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12
nov
10

La Sagrada Família, consagrada!

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Domingo último, dia 7 de novembro, o PaPa Bento XVI consagrou o Templo da Sagrada Família ( em Barcelona, minha querida Barcelona) dessa forma, o templo foi elevado à categoria de Basílica e missas agora podem ser realizadas.

A consagração, “dedicada a Deus”, ocorreu durante a missa solene oficiada no templo, em cujo interior assistem à cerimônia cerca de 8 mil pessoas, entre estas os reis da Espanha, Juan Carlos e Sofía, e mais 50 mil pessoas do lado de fora do prédio.

O papa iniciou a consagração do templo jogando água benta sobre o altar e os fiéis e outros seis sacerdotes fizeram o mesmo nas paredes da construção.

Como eu gostaria de ter estado lá! Durante tanto tempo sonhei em conhecer esta construção, e me sinto meio parte deste momento, não só por ter estado lá, ter contribuído com minha visita (o preço do ingresso é uma doação), mas principalmente, porque ainda sinto a emoção de estar diante da fachada da Natividade pela primeira vez.

Não que para mim faça alguma diferença.  Mas fico imaginando seu interior, já bem mais adiantado (ou já acabado)  do que quando estivemos lá e me dá um enorme saudade (como se eu tivesse vivido em Barcelona!).

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13
ago
10

Ainda Barcelona…

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Se a gente fica deslumbrado com a vista do teleférico de Montjuic, espere até chegar a Tibidabo.

Tibidabo, é uma montanha que se eleva a 512 metros do nível do mar, de onde se tem uma vista panorâmica da cidade, inclusive de Montjuic. No topo, encontramos um parque de diversões que segundo consta é do início do século XX. E impressionante mesmo é o Templo do Sacrat Cor. Como alguém pode imaginar a construção de uma igreja nesse lugar?

No templo a gente pega um mini elevador (2 euros) e sobe para ter acesso à vista (2 euros).  Outra coisa que me chamou a atenção foi a quase completa ausência de turistas. Como minha câmera já tinha se retirado por falta de bateria, pequei algumas fotos, só para se ter uma idéia.

É lindo. Normalmente se chega a Tibidabo por funicular, mas neste dia fomos avisados por uma turista que  só os ônibus estavam rodando.

E como nosso último “compromisso”, fomos à Torre Agbar. Com seus 144 metros de altura, projetada pelo arquiteto francês Jean Nouvel, tem na iluminação noturna, seu grande diferencial. Conhecida como El supor (0 supositório, por que será?), dizem que a população de Barcelona, não foi lá muito favorável a sua construção.  Rafael, arquiteto de mão cheia, nos levou de metrô, (na maior correria, pois embarcaríamos às 2 para Edinburgh, para conhecermos a protuberância de perto.

(fonte: Corselet.net)

Fomos num pé e no outro já estávamos no metrô. Nosso vôo, partiria do Aeroporto de Girona, que fica a 1hora de Barcelona. Pegamos as malinhas que estavam na recepção do Hotel Benidorm, e em Las Ramblas,

onde está o La Boqueria, que merece uma visita.

Numa das barraquinhas, comprei meu tradicional íma de geladeira e perguntei o preço do táxi para a Estació  Nord, de onde parte o Barcelona Bus para Girona.  Por 6 euros, nem piscamos e entramos num táxi, cujo motorista era apaixonado pelo Rio.

Preço de ticket: 12 euros. Eu adorei o aeroporto de Girona. É um dos poucos que depois que se transpassa aquele ritual coletivo e individual do security, além de lojas, e cafés, tem uma área aberta, onde fumantes inveterados, podem se aliviar, além de ser um ponto antistrees…o povo estava confraternizando neste espaço, com várias taças de vinho.

Ainda bem…pois nosso vôo atrasou muito.  Tempo suficiente para chegar a conclusão que Barcelona foi uma das cidades mais impressionantes que eu conheci.

