Posts Tagged ‘Air France

18
abr
11

Londres – Rio, a reentrada

Depois de quase quatro meses, muito vôos e aeroportos, alguns trens, ônibus, vaporetos e metrôs,  cá estou eu, em meio ao difícil regresso e consequente readaptação ao território nacional.  Os vôos de volta foram tranquilos*, com um asterisco.   *Minhas malas sumiram!!!!!. Para ser mais exata, nem embarcaram no vôo comigo! meu vôo Londres – Rio, pela Air France é sempre desdobrado em dois vôos. Londres (Heathrow) – Paris (Charles de Gaulle) e de Paris para o Rio.  Em Londres a funcionária do check in resolveu me batizar de novo e registrou as bagagens com outro nome. A mulher não embarcou e então retiraram minhas malas do vôo, em Londres! E eu só fui perceber que o recibo da bagagem tinha outro nome quando cheguei a Paris! Falei com a moça do check in em Paris, que me indicou outro guichê, cuaja a atendente me reconduziu a outro, e me deixou reentrar no desembarque, para procurar o serviço de bagagem da Air France. Coisa simples, considerando o tamanho do aeroporto! Concluindo, me deram um dossiê, cujo numero é inválido quando digitado no site, e até agora, eu não tenho nem pista de onde está tudo que é meu!!!!! Por tudo, leia-se tudo, tudo mesmo, mesmo. Por que eu despachei? Porque Marguerite (minha artrite reumatóide) que se comporta muito bem quando viajo, se revoltou (provavelmente porque eu estava voltando) e resolveu aparecer às vésperas da viagem de volta. Meu ombro começou a doer muito e  para não carregar peso, despachei o que NUNCA se deve despachar! Carregadores de celular, das câmeras, gêneros de primeira necessidade,  remédios (inclusive e principalmente para artrite) cartões de memória com todas as fotos!!!! e do netbook também, enfim, tudo o que você tem que levar com você. Ai que ódio!!!! eu nunca despacho essas coisas. E nunca tive problemas com malas!!!

Enfim…. só passa por isso, quem viaja!

Back home experience…

1- Às 5 58 horas da manhã, desembarquei no Galeão! Alguém no check in da Air France? No bureau de informações? Nem no da Air France, nem em nenhuma das Cias Aéreas!!!!  O aeroporto inteiro às moscas! Até a funcionária da Alfândega, parecia estar com o travesseiro embaixo do guichê. Eu poderia ter trazido  a Tour Eiffel que ela nem ia notar!  A esse hora da manhã, se você tiver algum problema, alguma dúvida, chore!!!

2- Alguém viu o outono por aí? O bafo característico do Rio nos saldou, em pleno abril, antes mesmo de sair do saguão. A porta automática se abriu  e senti o calor subindo até as têmporas e imediatamente comecei a suar. Muito!

3- Munida do meu chip da Tim (o qual ingênuamente tinha carregado com muitos reais de crédito, mesmo nunca tendo um unico minuto de roaming internacional), tentei ligar para o táxi (uma companhia que cobra muito menos que os táxis do aeroporto).

Voz da TIM

-Seus créditos  expiraram. Você não tem saldo suficiente para efetuar essa chamada.

Voz interior

– Que m! A TIM me roubou de novo!!!

Tentei recarregar com cartão de crédito e descobri que tudo o que já tinha feito no passado (cadastrar meu número TIM, ir até um caixa eletrônico, enviar fotos da família, certidões, tudo em 3 vias carimbadas e com firma reconhecida, etc, etc) também tinha expirado junto com os créditos!!!!  Eu e meu número não existíamos mais!!! tres meses fora e você evapora! Como alguém precisando chamar um táxi pode ir até um caixa eletrônico para cadastrar um número de celular???! Quando o aeroporto finalmente acordou, Carol achou uma livraria que vendia créditos (só com dinheiro vivo, pulando e  saltitante!) e com dimdim, meu número milagrosamente ressucitou!

Mensagem da Tim

Parabéns! Você acaba de cadastrar seu Tim chip!   -&$$O!W?W??

Segunda mensagem da Tim

No portal de voz da Tim a azaração rola solta! Aproveite e saiba o seu horóscopo! Só 0,69 /min!

Ai que ódio!!!!

Enquanto esperávamos o táxi, do lado de fora do aeroporto, o sol implacável, me fez lembrar que eu moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza! e que calor! em alguns minutos eu já estava com toda a roupa grudada no corpo!  e a franginha repartida em pingos! meu humor estava a um passo da mais tenebrosa das DPVs!

