Archive for the 'SNOW & WINTER' Category

05
fev
12

Neve em Londres (a white sunday)

ESTE BLOG MUDOU  DE ENDEREÇO: 

http://www.maladerodinhaenecessaire.com/

Ainda em Lisboa, eu olhava para o celular e custava a acreditar. No Accuweather (aplicativo para Android que mostra a previsão do tempo e a temperatura), floquinhos de neve apareciam na previsão para Londres em dois dias.

Até a semana passada, fim de janeiro, o inverno estava tranquilo. E em Lisboa, pegamos dias lindos,  temperaturas de 2 dígitos, mas o noticiário mostrava a onda de  frio impiedosa que “pousou” na Europa. No dia em que voltamos, comecei a crer. A neve tinha dia e hora marcada para Londres. Por volta das 6 da tarde de ontem. E com pontualidade britânica, começou a nevar. Forte!

E em questão de minutos, ficou tudo branquinho… Não resisti! Meu momento “carrapato a serviço do fato” aflorou e mesmo morrendo de medo de levar um estabaco, peguei meu super casaco e saí.

O frio diminui quando neva. E a paisagem fica como em cena de filme de sessão da tarde.

E tome de neve!

Eu e a “nevasca’.

E foi assim a noite inteira. Na BBC o noticiário dizia que desta vez a cidade estava preparada, que já tinha aprendido as lições de nevascas passadas, mas o fato é que de manhã nas radios, pediam para as pessoas não saírem de casa, se não fosse absolutamente necessário. Heathrow cancelou 1/3 dos vôos, assim como os outros aeroportos, e minha filhota ficou entalada em Eindhoven, na Holanda. Vôo cancelado.

De manhã a paisagem da janela me fazia lembrar mais uma cena de filme. Ninguém na rua e tudo branquinho! Um pouco assustador, ver esse cruzamento assim…

E lá fui eu fazer o reconhecimento da área…

E daqui para frente, as fotos parecem ser todas em preto e branco. Mais branco do que preto…

Nevou muito!!!  E a essa hora da manhã, só alguns carros “maculavam” a brancura total. Nas ruas de maior movimento e locais de grande circulação, jogam sal para derreter a neve e uma mistura de areia para dar aderência.

Highbury Fields depois da neve

Parecia mesmo um outro parque .Uma outra cidade. Um silêncio diferente pelo ar.

Assim, antes de todo mundo passar, é lindo!

Por alguns instantes, me perguntei o que eu estaria fazendo a essa hora se estivesse no Rio. Estaria derretendo! Dei uma olhada na temperatura do Rio no celular. Máxima de 39 graus!!! Um arrepio percorreu o meu encapotado ser. E uma felicidade infantil me fez sorrir,  sozinha nessa esquina… Acho que não suporto mais o calor!

É pena que dure pouco. É assim… como bolo de festa de aniversário de criança. Depois que a festa acaba, a  realidade não é nada bonitinha. Durante o dia não nevou mais, caos nas estradas e nas railways e as ruas  ficam assim…

E no final do dia, fica parecendo areia de praia, tudo escorregadio, com poças de água que viram gelo, e todo mundo anda miudinho para não se estabacar de buzanfam no chão.

Agora, a previsão é de gelo e mais frio. Brrr!

Até!

03
fev
12

Com a luz de Lisboa nos olhos!

Mesmo antes de pisar no solo de Lisboa, em terras de Portugal, alguma coisa já fazia palpitar meu coração. Fiz mentatalmente uma viagem no tempo, lembrando  das aulas de história dos tempos de menina,  quando Portugal ficava lá longe, no tempo e no espaço. Era terra de reis e rainhas. Lá do outro lado do mar…  E agora, eu iria “realizar” Lisboa.

Os dias que passamos na cidade foram  de uma luz indescritível, com um céu azul  ” lisboeta” , aconchegados pela receptividade e pelo sorriso de um povo amigo.

 Sempre leio muito sobre os lugares que quero ou estou prestes a conhecer. Mas para Lisboa eu merecia ter feito um curso! A cidade é linda! São tantos cantos, recantos, altos e baixos. Visões…

Teias labirinticas entre o céu a terra que conduzem os “elétricos”, os bondinhos de Lisboa.

Chegando ao Mosteiro dos Jerônimos

E bem pertinho, alguns tesouros  como Fátima (uma emoção), Óbidos ou Sintra, que tiram o fôlego e fazem a gente querer mais! Mais tempo, mais Portugal!

Óbidos – Portugal

Ainda estou organizando as fotos, e arrumando as saudades. Estou mesmo muito atrasada, pois nem as Highlands, nem Montpellier chegaram por aqui. Mas como os próximos dias prometem ser gelados e debaixo de neve, vou aos poucos colocando as viagens em dia, talvez debaixo de um cobertor quentinho ao lado de  uma xícara de chá.

E aos meus leitores de Portugal, um obrigada especial. Me sinto mais honrada ainda, depois de conhecer vossa terra!

Até!

 

28
dez
11

Enxoval de inverno para viagem à Europa (segunda parte)

O inverno para valer ainda não chegou. Em novembro, quando cheguei, as temperaturas ainda eram de outono, e  fala-se no segundo Natal mais quente em 13 anos.  Em comparação ao ano passado, nessa época, já tinha nevado baldes e em Londres chegou a fazer -9.  Estamos tendo 10, 11, 12 durante o dia. E pela Europa afora, as temperaturas andam positivas, mesmo em Copenhagem e Estocolomo, que esta altura já deveriam estar cobertas de neve. Mas em se tratando de inverno europeu, tudo pode acontecer! E mesmo assim, já é bem friosinho para quem saiu do nosso ensolarado país.