08
ago
10

La Sagrada Familia – a emoção

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Ficheiro:Sagrada Familia 1915.jpg

La Sagrada Família em 1915 (fonte: Wilkmedia Commons)

Tentar explicar a sensação de estar diante ou no interior de uma catedral é muito difícil. Eu sempre fui louca por história, e todas as catedrais tem uma história e tanto. Durante meses eu vivi debruçada sobre textos da Idade Média (em francês, imagine!) e fui me contagiando por tudo que é relativo a construção desses templos. Mas estar diante dessa obra, que no meu imaginário era um gigantesco castelo de areia, foi uma dessas emoções inesquecíveis.

O fato de ser testemunha da construção de uma catedral, já é uma emoção, já que todas que eu visitei até hoje, foram construídas há séculos…. E contribuir para obra, ao visitar seu interior torna a visita mais simbólica.

A construção do templo, foi desde seu início, totalmente financiado por doações, o projeto começou em 1882, e assumido por Gaudí, em 1883, que dedicou 40 anos, sendo 15, os últimos de sua vida.

O templo, quando estiver terminado, terá 3 fachadas: Fachada da Natividade (construída e concluída, sob intervenção direta de  Gaudi), a Fachada da Paixão iniciada em 1954, segundo desenhos e explicações deixados por Guadí, e a Fachada da Glória, a maior e a principal, prevista para setembro de 2010.   Terá  ainda, 18 torres: quatro em cada uma das três entradas-portais,  seis torres, com a torre  central dedicada a Jesus, de 170 metros de altura, outras quatro ao redor desta, dedicadas aos evangelistas, e um segundo zimbório dedicado à Virgem.

Consta que Gaudí dizia, que o estilo neo-gótico era imperfeito, por causa de suas linhas retas, o que não refletia as linhas da natureza. Assim, Gaudí imprimiu em cada detalhe, seu estilo orgânico, dispensando os arcobutantes, idealizou o uso de colunas em forma de tronco de árvore, que permitem descarregar o peso das cobertas diretamente no chão, solução prática e  ao mesmo tempo estética, já que converte o interior das naves do templo num espaço orgânico que se assemelha uma floresta.

Olhando para cima, uma explosão de formas…

A sensação de floresta…

Durante nossa visita ao interior, estávamos testemunhando, ao vivo e a cores a construção desse templo. Trabalhadores, guindastes, andaimes, barulho e poeira.

O  mês de setembro de 2010 é apontado para a conclusão do interior e abertura ao culto e visitas, enquanto para a sua consagração está prevista a data de 7 de novembro de 2010.

O término das obras, no entanto, está previsto para 2026.

E confesso que desejo estar lá. Aliás, prometemos os três, voltar a Barcelona para comemorarmos futuras conquistas, como esta de estarmos aqui.

Momentos como esse, ficam impregnados na memória. Chego a sentir o “cheiro de obra” enquanto escrevo.

Eu estava lá… antes da catedral ser concluída. É história!  para contar para os netos.

Essa foto, tiramos por cima dos tapumes. A pavimentação ainda está em construção.

Saí de lá completamente emocionada, impressionada e muito mais apaixonada por Gaudí. E humildemente agradeço,a todos que como nós, doando ou visitando, contribuíram para a construção desse templo.

Do lado de fora, um jardim…

Sálvia, orégano, alecrim, lavanda…

E a Fachada da Paixão;

Fachada da Natividade, impressionante!

Fachada da Paixão

O próprio Gaudí descrevia a sua concepção da Fachada da Paixão da seguinte maneira:

” Alguém encontrará esta porta extravagante demais, mais eu quereria que fizesse medo, e para consegui-lo, não pouparei os claros e escuros, os salientes e entrantes, tudo que resulte em tétrico efeito. E mais, estou disposto a sacrificar a mesma construção, a romper arcos e a cortar colunas, para dar a idéia da crueldade do sacrifício.

Mas é nítida a diferença que fez a presença do mestre, a paixão do artista na Fachada da Natividade, e sua ausência na Fachada da Paixão.


