Archive for the 'PÓS VIAGEM' Category

08
mar
12

Viagem à Itália, compartilhando os detalhes (parte 1)

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Foi mesmo um périplo!!! Chegar de viagem é sempre um momento em que as emoções se misturam. Cansaço, saudade, e uma espécie de gratidão por ter dado tudo certo! É nessa hora, que a viagem “cresce” dentro de você, e que tudo o que você viu, sentiu, aprendeu, se torna parte de você, para sempre!

É aquela hora em que a gente processa todas as informações, os momentos mais marcantes, e as fotos que foram capturadas pela emoção. Memórias indeléveis que nenhuma imagem consegue mostrar.

 Gatwick Airport

Tudo começou porque eu queria ir a Padova. Então comecei a montar a aventura, que desta vez, eu faria (e fiz), sozinha. Primeiro, como chegar a Padova? Aeroportos mais próximos: Verona e Veneza. E no meio do planejamento, um presente da Ryanair! Recebo por email as promoções da cia low cost: Pisa – Londres estava na lista! £ 10.99!!!  Mais barato que uma compricha de super mercado. Pronto! minha tarefa agora, seria rechear esse percurso.

E na Itália, dificil é escolher como será o “recheio” entre a chegada e a partida. Resolvi chegar por Veneza, já conhecida, e um reencontro do qual eu não vou me cansar nunca, mesmo que seja por poucas horas.

Vôo Easyjet London Gatwick – Venice Marco Polo £36,89 Check!

E para chegar a Gatwick às 6 da manhã, saindo de Central London? Easybus!  É um transfer lowcost, seguro, pontual e confortável, e não precisa estar viajando de Easyjet. Só para se ter uma idéia, uma corrida de táxi até lá está por volta de 69 libras!

Easybus Central London – Gatwick  £ 5.99 Check!

Chegando  em Veneza – Marco Polo, é só comprar o ticket  (no próprio aeroporto à esquerda de quem sai da imigração) do ônibus ATVO ( o ponto é bem em frente à saida) também seguro, pontual e confortável e chegar à Piazzale Roma, atravessando a Ponte de la Libertá.A Piazzale Roma é o único ponto de Veneza (ilha) onde há ônibus e carros

Uma vez em Veneza, um percurso de trem para Padova, que dura menos de uma hora. Não dá nem tempo de se ajeitar no assento.

No site da Trenitália, que agora está muito  mais friendly, comecei a pesquisar os horários e preços. É super fácil de se registrar no site, e depois é so ir passeando… Coloque os nomes da cidades de onde vai partir e vai chegar, a partir de que horas, e na página que se abre, é só escolher seu trem. Mais uma agradável surpresa, passagens em promoção, com a tarifa mini, comprando com antecedência. Escolhendo a opção ticketless, é só imprimir o email, e mostrar ao controlador já no trem durante a viagem, quando ele vem checar os bilhetes dos passageiros. Simples assim!

Daí veio uma dúvida cruel! Dormir em Padova ou ir à noite para Florença, e na manhã seguinte já acordar por lá?

Mega ansiosa, optei pela maratona, é claro!

Train: ES Italia AV 9455; date: 29/02/2012
Departure: Padova (Ore: 19.57);  Arrival: Firenze S. M. Novella (Ore: 21.35)
Carriage: 7;  Place: 31  (Mandatory reservation) ;  Class: 2a;
Fare:  Mini1 Adulti;

Trem Padova – Firenze 9 euros – Check!!

Tudo no mesmo dia, e acreditem, foi super tranquilo. Cansativo, mas tranquilo. Dessa vez, só peguei “trem do bem”! A aquela impressão horrorosa do trem do terror da primeira vez que fui de Roma a Veneza se dissipou totalmente. Mas por via das dúvidas, trem noturno, prefiro não arriscar…

Cheguei à Estação de Firenze Sta Maria Novella,  às 21:35 em ponto! E acompanhada do Google Maps no celular, cheguei sem problemas ao meu albergo, bem pertinho da estação. Quanto tempo em Florença?

Bom, Firenze é algo assim… eu ainda não encontrei adjetivo, mesmo!

Foram 6 dias e ainda acho que foi pouco, porque  Florença (ou Pisa), é uma excelente cidade base para  vários passeios: cidadelas medievais, vinhedos em Chianti, castelos. A Toscana é linda!!!

E foi o que fiz. Ainda em Londres, reservei um passeio, desses de mini-van com chofer e guia, que valeu muito a pena, mesmo que, se comparado com o preço da passagem, seja insanamente caro. Pesquisei vários sites, e esse foi o “momento mais tenso” de toda a montagem da viagem. Decidir quais passeios eu faria, e com que compahias.

Passeios para Siena, San Giamigniano e a região de Chianti – 57 euros  Caf Tour – Check!

Para finalmente chegar ao ponto da volta, ou seja a Pisa, de onde sai o Voo Ryanair Pisa – London Stanstead, foi mais fácil (muito mais!!!) que cruzar a Ponte Rio Niterói. Um ônibus confotável da Terravision, sai a cada meia hora da estação de Sta Maria Novella para o aeroporto de Pisa. A viagem dura 70 minutos cravados.

Transfer Firenze SMN Pisa – Galileu Galilei 4,99 euros Check!

