Posts Tagged ‘BOXING DAY

25
dez
11

Do Natal ao Boxing Day… do sagrado ao profano, da calma ao caos!

Aproveitando a calma e a internet, que hoje está uma beleza, tento começar a blogar… O problema, é que ainda estamos sem internet! Estamos navegando num oferecimento  da Starbucks. que fica aqui do lado. E pegamos a wifi… Mas às vezes vai, às vezes não. Acho que hoje só eu estou na internet, vou aproveitar!

Hoje, dia 25 de dezembro, o único movimento frenético que vi, foi dos esquilos no Highbury Field… Depois de semanas de corais e canções natalinas, decorações feéricas, muita gente nas ruas e trânsito caótico, é como se uma trégua pairasse por toda a cidade. Ontem, tudo fervilhava. Hoje, dia de Natal, Londres ( e o Reino Unido em geral) para por completo. A começar pelo transporte público. Não há ônibus, nem metrô e como os black cabs (táxis) cobram dobrado, nas ruas só algum poucos carros. Lojas, farmácias, supermercados, lanchonetes? tudo fechado! Com exceção das off licences (lojas que vendem de bebidas a jornais), tudo fica hermeticamente fechado. Mas, amanhã, o mais absoluto caos tem hora para começar.Do sagrado(25/12)  para o mais selvagem consumismo (26/12).

fonte – The Sun

É o Boxing Day. E feriado, aqui no Reino Unido, e em todos os paises do Commonwealth= Austrália, Africa do Sul, Canadá e Nova Zelandia. Há várias teorias para a origem desse dia , mas dizem que começou com a tradição da Idade Média de dar dinheiro às pessoas necessitadas, ou ainda, quando comerciantes colocavam em caixas, algum dinheiro para dar aos trabalhadores, em agradecimento pelo serviços prestados durante o ano. O fato é que essa tradição virou O dia de liquidações indescentes e do povo percorrer todas as lojas atrás de ofertas arrasadoras!

Selfridges (num dia normal)

foto – The Sun

As filas que esperam as lojas abrirem são imensas e se desdobram por mais de um quarteirão. Já presenciei esse fenômeno. É assustador! Algumas lojas são mais organizadas que as outras. Umas infinitamente mais disputadas, como a Zara, Apple, Selfridges, Top Shop.

Calçada da Selfridges (num dia normal)

No fim do dia, na Oxford Street, o chão fica qualhado de resto de lanches, luvas perdidas, sacolas rasgadas.  Mas não deixa de ser uma experiência para quem vem a Londres nessa época e tendo fôlego, vale a pena. E vale a pena ainda, ir nos dias seguintes, pois as liquidações continuam e fica tudo mais calmo.

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27
dez
09

BACK TO LONDON

Voltamos ontem para Londres, de ônibus.  Nosso checkout era às 10 horas e nosso ônibus às 4 da tarde. Então, pegamos nossas malinhas e fomos bater perna na cidade em pleno boxing day. Já falei do boxing day o ano passado mas não custa repetir.  É o dia de mega ultra super liquidações, loucura total mesmo, surto no mais alto nível.  Em Londres, no primeiro ano em que eu testemunhei esse fenômeno, me assustei com o que vi. É o estouro da boiada. Gente de todas as nacionalidades, se amontoando, se espremendo, pisoteando roupas, carregando enooooormes sacolas, com tudo que o dinheiro pode comprar. E lógico, tem o lanchinho básico, cujos restos mortais, ficam pelo chão mesmo. No ano passado já estava acostumada, então até curtimos umas comprinhas básicas. Mas em York, apesar de todo o mundo estar na rua, a coisa é mais tranquila… a população é bem menor. E nós duas + as malinhas rodopiantes,  aproveitamos a liquidação da Superdrug, da Acessorise e Claires.  Maquiagem,  sombras, cremes, bijuterias e, claro minha já tradicional carteira da sorte que compro todos oa anos. Caímos no momento nécessaire completamente enlouquecidas. Para esses ataques, temos nossas bolsinhas de nylon, que moram nas nossas bolsas de mão. Daí, é só desenrolar a bolsinha e carregar as comprinhas.

Tínhamos 6 horas para preencher, então paramos no Starbucks para um capuccino. O primeiro que conseguimos (estava lotado!) Carol deu uma laçarotada (um lindo laço que ela fez com o cahecol), uma peitada mesmo e todo o conteúdo foi derrubado em cima da mesa, fazendo um rio de café pela cidade e nós duas com cara de sala de espera de dentista. Blasé… compramos outro e tiramos mais fotos com o meu marvilhoso tripé que se agarra em tudo.