A foto abaixo, sinceramente não sei como foi tirada, ou mesmo, se é uma montagem. Não há distância suficiente para esta visão, mesmo assim é linda, e termino esse post, com saudades de um momento totalmente mágico.Ficheiro:Barcelona Temple Expiatori de la Sagrada Fam lia (2050445207).jpg

06
ago
10

Barcelona 5 – Gaudí Casa Batló, La Sagrada Família, Parque Guell

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Pensei muito antes de escrever esse post, pois o mundo já falou sobre a obra de Antônio Gaudí. Fotos??? Bem, acho que eu exagerei… Mas sua obra é um exagero. E vale muito a pena explorar cada detalhe.

Mas imagina se eu, uma apaixonada confessa, poderia deixar de ao menos ensaiar um copy-paste e algumas palavras pessoais sobre esse gênio?

Depois de diversos projetos menores, recebeu a encomenda de projetar uma vitrine para a loja de luvas de Esteban Comella. A vitrine, de bronze, madeira e vidro foi exposta no pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris, de 1878. A obra fascinou a Don Eusebio Güell Bacigalupi, o rico e culto homem de negócios que se fez apresentar ao jovem arquiteto com o qual iniciou uma relação profissional e de amizade que durou quarenta anos, até a morte de Güell, em 1918.

A produção arquitetônica de Gaudí é, em grande parte, dedicada a Güell, em sua villa de Les Corts, seu palácio, sua colônia operária e seu parque, trabalhos que fez simultaneamente com a Sagrada Família, sua obra-prima.

Mas antes, preciso contar da nossa segunda noite. Em alguns  dos “manuais” e blogs,  a gente encontra alguma ressalva em “fazer refeições” em Las Ramblas. Ok. Pode até ser um mico, mas a nossa noite era de pura alegria e caímos por lá mesmo. É caro? Ou mais caro? Pode ser. Mas para nós foi pura festa! Afinal ser turista dá o direito a  esses deliciosos deslizes.

A paella estava divina.  “enxugamos” três sangrias gigantes, e ainda repetimos mais uma. Concluindo, comemos muito bem e saímos os três bem alegrinhos. Então super valeu a pena. Uma noite bem turistona. Daí, atravessamos a rua e tchum. Estávamos os três no hotel. Ok! Barcelona tem um restaurante para cada dia do ano ou mais.

Mas para uma primeira vez, não chega a ser um crime, mesmo a sangria custando mais do que a passagem da Ryanair. É logico que chegamos animadíssimos no quarto e eu e Rafael ainda lutamos ferozmente para abrir outra garrafa de vinho e continuar o papo madrugada adentro.

Finalmente na manhã seguinte fomos nos deleitar com a obra de Gaudí.  Adentrando a  Passeig de Gracia, não é difícil se deslumbrar antes mesmo de chegar à Casa Batlló.

É uma avenida elegantérrima, larga, arborizada e lotada de lojas e cafés, cada um mais in que o outro. Pararia em todos eles …

se tivéssemos tempo, tempo que preferimos dedicar ao interior da Casa Batlló.

Situada no número 43 dessa avenida, que no final do século 19 era apenas um caminho  para Villa de  Gràcia,  então periferia de Barcelona. Surgia um novo bairro para o qual os burgueses começaram a migrar, entre eles Josep Batlló, que adquiriu um edifício de fachada simples, para morar no primeiro andar com a família e alugar o restante do imóvel. Decidido a por abaixo a construção, contrata Gaudí para idealizar algo espetacular. Gaudí propõe um reforma total, que começa em 1904 e termina em 1906.

Passeig de Gràcia

Que tal um café em Passeig de Gràcia? E logo alí…Gaudí.

É uma das construções que não se tem idéia, até seus olhos se encontrarem com ela. Além do impacto da fachada, a gente vai se encantando com cada detalhe.

A obra foi  inspirada principalmente no mar e em suas formas ondulantes.

Na fachada, colunas que lhe rederam o apelido de Casa dos Ossos. Impressionanate por fora, é no interior que a gente fica de uma vez por todas, boquiaberta. (O ticket do Bus Turistic dá direito a um desconto no ingresso para visitar a casa por dentro).

lAs soluções arquitetônicas para ventilação e iluminação estão em todos os cômodos e mesmo sendo um imenso conjunto de formas, tudo faz sentido.

