Posts Tagged ‘Casa Mila

06
ago
10

Barcelona 5 – Gaudí Casa Batló, La Sagrada Família, Parque Guell

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO:

http://www.maladerodinhaenecessaire.com

Pensei muito antes de escrever esse post, pois o mundo já falou sobre a obra de Antônio Gaudí. Fotos??? Bem, acho que eu exagerei… Mas sua obra é um exagero. E vale muito a pena explorar cada detalhe.

Mas imagina se eu, uma apaixonada confessa, poderia deixar de ao menos ensaiar um copy-paste e algumas palavras pessoais sobre esse gênio?

Depois de diversos projetos menores, recebeu a encomenda de projetar uma vitrine para a loja de luvas de Esteban Comella. A vitrine, de bronze, madeira e vidro foi exposta no pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris, de 1878. A obra fascinou a Don Eusebio Güell Bacigalupi, o rico e culto homem de negócios que se fez apresentar ao jovem arquiteto com o qual iniciou uma relação profissional e de amizade que durou quarenta anos, até a morte de Güell, em 1918.

A produção arquitetônica de Gaudí é, em grande parte, dedicada a Güell, em sua villa de Les Corts, seu palácio, sua colônia operária e seu parque, trabalhos que fez simultaneamente com a Sagrada Família, sua obra-prima.

Mas antes, preciso contar da nossa segunda noite. Em alguns  dos “manuais” e blogs,  a gente encontra alguma ressalva em “fazer refeições” em Las Ramblas. Ok. Pode até ser um mico, mas a nossa noite era de pura alegria e caímos por lá mesmo. É caro? Ou mais caro? Pode ser. Mas para nós foi pura festa! Afinal ser turista dá o direito a  esses deliciosos deslizes.

A paella estava divina.  “enxugamos” três sangrias gigantes, e ainda repetimos mais uma. Concluindo, comemos muito bem e saímos os três bem alegrinhos. Então super valeu a pena. Uma noite bem turistona. Daí, atravessamos a rua e tchum. Estávamos os três no hotel. Ok! Barcelona tem um restaurante para cada dia do ano ou mais.

Mas para uma primeira vez, não chega a ser um crime, mesmo a sangria custando mais do que a passagem da Ryanair. É logico que chegamos animadíssimos no quarto e eu e Rafael ainda lutamos ferozmente para abrir outra garrafa de vinho e continuar o papo madrugada adentro.

Finalmente na manhã seguinte fomos nos deleitar com a obra de Gaudí.  Adentrando a  Passeig de Gracia, não é difícil se deslumbrar antes mesmo de chegar à Casa Batlló.

É uma avenida elegantérrima, larga, arborizada e lotada de lojas e cafés, cada um mais in que o outro. Pararia em todos eles …

se tivéssemos tempo, tempo que preferimos dedicar ao interior da Casa Batlló.

Situada no número 43 dessa avenida, que no final do século 19 era apenas um caminho  para Villa de  Gràcia,  então periferia de Barcelona. Surgia um novo bairro para o qual os burgueses começaram a migrar, entre eles Josep Batlló, que adquiriu um edifício de fachada simples, para morar no primeiro andar com a família e alugar o restante do imóvel. Decidido a por abaixo a construção, contrata Gaudí para idealizar algo espetacular. Gaudí propõe um reforma total, que começa em 1904 e termina em 1906.

Passeig de Gràcia

Que tal um café em Passeig de Gràcia? E logo alí…Gaudí.

É uma das construções que não se tem idéia, até seus olhos se encontrarem com ela. Além do impacto da fachada, a gente vai se encantando com cada detalhe.

A obra foi  inspirada principalmente no mar e em suas formas ondulantes.

Na fachada, colunas que lhe rederam o apelido de Casa dos Ossos. Impressionanate por fora, é no interior que a gente fica de uma vez por todas, boquiaberta. (O ticket do Bus Turistic dá direito a um desconto no ingresso para visitar a casa por dentro).

lAs soluções arquitetônicas para ventilação e iluminação estão em todos os cômodos e mesmo sendo um imenso conjunto de formas, tudo faz sentido.

Hall

O tour é guiado por áudio. Cada ambiente é detalhado e explicado.

Salão principal do primeiro andar.

Formas sinuosas nas portas

Curvas em todos os detalhes

O tamanho das janelas vai diminuindo conforme a quantidade de luz que recebe.

Acesso ao exterior

Exterior e “vizinhos”

Acesso à area de serviços

Acesso ao terraço

Terraço (as gargalhadas eu conto o porquê depois)

E depois dessa experiência, anda-se mais um pouquinho pela Passeig de Gràcia…

até o numero 92, e chegamos a La Pedrera (Casa Milà). Construída entre 1905 e 1907, não possui em sua fachada nenhuma linha reta. “Todas as estruturas da casa têm formas desiguais com alturas diferentes e as plantas diferem de um andar para outro. As paredes de apoio foram eliminadas e tudo é suportado por colunas e pilares. Pode-se dizer que este edifício é uma verdadeira escultura: a fachada é constituída por superfícies amplas e irregulares, os vãos não são mais que buracos feitos nessa superfície e os telhados albergam chaminés que confirmam a paixão pela forma plástica.”