Há várias teorias de como se vestir para o frio: Teoria da cebola, que é aquela das zilhoes de camadas,  teoria do é possivel ser sensual sem passar frio, dos blogs de moda,  teoria da meia-calça O que posso dizer é que é isso tudo misturado, ou nenhuma das anteriores. Sensibilidade ao frio, é muito pessoal! E ¨estilo¨ também!

Pessoalmente, eu adoro frio, mas não gosto de passar ou sentir frio. E acho que a ¨elegância¨ vai até uns cinco graus, sem vento! Abaixo disso… tudo que te mantém aquecido é bem vindo. Mais uma vez, só posso falar da minha experiência pessoal. Já cheguei por aqui em vários estágios do inverno, e com viagens planejadas para lugares muito frios, no auge do inverno. Chegando em novembro, dezembro… é uma beleza! Tem casaco de todos os tipos, tecidos, cortes e principalmente, de todos os tamanhos! Então a gente pode escolher com calma,  mesmo sabendo que vão ficar mais baratos depois. Já depois do Natal, a coisa toda fica mais barata, mas pode ser que você não encontre o que quer, no seu tamanho. E como a indústria da moda é canibal, já estão mandando e-mail anunciando a coleção primavera-verão. No final de janeiro, e em fevereiro, a gente tirita de frio, mas tem que procurar e encontra íntens de inverno, principalmente casacos, nos canto das lojas, nas araras em sale. 

Basicamente, há tres tipos de casaco:

Tipo mantô, que pode ser de lã pura (bem mais caros) ou de uma mistura de lã com poliester (a grande maioria). Pode ser curto, na altura dos joelhos ou longo. Com gola alta, transpassado, com pele falsa… São, na minha humilde opinião, os mais elegantes, e tenho usado um desses (sem salto agulha, certo?) para essas temperaturas entre 6 e 12 graus, onde a teoria das camadas funciona bem, desde que sejam as  camadas certas, finas, tipo uma térmica e uma de lã merino. O importante é que tenham bolsos par a esquentar as mãos. O problema é exatamente quando a temperatura cai e o vento gelado entra em ação e literalmente adentra o seu ser! Ou seja, esse casaco não veda, e deixa o vento, o sereno, a neve etc, estragar todo o aconhchego. E acredite, o vento entra pelas mangas, pelo decote, por todos os lados!

Casaco de Pele (falsa, graças a Deus!) são na realidade uma mistura de acrilico e poliester e são bem quentinhos, e um pouco mais ¨vedantes¨. E como único casaco, pode ficar meio enjoativo,,,

Tipo Padded, Filled ou Down coat, que eu chamo de edredon particular, e no frio mesmo é o meu eleito! Agradeci aos céus, quando encontrei esse, no meu tamanho, certinho, quentinho, esperando o frio chegar! Há os de recheio de manta acrílica, de penas (que às vezes saem pelas costuras), e os de down , que são a plumagem dos gansos, aquela fininha antes das penas. Alguém já viu ganso nadando lindo num lago gelado?( é por isso, ele tá lá quentinho!!!)  Há de cores e materiais diferentes, mais curtos, até o joelho e compridos (proteção total) e de todos os preços também (os da Moncler são caréeeeeerrimos!) O mais  importante é que esse  tipo de casaco, forma um casulo e não deixa o calor do corpo sair nem o frio entrar. Como é impermeável,  vento, sereno, chuva ou neve, ficam literalmente longe de você. As mangas são agarradas no punho, e não deixam mesmo o vento passar. Ok… não é a coisa mais elegante, mas nesses momentos de friaca e vento ou nevasca e chuva, tudo que você vai querer é um cocoon à sua volta. E aí, nem precisa de mais de uma camada. Uma blusa, um fleece por dentro e pronto. O que é um alívio, pois quando a gente entra num lugar aquecido, é só tirar um casaco e pronto! Então para o auge do inverno, é ele! Não é à toa que todo mundo por aqui tem um.

E onde encontrar? Em quase todas as lojas,  a gente encontra os casacos e os acessórios também. Que apesar de acessórios, são, como disse o Guilherme nos comentários, imprescindíveis!! Gorro, luvas, cachecol e meias! E eu às vezes apelo para um ¨esquentador de orelhas¨, os earsmuffs. O vento nos ouvidos pode fazer até os seus neurônios pedirem ajuda!

Leopard Faux Fur Earmuff

Pois é exatamente pelas extremidades que se perde muito calor. De nada adianta um casacão se as mãos congelarem, pois o corpo todo gela junto.

Hot Water Bottle Hand Warmer Heat Pad

Além disso, existem os hand warmers, que são saquinhos de papel, com uma mistura dentro que aquecem ao serem abertos. A gente coloca no bolso, enfia as mãozinhas e voilà! E tem também as mini bolsas térmicas, reutilizáveis e fazem a mesma coisa.

Mas o que eu mais amei, foi o que ganhei no Natal da minha filhota antenadíssima: luvas touch screen!!! para quem como eu sente muito frio nas mãos, mas não vive mais sem um smartphone (ou tablet) para tudo, principalmente para procurar as paradas de ônibus, mapas etc no meio da rua, tcharam!!! As touch gloves, tem uns fiapos de nylon na ponta dos polegares e dos indicadores, e funcionam mesmo!  O máximo! Tem na Amazom, mas já já, deve estar em tudo que é canto.