Hall

O tour é guiado por áudio. Cada ambiente é detalhado e explicado.

Salão principal do primeiro andar.

Formas sinuosas nas portas

Curvas em todos os detalhes

O tamanho das janelas vai diminuindo conforme a quantidade de luz que recebe.

Acesso ao exterior

Exterior e “vizinhos”

Acesso à area de serviços

Acesso ao terraço

Terraço (as gargalhadas eu conto o porquê depois)

E depois dessa experiência, anda-se mais um pouquinho pela Passeig de Gràcia…

até o numero 92, e chegamos a La Pedrera (Casa Milà). Construída entre 1905 e 1907, não possui em sua fachada nenhuma linha reta. “Todas as estruturas da casa têm formas desiguais com alturas diferentes e as plantas diferem de um andar para outro. As paredes de apoio foram eliminadas e tudo é suportado por colunas e pilares. Pode-se dizer que este edifício é uma verdadeira escultura: a fachada é constituída por superfícies amplas e irregulares, os vãos não são mais que buracos feitos nessa superfície e os telhados albergam chaminés que confirmam a paixão pela forma plástica.”

Mas vida de turista é difícil e não visitamos seu interior. Queriamos ver o interior (ainda em construção) do Templo Espiatório de La Sagrada Família.

É uma sensação inexplicável. A gente se sente pequena e enorme ao mesmo tempo. E sim, dá vontade de chorar. Mas ainda não era a nossa hora. O mundo estava lá, querendo entrar… e a fila gigantesca, debaixo de um sol escaldante, não era exatamente o nosso sonho de visitação.

Fizemos um lanchinho, alí mesmo no parque em frente, onde há várias barraquinhas  e rumamos para o metro para a estação de metro (que fica na esquina), rumo ao Parque Guell.

E o metro? Maravilhoso. Moderno. Rápido. Daí, depois que um senhorzinho tudo de bom, parou de livre e espontânea vontade para nos dar informações, e nos indicar o onibus 11, chegamos ao Parque Guell.

Parque Güell é um reflexo da plenitude artística de Gaudí: pertence à sua etapa naturalista (primeira década do século XX), período no qual o arquiteto aperfeiçoou o estilo pessoal, inspirando-se nas formas orgânicas da natureza, pondo em prática uma série de novas soluções estruturais originadas nas suas análises da geometria regrada. A isso acrescentou uma grande liberdade criativa e uma imaginativa criação ornamental: partido de certo barroquismo as suas obras adquirem grande riqueza estrutural, de formas e volumes desprovidos de rigidez racionalista ou de qualquer premissa clássica.No Parque Güell despregou Gaudí todo o seu gênio arquitetônico, e pôs em prática muitas das suas inovadoras soluções estruturais que serão emblemáticas do seu estilo organicista e que culminarão na Sagrada Família.

É um lugar fantástico. Fiquei imaginando o que mais Gaudí teria feito, caso tivesse tido mais tempo de vida.

Lotado de turistas, e, nesse dia, muito quente. Mas valeu a pena cada minuto.

Meu casal querido!

Salão das colunas

Entrada do Parque

E extasiados…pegamos um busum de volta… e depois de bater muita perna… achamos um pub, meio restaurante muito legal. Vinhos, algo para repor as energias….

Próximo post: enfim, La Sagrada Família e a polêmica Torre Agbar.

25
jul
10

Barcelona 3 Port Vell e Barri Gòtic

Depois de fazer as duas rotas (azul e vermelha, aliás, quem estava vermelha, parecendo um crustáceo pronto para virar uma paella  era eu!) Fiz uma única parada, para perder o fôlego diante da Sagrada Família, e de volta à Plaça Catalunya, sentei num restaurante para restabelecer as forças e enfim recebi o telefonema que tanto esperava! Rafael e Juliana já haviam desembarcado e daqui a poucos minutos, estaríamos todos juntos, para o que seria, um surto coletivo que duraria mais 12 dias. Imediatamente, complementei o café com um RedBull! Afinal eu já estava com o pé na estrada há mais de vinte dias… Bendita primavera, pois quando eles chegaram o sol ainda bombava, apesar de todo o atraso que a Air France tinha causado no planejamento.  Depois de muitos abraços e gritos, corremos para o hotel Benidorm, onde minha malinha, já tinha sido transferido para nosso quarto triplo, e fomos cair na gandaia.

