Archive for the 'PÓS VIAGEM' Category



07
jun
10

do início ao resumo

Para quem acompanha o blog, talvez seja mais fácil entender essa aventura.  Essa maravilhosa aventura em que eu e meus amigos queridos (dos quais falei aqui), embarcamos como se fosse um grande parque de diversão.  E foi mesmo!

Chegada de Rafael e Juliana a Barcelona

Desde de o dia 1 de abril, que eu estou em estado de viagem. Viagem adiada, primeiro por causa de um probleminha (dentista e todos os problemas que este ser descobre para depois resolver), depois por causa do vulcão e suas cinzas que paralizaram o espaço aéreo europeu. Benditos adiamentos, pois nesse meio tempo, Rafael e Juliana, cogitaram uma mochilada pela Europa, e euzinha, International Vagabond de carteirinha (organização fundada e presidida por minha prima querida), fui convocada para acompanhá-los ou melhor, para organizar o roteiro, fuçar passagens e hotéis, albergues  e etcras, que coubessem em nossos bolsos. Serviço que eu adoro executar. Clarrice (assim mesmo),  foi imediatamente chamada para a aventura, mas devido ao recém conseguido estágio, não pode nos acompanhar. Mas esteve conosco em cada Km percorrido. Então desde o dia 24 de abril, enquanto curava a ressaca adquirida em nosso encontro no Cocoon (casa do Casal Rafael e Juliana),  rodei a Europa inteira, chequei todas as promoções, e de tarde já tinha umas 4 possiblidades para ziguezaguear pela Europa.

Barcelona

Desde então, foram zilhões de emails, telefonemas, confirmação das férias de Juliana, contas, e principalamente a decisão do roteiro final, cuja a única exigência, era terminar em Paris. Daí, a loucura da compra de passagens, troca de cartões de crédito, documentos, e como embarquei uns vinte dias antes deles, os detalhes finais foram acertados enquanto eu já perambulava por aqui.

Dublin

Já sou ansiosa por natureza, e uma enredo desses, com tudo apertado no laço, datas e horários justos, do tipo atrasou perdeu, me fizeram entrar em estado de permanente agitação. Mas na mesma proporção da ansiedade, sou uma otimista quase profissional. Enquanto o vulcão ainda cuspia lavas e cinzas (que por um dia, não nos deixou, eu e Carol, entaladas em Dublin), eu mentalizava positivo. E nossa viagem fluiu como um filme! Deu tudo absolutamente certo, em meio a malinhas,  gargalhadas, guaraná em pó (que deixaram Rafael ligadíssimo), antiinflamatório e relaxante muscular (marquerite, minha artrite reumatóide, não poderia me acompanhar um só minuto!),  sangrias gigantes (o íntem mais caro de toda a trip), vinhos (um bom supermercado…), e capucinos (o mais fiel companheiro dos viajantes) e quase cinco mil fotos!

Sangria – Las Ramblas – Barcelona

Terraço Casa Batlló  Gaudí

Elevador The Ousbourne Hotel Edinburgh

Ice Bar Stockkholm

Jardin du Luxembourg Paris

Fizemos um trio perfeito, a coroa boladíssima e o casal. Rafael afinado nos mapas, eu me atrevendo a fazer perguntas complexas em qualquer idioma, e Juliana a mais centrada. Enquanto eu e Rafael nos enrolávamos, surtados em várias situações, dando voltas em torno dos próprios eixos, Juliana dizia por exemplo… eu acho que vi o tal ônibus passar nessa rua! Pimba! Estava certa!

Parece mesmo que foi para lá de um mês, tal a intensidade desse convivência, o sufoco para arrumar as malas (depois conto os detalhes), dos horários dos vôos, da urgência em respirar cada detalhe de todos os cantos que visitamos. Foi mesmo tuuuuuuuuuuuuuuudo de bom!

Até!