TECH TOUCH GLOVES WITH SILVER COATED NYLON FIBRE TIPS - BLACK - IPHONE 4/4S - GALAXY S2 - HTC SENSATION AND ALL SMARTPHONES WITH TOUCHSCREENS PART OF THE QUBITS ACCESSORIES RANGE

Breve listinha dos ondes para quem está com pressa…

Londres:

Regent e Oxford Street (não conheço ninguém que venha a Londres e não passe por essas ruas, onde estão todas as lojas: Esprit, Mango, Top Shop, H&M, Next, New Look, Marks & Spencer, French Connection, Gap, Zara…  e outras tantas griffadas.

Westfield Shopping

tem dois: Shepherd’s Bush

Central Line: Shepherd’s Bush and White City
Hammersmith & City: Wood Lane and Shepherd’s Bush Market

e Stratford  (achei esse último, bem simpático e ainda dá para dar uma passeada no Overground, que é um metrô por cima)

E as roupas térmicas? Bom, tem na Mountain Warehouse (tem uma em Picadilly Circus, que todo turista tem que conhecer e tirar uma fotos dos luminosos). Essa loja vende roupa para quem vai para as montanhas, esqui, essas coisas. Está sempre em promoção. Tem tops de fleece (aquele tecido leve, fino e quentinho), roupas thermal (a primeira camada obrigatória). Há também a Rock & Snow, a Cotswolds …

Mas se quiser resolver todos os seus problemas de frio, vá direto em uma loja da Uniqlo. As roupas cumprem o que a embalagem promete, tanto as roupas térmicas (underwear – são fininhas e além de manter o calor não fazem a gente suar quando entra numa loja/restaurante, etc super aquecido) , quanto os casacos e jaquetas ultra light. Também na Regent e Oxford Street (em Paris também).

Em Paris:

Faz tempo que ¨não vou às compras¨ em Paris, mas na Rue de Rivoli, tem todas as lojas também e na C&A tem um andar inteirinho só de casacos!

Em Madri:

É um shopping a céu aberto! E as rebajas (liquidações) são mesmo de arrasar. A região de Salamanca, a Gran Via… E o shopping La Gavia , que vale uma visita. Dá para encontrar de tudo e ainda se arrepender de não ter levado uma mala enoooorme!

Em Barcelona:

Bem na Plaça de Catalunya, há um shopping bem legal, mas nas ruinhas do Bairri Gotic, estão as lojas mais descoladas. Isso sem falar na elegantérrima Passeig de Grácia… No El Corte Inglés…

O importante messssssssssssmo, é não sentir e não deixar o  frio  estragar um dos melhores momentos da vida! VIAJAR!!!!

PS: Aos que pediram ajuda, espero ter contribuído. Mas cá entre nós eu sou muito melhor na malinha, com pouca roupa!

Até!!

26
dez
11

Atendendo a pedidos: enxoval de inverno para viagem a Europa.

Enxoval de inverno para vir a Europa. Fazer ou não fazer? Eis a questão!

Fachada da Selfridges 22/12

PRIMEIRA PARTE: CONSIDERAÇÕES GERAIS E PESSOAIS

Já falei nesse assunto várias vezes, mas até ser encontrado no meio de tags e categorias, não custa reeditar, se pode desconplicar, né???  Nessa época quem mora no Brasil e está de viagem marcada para cá, tem sempre uma preocupação: o frio. Seja por email ou nos comentários, tem sempre alguém pedindo ajuda, opinião. Mais recentemente foi o Bruno, a Raquel e agora a Marta. E nos termos de procura, além da mala,  o que colocar dentro dela, está entre os primeiros.  Sei bem como é essa ansiedade. Minha primeira temporada em Paris, de dois meses, começou em novembro, junto com a queda das temperaturas.

Amsterdam 2007

E foi  também meu primeiro encontro com o inverno europeu.  Passei 6 meses planejando a viagem, que se desdobraria até Amsterdam e depois Londres. Nesses 6 meses, fiz mentalmente vários looks… com as roupas que durante o  inverno consegui comprar no Brasil, incluindo umas viagens a Campos do Jordão, onde teoricamente tem roupa adequada a um inverno mais rigoroso. Pois os únicos ítens que realmente foram úteis, durante os dois mêses, foram as roupas térmicas. Os suéteres grossos, as luvas de tricô, calças de veludo, etc ficaram encostados.

Acabei comprando absolutamente tudo de novo, muito mais barato, conforme o frio ia apertando, e os preços iam caindo.  Isso sem falar no fato que foi quando desenvolvi a teoria da malinha: menos é sempre mais, quando a gente vai viajar por muitos lugares. Estou longe de ser fashion victim, e sinceramente, na realidade real, durante uma viagem, geralmente corrida, e principalmente no auge do inverno, acho meio ficção essa coisa do look do dia, make da tarde, fui assim, depois assim, lá lá lá etc. A não ser que o objetivo seja posar e postar, em vez de conhecer os lugares. Na prática tem que ser tudo prático e bem objetivo mesmo. No inverno os dias são muito curtos, anoitece antes das 4 da tarde e se a gente fica pensando na produção, perde mentade da manhã, e consequentemente metade do dia.  Então, pule esse post se você for ultra fashion, apaixonado/a por griffes,  não repete um look sequer,  etc.

Então? Devo comprar tudo que preciso para enfrentar o  inverno Europeu  no Brasil? Minha resposta é: não. Além de difícil é muito caro. Mas deve chegar aqui com pelo menos um conjunto de roupas para uma temperatura que pode variar muito, de 12, 13 graus, até temperaturas negativas.