Chegando em casa, numa das 34560 mil correspondências inúteis, me informaram que  minha conta bancária também está inativa por mais 90 dias e que preciso urgentemente confabular com meu gerente (que sabia que eu ficar fora esse tempo todo!).

Compras de sobrevivência…

Embuída de toda a coragem que tenho em meu ser, fui ao supermercado da esquina, com uma nota de 50.  Mas me deparei com um trem fantasma! Em cada corredor, o pânico aumentava! A inflação destrambelhada voltou??? O que aconteceu???  Quem sou eu??? quem é Dilma? Onde ela está?  Onde estou??? pão de forma 5,99??? E o Nescafé? É isso mesmo?! ai meu Deus!!!!  O que aconteceu??? Quando está a passagem de volta???

Ok.  Acho que preciso de um tempo…  Devia ter lido o horóscopo da Tim!

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14
jun
10

Viagem pela Europa – compartilhando os detalhes…

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO:

http://www.maladerodinhaenecessaire.com

Aeroporto Tom Jobim – Rio de Janeiro

A intenção desse blog no início, era tão somente compartilhar com os amigos a emoção de cada viagem, postar algumas fotos (muitas aliás), e dar notícias e depois falar o que eu tivesse vontade no dia a dia. Com o tempo e depois de muitas horas na internet, fui mesmo querendo registrar e compartilhar o que deu certo, as roubadas (Merci Dieu, muito poucas), e se puder ajudar alguém, que como eu, já ficou muito perdida e ansiosa, a chegar mais rápido às respostas que a gente sempre procura na hora de viajar, eu já fico feliz!! Sei que ninguém encontra euros,  libras ou dólares dando sopa, e que  em uma viagem desse porte, quanto mais  informação melhor, e  menos tempo e dinheiro a gente vai desperdiçar. A maioria dos termos de busca aqui no blog, são exatamente sobre os detalhes.

Começando do começo, preciso falar sobre a Air France. Eu, particularmente nunca tive problemas.  A passagem do vôo cancelado por causa das cinzas do vulcão, já me foi reembolsada, sem nenhum stress. Mas meus amigos, passaram  um domingo inteiro (dia do embarque) de stress e  expectativa de perder o vôo para Barcelona, pois a AF simplesmente mudou o horário do vôo, que saiu 3 horas depois. Tempo suficiente para perder a conexão da Vueling que os levaria a Barcelona. Não conseguiam falar com o atentimento ao cliente( imagine! domingo não funciona!),  e quando conseguiram algum contato,  a companhia simplesmente não se responsabilizou por nada. Eles acabaram comprando novas passagens para Barcelona. Nisso, foram muitos telefonemas internacionais, prejuízo em dinheiro e tempo! Coisa importantíssima, quando se tem três dias numa cidade.  Outro detalhe: não sei se por causa dos prejuízos incalculáveis que todas as cias aéreas tiveram por causa das cinzas, o menu a bordo (ponto alto da Air France, falei sobre isso aqui), não foi aquela fartura… Nada de vinho à vontade, Hagen Dazz, sanduíches, Heinekens etc. Isso tudo sempre foi oferecido no meio do avião, no meio do vôo. Não que eu seja uma comilona contumaz, mas um vinhozinho, sempre ajuda na hora da insônia… Foram 6 vôos assim. Os meus,  os da minha filha e os dos meus amigos. Apesar de ter a tarifa mais barata, já estou pensando duas vezes .  Como vou sempre para Londres, desta vez o mais barato, não sai tão mais barato assim, já que cheguei no Charles de Gaulle,  e a conexão para Londres (minha e da minha filha), partia de Orly, no extremo oposto de Paris. Tivemos que pagar o ônibus da própria AF, 19 euros cada uma, para o translado. Ou seja, foram mais quase 80 euros, fora todo o tempo gasto, ter que tirar as malas da esteira, embarcá-las no ônibus, e fazer tudo ao contrário. Enfim… fica aqui o depoimento. A outra opção, seria a British Airways. Mas desde o fim do ano passado, tem havido várias greves do pessoal de bordo. Então, da próxima vez, vou ter que pesquisar bastante, para me decidir.