Mas…ainda era 1 hora da tarde,  então toca a andar.

Ainda bem que não estava nevando, mas o chão estava um sabão,  era um estabaco aqui outro acolá.  Muita gente levando tombo pelas ruas.

Fomos então a outra praça de comércio, onde, pasmem!!! Tem banheiros públicos, cheirosos e limpinhos! fica perto da tal fortaleza, onde param todos os carros que chegam ao centro. Não há como estacionar o carro em York, a não ser nesses estacionamentos enormes. Nas ruas nem pensar.

Decidimos ir para a estação rodo- ferroviária, como sempre com muuuuita antecedência. Ao chegarmos….. tudo, absolutamente tudo fechado! Como assim???

Em plena época de deslocamento de pessoas para as  festas, uma estação de trens e ônibus fechada??? Simples assim… F E C  H A D O! Bateu um pânico. Será que nosso ônibus vem? Ligamos pro Dani e ele confirmou com a National Express, que o ònibus chegaria na hora, sem delays previstos, para aquele dia.  Volamos para a cidade (nós e as malinhas e entramos na primeira porta ainda aberta da cidade). Pedimos e comemos uma pizza ultra express, voltamos para a estação e ônibus chegou britânicamente  pontual, num ponto de ônibus desses básicos de cidade… Andar de ònibus na Europa, é meio bagunçado mesmo, mas super pontual. Chegamos tranquilamente em Londres. É bagunçado, mas viajar é assim…

04
fev
09

REENCONTRO COM LONDRES I

Sou teimosa. Isto é um fato. Uma libriana que se preze, sempre dá uma segunda chance. Até para poder dizer que estava certa com a primeira impressão ou para ter o prazer
(quando é o caso ) de dizer que não era bem assim.
No ano passado, devido a circunstâncias estranhas, (urucubaca mesmo!), Londres teria sido um pesadelo, se não fosse meu sempre presente bom humor. Mesmo assim, não foi lá a melhor das impressôes…
Lembro como se fosse hoje, que uma das coisas que mais me impressionou, ( a pior das impressões, devo dizer) foi o tal do BOXING DAY. Trata-se do dia seguinte ao Natal. Suas origens são várias. Seria o dia de dar dinheiro aos trabalhadores que nos servem, ” the milkman, the dust man” etc. Seria também o dia de doar o alimento que sobrou do Natal ou ainda, dia de caça para os nobres. As escolas, ainda hoje, recolhem donativos que serão distribuídos (in Christmas Boxes )aos países menos afortunados.
O fato é que nos dias de hoje, o “Boxing Day” pode ser descrito como um ritual selvagem, uma disputa indecente pelos descontos de no mínimo 50% ou uma corrida às lojas ( em especial as que ficam em Oxford St) que neste dia, topam qualquer parada!
Isso quer dizer: zilhôes de pessoas, algumas com carrinho de bebê, de todas as etnías, querendo COMPRAR TUDO O QUE PUDEREM. Diga-se de passagem, os japoneses compram muito e fazem uma linda fila organizada, em frente à Selfridges. Nas lojas, as roupas são espalhadas pelo chão, multidão nas escadas rolantes, um caos.

OK. Assustador. Eu sei. Pois este ano, decidi começar pelo trauma do ano passado. E eu e Carol, fomos lindas e animadíssimas enfrentar o “BOXING DAY”.
Pois foi tudo de bom!!! É verdade que não compramos tanto assim. Mas chegamos, ao fim de nossa jornada, à Primark. Um templo. Uma meca do – preço baixo- ! Saímos do Brasil totalmente desapegadas… No primeiro apelo, sucumbimos. Quem resiste a uma bolsa linda, a 5 libras!!!! Primark, é uma loja, dessas que tem de tudo, do chinelo pra dormir, passando por mantôs, meias, lingerie, “espaço casa” e etc… Toda a Londres, ou pelo menos toda a Oxford Street é completamente tomada por sacolas da PRIMARK! Deixa a TATI de Paris no chinelo!
Para finalizar, um “HOT ROD” no FKC… uma outra experiência multicultural e facetada. Muita pimenta… Uma delícia! Nos jogamos no metrô e voltamos para casa, cheia de sacolas!
E eu me curei do meu pequeno trauma londrino. Sou a mais nova aficcionada do boxing day. Mas acho que não preciso repetir…coisa de turista. Agora sou uma local desencucada. ‘Sales” continuarão, mais selvagens ainda…E bem mais calmas, sem tanta gente se apertando. C´est la crise! Mas mesmo sem crise, é difícil realizar que, em Londres tudo acaba sendo mais barato. Mesmo convertendo para reais.




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