Austria 2009

Assim, você terá conforto e calma para achar o que precisa, sem congelar, ou comprar o primeiro casaco que vir pela frente. E lógico, tudo depende de quão friorento/a você for. Então ainda no Brasil, providencie essa muda de roupa para chegar.  Listinha?

Casaco sim! tente encontrar um casaco ainda no Brasil! Não dá para procurar roupa, tremendo de frio e morrendo de pressa, apesar de todas as lojas serem aquecidas (umas aquecidas até demais!).  Sei que na maior parte do Brasil isso agora é uma artigo improvável, mas na internet a gente encontra.

Roupas térmicas à venda nas lojas especializadas de esportes ou nas lojas especializadas de inverno. São caras, mas acredite, você vai usar muito. Compre o conjunto completo. Será sua segunda pele. (Dá para lavar no banho e ela seca durante a noite em cima de um aquecedor).

Calça com a calça térmica por baixo, qualquer calça jeans segura a onda.

Camada do meio é o que vai entre o casaco e a roupa térmica. Nas lojas de esporte, tente encontrar uma de fleece, um tecido leve, mas que esquenta muito, sem muito volume.

Botas o truque é comprar uma bota uns dois tamanhos maior que o seu. Assim você pode colocar uma palmilha isolante (e bem fofinha e confortável!) e uma meia grossa ou duas meias, sem espremer seus pés, que serão exustivamente exigidos durante a viagem.

Meias as meias térmicas nacionais não tem o mesmo <efeito> que as roupas. meias grossas são mais eficientes e mais baratas. Deixe para comprar por aqui as meias thermal.

Luvas para mim são da máxima importância. Minhas mãos congelam com a maior facilidade e começam a doer! Mas traga uma comunzinha, que quebre o galho, pois por aqui, há de todos os tecidos, formas e expessuras em qualquer loja ou  barraquinha de rua, e lágico muito mais barato.

Cable Knit Lan GlovesCachecol outro ítem indispensável pois é ele que impede que o frio/vento adentre o seu ser e estrague todo o esforço para se manter aquecido. Aqui, tem uma variedade infinita de materiais, tecidos, tricôs e infinitamente mais baratos também. Eu prefiro as pashiminas que são mais finas, esquentam muito e não soltam tantos felpinhos .

Product DetailsGorro quem morre de frio na cabeça, tem que trazer um. Mas aqui, a variedade é tão grande que periga é fazer uma coleção.

Cable and Bobble Hat with Pom Pom

No próximo post, o quê comprar por aqui e alguns ondes também!

20
dez
11

Ops! Já é quase Natal!!! Happy Christmas!

Nossa, já é semana do Natal!!! Depois do sumiço, estou  de volta ao mundo normal (?), virtual, etc. Não, não fui abduzida por nenhum duende extraterrestre!  Foi trabalho braçal mesmo. Arrumação braba, daquelas que só uma mudança faz a gente realizar.  E ainda falta uma coisinha aqui outra ali. Ou seja, depois que minha prima foi embora, ainda não fiz nada assim tão interessante, turisticamente falando. Até porque morar é bem diferente de visitar. Mesmo assim, não há como não ser  contaminada pelo Natal, que por aqui é massivo, levado às últimas consequências, como se não houvesse amanhã.

Não há uma só loja, farmácia, supermercado em que não haja música de natal  tocando. Em frente a vários estabelecimentos e estações de metrô, mercados etc, sêres fantasiados (às vezes de bichinhos fofinhos), seguram um baldinho vermelho, cantam músicas e abordam os transeuntes para pedir donativos. Mas o mais surpreendente são as liquidações, as sales que hoje, em algumas lojas já estava nos 60%!!! Mas todas as lojas  tinham pelo menos uma seção com descontos pra lá de vantajosos, principalmente nos ítens de inverno. Imaginem no Boxing Day, no dia 26, onde a tradição é partir para as compras, e os descontos chegam a 90%!

 Regent Street

Então, vou ficando por aqui. Amanhã conto mais, té lá”

02
dez
10

Neve à beça!

Barcelona, Edinburgh, Estocolmo e Paris foram as cidades que visitamos em plena primavera… Eu bem sei, que quem vive isso, como a Livi (leitora querida) que mora no Canadá, às vezes enche o saco. É difícil de andar, os transportes param, o dia tem pouquíssimas horas. Mas é lindo e euzinha não me canso de ver e me refrescar com essas imagens. Eu sou mesmo chegada num inverno branquinho.

Em Barcelona, ainda não nevou, mas está previsto para os próximos dias. Em pleno março deste ano, estava assim:

 

E Edimburgo :

 

E Estocolmo…

 

E Paris…

Estou quase perdendo o controle… mais um dia de calor e eu não me responsabilizo …

Até!!!

01
dez
10

Inverno na Europa… esse ano chegou mais cedo!

A essa altura do ano, minha ansiedade está sempre no máximo.  Desde 2007, que eu ou já estou por lá ou já estou com a passagem comprada.  Essa época natalina, enquanto Papais Noéis rebolam e dançam funk nos comerciais daqui, eu me acostumei a ouvir corais nas estações de metrô. Nosso Natal é sempre on the go!

 

 

LONDON 005

London 2008

Milleniun Bridge, ontem

Quase tive um surto psicótico!  Queria me  teletransportar! sim porque de avião não poderia aterrissar. Quase todos os aeroportos fecharam boa parte do dia. No no passado, perdemos um dia de viagem por causa disso.