Descedo  Las Ramblas, chega-se a Praça Colon e  ao Port Vell…

Esse antigo porto, antes apinhada de contâineres e todo o tipo de gente, digamos, nada convidativas, foi reurbanizada e rebatizada de Port Vell, e hoje atrai milhões de turistas o ano inteiro.

Uma passarela adentra o mar e conduz ao  shopping, com cafés e lojas.

Plaça Colón  – Monumento a Cristóvão Colombo

Fachada do Shopping

Passarela –  Port Vell (Imgem: Travelideas)

Rambla de Mar

Seguindo a Rambla de Mar, a partir do Porto de Barcelona, entra-se em uma “cidade de praia” com direito a calçadão, coqueiros, bares e restaurantes, pois a reurbanização do porto, se estendeu pelos 7 kilômetros de costa, incluindo o Porto Olímpico construído para os Jogos de 92.

Mas voltamos e nos entregamos ao Bairri Gotic, nos perdendo por ruelas estreitas, um dos passeios deliciosos de Barcelona. O Bairri Gòtic é o verdadeiro centro de Barcelona,  e a parte mais antiga da cidade, escolhida pelos romanos para fundar sua nova colônia em 27 a.C. É um dos quatro bairros que formam a Ciutat Vella. É também onde estão os principais prédios públicos da cidade. Merece muuuuito tempo para visitar e percorrer cada ruela, o que vou fazer da próxima vez!

Nestas ruas há muitos restaurantes, lojas descoladas, mercados…

E fomos dar na Plaça Reial

Um sem número de restaurantes, fazem desta praça um outro “meeting point” da cidade.

Ponte neogótica –  liga a Casa dos Cónegos e o Palau de la Generalitat, ambos na Career del Bisbe.

Música clássica nos arredores da Catedral de Barcelona


Catedral de Barcelona

Muralhas romanas (e uma lua linda nascendo)

E Rafael, combinando o guia da Cidade com a camiseta.

E o moderno abrindo espaço para a história…

16
jul
10

malinhão 2010 – BARCELONA 1

Quem  acompanhou a viagem,  aqui pelo blog, sabe que eu pouco tinha tempo de postar fotos e falar sobre a cidade em que eu estava, às vezes por falta de bateria, muitas vezes por pura exaustão e na maioria das noites, pelas duas coisas juntas. Desde que cheguei, mais ou menos, há um mes, eu ainda não parei para, digamos, degustar o pós viagem, como sempre faço. E devo dizer que, esse “depois´´, é quando eu realizo. É o momento em que eu faço a intercessão entre a expectativa e o deslumbramento de conhecer um lugar novo ou no caso de Londres e Paris, de voltar a lugares que amo.  Um passeio que vai das imagens mentais às fotos tiradas. Então vamos lá. Depois de Dublin, Barcelona.

Como resumir Barcelona? Apaixoante! Capital da comunidade autônoma da Catalunha, e maravilhosamente banhada pelo Mar Mediterrâneo, Barcelona é dessas cidades que em 15 minutos a gente diz – Eu moraria aqui! É uma cidade linda, hospitaleira e moderna. A língua é o catalão, mas a maioria das placas e informações também está em espanhol. ´Seus habitantes, ainda lutam para obter a independência da Espanha.

Eu tinha 4 dias para conhecer tudo que tinha pesquisado, mas a maior prazer é sempre o inesperado. Eu que vivo fugindo do calor, fiz as pazes com o sol, enquanto me deliciava pelas ruas arborizadas da cidade. Mas um protetor solar é fundamental. Ainda estou com a a marca do relógio, no braço! Por outro lado, ainda sinto o vento no rosto, um vento fresquinho vindo do mar.

Chegar a Barcelona por ar =

a cidade tem ligação com todas as principais cidades da Europa. Eu fui de Londres (Gatwick) para Barcelona (Aeroporto El Prat 14 Km da cidade), pela Easyjet, que tem vôos regulares de Londres, Paris, Berlin, Lisboa, Milão, Basel e Geneva. A dica como sempre é antecedência.