Imigração:  Pois é. Não sou a pessoa mais indicada para contar sobre esse momento que tira o sono. Nunca tive problema nenhum, talvez pela faixa etária.  Em Paris, nunca perguntam nada. Já para entrar no Reino Unido, a coisa muda de figura. Para começar os não europeus (the rest of the world  ou all passports), tem que preencher o Landing Card, com seu nome e sobrenome, sexo, número do passaporte, tempo de duração de sua estadia no Reino Unido, endereço de contato, de onde você está chegando, núnero do vôo, trem, ou navio, e sua assinatura. (Só falta pedirem fotos da família!). E sempre perguntam qual o motivo da viagem, quanto tempo pretende ficar. Dependendo da idade, vão te pedir a passagem de volta, perguntar quanto dinheiro você tem, se conhece alguém em UK, e daí tudo pode acontecer… Os brasileiros não precisam de visto prévio para entrar em UK, mas o  Immigration Officer é que vai definir se você entra ou não.  Então é bom que esteja com tudo à mão e saiba responder essas perguntas, porque mesmo com o passaporte todo carimbado, eles perguntam mesmo. Na primeira vez que imigrei, eu não tinha a menor noção de onde estava e o que era aquilo. Estávamos vindo de Amsterdam, de ônibus, paramos em Calais, antes do ferryboat, fazia um frio louco às onze da noite, e euzinha estava com uma febre de 40!!! A oficial me perguntou um monte de coisas e eu fui respondendo, assim super a vontade, como se ela fosse só alguém muito curiosa!!!! Só depois caiu a ficha!

Nos outros países, é quase a mesma coisa com exceção do Landing Card. Sapecam o carimbo e pronto!

A malinha (de cabine). Item indispensável e de suma importância, se quiser viajar low cost mesmo. Vi de tudo nos aeroportos, inclusive dentro dos aviões, mas nunca se sabe como vai estar o humor do funcionário. Se ele te mandar pesar, ou pior, testar a mala no tal engradado, e ela fracassar no teste… 35 dinheiros (digo dinheiros, pois podem ser libras, euros, coroas checas ou suecas…depende do país que você estiver embarcando). E acredite! Dói mesmo se você pagou míseros 8 dinheiros, pela passagem! E aí tem mais um pegadinha. O engradado da Easyjet é na horizontal, ou seja, as rodinhas podem atrapalhar. Já na Ryanair, é na vertical, e a largura é o problema. São 20 cms. A textura da mala, também pode danar tudo.   A minha (da marca Tonin) é rígida, não tem expansor, não tem bolso (não dá para cair em tentação), e a alça é embutida. Entra linda nos engradados, que nem uma modelo em roupa de desfile de griffe. Um porta-passaporte ou uma minibolsinha, que a gente possa disfarçar na hora do embarque, também ajudam.

Outro detalhe que pode parecer de menor importância, (mas na hora do entucha tudo na malinha, é muito importante), foram os tais saquinhos que falei aqui. Chamo-os de saquinhos mexups. O Espacebag, não cumpriu sua tarefa. Já em Dublin, (segunda parada), ele até “chupava”, mas em algum lugar, devia estar danificado, e voltava a encher (já dentro da malinha). Resultado: se a gente está contando com aquele super, mega,  ultra, importante espaço extra na malinha, na hora de recolocar o que foi mostrado fora da mala no security, tipo, notebook, líquidos etc (lembrando que nas cias lowcost, a gente só pode embarcar com 1 (UM) único volume!), pode dar problema.  Porém, meu amigo Rafael descolou um outro, que se chama Vacuumbag, mais barato (11,40)  e que se comportou melhor. Foi aberto e fechado váaaaaarias vezes, e continuou cumprindo a sua missão. Há que se ter um certo cuidado. E cá entre nós, esse negócio de enrolar é muito chic. O que faz vácuo mesmo é uma boa sentada com o busanfam (com calma, para não estourar!). Primeiro lacra, abre um pouquinho o zíper de silicone, busanfa em cima, e passa o lacre de novo! Aí sim, fica totalmente me xups! Para mim, é a alma da malinha para as cias lowcost. Fica tudo preso dentro do saquinho e não desmonta na hora de abrir a malinha, se algum pentelho no security quiser examinar o que tem dentro. Como só encontrei com eles (meus amigos) em Barcelona, me virei com o grande mesmo, vindo de Londres, que faz o mesmo trabalho, só que tem um enorme bocal para ser chupado com o aspirador (ou fazer o ar ser expulso na base da busanfa mesmo).

Companhias aéras low cost e aeroportos (também low cost).