Londres, ontem

York, UK  Natal 2009

Eu sei que neve atrapalha um bocado. É dificil andar, conseguir transporte, quase tudo fica prejudicado. Mas eu adoooro!!! Fazer o que?   Enquanto não tenho certeza de quando poderei ir, fico me deliciando com as fotos do London Evening, do Figaro etc

Não combina muito mais com o Natal do que 40 graus à sombra? me aguardem!!!

Até!

02
mar
10

PRAGA REEDITANDO VIAGENS 8

Capítulo III

Ok! prometo que este é o último (por enquanto) post sobre Praga. Mas não tenho como falar menos desta cidade.

A delícia de viajar é “estar diferente”. Em Praga, logo de cara, você está totalmente diferente por causa da língua.  Não há nenhuma pista sequer! É muito esquisita, mesmo. Tem acento circunflexo ao contrário, um monte de consoante junta… E nem todo mundo fala inglês. Alguns atendentes de lojas, são meio programados para entender coisas simples, sabem falar quanto é, mas se você faz uma pergunta mais complexa, um olhar de total pânico, toma conta da pessoa. Mas no geral, são atenciosos. Eu tinha lido que o povo era meio arredio, que não faziam questão de ajudar, mas (tenho sempre muuuita sorte) fiquei feliz de ter sido bem atendida em todos os cantos. Quando falávamos “Brazil”, logo diziam que eram fãs do futebol, etc.

Nosso terceiro dia em Praga foi já bem descontraído, já estávamos íntimos de Praga.

Saindo da Republiky Námesti, fomos para o bairro judeu (Josefov), que fica ao norte de Praga.

Nessa parte de Praga, estão as griffes superpoderosas, muitas joalherias e edifícios maravilhosos.

Todas as fachadas são absolutamente lindas!

Muita neve, nem sei que monumento é esse.

O bairro surgiu no século 13, sendo reformado entre 1893 e 1913, e hoje é provavelmente o conjunto de prédios e monumentos judaicos mais bem resguardados da Europa. Ainda que invadida pelos nazistas, a República Tcheca não teve uma participação tão pontual como Alemanha, Polônia ou Hungria, o que ajuda a entender a sua preservação. Quatro sinagogas, um pequeno museu e o antigo cemitério fazem parte atualmente do Museu Judaico.

UOL viagens

Bairro Judeu

Por causa do monte de neve, decidimos não visitar o Cemitério Judeu. Iamos pagar para não ver absolutamente nada. E cá entre nós, não sou muito chegada a cemitérios, nem mesmo o Pere Lachaise de Paris.  Então continuamos a bater perna…

Neste dia, alguns blocos de neve, estavam de desprendendo do alto das fachadas, cheias de detalhes, o que tornou o passeio, uma aventura. A gente andava um pouco, e ouvia aquele barulho. Olhava em volta, e era um tarugo de gelo, que se caísse em cima da gente, seria um belo estrago.

Voltamos então para Starometske Námesti. Ao lado do relógio astronômico, está o centro de informações turísticas.

Aproveitamos para tirar mais fotos. Cada ângulo tem que ser guardado na memória.

Orloj e Igreja de Nossa Senhora de Tyn

No centro de informações turísticas, pegamos mais mapas e fomos então na direção do “Edifício Dançante”. E descobrimos, uma sucessão de mais prédios lindos e pontes maravilhosas.

À direita, à esquerda… é difícil decidir para onde olhar.

Em total contraste com a arquitetura predominante, a gente dá de cara com o Dancing Building.

Lá no fundo, aparece o prédio, tão diferente do seu entorno.

De 1992 a 1996,  Frank Gehry e Vladimir Mulunic construíram o Fred & Ginger ( uma menção ao famoso casal de dançarinos Fred Astaire e Ginger Rogers).  E é mesmo supreendente, essa construção no meio de prédios em estilos góticos, barroco, art-nouveau .

Estávamos morrendo de frio e fomos nos aquecer tomando a deliciosa cerveja checa, num pub checo, na margem do rio.

Acabamos a noite num delicioso restaurante.

Para concluir esse post, repito ” Se você puder, venha a Praga, se não, venha de qualquer jeito!!! É uma cidade linda, aconchegante, extasiante!

Dá para conhecer tudo a pé, em três dias, se tiver disposição para andar o dia inteiro. É incrivelmente barata, inclusive a hospedagem.

Eu vou voltar. Praga tem sempre uma surpresa.

Até!

20
fev
10

praga – reeditando viagens 6

Capítulo I

Este post vai ser enorme! Não há como resumir Praga…Se quiser, é respirar fundo e ler tudo de uma vez ou  em capítulos…

Praga merece vários posts. Talvez um blog inteiro!   Mesmo assim eu vou tentar ser mais suscinta, embora ache uma tarefa quase impossível…