Porém eu não iria embarcar na mesma hora, fiquei uma noite por lá. Pisa é uma gracinha e não foi invadida por turistas, pois o complexo de monumentos (Torre de Pisa, Duomo, Batistério e Camposanto) fica afastado do centro da cidade. Para ir do aeroporto de Pisa até o centro, é quase um susto! O aeroporto fica a um, isso mesmo, um kilômetro do centro da cidade e lócigo que tem um ônibus (LAM Rossa) que faz essa ligação. Tickets? Facil! qualquer tabacchi (onde tem cigarro, jornal, refrigerante),

Menos de cinco minutos e pimba! Estava em Pisa Centrale, a 50 metros do Hotel Roseto, onde consegui descansar um pouquinho, antes de voltar a Londres.

Uma semana intensa, mas sem nenhum stress, pois estava tudo azeitadinho, e tudo funciona do jetio que é descrito nos sites.

Vôo Pisa Londres – Stanstead £ 10.99 Check!

Easybus Stanstead Central London  £ 6.99 Check!

Toda a viagem, da saida da minha casa até a volta, foi pesquisado e resolvido  pela internet. Sabia por exemplo,onde comprar o chip da Tim em Veneza (para ter acesso a Internet no celular), quais estações de trem tinham guarda-volumes, qual a distância/tempo da estação até meu destino, que ônibus pegar, quanto custava o ticket, onde pedir informações nas estações, etc

Próximos posts… mais Itália, prego!

03
fev
12

Com a luz de Lisboa nos olhos!

Mesmo antes de pisar no solo de Lisboa, em terras de Portugal, alguma coisa já fazia palpitar meu coração. Fiz mentatalmente uma viagem no tempo, lembrando  das aulas de história dos tempos de menina,  quando Portugal ficava lá longe, no tempo e no espaço. Era terra de reis e rainhas. Lá do outro lado do mar…  E agora, eu iria “realizar” Lisboa.

Os dias que passamos na cidade foram  de uma luz indescritível, com um céu azul  ” lisboeta” , aconchegados pela receptividade e pelo sorriso de um povo amigo.

 Sempre leio muito sobre os lugares que quero ou estou prestes a conhecer. Mas para Lisboa eu merecia ter feito um curso! A cidade é linda! São tantos cantos, recantos, altos e baixos. Visões…

Teias labirinticas entre o céu a terra que conduzem os “elétricos”, os bondinhos de Lisboa.

Chegando ao Mosteiro dos Jerônimos

E bem pertinho, alguns tesouros  como Fátima (uma emoção), Óbidos ou Sintra, que tiram o fôlego e fazem a gente querer mais! Mais tempo, mais Portugal!

Óbidos – Portugal

Ainda estou organizando as fotos, e arrumando as saudades. Estou mesmo muito atrasada, pois nem as Highlands, nem Montpellier chegaram por aqui. Mas como os próximos dias prometem ser gelados e debaixo de neve, vou aos poucos colocando as viagens em dia, talvez debaixo de um cobertor quentinho ao lado de  uma xícara de chá.

E aos meus leitores de Portugal, um obrigada especial. Me sinto mais honrada ainda, depois de conhecer vossa terra!

Até!

 

16
mar
11

Viajando lowcost 2011 – compartilhando os detalhes

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Não pretendo fazer um guia de como viajar lowcost, ou de como montar um roteiro para viajar baratinho. É apenas o relato de minha própria experiência, mas que se puder ajudar alguém… Já fico feliz!

London Bridge Station – Plataforma – First Capital (trem para Gatwick Airport)

Minhas viagens pela Europa sempre começam em Londres.  E neste post, eu explico como chegar e partir dos aeroportos de Londres.

Viajar lowcost é mais ou menos como comer salada. A gente pode repetir sem culpa! É basicamente tentar aproveitar  as promoções das companhias aéreas de baixo custo, que tem vôos para muitas ou quase todas as cidades principais da Europa, sendo que a Ryanair é sem dúvida a campeã dos preços ridiculamente baixos e acaba habituando o viajante a custos irrisórios, tornando todo o resto ( até os simples tickets de metro urbano) meio caro aos nossos olhos e bolsos. A Easyjet também tem suas promoções, mas para pagar realmente barato, o segredo é antecedência e vôos que partem muito cedo pela manhã ou que chegam muito tarde no destino final.

Vôo – Girona para Madrid

A primeira passagem que  comprei foi  para Barcelona ( 6 libras e só!!) , e então pesquisei o quão barato e interessante estavam as promoções partindo de Barcelona. Bingo! Madrid  estava a pouco mais de 15 euros  de Barcelona. Uma vez em Madrid, fiz a mesma pesquisa e Milão apareceu nos destinos em promoção por exatos 10 euros por pessoa + 5 de taxas. Com a bênção da passagem de Milão para Roma estar a  uns míseros 15 euros + 5  (às vezes a Ryanair cobra taxas de web check in, de pagamento por cartão, ou simplesmente de administração). Não tive dúvidas e de repente estava planejando minha viagem pela Itália!

Rio Tevere – Roma

Estando em Roma, pensei… Desta vez eu vou a Veneza, de qualquer jeito! Como? No planejamento da viagem, corri para Easyjet , que tinha um vôo de Roma para Veneza, e devido a antecedência estava por menos de 20 euros. O único desafio – o võo era as 7 e 10 da manhã, o que significaria estar no aeroporto no máximo às 5 e meia. Aí foi o momento rosquinha da viagem. Furada! A roubada histórica da viagem. Não havia transporte De Roma para Fiumincino no meio da madrugada. Tanto o trem que partia da Estação de Termini, quanto o primeiro ônibus para o aeroporto saiam depois das 5 da manhã.