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13
maio
10

back to london – ryanair experience

Nossa volta até que foi tranquila, considerando tudo que poderia ter acontecido. A tal nuvem do vulcão, continua atrapalhando e muito, todo o transporte aéreo na Europa. Nosso vôo de volta era as 11 30. Acordamos cedo, entuchamos tudo nas malinhas, mas deixamos separados os líquidos, o netbook, os celulares,

os passaportes, as passagens, o guarda chuva e algum dinheiro. Com exceção dos 2 últimos ítens, a gente tem que ter tudo isso à mão, para passar no security, além de ter que colocar na bandeja que vai passar pelo raio x, a malinha, a bolsa, o  seu casaco, botas ou tênis, e o cachecol, se tiver com um. Ou seja, isso tudo já é um volume a mais, além da malinha permitida pela companhia.

Não tem como não rolar uma certa tensão.

Funciona asssim =

Os passageiros que não são da comunidade européia, mesmo fazendo o check in online, tem que se apresentar no   balcçao BAG DROPP-VISA CHECK  da companhia, para conferir a passagem e o passaporte.  A atendente sapeca um carimbo e pronto.  Só que essa simples ação pode demorar, dependendo da fila que se tem pela frente. Como vários vôos tinham sido cancelados, por causa do vulcão,  imaginamos que haveria uma multidão. Para nossa surpresa, não havia ninguém, talvez pela antecedência com que chegamos ao aeroporto de Dublin.

Depois do balcão,  segue o security. Outra fila se forma, e começa o streap tease.  Na sua bagagem de mão,  assim como  no seu corpicho,  não pode haver nenhum objeto cortante (nem a mais inocente tesourinha de unha, alicate de cutícula, até pinça muito fina é confiscada).  No quesito líquidos, nenhuma embalagem com mais de 100 ml, e tudo deve estar dentro de um recipiente plástico selável, tipo Ziplock. Além disso, temos que tirar os calçados, o casaco, a bolsa, o netbook, o celular. Ou seja, tudo que não seja você, tem que estar nestas bandejas, enquanto você  passa por um detector de metais. Dependendo do aeroporto, uma fiscal ainda faz uma revista táctil…apalpando por cima da  sua roupa. Até aí,  é igual para todo o mundo. Da primeira classe de companhias tradicionais até às lowcosts.

Só depois de passar no security é que se sabe qual será o portão de embarque do seu vôo lowcost.  Geralmente, os quadros, onde estão os vôos e seus respectivos portões de embarque estão bem visíveis. Descubra qual é seu portão e prepare-se para andar…

Para quem vai viajar de lowcost,  começa a tensão.  Normalmente o portão de embarque é super longe. Anda-se muito!!! Então aconselho a passar pelo security com uma certa antecedência. Por exemplo, se o portão de embarque fecha às 11 00,  faça seu security com uma hora +- de antecedência, para não ter que sair correndo,  catando os líquidos e colocando sapato no meio do caminho, com o passaporte e cartão de embarque ocupando uma das mãos!

Chegando no portão,  tem gente de todo o jeito. No vôo de Londres para Dublin, achei que eu era a única neurótica com as regras da companhia. Muita gente com mala e mochila, mãe com filha, carrinho, comprinhas no free shop, e ainda por cima, fazendo um lanchinho,  outro com uma mala visívelmente maior do que a permitida + uma mochila.  Pois todo mundo embarcou!!! Nós e a torcida do Flamengo. No stress!

Já no voo de Dublin para Londres, a tensão estava no ar. Cinco, isso mesmo, 5 funcionários da Ryanair estavam no portão de embarque. Dois, checavam o boarding pass, duas regulavam com o olhar a bagagem, e a outra, bem, a outra, conto já, já.

À nossa frente, vários pessoas começavam a se transforamar em seres mutantes. Todo mundo tentando camuflar o segundo volume, em seu próprio corpo, disfarçado debaixo do casaco, dentro das calças, por dentro do sweter.  Os muito gordos levam uma certa vantagem… mas na fila, tinha homem com peito pontudo (podia ser a câmera), mulheres com ligeiros defeitos nos quadris (a bolsa), outra magrela com uma cintura avantajada (uma pochete) e euzinha, absolutamente grávida de trigêmeos ( era o netbook, a carteira e putz!!! um guarda chuva!) Ninguém merece!  Tudo isso disfarçado   Pois bem, a fila foi andando e pessoas foram sendo colocadas num espaço ao lado do balcão. A tal quinta elementa, era a megera que pegava as malinhas e mandava colocar no engradado. Não entrou??? Extra charge!!!