De Salzburg à Praga, foi necessário, fazer uma conexão,  em Linz, ainda na Aústria.  Foi uma correria, pois como o trem saiu atrasado de Salzburg, tivemos literalmente que sair correndo de uma plataforma para a outra em Linz. Tudo bem que o controlador tinha avisado esse trem por telefone, para esperar por nós. Mas quando finalmente encontramos uma cabine, razoavelmente vazia ( só tinha uma senhora), estávamos esbaforidos. Esse trem fez zilhôes de paradas. Umas tres ou quatro depois que entramos a senhora desembarcou. Yes!!! Tínhamos a cabine só para nós. Mas em qualquer parada, poderia entrar mais gente. Então adotamos uma estratégia. Fechamos as cortinas, e nos esparramamos, fingindo dormir. Se alguém abria a porta, roncávamos! E deu certo. Ficamos com uma cabine particular até o fim da viagem. Toda vez qua a mocinha com o carrinho de comes e bebes abria nossa porta, fazíamos uma festa particular. A cada parada, lá vinha ela…tlin, tlin, tlin. Num inglês meio atrrrapalhado, mas sempre sorrindo, ela já sabia que tinha um trio sorrindo, esperando por ela. Incrivelmente barato, foram muiiiitas cervejas checas, alguns sanduíches e muitas gargalhadas. Estções com nomes estranhíssimos e um entra e sai de gente,  não menos estranhas. E nós lá… Foi anoitecendo e  víamos as cidades passando pela janela, já na República Checa, com mais ou menos 40 cms de neve. Já sabíamos que a temperatura em Praga estava oscilando entre -8 e-12. Saber é uma coisa. Ver é outra e sentir outra bem diferente. A neve acumulava na janela e mesmo com aquecimento, sentíamos um certo frio. Eu, pra variar, não consegui pregar o olho. E nem meu companheiro ( o rádio do celular) podia me ajudar, pois a única estação que pegava, era….em checo.

Pronto, já voltei ao meu estilo prolixo.

Enfim, chegamos à Praga, mais ou menos às dez da noite. Confesso, que tive uma impressão meio decadente da estação. Mas também, era tarde, a estação com jeito de fim de festa, estávamos exaustos e eu tinha um certo medo de não conseguir me comunicar …  Checo não é a minha especialidade. Depois de um tranceté para pegarmos um táxi, chegamos ao nosso hotel. Nem acreditei que pagaríamos 50 euros para nós três, por um quarto enorme daqueles. O Hotel Atlantic foi uma grata surpresa. Noss0 quarto era enooooorme, quentinho, com duas janelas grandes ( que abriam!), três camas deliciosas e um banheiro tudo de bom, com aquecedor de toalhas! Para quem viaja, assim na base do bom e barato, foi praticamente uma constelação, a classificação deste hotel. Ah! tinha uma espécie de manual de instruções ou “como não se dar mal em Praga´´.  São instruções tipo não pegar táxi no centro da cidade, não trocar dinheiro com pessoas no meio da rua, não dar bobeira com bolsas ou carteiras, evitar rua desertas tarde da noite, etc  Ou seja, muito mais tranquilo que um passeio básico no Rio de Janeiro. Uma dica é trocar dinheiro na própria estação ou aeroporto (normalmente são as melhores taxas) ou no hotel. Um euro, valia em janeiro cerca de 25, 26 coroas checas. E dar preferência aos transportes e tours oferecidos pelo próprio hotel. Nós só pedimos táxi para o aeroporto, chegou rapidinho, o motorista foi gentil e educado. 7 euros do hotel ao aeroporto. Em vários estabelecimentos aceitam euros, o único problema, é que você fica sujeita à taxa que o comerciante estabelecer.

O centro histórico de Praga é patrimônio cultural da Unesco desde 1992. E com um simples olhar é fácil entender porquê.

Casa Municipal. Estilo Art Nouveau de tirar o fôlego!

As origens desta cidade  remontam ao ano da fundação do Castelo de Praga – 870 A.D. Mas,  já no período neolítico havia povoações no seu território. Não é de arrepiar? Mas as construções não tem nada a ver com a Idade da Pedra. Todas os edifícios, pontes, portões, tudo, absolutamente tudo, parece que foi bordado cuidadosamente por mãos encantadas. Praga tem de tudo um pouco, aliás, de tudo, muito! Ruinhas estreitas e construções de todos os estilos arquitetônicos – rotundas românicas, catedrais góticas, palácios de estilos renascença e barroco, casas em estilos de classicismo, art nouveau, cubismo,  edifícios modernos, letreiros em em neon, girffes e cadeias de fast food.  E é conhecida pelos pináculos e torres. A gente levanta o olhar e lá estão no mínimo 20 agulhas em cima dos telhados e torres.

Em Praga, prepare seu pescoço…você vai olhar muito para cima. Começamos por Staromestské Námestí, a praça da cidade velha. É, e  estava  linda, coberta de neve.

Igreja de São Nicolau

O prédio da antiga câmara municipal está sempre rodeado de gente. Sua torre gótica é o foco dos olhares. Motivo: O Relógio Astronômico,  o Orloj.

Torre gótica da antiga Câmara Municipal

Praça da Cidade Velha   Torres da Igeja Nossa Senhora de Tyn (ao fundo)

Relógio Astronômico =  Orloj

Lá em cima da torre, um trombeteiro se esbalda  na “corneta” e acena para a multidão, depois das badaladas de cada hora cheia, quando os bonequinhos saem daquelas portinhas lá em cima e a caveirinha  que representa a morte,  dá uma boa chacoalhada. O povo acena de volta e bate palmas…