Roma Fiumicino (Terminal 2) a Venice Marco Polo

Part 01 March 2011 07:10

Cheg 01 March 2011 08:15

Voo 983

O check-in abre 01 March 2011 05:10

O check-in encerra 01 March 2011 06:30

Chegaríamos no máximo do stress ou perderíamos o vôo. O que numa viagem dessas, é o temido efeito dominó! Cai tudo por terra! Opções = dormir no aeroporto (o último trem parte ás 10 e meia  da noite), arriscar um táxi às 4 da manhã por 50 ou mais euros (pouco confiável segundo a recepcionista do hotel), ou abortar o vôo e comprar uma passagem do trem noturno e acordar em Veneza, o que me pareceu o menos estressante, já que os trens são o meio de transporte mais famoso e bem cotado da Europa e a estação Termini era ao lado do nosso hotel. Roubada em absolutamente todos os sentidos. Não só foi o traslado mais caro, como a pior experiência possível! 38 euros (por pessoa!) dos quais me arrependo centavo por centavo! Uma noite numa cadeirinha de aeroporto teria sido muito mais  segura, muito mais confortável e menos estressante. Só mesmo  Veneza para fazer valer o sacrifício! Ou melhor, para esquecer a noite!

E de lá, como chegar a Paris? Foi uma gincana e antes da viagem eu ainda não sabia como, a não ser gastando muito dinheiro! O que definitivamente não é a minha praia.

Dessa vez, mais do que as outras, Paris foi um desafio! Paris é mais do que simplesmente uma paixão. Desde  a primeira vez, prometi aos céus, que sempre que atravessasse o Atlantico, daria um jeito de ir a Paris, agradecer. Notre Dame é testemunha de todos os meus sonhos …

Mas o que parecia um  simples Venice-Paris, virou uma pesquisa de campo. Depois de todas as pechinchas, o trem Noturno Venice St Lucia- Paris Bercy,da Artesia, que pode ser comprado no site da Trenitália ou na SNCF, era um absurdo de caro em comparação com todo o gasto da viagem até Veneza. Os vôos idem! E depois de tudo arrumadinho, baratinho… eu estaria entalada em Veneza (seria ótimo se tivesse verba ) ou gastaria uma fortuna, acabando com toda a estratégia lowcost da viagem e dilapidando fundos.  O fato é que durante duas semanas, eu estive em pânico,  e me tomou um bocado de tempo e tentativas alucinadas (tentei  até um voo lowcost para Croacia e de lá para Paris, mas perderia a passagem de Paris para voltar a LOndres.  Virou uma questão pessoal!!!!! Então, a solução foi um mapa, e muita pesquisa e paciência para domar o site da Trenitália, que invariavelmente fica embarreirando a compra da passagem para estrangeiros. Quebrei o percurso em dois e consegui comprar as passagens, mas só em Roma, descobri que a gente tem que passar num guichê  (com gente de verdade) de qualquer jeito, para impimir a passagem. Só com o PIN code não  funcionava nas máquinas de auto atendimento .

Venezia St Lucia – Estação de Trem – Veneza

Saímos de Veneza St Lucia, ao lado do nosso hotel, às 10 e 45 , pegamos um trem  para Milão (2 horas de viagem), almoçamos  em Milano Centrale e às 4 e 30 da  da tarde, pegamos o TGV para Paris- Gare de Lyon  (muito mais barato que o trem noturno de  Veneza a Paris, mas ainda assim, caro, se comparado a tudo  que tínhamos feito até aqui!). No trajeto, uma passagem pelos Alpes… o trem para em algumas estações de sky que parecem saídas de filme. Pontualmente às 23 e 21 estávamos desembarcando na Gare de Lyon, em Paris. E claro a viagem nem de longe se pareceu com o Treno Notte de Roma a Veneza, mas ainda assim, prefiro um bom vôo lowcost, com toda a antecedência necessária, security etc! Trem é bom para viagens de no máximo 3 horas e ainda assim, depois de mal acostumada pela Ryanair, acho caro!!!!

Milano Centrale

Finalmente de  Paris a Londres, voamos Easyjet,  e no final de uma viagem como essa, a gente  valoriza muito a tranquilidade da Easyjet. Tirando o fato da mocinha do check in – única vez que despachamos uma malinha e viajamos com um volume cada uma a bordo –  ter pedido para eu colocar minha  humilde bolsinha dentro da malinha ( que embarcaria comigo no vôo), a questão tamanho e peso da bagagem que vai com você é bem mais flexível. Paris-Londres = 25 euros por pessoa + 5 de taxas

Aeroporto de Girona (Barcelona)

E para que todo o percurso seja realmente lowcost (dessa vez foram 6 cidades) a maior exigência é que sua bagagem e tudo o que você vai transportar de um destino a outro caiba numa mala de 55x40x20, assim sua babagem viaja com você em tods as cias aéreas. Tudo, absolutamente tudo (bolsa de mão, câmera, comprinhas no free shop, lembranças, garrafa de água, etc tem que estar dentro desse único volume ( no inverno, dá para usar os bolsos do casaco, que se transformam prticamente em uma outra mala). Dessa forma, dá para ir de Londres a Barcelona, por exemplo, por 6 libras, o preço do nosso primeiro vôo. Na ponta do lápis, a cada passagem, há que  se acrescentar de 5 a 15 (euros ou libras), custo do transporte entre o centro (ou estação central) da cidade até o aeroporto lowcost , normalmente bem longe. Mesmo assim, atravessar um, dois países, por menos de 30 ou 40 dinheiros não é nada mal, principalmente se compararmos com as viagens pelo Brasil.