O veredito era dado rapidamente. Se a mala não escorregasse facilmente engradado adentro, era recolhida e o infeliz passageiro, deveria pagar ali mesmo, à vista, a quantia de 35 euros.  Eu já estava a caminho do avião, quando vi Carol, minha filhota, cair na malha fina (ou seria mala fina?). Apavorada, “grávida´´ de um computador e de um guarda chuva, com o cachecol por cima, fui ver o que estava acontecendo. Pois a mesma malinha que viajou de Londres para Dublin pela mesma Ryanair, foi confiscada e só embarcaria, com o pagamento da módica quantia. Não entrou escorregando no tal engradado… E eu, com tudo errado, passei livre, (pouco) leve e solta. Minha malinha, nem sequer foi testada! A alça da malinha de Carol e o tecido não ajudaram na hora da descida triunfal no engradado e pimba!!!

Não adianta argumentar. Foram vários passageiros na mesma situação.  Todos desconfiados que o engradado estava menor, que tudo é completamente aleatório, que um dia eles decidem ganhar dinheiro com quem pagou míseros 3 euros pela passagem.  O fato é que além do tamanho exato da mala, a textura tem uma importância fatal. Um tantinho assim a mais, se você tiver que empurrar a tal mala, vai  custar 35 euros ou libras. Sem choro, nem vela. Então, meu consellho é = se não tiver certeza, é melhor bookar uma mala de porão, e despachar, antes de embarcar, no site da companhia.  É muito mais barato e menos estressante.

Depois disso, entubado o prejuízo, percorre-se um caminho alegre e feliz rumo ao avião.  Ao ar livre, mesmo (eis aí  o porquê do guarda-chuva). Nesse lindo dia, choveu graniso, enquanto esperávamos para subir as escadas que nos levariam a aeronave.

Uma vez lá dentro, você coloca sua mala no compartimento, senta em qualquer poltrona liivre, e ou se diverte, ou corta os pulsos com a faquinha que roubou do avião da companhia que serve refeições a bordo. É uma feira! Mal decolamos e os comissários começam a anunciar e vender revista,  lanche,  refrigerante, perfumes, raspadinha, prêmio relâmpago. Num vôo de uma hora, você nem percebe o tempo passar.

Lowcost um caso de amor e ódio! VOCÊ ama porque pode viajar e atravessar países baratinho. E odeia…porque a companhia tira dinheiro de onde pode.

Na chegada a Londres, encontramos na esteira, a espera de suas malinhas reprovadas, vários passageiros irados! Uma chinesa que estava rodando a Europa, outraa que como Carol já tinha viajado váaaaaarias vezes com a mesma mala…

Mas, como sou otimista de carteirinha, pensei… foi só a mala! poderia ter sido o vulcão! kabum!!!!

Falo mais de Dublin nos próximos posts.

Até!

21
jan
10

20, 21 de janeiro, balanço geral

Não vou negar, estou muito meia boca.  Nossa temporada está acabando e temos que enfrentar a dura realidade…Queríamos ficar até depois do carnaval, quando o ano realmente começa no Brasil,  mas não dá. As aulas de Carol já começaram e a reta final da pós-graduação não pode esperar.  Não é novidade que sofro de depressão  pós-viagem aguda.  Mas desta vez, ela atacou com antecedência mas ainda em estágio inicial. Quem me conhece sabe que por mais escabrosa e séria que seja a situação, eu faço piada, acho um detalhe engraçado…Então porque essa situação é tão penosa????

Como sei que vamos voltar, talvez eu não sucumba totalmente, mas nos primeiros dias os sintomas são claros e muito fortes.

Então como tratamento preventivo, minha estratégia será planejar novas viagens e re0rganizar o blog, que foi importado do Blogger para o WordPress e algums posts e fotos vieram meio truncados.  E lógico, ligar o ar condicionado no último!

Pausa…fui lá na varanda para sentir o friozinho da manhã e ver os esquilos, mas como estava escuro, so tinha duas raposas, pode?  são 6 e meia e nem amanheceu ainda (a insônia é um dos  sintomas da DPV).