Vale muito à pena!!! Para nós, acostumados a passagens caríssimas, pode até parecer roubada. Mas não é. São simplesmente companhias aéreas que cortam tudo o que não é o vôo em si. E cobram por tudo que não é o seu assento e um único volume a que o passageiro tem direito.  As regras são claras e você tem, obrigatoriamente que concordar com elas antes mesmo de reservar seu vôo. Tudo o mais, além  do seu corpicho e dessa única bagagem de mão é  cobrado. É tudo feito pela internet, pelo passageiro, inclusive o check in. Todo o resto é pago.  Embarque prioritário (fila especial para quem pagou para embarcar na frente dos outros), mala de porão, água, café, sanduíche, batata frita…tudo! O avião mais parece uma loja de conveniência que voa. Os comissários ficam anunciando o próximo item a venda, com alegria e emoção. Começa com o lanchinho, depois cartões com prêmios (raspadinha, pode?), perfumes, maquiagem, cigarros que não acendem, relógios, bijuterias, mascote da empresa, uma feira! Ah! ainda tem o fato de que qualquer mudança, hora ou dia do  vôo, alteração de nome, etc, são taxadas em 100 dinheiros. Mas tive uma experiência positiva. Na hora de reservar dois vôos, digitei o sobrenome do Rafael errado. Quase infartei quando vi, que para alterar uma letra, on line, teria que pagar quase o custo de toda a viagem 2 vezes! Dei uma pesquisada e vi que existem até fóruns de discussão sobre a companhia. Num deles achei a solução: ligar para o atendimento. Como não era alteração de passageiro, e sim correção do nome, foi simples, rápido e o melhor! Grátis, hehehe!

E todas tem o tal engradado na frente do portão de embarque, no qual, teoricamente, sua bagagem de tem que entrar facilmente, quase escorregando. Falei sobre isso aqui.

Easyjet:  quanto maior a antecedência, mais barata fica a passagem;  na hora de reservar, o próprio site mostra as opcões mais baratas, em torno da data escolhida; se achar que sua bagagem excede o permitido, é melhor pagar pela internet, uma mala de porão, pois é muito mais barato que no aeroporto (pode-se fazer isso na hora da compra da passagem ou um tempo antes do vôo); para chegar a aeronave, anda-se a céu aberto, chova, neve ou faça sol; a bagagem de mão a que se tem direito, dizem eles, não tem limite de peso, mas você mesmo tem que colocar no compartimento sem ajuda e não pode ultrapassar 55X20X40; pelo menos nos vários vôos que fiz, os aeroportos eram os centrais mesmo (CDG em Paris, Barcelona, Innsbruck, etc) mas o portão é sempre longe à beça.

Obs: na easyJet, você chega no aeroporto e vai direto para o security. Não precisa passar no balcão da empresa.

Ryanair: a companhia está sempre fazendo promoções; passagens a 3, 5, 8 e 10 libras ou euros, estão sempre em destaque no site; algumas não tem mais nenhuma tarifa, ou seja, é só isso mesmo; outras passagens são acrescidas de taxa de administração, web check in, pagamento via cartão, etc; essas promoções tem um período determinado para serem reservadas, e outro período determinado para o vôo em si;  a bagagem de mão só pode ter 10 quilos e 50X20X40; e se tiver dúvida se sua bagagem cumpre as regras, também é melhor pagar pela internet, uma mala de porão; a companhia se orgulha tanto de sua pontualidade, que toca uma corneta em alto e bom som quando aterrissa na hora certa (uma comédia!)

Obs: nessa companhia, os não europeus, precisam passar no balcão da companhia, para checar a passagem e seu passaporte antes de seguir para o security.

Existem outras low cost, como a Vueling, Airberlin, Germanwings etc. Mas como minha base é Londres, acabo sempre nessas duas das quais falei.

Um outro detalhe que pode interessar ou mesmo desesperar a gente  é errar o grafia do nome na hora de digitar o passageiro para fazer a reserva. Isso aconteceu comigo e é quase um terror quando a gente tenta consertar on line. Na página da Ryanair (manage your trip), você pode fazer de tudo. Acionar malas, comprar o direito de embarcar primeiro (priority ), etc. Mas mudar o horário do vôo ou o nome do passageiro, custa a bagatela de 100 dinheiros!  Mas se o problema for uma única letra ou uma sílaba errada, calma! Vá para a página de tefefones de contato, anote o número e no primeiro país europeu que você estiver, ligue e peça para fazerem a correção. A mocinha é atenciosa e conserta o nome. Rápido e de graça. Acredite!