E assim, com o mínimo de bagagem, todo o resto também fica lowcost, uma vez que a gente não é obrigada a pegar um táxi para chegar ao hotel ou do hotel para a estação de metro, de trem ou de ônibus. Em todo o nosso trajeto, pegamos um único táxi em Roma ( e nem foi por causa de mala)  e um outro em Paris! Além disso, utilizar o transporte público de cada cidade já é conhecer um pouco da cultura, população, etc.

Hospedagem?

Também é pesquisa e antecendência. E sim, a Europa está mais cara agora. Roma e Veneza, foram disparado, as cidades mais caras, tanto no quesito B&B como em relação à alimentação. Nas únicas vezes que sentamos em um restaurante (em Roma e Veneza), foram no mínimo 25, 30 euros) Mas ainda assim é possivel ficar em hotéis (hostals, albergues, etc) com conforto, banho quente e em alguns, café da manhã, baratos e dignos.  No geral, 25 a 35 euros por pessoa por noite (35 em Roma, Veneza e Paris). Com relação a albergues, estando em duas pessoas, acaba  sendo quase o mesmo preço, um quarto privativo, na maioria das vezes até com banheiro privativo, do que duas camas em quartos compartilhados ( para 4) e banheiros idem.

Alimentação?

Minha primeira preocupação é achar um supermercado ou algo parecido. Assim as despesas com alimentação ficam mais ou menos parecidas com as que normalmente eu teria.  E mais uma vez, supermercados são parte da vivência da cidade. Adoro! Deliciosos sanduíches de brie ou gorgonzola, pastinhas, focaccias, caviar, queijos,  baguetes, brioches, bolinhos e lógico, vinhos e cevejas maravilhosos para beber no sossego do seu quarto …. é só descobrir a especialidade do lugar e ser feliz. Mas  um bom café ou um maravilhoso  capucino, são fundamentais. Eu diria que são companheiros de viagem. São aquele pitstop essencial no meio de um dia de caminhada. Recarrega as baterias. E lógico, quanto mais perto de um ponto turístico, mas caro será o café!  Mas 4 euros por um capucino perto da Piazza San Marco…também não mata ninguém ….E vale cada gole!

Compras?

Obviamente não é o objetivo numa viagem dessas. Mas compramos coisinhas pequenas,  maquiagem em Milão,  e por medo de sentir calor em Roma, percorremos várias lojas em Madrid (um paraíso de lojas e mais lojas, principalmente durante as rebajas, as famosas liquidações) para encontrar um casaco mais leve que acabamos usando só em Milão, pois em Roma e Veneza o vento gelado, me fez agradecer os super poderes do casaco de nylon forrado, que é praticamente uma blindagem contra o frio, a chuva e vento,  e não sentti frio algum! Deixamos algumas compras para o grand finale em Paris, onde por 11 euros, reservei uma malinha de porão na Easyjet e colocamos todos os líquidos e extras nela. De quebra, a mala que comprei pode ser a minha mais nova companheira de viagem, pois é bem mais leve e como não é rigida, dá para negociar o espaço em alguns trajetos feitos de trem ou pela Easyjet, menos intrensigente em relação ao peso e formato da bagabem de mão, desde que seja um único volume.

Quanto tempo a gente aguenta essa maratona? É muito pessoal. Num mundo ideal, seria ótimo ter pelo meno uma tarde para descansar entre a s cidades…vinte dias ficou bem puxado no final, mas valeu cada minuto. Talvez 15 dias seja um período bem razoável… Há que considerar que cada troca de cidade leva pelo menos meio dia, e nesse trajeto é pilotar a bagagem e muito levantamento de malinha. É cansativo e há que ter preparo físico e muito astral.

Mas vale a pena cada minuto!

Basílica de San Marco – Veneza

09
mar
11

Eu moro onde estão meus sapatos…London, I´m back!

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Ou a minha mala de rodinha, né?

Home sweet home!

Chegamos ontem a Londres, num dia estalando de tão azul e mesmo antes de conseguir  arrumar tudo, senti os efeitos da aventura em cada centímetro dos meus músculos! Acho que toda a serotonina da viagem (que sempre é o melhor analgésico que eu conheço) se dissolveu no exato segundo em que vislumbrei um colchão, e uma vez  que na minha agenda não havia nada para o dia seguinte, permiti que o cansaço se manifestasse! Foram mais de vinte dias nos extasiando, chegando e partindo, pilotando e arrumando malinhas, desvendando mapas, descobrindo como nos locomover em cada cidade, fotografando e andando… andando muito!