Vueling = companhia lowcost espanhola, tem muitos vôos que ligam Barcelona a inúmeras cidades da Europa.

Ryanair = Barcelona está sempre entre as promoções da companhia,com  provenientes de várias cidades, chegando ao aeroporto de Girona, que fica bem mais longe, mas tem ônibus frequentes para a rodoviária de Barcelona.

Trem = O AVE, trem de alta velocidade (chega a 300km por hora) , liga Madrid à Barcelona.

O importante mesmo é chegar!

Las Ramblas

Cheguei sozinha à cidade. D o aeroporto El Prat, peguei o Aerobus, e em pouco tempo estava na Praça da Catalunha, onde começa Las Ramblas, essa passarela famosa, que vai dar no Porto Antigo, e atravessa toda a cidade velha.  Depois de muito pesquisar, escolhi o Hostel Benidorm, pelo preço e localização. Fica nas Rambla dels Caputxins, (as Ramblas, vão trocando de nome, comforme a gente vai andando). E foi maravilhoso acordar num balcãozinho, de cara para esse calçadão ainda vazio, cheio de árvores. O pessoal do hotel é super atencioso, tentam entender português (aliás, muitos falam português, há muitos portugueses na cidade). Não rola café da manhã, mas para quem como eu precisa de um café, assim que acorda, tem uma máquina de expresso na recepção.  Os quartos são simples, mas tem tudo que se precisa, ainda mais em Barcelona. A gente só chega para um banho e desmaia de cansaço. Ah! wi-fi em todos os quartos, e para quem não leva o net book, um computador à disposição, perto da máquina de café.

Deixei a mala no quarto, e fui cair na cidade. Andei muito! E depois do reconhecimento da área, decidi que pelo tamanho da cidade, seria melhor pegar o BUS TURISTIC,  para saber se valia a pena, fazer o tour quando meus amigos Rafael e Juliana, chegassem no dia seguinte à tardinha.

Já falei de Las Ramblas aqui. Mas sei lá qual é a magia dessa rua… Normalmente lotada de turistas, artistas, bancas de lembrancinhas, mais bancas flores e de  animais, mesas de restaurantes, músicos. Enfim, é uma festa! Além disso os edifícios são lindos, e ter que passar pelo Grand Teatro do Liceu ou pelo mercado La Boqueria, para chegar “em casa´´ é tudo de bom.

Las Ramblas começa na Plaza de Catalunya, (é o ponto central, o meeting point da cidade)  e apesar dos seus 2 Kms, a gente nem sente essa distância, tamanha a diversidade de informações visuais. Indo em direção ao Port Vell, à sua esquerda está a Praça Real e o Bairri Gotic, com suas ruinhas estreitas e muito comércio. À sua direita a Ciutat Vella.

Portanto é um bom lugar para se hospedar.

saída do metro Las Ramblas

Bairri Gotic

Las Ramblas à noite

Port Vell

Eu sei que olhando no mapa, todo turista acha que pode andar tudo a pé. Mas Barcelona não é bem assim. Os pontos turísticos são espalhados pela cidade, longe uns dos outros e até a gente se familiarizar com o metrô ou os ônibus municipais, perde-se um tempo precioso, quando se tem só alguns dias.  Então o Bus Turistic vale muito a pena! Aliás é uma das cidades que mais vale a pena, pagar por este tour. Fiz a  primeira rota  sem saltar do ônibus, mas logo nos primeiros

minutos vi que era exatamente o que eu queria.  Há vários pontos onde se pode comprar o ticket, o mais fácil é na Praça da Catalunya, de onde partem os ônibus. ou com os atendentes que ficam sempre perto das principais paradas.  Aconselho a chegar cedo pela manhã, porque se forma um grande fila. Além disso, como a gente pode saltar aonde quiser, passear, tirar fotos, e depois pegar o ônibus  outra vez,  um dia só é pouco, pois em alguns pontos, vale curtir o visual, visitar os museus, relaxar e absorver aquele momento.

