroll.

18
fev
11

Barcelona, aqui me tens de regresso!

Quem disse que figurinha repetida não preenche álbum? EU! Tenho por princípio, nao repetir cidades, devido ao tamanho do que ainda quero e preciso conhecer. Mas Barcelona me seduziu de tal forma, queria muito trazer Carol e o preço da passagem era tao tentador que aqui estamos nós! além disso, tem o fato de ainda ser inverno e realmente é quase uma outra cidade. Ontem inclusive choveu tanto que eu quase achei que era mesmo uma outra cidade.R morri de saudades do meus queridos amigos, Rafael e Juliana, companheirissimos de viagem, que dividiram comigo a emocao de ver tanta coisa bonita…  Mas hoje foi uma festa em azul e o metiterraneo nao me decepcionou. Hoje ja estou super local, andando de onibus e circulando, como se vivesse aqui, ha anos!

Post sem fotos, pois meu dedinho de ouro escolheu um hostal bem baratinho, otima localizacao (Ronda Universita) mas  dei nota  sete, pois náo consegui conectar meu netbook, e estou em detox de internet. Depois da crise de abstinencia, tenho que postar no meio da recepcao mesmo, cheio de gente falando catalao,  espanhol, ingles e bulgaro! E o teclado e um misterio. Entao, aguardem a proxima parada!

Vale!

07
fev
11

Feliz Ano Novo!

Calma! Eu não pirei na batatinha…  Acontece que comemoramos hoje o Ano Novo Chinês.

Um acontecimento aqui em Londres! E a experiência de participar da festa, só foi superada pela New Year´s Eve de 2009, também aqui em Londres.  Ou seja, uma  multidão! Gente de absolutamente todos os cantos do mundo, inclusive…  chinêses. Digo que só foi superada pelos fogos de London Eye, porquê não chegamos com a antecedência necessária (eu diria umas 6 horas de antecedência) para vermos alguma coisa. Quando chegamos eu (na mais inocente das empolgações), achei que estava tudo calmo. E estava mesmo! a multidão estava tão compactada na Trafalgar Square, que por total falta de espaço para qualquer movimento, ninguém se mexia.

E só agora, eu tenho uma leve noção do que estava se passando, já que as fotos foram tiradas com o braço esticado, por cima das cabeças, já que altura não é o nosso forte (Carol então…).

A festa estava dividida em partes. Um enorme palco armado em Trafalgar Square, com dois telões de cada lado. Essas pessoas da foto acima (que devem ter chegado com a devida antecedência) tinham o privilégio de assistir ao show! Pelo que eu pude vislumbrar, eram cantores (que cantavam em chinês, talvez arcaico…), e de vez em quando um balé e um dragão, apareciam no telão.

Em volta, barraquinhas no mais puro estilo festa junina, vendiam comidinhas (chinêsas né, drll), lanterninhas, estalinhos e tamborzinhos (parecidíssimos com aqueles do Olodum). Espremida na multidão, vi um movimento de ir e vir, e achei que seria mais divertido ir para a outra parte da festa, mais precisamente em Chinatown. Mas pegamos a multidão errada, justamente a que se movia muito lentamente, e acreditem, havia gente empurrando bicicleta e pasmem! carrinhos double decker de bebês (é um carrinho com duas camadas de crianças uma por cima da outra). Inacreditável! Chegamos finalmente a Chinatown, numa rua em frente a Leicester Square (fica tudo pertinho, prometo de continuo o post sobre central London), e como estava tudo enfeitado, resolvemos entrar.

Antes, consegui a maior proeza do dia! Finalmente vi um dragão!

E repentinamente, ficamos completamente entaladas em mais uma multidão, que vinha  em nossa direção querendo sair por onde tínhamos entrado. Ou seja, não conseguíamos sair do lugar, até que um cara grandão e largo, passou por nós e foi andando tipo – Eu sou enorme e estou passando! Aproveitei e fui no vácuo do nosso herói  (parecido com o Shreck)  , puxando Carol atrás de mim.

Desentalamos numa pracinha, cheia de barraquinhas, em plena Chinatown.

Acho que só as criancinhas que estavam nos ombros dos pais, é que tinham uma leve percepção do que era aquele trancetê de gente. Nós, os probres mortais, só víamos as lanterninhas.

e… mais lanterninhas

Mas eu que me empolgo fácil, já estava no clima e precisava com a máxima urgência de um coelho, símbolo desse ano que começou no dia 3 .

Entrei no furdunço e consegui my litle rabbit, com cordinha vermelha e tudo!

Segundo fonte do Museu do Oriente, o ano do Coelho será auspicioso, próspero, cheio de felicidade e muito amor. É também um ano de competência, actividade e riqueza. Um verdadeiro sonho, portanto.

Se vale a pena? eu sempre acho,

que vale! Só que não precisa ir todo ano…

Para repor as energias, só mesmo um cupcake em Covent Garden, que também fica pertinho e dá para fazer tudo isso a pé.

E de quebra, ainda entrei de novo na Stanfords, aquela livraria  que tira qualquer viajante do sério, e saí de lá com mais um mapinha, feliz da vida!

Voltamos à Trafalgar Square para pegarmos nosso ônibus de volta para casa, e a festa ainda estava no seu apogeu, com mais um cantor agraciando o público  com uma canção….

Então feliz Ano Novo Chinês para todo mundo! O coelho prometeu que vai ser muito bom!

Até!

 




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