Embarque: é bom passar pelo security, com alguma antecedência. os portões de embarque, pelo menos nos aeroportos de maior porte, são sempre muito, muito longe! Outra dica, é ter sempre a passagem de saída do país para onde você está indo. Se você está indo para Barcelona e de lá para Madrid, tenha a passagem para Madrid à mão. Quase sempre pedem.

Aeroportos:

Os aeroportos utilizados pelas cias low cost, em algumas cidades, são na realidade, fora da cidade. Então criou-se um exelente negócio, que são os ônibus, que ligam esses aeroportos ao centro da cidade. E na maioria das vezes, estão sempre a disposição da chegada dos vôos low cost.  As passagens variam de cidade para cidade. O mais caro que eu paguei foi em Estocolmo, talvez devido à distância, pois o avião pousa em Skavsta, que fica mais ou menos a 100 kms de Estocolmo. Em Paris, aterrissamos em Paris-Beauvais (eu juro que nunca tinha ouvido falar desse aeroporto), também longinho, e também servido por um ônibus que deixa os passageiros em Porte de Maillot  em Paris.

Então, mesmo que se perca uma hora ou mais, ainda vale a pena, pois os ônibus são confortáveis e confiáveis. E…. Estarão lá quando você chegar.

O que mais importa nos aeroportos não é o tamanho (normalmente menores que os centrais), pois todos tem tudo que um aeroporto precisa ter. E sim, como a companhia vai avaliar sua bagagem. E como regra geral, o mais incrível é que não há regra que valha para todos eles. A imigração, na chegada, e na hora de embarcar, o security, também  é diferente em cada um deles e em Londres e Paris, nem imigração teve.  Assim como é diferente, na hora de encontrar seu portão de embarque, e principalmente, os critérios para avaliar sua malinha. Depois da experiência de Carol no aeroporto de Dublin, Rafael e Juliana, que apesar de serem leitores assíduos do blog, derraparam na escolha da mala, resolveram não arriscar, e pagaram bagagem de porão. Mas vimos muitas, várias malas bem mais gordas, altas, ou mesmo mochilas, dessas que tem vários compartimentos , passarem tranquilamente, no portão de embarque. Mas em Estocolmo por exemplo, ninguém estava preocupado com o formato. Porém, estavam pesando as malas!!! Ou seja, se eles não estivessem comigo, eu talvez tivesse que pagar excesso ou despachar, pagando a tarifa mais alta, pois minha malinha, já no fim da viagem, estava com 12 quilos! (Cometi alguns pecados mortais, comprando algumas lembranças, e cada grama pode fazer a diferença). O que eu posso dizer e aconselhar é: siga à risca o que está escrito no seu bilhete. Assim não tem tensão, o que estraga o prazer de estar indo embarcar para uma nova experiência. Ou então, relaxe, compre a bagagem de porão por 15 dinheiros, e se permita alguns pequenos excessos.

Próximos posts… mais detalhes.

Até!

16
mar
10

Enfim Paris!

Como prometido, ainda estou organizando o blog. Mesmo com um grande atraso, este é o primeiro de uma série de posts sobre Paris. Afinal, foi essa experiência que deu origem a este blog, mas que na realidade, acabou não rolando, pois meu computador “mórréu” logo na primeira semana da tão sonhada temporada em Paris e quando voltei ao Brasil, tive contato imediato de ultíssimo grau, com a tal depressão pós viagem, pós europa e não consegui levar o blog…

Minha estória com Paris começou cedo e levou muito tempo para chegar ao final feliz. Aos nove anos comecei a aprender francês e antes de pensar sobre o que eu queria ser na vida, pensava: preciso conhecer Paris!!! Não vou falar dos motivos que me fizeram levar tanto tempo para realizar esse desejo. Seria praticamente uma autobiografia. O fato é que demorou muito, mas em vez de passar uns dias, passei dois maravilhosos meses, vivendo em Paris.

Em 2006, depois de trinta anos, voltei a estudar francês, e noa ano seguinte,comecei finalmente a planejar minha viagem. Adoro planejar viagens. Atracada a um notebook, foram 6 meses viajandona. Finalmente Paris! Mas como tudo na minha vida tem  uma estória, essa viagem não poderia ficar de fora.