Parc Guell Barcelona

Confesso que toda a vez que monto um roteiro, eu tento (juro!) me controlar. Digo a mim mesma que já sou uma senhora, que não há pressa, que tenho artrite reumatóide, que levantar da cama no dia seguinte de um tour a pé por uma cidade nova e deslumbrante será difícil, etc, etc. Mas a coisa vai crescendo de viagem para viagem e  sempre  acabo no já queJá que estou aqui, por que não ir logo alí, já que a pasagem está tão barata e é tão perto! Mas o fato, é que viajando, eu acho que posso tudo! Chegar de madrugada numa cidade completamente desconhecida, percorrer kilômetros com meus pés, descobrir conexões malucas nas linhas dos metrôs, traduzir embalagens nos supermercados, e falar qualquer idioma, mesmo que seja na linguagem dos sinais (e do sorriso).

Palácio de Cristal- Madrid

E agora, em plena quarta-feira de cinzas (láaaa no Brazil), lembro que  desfilei em tantas e longas avenidas, subi e desci tantas escadas de estações e aeroportos, passei por securitys, check ins e outs, e de como  meu carnaval foi tão deliciosamente  diferente de todos os que já passei.

Duomo Milano

Vaticano

Roma

Veneza

Paris

Deu tudo absolutamente certo, (exeto o Trem do Terror de Roma para Veneza).  Foram 8 vôos, 6 ônibus de conexão entre aeroportos e o centro das cidades, 3 viagens de trem. muitos ônibus urbanos e linhas de metrô. Nossas malinhas aguentaram firmes, engordaram em Paris (onde por acaso encontrei uma outra malinha que parece mais perfeita e mais leve que a minha, e lógico, serviu para umas comprinhas extras, já que tivemos que nos controlar muito nas liquidações de Barcelona e Madri). E mais uma vez, afirmo, que com pesquisa, uma certa antecedência, muito planejamento e disposição (e desapego), é possível viajar lowcost (principalmente na baixa temporada), sem aniquilar as finanças, se arrepender depois e principalmente, poder planejar novas viagens.

Venezia St Lucia

Com calma, aos poucos, vou contar tudo!Fotos, mapas, locomoção, etc…

Por hora, vou reenergizar minhas baterias, descansar muito, que hoje é quarta-feira de cinzas!

Até!

Até

12
nov
10

La Sagrada Família, consagrada!

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Domingo último, dia 7 de novembro, o PaPa Bento XVI consagrou o Templo da Sagrada Família ( em Barcelona, minha querida Barcelona) dessa forma, o templo foi elevado à categoria de Basílica e missas agora podem ser realizadas.

A consagração, “dedicada a Deus”, ocorreu durante a missa solene oficiada no templo, em cujo interior assistem à cerimônia cerca de 8 mil pessoas, entre estas os reis da Espanha, Juan Carlos e Sofía, e mais 50 mil pessoas do lado de fora do prédio.

O papa iniciou a consagração do templo jogando água benta sobre o altar e os fiéis e outros seis sacerdotes fizeram o mesmo nas paredes da construção.

Como eu gostaria de ter estado lá! Durante tanto tempo sonhei em conhecer esta construção, e me sinto meio parte deste momento, não só por ter estado lá, ter contribuído com minha visita (o preço do ingresso é uma doação), mas principalmente, porque ainda sinto a emoção de estar diante da fachada da Natividade pela primeira vez.

Não que para mim faça alguma diferença.  Mas fico imaginando seu interior, já bem mais adiantado (ou já acabado)  do que quando estivemos lá e me dá um enorme saudade (como se eu tivesse vivido em Barcelona!).

13
jun
10

fazendo as contas… europa, orçamento low cost mesmo!

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Na sexta feira, tivemos nosso encontro no Cocoon. Fizemos de tudo, menos acertar as contas da viagem.  Então, ontem resolvi encarar a dura realidade. Que acabou, nem sendo tão dura assim!!! Eu sabia que não tinha dilapidado a fortuna da família, mas o total foi simplesmente ridículo.  Num post a parte, ou nos posts sobre cada cidade, vou  detalhar tudo. Mas dá para acreditar que para visitar 4 países da Europa, saindo de Londres e voltando, foi menos de 1.100 reais???? De passagens de avião (Easyjet e Ryanair) e os ônibus entre os aeroportos (na maioria, longe do centro) e as cidades que visitamos, foram exatos 510 reais.  Um pouco mais que uma passagem só de ida para São Paulo (aqui do lado).  E para 13 noites, 565 reais de hospedagem. Pode???

Ok. Para nós, que moramos no Brasil, tem a facada para cruzar o Atlântico. E antes, outra facada para chegar ao aeroporto, no caso do Rio de Janeiro, o Tom Jobim ( no site do aeroporto, é meio difícil encontrar a companhia de ônibus que faz a ligação com o centro da cidade, dão apenas o telefone. O que quer dizer que  a maioria usa mesmo o táxi, principalmente quem vem de fora). Enfim, não há termos de comparação.  Ao contrário, em todos os aeroportos que já pousei por lá, existe um transporte, seguro, econômico e confiável, entre o aeroporto (seja central ou afastado) e o centro da cidade, em questão, com lugar seguro para a bagagem, alguns com câmeras (para os mais desconfiados), tomarem conta de seus pertences.

Quanto às companhias low cost, pode parecer pegadinha, mas não é. Desde que se cumpra à risca o que está escrito no seu bilhete. No próximo post, falo mais sobre isso.

Até!