Ai meu deus, ainda estou aqui!!! Fazendo um balanço (inclusive financeiro) as conclusões são simples. Uma vez cruzada a barreira do Atlântico, viajar aqui dentro é fácil e barato. Se compararmos com o nosso querido e ensolarado país, dá vontade de chorar. Uma simples semana em Fortaleza ou Serra Gaucha (muito mais a minha cara), nesses pacotes turistões, não sai por menos de 150o reais por pessoa. Nossa trip pela Austria e República Checa, não chegou nem perto disso e foram 9 dias intensos, cruzando 3 paises, da Inglaterra para a Austria, da Austria para Rep. Checa. É lógico que não dá para pagar em 10 X mas se a gente junta o preço da prestação e faz da  viagem um objetivo, rola sim.

Outra óbvia conclusão é que isso faz um bem enorme. É o mais poderoso tratamento anti-aging, anti-depressing, anti-arthritis do mundo. A gente se torna super.

Aqui no quarto do Dani, nos divertimos, dividimos a  cama, esquema para banho, criamos vários ambientes, como o <<canto do desespero, onde ficam as botas, bolsas e afins, <<a toca da macaca doida, onde fica o heather e secamos as nossas roupas, meias e toalhas,  penduramos os casacos e é praticamente uma viagem (a gente enfia a cabeça para procurar uma meia e sai com uma calça térmica), << os subterrâneos do inconsciente (área localizada embaixo da cama, onde rola de tudo) e o Beauty Center , a pobre cômoda do Dani, onde eu e Carol, por  mais de um mês, dividimos um espelhinho redondo, para secar cabelos, maquiagem, etc, sem nenhuma crise, hahahha! Espelho de corpo inteiro?(Só fomos nos encontrar com nossos corpos em Salzburg, cujo quarto do hotel tinha um enorme espelho na porta do banheiro).

A conclusão final, é que esse é o meu principal objetivo.  Lambrecar meu passaporte com todos os carimbos do mundo!!!

19
jan
10

19 de janeiro, tá chegando a hora

Entrada para os Jardins do Castelo Mirabell

Acabo de ler um texto lindo que minha prima (blogueira de mão cheia), escreveu sobre o prazer de voltar para casa depois de muito tempo viajando.

http://pblower-vistadelvila.blogspot.com/

E eu aqui, nesta manhã insone, me arrepio só de pensar na minha caminha ou pior, a hora em que eu abrir a porta do meu apartamento!!! Da minha casinha…

Tenho a  pré visão de uma explosão nuclear! Imaginem um ambiente totalmente fechado durante mais de um mês, adicionem a esse mês uma temperatura média de 38, 39 graus.  Imaginem uma pessoa que passou esse mesmo mês aconchegada em casacos e cachecóis, luvas e meias, totalmentte integrada a uma paisagem branquinha, abrindo a porta desse recinto a que carinhosamente chamo de casa. Boooom!

Não que eu queria mas já sinto aquele travesseiro quente, as paredes estalando, as janelas fechadas pois, se abertas, entra sol, o que piora a situação. Nas semanas antes da vinda para Londres, numa noite dessas de calor, meu desespero foi tanto, que derramei água na cama, entrei no chuveiro de vestido e tudo, saí pingando e ainda coloquei uma toalha molhada em cima de mim, tendo o cuidado de dirigir dois ventiladores para o meu desesperado ser. Meia hora depois, já estava tudo seco.

É por isso que esses períodos maravilhosos se chamam férias. Pois tem um tempo determinado. Se não tivessem, o nome seria felicidades.

Descida de Festung, Salzburg (nevando muito!)

É claro que eu entendo essa sensação de voltar para casa, reencontrar suas coisas, rever a sua paisagem. Mas eu sou cigana mesmo. E sinceramente, só sinto saudades dos amigos.

Além do mais, apesar de estarmos espremidos num quarto, tropeçando em botas e malinhas, estamos juntos eu e meus filhotes.  Não há maior sensação de aconchego, de casa, do que essa. ET phone home!

Mas como minha prima, sou uma incorrigível otimista e quem sabe, chego ao Brasil num lindo dia chuvoso e fresquinho.




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