´´O Orloj é composto de três componentes principais: o mostrador  astronômico, representando a posição do Sol  e da Lua  no céu, além de mostrar vários detalhes celestes; a ”Caminhada dos Apóstolos”, um show mecânico representado a cada troca de hora com as figuras dos apóstolos e outras esculturas com movimento; e um mostrador-calendário com medalhões representando os meses.´´

estadão. com

Não tenha pressa. Se chegar lá, faltando um pouquinho para o ponteiro maior chegar ao 12, vale a pena esperar. Aproveite e olhe em volta. Adoro esse voyerismo de viagem. Observar os turistas, como eu.  São de todos os lugares, falam todos os idiomas, tem todas as idades e tantas estórias…  Às vezes fico imaginando como cada um conseguiu estar ali… elocubrações viajantes. Antes da badalada da hora cheia,  fomos tomar um café no Starbuck bem em frente. Aliás, o café é um grande companheiro de viagem. Principalmente quando rola aquele momento BRRRRRRRRRRR! preciso me aquece agora!!!! Enquanto espera a hora cheia, a gente se dá conta que está alí…tudo em volta é lindo! Cada detalhe, parece ter sido colocado minuciosamente, para o deter o olhar. Seguindo em frente, você entra num emaranhado de ruinhas estreitas, cada uma mais linda  que a outra, se perde e se acha, e acaba chegando às margens do rio Vltava. Nesse pequeno percurso, uma característica poética. As lojas de marionetes. São como objetos de arte, bichinhos e personagens são transformados em marionetes impressionantes. Um verdadeiro mar delas em um zilhão de lojas. Tive  ímpetos de comprar todas. Muito auto controle… Na caminhada, recebemos vários flyers anunciando concertos, óperas, balés e apresentação de peças encenadas por marionetes.  Na próxima vez que eu for, vou dedicar boa parte do tempo a isso. Sim, vou voltar. Porquê o mais complicado, quando se tem 4 dias numa cidade como essa, é justamente, decidir o quê fazer.

São ruelas lindas… Muitas e muitas lojas de lembranças. Aliás, foi onde mais tive que me controlar. É tudo muito colorido e atrativo.

E assim, completamente boquiabertos, fomos andando, pisando em história, olhares atentos a cada detalhe. Tanto aos detalhes lá no alto, mas muito atentos ao chão, que mais parecia areia de praia em algumas ruas, o que  nos fazia protagonizar coreografias elaboradas. A todo momento rolava um passinho estilo “Catinguelê´´  Um bracinho para o alto, um pequeno deslizar quase estabaco. Era muita neve, montes de neve!!! Muito bom!

Da praça da cidade velha até as margens do rio Vltava, não é longe. Mas nos deixamos encantar por tudo, nos perdemos algumas vezes, andamos com cuidado redobrado e demoramos um pouco mais.

De repente  a gente tem umas vontades de chorar. Entrei diversas vezes em estado de contemplação catatônica.

As agulhas nos telhados, os bordados  e esculturas nas fachadas, os nomes das ruas, os cheiros, as formas das portas,janelas  e arcos…

De repente um vento…

Lá no fim da rua…

A visão da Ponte Carlos, e lá no alto, do Castelo de Praga.  Indescritível…

Portão da ponte

Vamos por partes.

A Ponte Carlos ou Karluv Most, foi construída a pedido do Rei Carlos IV com a intenção de unir a cidade velha (Staromestske Namesti), onde aconteciam os intercâmbios comerciais,  ao Bairro Pequeno (Malá Strana), uma espécie de cidade em volta do Castelo de Praga.

A ponte mais bonita do mundo. Ganhar esse aposto, acreditem, não é nada fácil. Desbancar a romântica Pont Neuf, em Paris, a gigante Golden Gate, em São Francisco, ou, ainda, a emblemática Ponte do Brooklin, em Nova York. Isso, definitivamente, é para poucos. Mas a Ponte Carlos, em Praga, supera em beleza todas as obras cuja função primeira consiste em ligar uma margem a outra de um rio (nesse caso, o Moldava, ou Vltava, em checo) – a segunda, claro, é encantar turistas do mundo inteiro.

Já na construção a Ponte Carlos tem uma história, no mínimo, curiosa. Dizem que Carlos IV consultou diversos astrônomos antes de depositar a pedra fundamental no exato lugar da Ponte Judite – destruída por uma enchente em 1342. Os sábios determinaram que a obra deveria ser iniciada às 5h31 de 9 de julho de 1357, uma combinação astral altamente favorável.

Não é que eles estavam corretíssimos? Assim nasceu um monumento assombroso. São 520 metros que ligam Malá Strana à Cidade Velha, vigiados por 30 estátuas de santos. As imagens começaram a ser postas ali em 1629, caso do impressionante Crucifixo. Por quase 100 anos, essa era a única obra a adornar a Ponte Carlos. As outras vieram nos séculos 18 e 19.

Ponte Carlos e Castelo de Praga

A ponte tem 520 metros de extensão e como é proibido o tráfego de veículos, é uma espécie de calçadão. Enfeitada por 30 estátuas de santos, é uma exposição a céu aberto!

É tudo tão lindo, que a gente passou mais de 40 minutos para atrevessar esses 520 metros

Uma das mais famosas é a estátua de São João Nepomuceno. Diz a lenda que passar a mão nela traz sorte. Eu fiz uma “massagem”…

Fomos então em direção ao Bairro Pequeno…O Castelo de Praga nos esperava.

No caminho, deu para “notar” o quanto tinha nevado…

Na subida para o Castelo, construções lindíssimas, muitas lojas de souvenirs, pubs e restaurantes.

É bem cansativo…ainda mais tentando se equilibrar nos montes de neve. Mas ao chegar lá em cima, a recompensa.

Vista lá de cima

Portão do Castelo.

A história do Castelo de Praga se inicia no século IX, quando os primeiros fundadores da dinastia Premislídica criaram uma fortaleza sucessivamente ampliada ao longo dos séculos seguintes, e que acabaram por se transformar em um dos maiores complexos palacianos do mundo (o maior castelo antigo do mundo, segundo o Guiness).

Um frio de rachar e os guardinhas imóveis. Só se mexem para trocar de guarita.

Mas a maior “surpresa” é que lá atrás esta a catedral de São Vito.