09
jun
10

brazil, I´m back

Ufa! Depois de uma longa jornada, eis-me aqui! Pela primeira vez não senti o choque térmico caracterísico.  Delirei quando o comandante anunciou que a temperatura que nos esperava era de 15 graus! Mais que os 19 que tinha deixado em Londres. Só o  choque cultural, foi logo anunciado pela recepção do meu querido amigo Rafael, que me esperava no saguão. Uma gargalhada logo de cara. Em vez do tradicional nome …

HAHAHA! eu simplesmente odeio comercial de TV aberta! Que delicia! Ter um amigo te esperando às 7 da manhã para te fazer rir na reentrada, é tudo de bom e já muda o humor. E o sol de inverno também deu suas boas vindas.

Chegando em casa…

O clima de Copa do Mundo (que também deixei em Londres, principalmente nos pubs!) Ah! e o fato de ser brasileiros, nos abriu vários sorrisos em todas as cidades…

E o clima gostoso de saudade da minha filhota!!! Muito bom!

Não sei se foi o clima ameno, as recepções, e o fato de ter dormido como um bebê até agora, mas o fato é que a DPV (depressão pós viagem) está, digamos, em 40% por cento.

Agora, é colocar o blog em dia, contar tudo timtim por timtim, e voltar mais ou menos ao normal. Mais ou menos… no meu relógio ainda estou 4, 5 horas à frente.  O chip do celular, ainda é da O2 e na minha carteira, tenho dinheiros … só não sei onde estão os reais. E depois de séculos só ouvindo a LBC ou ChérieFM, vai ser duro ver comercial do supermercado Guanabara ou do Presunic… anunciando em clima de Copa, chã  patinho e largarto ou pá, peito e acém. Ninguém merece!

07
jun
10

do início ao resumo

Para quem acompanha o blog, talvez seja mais fácil entender essa aventura.  Essa maravilhosa aventura em que eu e meus amigos queridos (dos quais falei aqui), embarcamos como se fosse um grande parque de diversão.  E foi mesmo!

Chegada de Rafael e Juliana a Barcelona

Desde de o dia 1 de abril, que eu estou em estado de viagem. Viagem adiada, primeiro por causa de um probleminha (dentista e todos os problemas que este ser descobre para depois resolver), depois por causa do vulcão e suas cinzas que paralizaram o espaço aéreo europeu. Benditos adiamentos, pois nesse meio tempo, Rafael e Juliana, cogitaram uma mochilada pela Europa, e euzinha, International Vagabond de carteirinha (organização fundada e presidida por minha prima querida), fui convocada para acompanhá-los ou melhor, para organizar o roteiro, fuçar passagens e hotéis, albergues  e etcras, que coubessem em nossos bolsos. Serviço que eu adoro executar. Clarrice (assim mesmo),  foi imediatamente chamada para a aventura, mas devido ao recém conseguido estágio, não pode nos acompanhar. Mas esteve conosco em cada Km percorrido. Então desde o dia 24 de abril, enquanto curava a ressaca adquirida em nosso encontro no Cocoon (casa do Casal Rafael e Juliana),  rodei a Europa inteira, chequei todas as promoções, e de tarde já tinha umas 4 possiblidades para ziguezaguear pela Europa.

Barcelona

Desde então, foram zilhões de emails, telefonemas, confirmação das férias de Juliana, contas, e principalamente a decisão do roteiro final, cuja a única exigência, era terminar em Paris. Daí, a loucura da compra de passagens, troca de cartões de crédito, documentos, e como embarquei uns vinte dias antes deles, os detalhes finais foram acertados enquanto eu já perambulava por aqui.

Dublin

Já sou ansiosa por natureza, e uma enredo desses, com tudo apertado no laço, datas e horários justos, do tipo atrasou perdeu, me fizeram entrar em estado de permanente agitação. Mas na mesma proporção da ansiedade, sou uma otimista quase profissional. Enquanto o vulcão ainda cuspia lavas e cinzas (que por um dia, não nos deixou, eu e Carol, entaladas em Dublin), eu mentalizava positivo. E nossa viagem fluiu como um filme! Deu tudo absolutamente certo, em meio a malinhas,  gargalhadas, guaraná em pó (que deixaram Rafael ligadíssimo), antiinflamatório e relaxante muscular (marquerite, minha artrite reumatóide, não poderia me acompanhar um só minuto!),  sangrias gigantes (o íntem mais caro de toda a trip), vinhos (um bom supermercado…), e capucinos (o mais fiel companheiro dos viajantes) e quase cinco mil fotos!

Sangria – Las Ramblas – Barcelona

Terraço Casa Batlló  Gaudí

Elevador The Ousbourne Hotel Edinburgh

Ice Bar Stockkholm

Jardin du Luxembourg Paris

Fizemos um trio perfeito, a coroa boladíssima e o casal. Rafael afinado nos mapas, eu me atrevendo a fazer perguntas complexas em qualquer idioma, e Juliana a mais centrada. Enquanto eu e Rafael nos enrolávamos, surtados em várias situações, dando voltas em torno dos próprios eixos, Juliana dizia por exemplo… eu acho que vi o tal ônibus passar nessa rua! Pimba! Estava certa!

Parece mesmo que foi para lá de um mês, tal a intensidade desse convivência, o sufoco para arrumar as malas (depois conto os detalhes), dos horários dos vôos, da urgência em respirar cada detalhe de todos os cantos que visitamos. Foi mesmo tuuuuuuuuuuuuuuudo de bom!