São 4 rotas e todas são maravilhosas.

O ticket para o Bus custa 22 euros para um dia e 28 para 2. E se você ainda quiser mais um, tem desconto no próximo dia.

Plaça Catalunya

Casa Battló

No próximo post, mais Barcelona, tim tim por tim tim.

07
jun
10

do início ao resumo

Para quem acompanha o blog, talvez seja mais fácil entender essa aventura.  Essa maravilhosa aventura em que eu e meus amigos queridos (dos quais falei aqui), embarcamos como se fosse um grande parque de diversão.  E foi mesmo!

Chegada de Rafael e Juliana a Barcelona

Desde de o dia 1 de abril, que eu estou em estado de viagem. Viagem adiada, primeiro por causa de um probleminha (dentista e todos os problemas que este ser descobre para depois resolver), depois por causa do vulcão e suas cinzas que paralizaram o espaço aéreo europeu. Benditos adiamentos, pois nesse meio tempo, Rafael e Juliana, cogitaram uma mochilada pela Europa, e euzinha, International Vagabond de carteirinha (organização fundada e presidida por minha prima querida), fui convocada para acompanhá-los ou melhor, para organizar o roteiro, fuçar passagens e hotéis, albergues  e etcras, que coubessem em nossos bolsos. Serviço que eu adoro executar. Clarrice (assim mesmo),  foi imediatamente chamada para a aventura, mas devido ao recém conseguido estágio, não pode nos acompanhar. Mas esteve conosco em cada Km percorrido. Então desde o dia 24 de abril, enquanto curava a ressaca adquirida em nosso encontro no Cocoon (casa do Casal Rafael e Juliana),  rodei a Europa inteira, chequei todas as promoções, e de tarde já tinha umas 4 possiblidades para ziguezaguear pela Europa.

Barcelona

Desde então, foram zilhões de emails, telefonemas, confirmação das férias de Juliana, contas, e principalamente a decisão do roteiro final, cuja a única exigência, era terminar em Paris. Daí, a loucura da compra de passagens, troca de cartões de crédito, documentos, e como embarquei uns vinte dias antes deles, os detalhes finais foram acertados enquanto eu já perambulava por aqui.

Dublin

Já sou ansiosa por natureza, e uma enredo desses, com tudo apertado no laço, datas e horários justos, do tipo atrasou perdeu, me fizeram entrar em estado de permanente agitação. Mas na mesma proporção da ansiedade, sou uma otimista quase profissional. Enquanto o vulcão ainda cuspia lavas e cinzas (que por um dia, não nos deixou, eu e Carol, entaladas em Dublin), eu mentalizava positivo. E nossa viagem fluiu como um filme! Deu tudo absolutamente certo, em meio a malinhas,  gargalhadas, guaraná em pó (que deixaram Rafael ligadíssimo), antiinflamatório e relaxante muscular (marquerite, minha artrite reumatóide, não poderia me acompanhar um só minuto!),  sangrias gigantes (o íntem mais caro de toda a trip), vinhos (um bom supermercado…), e capucinos (o mais fiel companheiro dos viajantes) e quase cinco mil fotos!

Sangria – Las Ramblas – Barcelona

Terraço Casa Batlló  Gaudí

Elevador The Ousbourne Hotel Edinburgh

Ice Bar Stockkholm

Jardin du Luxembourg Paris

Fizemos um trio perfeito, a coroa boladíssima e o casal. Rafael afinado nos mapas, eu me atrevendo a fazer perguntas complexas em qualquer idioma, e Juliana a mais centrada. Enquanto eu e Rafael nos enrolávamos, surtados em várias situações, dando voltas em torno dos próprios eixos, Juliana dizia por exemplo… eu acho que vi o tal ônibus passar nessa rua! Pimba! Estava certa!

Parece mesmo que foi para lá de um mês, tal a intensidade desse convivência, o sufoco para arrumar as malas (depois conto os detalhes), dos horários dos vôos, da urgência em respirar cada detalhe de todos os cantos que visitamos. Foi mesmo tuuuuuuuuuuuuuuudo de bom!

Até!




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