Para começar, pouco dinheiro. Para compensar muita sorte. Mas muita sorte mesmo! Como eu queria, praticar meu francês, vivia no MSN e no ICQ tentando contato com franceses ou francesas. Estas últimas nunca me responderam. Mas acabei fazendo amizade com Michel, um viajante inveterado, apaixonado pelo Brasil que insistia em me oferecer um quarto independente na casa dele em Paris. Conversamos durante mais de um ano. Foram meses elaborando a idéia. Como euzinha iria ficar na casa de um cara solteiro durante dois meses? Mesmo assim, resolvi arriscar, com um plano B na manga, é lógico! Mas com a economia na hospedagem em vez dos vinte dias eu poderia ficar 2 longos e maravilhosos meses.

Durante meses eu acompanhei os jornais franceses e francamente sabia mais do que estava acontecendo em Paris do que na esquina aqui da rua. A data da minha viagem se aproximava e em Paris o caos se instalava. Greve de todas as categorias, passeatas…Nesta época eu falava quase que diariamente com três franceses. Michel, que iria me hospedar, Dominique e Olivier. Todos fisgados no ICQ. Cada um emitia sua opinião sobre o que se passava na França. Uns quatro dias antes de eu embarcar, a greve que poderia ter estragado tudo, aconteceu. Os transportes, todos eles, parados! As negociações estavam acirradas. Mas como sorte não me faltou, Dominique declarou que iria me buscar no aeroporto. Salva! Pelo menos não passaria meu primeiro dia em Paris, no aeroporto. Mas eu tinha lá minhas dúvidas…como um cara que nunca me viu, iria sair de casa em pleno inverno, no primeiro dia de férias, para pegar uma brasuca no aeroporto em plena greve de metro, ônibus e trens? Mas quando saí do saguão, lá estava ele e seu narigão francês, sorrindo para mim. Aprendi que francêses, quando falam eu vou, eles estarão lá. É um compromisso. Aliás, isso é uma coisa ligada à lógica. Quando eles dizem uma coisa, é aquela coisa. Não é como aqui, que a gente convida por convidar e depois fica dando desculpa ou fugindo da pessoa. Fica muito mais fácil a convivência. Em compensação, as palavras tem muito mais força, pois elas significam exatamente o que eles querem dizer.

Assim, começou minha aventura parisiense. Salva por um francês que eu nunca tinha visto pessoalmente.

04
fev
09

DETALHES E EMOÇÕES

Hoje o calor está suportável. Por isso, me animo rapidamente a voltar às postagens.
Como prometi, vou descrevendo detalhes gostosos, dessa viagem e de outras que já fiz.

CONEXÃO PARIS

Depois de muito pesquisar, a passagem mais em conta para ir do Rio à Londres era mesmo da Air France. Melhor ainda, pois vou acumulando milhas e, mesmo sendo só no aeroporto, uma escala em Paris não dói. Viajamos no dia vinte e quatro de dezembro, e por isso, pudemos desfrutar de espaço. Após a decolarmos, Carol pulou para o banco de trás e assim cada uma tinha dois lugares para se esticar durante a noite. Particularmente adora a Air France. Aguardo ansiosamente o jantar ou o almoço. Você pode pedir uma Champagne como aperitivo,e depois é só se deliciar com o menu. Vem sempre um brie, um pão delicioso, sobremesa de qualidade e o mais importante: vinho francês, branco ou tinto. O café da manhã também e tudo de bom! Café gostoso, pão “francês” à vontade, e tudo o mais que se tem direito. Ponto negativo: a expressão classe econômica é levada extremamente a sério no que diz respeito ao espaço ou mais precisamente, à falta dele. É um aperto só. Se você ousar levar seu mantô e uma bolsa, pronto! Prepara-se para permanecer imóvel durante todo o vôo. Outro problema: se você não estiver no corredor, reze para que seu companheiro ao lado, tenha o sono leve, para que ao menor movimento ele acorde. Só assim você consegue se levantar para ir ao banheiro. Resta meditar… ou usar fraldas geriátricas, uma opção extrema, mas depois de todo o vinho…
No mais, passam o jornal da TV francesa, filmes dublados em francês e legendados em inglês e durante o vôo, vinho, cerveja, água “Perrier”, e sorvetes Häagen-Dazs. Não é exatamente um sacrifício.
Seja paciente na hora de descer. Assim que o avião aterrissa, todos começam a se movimentar loucamente, numa espéce de coreografia. Forma-se um fila, onde as pessoas se entreolham como que averiguando os estragos na fisionomia um do outro. Relaxe! Mesmo que Richard Gere esteja te esperando no saguão, é melhor esperar o estouro da boiada. Aproveite esse tempo e retoque a maquiagem e o que sobrou do seu semblante.




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