Até!

13
maio
10

back to london – ryanair experience

Nossa volta até que foi tranquila, considerando tudo que poderia ter acontecido. A tal nuvem do vulcão, continua atrapalhando e muito, todo o transporte aéreo na Europa. Nosso vôo de volta era as 11 30. Acordamos cedo, entuchamos tudo nas malinhas, mas deixamos separados os líquidos, o netbook, os celulares,

os passaportes, as passagens, o guarda chuva e algum dinheiro. Com exceção dos 2 últimos ítens, a gente tem que ter tudo isso à mão, para passar no security, além de ter que colocar na bandeja que vai passar pelo raio x, a malinha, a bolsa, o  seu casaco, botas ou tênis, e o cachecol, se tiver com um. Ou seja, isso tudo já é um volume a mais, além da malinha permitida pela companhia.

Não tem como não rolar uma certa tensão.

Funciona asssim =

Os passageiros que não são da comunidade européia, mesmo fazendo o check in online, tem que se apresentar no   balcçao BAG DROPP-VISA CHECK  da companhia, para conferir a passagem e o passaporte.  A atendente sapeca um carimbo e pronto.  Só que essa simples ação pode demorar, dependendo da fila que se tem pela frente. Como vários vôos tinham sido cancelados, por causa do vulcão,  imaginamos que haveria uma multidão. Para nossa surpresa, não havia ninguém, talvez pela antecedência com que chegamos ao aeroporto de Dublin.

Depois do balcão,  segue o security. Outra fila se forma, e começa o streap tease.  Na sua bagagem de mão,  assim como  no seu corpicho,  não pode haver nenhum objeto cortante (nem a mais inocente tesourinha de unha, alicate de cutícula, até pinça muito fina é confiscada).  No quesito líquidos, nenhuma embalagem com mais de 100 ml, e tudo deve estar dentro de um recipiente plástico selável, tipo Ziplock. Além disso, temos que tirar os calçados, o casaco, a bolsa, o netbook, o celular. Ou seja, tudo que não seja você, tem que estar nestas bandejas, enquanto você  passa por um detector de metais. Dependendo do aeroporto, uma fiscal ainda faz uma revista táctil…apalpando por cima da  sua roupa. Até aí,  é igual para todo o mundo. Da primeira classe de companhias tradicionais até às lowcosts.

Só depois de passar no security é que se sabe qual será o portão de embarque do seu vôo lowcost.  Geralmente, os quadros, onde estão os vôos e seus respectivos portões de embarque estão bem visíveis. Descubra qual é seu portão e prepare-se para andar…

Para quem vai viajar de lowcost,  começa a tensão.  Normalmente o portão de embarque é super longe. Anda-se muito!!! Então aconselho a passar pelo security com uma certa antecedência. Por exemplo, se o portão de embarque fecha às 11 00,  faça seu security com uma hora +- de antecedência, para não ter que sair correndo,  catando os líquidos e colocando sapato no meio do caminho, com o passaporte e cartão de embarque ocupando uma das mãos!

Chegando no portão,  tem gente de todo o jeito. No vôo de Londres para Dublin, achei que eu era a única neurótica com as regras da companhia. Muita gente com mala e mochila, mãe com filha, carrinho, comprinhas no free shop, e ainda por cima, fazendo um lanchinho,  outro com uma mala visívelmente maior do que a permitida + uma mochila.  Pois todo mundo embarcou!!! Nós e a torcida do Flamengo. No stress!

Já no voo de Dublin para Londres, a tensão estava no ar. Cinco, isso mesmo, 5 funcionários da Ryanair estavam no portão de embarque. Dois, checavam o boarding pass, duas regulavam com o olhar a bagagem, e a outra, bem, a outra, conto já, já.

À nossa frente, vários pessoas começavam a se transforamar em seres mutantes. Todo mundo tentando camuflar o segundo volume, em seu próprio corpo, disfarçado debaixo do casaco, dentro das calças, por dentro do sweter.  Os muito gordos levam uma certa vantagem… mas na fila, tinha homem com peito pontudo (podia ser a câmera), mulheres com ligeiros defeitos nos quadris (a bolsa), outra magrela com uma cintura avantajada (uma pochete) e euzinha, absolutamente grávida de trigêmeos ( era o netbook, a carteira e putz!!! um guarda chuva!) Ninguém merece!  Tudo isso disfarçado   Pois bem, a fila foi andando e pessoas foram sendo colocadas num espaço ao lado do balcão. A tal quinta elementa, era a megera que pegava as malinhas e mandava colocar no engradado. Não entrou??? Extra charge!!!

O veredito era dado rapidamente. Se a mala não escorregasse facilmente engradado adentro, era recolhida e o infeliz passageiro, deveria pagar ali mesmo, à vista, a quantia de 35 euros.  Eu já estava a caminho do avião, quando vi Carol, minha filhota, cair na malha fina (ou seria mala fina?). Apavorada, “grávida´´ de um computador e de um guarda chuva, com o cachecol por cima, fui ver o que estava acontecendo. Pois a mesma malinha que viajou de Londres para Dublin pela mesma Ryanair, foi confiscada e só embarcaria, com o pagamento da módica quantia. Não entrou escorregando no tal engradado… E eu, com tudo errado, passei livre, (pouco) leve e solta. Minha malinha, nem sequer foi testada! A alça da malinha de Carol e o tecido não ajudaram na hora da descida triunfal no engradado e pimba!!!