Uma das mais belas catedrais gótigas ! Eu que adoro o estilo gótico, meio que perdi a respiração. Não dá para descrever, nem para tirar foto de longe, pois em Praga um monumento fica “grudado” no outro.

No interior, a gente volta no tempo. É escuro e neste dia, muuuuuuuuuito frio. Por incrível que parece estava mais frio dentro do que fora.

Como toda a catedral que se preza, sua construção começou em 926. Em 1344, começa a construção de seu atual esilo gótico, e só finalizada no século 19.

Saímos de lá mais uma vez, boquiabertos. Aliás foi difícil tirar o Dani de lá de dentro.

Mas ainda tínhamos toda a região em volta do castelo para ver. Pode-se passar um dia inteiro por lá.

Normalmente é bem agitado por aqui. Mas em pleno inverno, os bares e restaurantes meio que se recolhem. Tirando um enorme grupo de japoneses, que foram embora rapidinho éramos só nós.

Brincando feito crianças…

10
fev
10

reeditando viagens 4 -salzburg-

Para fazer esse roteiro, pesquisei muitos sites e blogs. Salzburg entrou, porque de Innsbruck à Praga, teríamos que fazer uma escala de qualquer jeito e segundo o site das companhias de trem da Austria e Rep. Checa, a conexão seria ou em uma cidadezinha da Alemanha ou em Salzburg.

Então, devido ao atraso do nosso vôo de Londres para Innsbruck, só pudemos ficar uma noite e dois dias em Innsbruck. No dia 10, acordamos, tomamos um mega café da manhã, fizemos o check out, pegamos nossas malinhas e fomos a pé para a estação de trem. Compramos as passagens para Salzburg. Nosso trem sairia às 12 e 45.

O trem chegou pontualmente. Para nós, pouco acostumados a esse tranceté de trens, rolou uma certa dificuldade para acharmos a segunda classe e uma cabine, em meio às pessoas e respectivas malas. Funciona assim: o trem chega e todo mundo se movimenta  rapidamente, pois o trem sai rápido. Uma vez dentro do trem, a gente procura uma cabine. Pelo menos nos trens que pegamos até hoje, não há lugar marcado. As cabines tem 6 lugares, tres de um lado, tres de outro.

Em cima, o bagageiro. Mais um vez, malas pequenininhas vem bem a calhar.

Achamos uma cabine com só duas moças e nos acomodamos. A cabine é confortável, quem senta nas extremidades, tem até uma mesinha e tomada para carregar celular ou computador.  Pouco tempo depois que o trem sai da estação vem o controlador para verificar os bilhetes. Mais um pouquinho e vem uma moça com um carrinho vendendo comidinhas e bebidas. Mas que é engraçado você viajar com gente que você nunca viu, sentado bem em frente a você, é. Uma das moças, era meio, como direi, entojada. Mas logo depois ela começou a babar na gola… Nosso trem parou em duas estações antes de chegarmos a Salzburg.  Mais ou menos 3 horas de viagem.

Era domingo, e a estação de Salzburg, um pouco confusa por causa de uma obra de modernização. Eu sabia que era muito perto de nosso hotel. Mas um coisa é você olhar no mapa, outra coisa é se localizar e saber que rua pegar. Fizemos uma parada técnica no Mac Donald que fica no shopping center em frente a estação, para um pipizinho.  Carol pediu batatas fritas, na base da mímica e veio um hamburguer. alemão não é o nosso forte. Depois, tentamos achar a tal da rua que supostamente dava no hotel, mas andamos em círculos.  Decidimos pegar um táxi. Rapidinho, estávamos no Hotel Lasserhof.  Meu dedinho de ouro não desapontou. Não é bem no centro histórico, mas dá tranquilamente para ir a pé, que é a melhor maneira de conhecer uma cidade.

Hotel Lasserhof


Fizemos o check in, pegamos o mapa da cidade, largamos as malas e fomos bater perna…

Deu para “notar” que tinha nevado à beça, embora na hora em que chegamos a neve estivesse fraquinha…

O rio Salzach corta a cidade. Do outro lado está a cidade histórica, ornada por Festung, a fortaleza de Salzburg.

Mapa de Salzburg em italiano.

Aliás, tanto em Innsbruck como em Salzburg, muitos italianos!

Atravessando o rio, você está chega à parte histórica da cidade que é linda! A primeira coisa que chama a atenção, é que a cidade é cercada por montanhas. Essas áreas verdes do mapa.

A música é uma constante. Afinal, é a cidade onde nasceu Mozart. Mozart é o “garoto propaganda da cidade”. Ele está em toda a parte, desde bonequinhos simpáticos a camisetas, caixas de bobons, licores em garrafinhas com formatos de instrumentos musicais… Mozart bomba em Salzburg.

Na parte antiga da cidade, a arquitetura barroca é um colírio para os olhos. Neste primeiro dia, como já estáva anoitendo, vimos as luzes se acenderem. A iluminação deixa ainda mais “dramática” a paisagem.

Essa sensação de estar numa cidade pela primeira vez, é o que eu mais adoro! Cada detalhe é uma descoberta.

Ruinhas, lojinhas, sons e cheiros. Salzburg é encantadora. Me apaixonei logo na primeira noite. Andamos sem compromisso por toda a cidade antiga, degustando os pequenos detalhes.

Casa de Mozart

Voltando para o hotel…

Detalhe da porta do elevador em Tromp l´oeil.

Nosso hotel era meio vintage. Mas bem confortável. Um ótimo café da manhã, (um dos responsáveis pela minha atual forma física).

Festung, fica para a continuação…




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