Não adianta argumentar. Foram vários passageiros na mesma situação.  Todos desconfiados que o engradado estava menor, que tudo é completamente aleatório, que um dia eles decidem ganhar dinheiro com quem pagou míseros 3 euros pela passagem.  O fato é que além do tamanho exato da mala, a textura tem uma importância fatal. Um tantinho assim a mais, se você tiver que empurrar a tal mala, vai  custar 35 euros ou libras. Sem choro, nem vela. Então, meu consellho é = se não tiver certeza, é melhor bookar uma mala de porão, e despachar, antes de embarcar, no site da companhia.  É muito mais barato e menos estressante.

Depois disso, entubado o prejuízo, percorre-se um caminho alegre e feliz rumo ao avião.  Ao ar livre, mesmo (eis aí  o porquê do guarda-chuva). Nesse lindo dia, choveu graniso, enquanto esperávamos para subir as escadas que nos levariam a aeronave.

Uma vez lá dentro, você coloca sua mala no compartimento, senta em qualquer poltrona liivre, e ou se diverte, ou corta os pulsos com a faquinha que roubou do avião da companhia que serve refeições a bordo. É uma feira! Mal decolamos e os comissários começam a anunciar e vender revista,  lanche,  refrigerante, perfumes, raspadinha, prêmio relâmpago. Num vôo de uma hora, você nem percebe o tempo passar.

Lowcost um caso de amor e ódio! VOCÊ ama porque pode viajar e atravessar países baratinho. E odeia…porque a companhia tira dinheiro de onde pode.

Na chegada a Londres, encontramos na esteira, a espera de suas malinhas reprovadas, vários passageiros irados! Uma chinesa que estava rodando a Europa, outraa que como Carol já tinha viajado váaaaaarias vezes com a mesma mala…

Mas, como sou otimista de carteirinha, pensei… foi só a mala! poderia ter sido o vulcão! kabum!!!!

Falo mais de Dublin nos próximos posts.

Até!

21
jan
10

20, 21 de janeiro, balanço geral

Não vou negar, estou muito meia boca.  Nossa temporada está acabando e temos que enfrentar a dura realidade…Queríamos ficar até depois do carnaval, quando o ano realmente começa no Brasil,  mas não dá. As aulas de Carol já começaram e a reta final da pós-graduação não pode esperar.  Não é novidade que sofro de depressão  pós-viagem aguda.  Mas desta vez, ela atacou com antecedência mas ainda em estágio inicial. Quem me conhece sabe que por mais escabrosa e séria que seja a situação, eu faço piada, acho um detalhe engraçado…Então porque essa situação é tão penosa????

Como sei que vamos voltar, talvez eu não sucumba totalmente, mas nos primeiros dias os sintomas são claros e muito fortes.

Então como tratamento preventivo, minha estratégia será planejar novas viagens e re0rganizar o blog, que foi importado do Blogger para o WordPress e algums posts e fotos vieram meio truncados.  E lógico, ligar o ar condicionado no último!

Pausa…fui lá na varanda para sentir o friozinho da manhã e ver os esquilos, mas como estava escuro, so tinha duas raposas, pode?  são 6 e meia e nem amanheceu ainda (a insônia é um dos  sintomas da DPV).

Ai meu deus, ainda estou aqui!!! Fazendo um balanço (inclusive financeiro) as conclusões são simples. Uma vez cruzada a barreira do Atlântico, viajar aqui dentro é fácil e barato. Se compararmos com o nosso querido e ensolarado país, dá vontade de chorar. Uma simples semana em Fortaleza ou Serra Gaucha (muito mais a minha cara), nesses pacotes turistões, não sai por menos de 150o reais por pessoa. Nossa trip pela Austria e República Checa, não chegou nem perto disso e foram 9 dias intensos, cruzando 3 paises, da Inglaterra para a Austria, da Austria para Rep. Checa. É lógico que não dá para pagar em 10 X mas se a gente junta o preço da prestação e faz da  viagem um objetivo, rola sim.

Outra óbvia conclusão é que isso faz um bem enorme. É o mais poderoso tratamento anti-aging, anti-depressing, anti-arthritis do mundo. A gente se torna super.

Aqui no quarto do Dani, nos divertimos, dividimos a  cama, esquema para banho, criamos vários ambientes, como o <<canto do desespero, onde ficam as botas, bolsas e afins, <<a toca da macaca doida, onde fica o heather e secamos as nossas roupas, meias e toalhas,  penduramos os casacos e é praticamente uma viagem (a gente enfia a cabeça para procurar uma meia e sai com uma calça térmica), << os subterrâneos do inconsciente (área localizada embaixo da cama, onde rola de tudo) e o Beauty Center , a pobre cômoda do Dani, onde eu e Carol, por  mais de um mês, dividimos um espelhinho redondo, para secar cabelos, maquiagem, etc, sem nenhuma crise, hahahha! Espelho de corpo inteiro?(Só fomos nos encontrar com nossos corpos em Salzburg, cujo quarto do hotel tinha um enorme espelho na porta do banheiro).

A conclusão final, é que esse é o meu principal objetivo.  Lambrecar meu passaporte com todos os carimbos do mundo!!!




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