Mas vida de turista é difícil e não visitamos seu interior. Queriamos ver o interior (ainda em construção) do Templo Espiatório de La Sagrada Família.

É uma sensação inexplicável. A gente se sente pequena e enorme ao mesmo tempo. E sim, dá vontade de chorar. Mas ainda não era a nossa hora. O mundo estava lá, querendo entrar… e a fila gigantesca, debaixo de um sol escaldante, não era exatamente o nosso sonho de visitação.

Fizemos um lanchinho, alí mesmo no parque em frente, onde há várias barraquinhas  e rumamos para o metro para a estação de metro (que fica na esquina), rumo ao Parque Guell.

E o metro? Maravilhoso. Moderno. Rápido. Daí, depois que um senhorzinho tudo de bom, parou de livre e espontânea vontade para nos dar informações, e nos indicar o onibus 11, chegamos ao Parque Guell.

Parque Güell é um reflexo da plenitude artística de Gaudí: pertence à sua etapa naturalista (primeira década do século XX), período no qual o arquiteto aperfeiçoou o estilo pessoal, inspirando-se nas formas orgânicas da natureza, pondo em prática uma série de novas soluções estruturais originadas nas suas análises da geometria regrada. A isso acrescentou uma grande liberdade criativa e uma imaginativa criação ornamental: partido de certo barroquismo as suas obras adquirem grande riqueza estrutural, de formas e volumes desprovidos de rigidez racionalista ou de qualquer premissa clássica.No Parque Güell despregou Gaudí todo o seu gênio arquitetônico, e pôs em prática muitas das suas inovadoras soluções estruturais que serão emblemáticas do seu estilo organicista e que culminarão na Sagrada Família.

É um lugar fantástico. Fiquei imaginando o que mais Gaudí teria feito, caso tivesse tido mais tempo de vida.

Lotado de turistas, e, nesse dia, muito quente. Mas valeu a pena cada minuto.

Meu casal querido!

Salão das colunas

Entrada do Parque

E extasiados…pegamos um busum de volta… e depois de bater muita perna… achamos um pub, meio restaurante muito legal. Vinhos, algo para repor as energias….

Próximo post: enfim, La Sagrada Família e a polêmica Torre Agbar.

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16
jul
10

malinhão 2010 – BARCELONA 1

Quem  acompanhou a viagem,  aqui pelo blog, sabe que eu pouco tinha tempo de postar fotos e falar sobre a cidade em que eu estava, às vezes por falta de bateria, muitas vezes por pura exaustão e na maioria das noites, pelas duas coisas juntas. Desde que cheguei, mais ou menos, há um mes, eu ainda não parei para, digamos, degustar o pós viagem, como sempre faço. E devo dizer que, esse “depois´´, é quando eu realizo. É o momento em que eu faço a intercessão entre a expectativa e o deslumbramento de conhecer um lugar novo ou no caso de Londres e Paris, de voltar a lugares que amo.  Um passeio que vai das imagens mentais às fotos tiradas. Então vamos lá. Depois de Dublin, Barcelona.

Como resumir Barcelona? Apaixoante! Capital da comunidade autônoma da Catalunha, e maravilhosamente banhada pelo Mar Mediterrâneo, Barcelona é dessas cidades que em 15 minutos a gente diz – Eu moraria aqui! É uma cidade linda, hospitaleira e moderna. A língua é o catalão, mas a maioria das placas e informações também está em espanhol. ´Seus habitantes, ainda lutam para obter a independência da Espanha.

Eu tinha 4 dias para conhecer tudo que tinha pesquisado, mas a maior prazer é sempre o inesperado. Eu que vivo fugindo do calor, fiz as pazes com o sol, enquanto me deliciava pelas ruas arborizadas da cidade. Mas um protetor solar é fundamental. Ainda estou com a a marca do relógio, no braço! Por outro lado, ainda sinto o vento no rosto, um vento fresquinho vindo do mar.

Chegar a Barcelona por ar =

a cidade tem ligação com todas as principais cidades da Europa. Eu fui de Londres (Gatwick) para Barcelona (Aeroporto El Prat 14 Km da cidade), pela Easyjet, que tem vôos regulares de Londres, Paris, Berlin, Lisboa, Milão, Basel e Geneva. A dica como sempre é antecedência.

Vueling = companhia lowcost espanhola, tem muitos vôos que ligam Barcelona a inúmeras cidades da Europa.

Ryanair = Barcelona está sempre entre as promoções da companhia,com  provenientes de várias cidades, chegando ao aeroporto de Girona, que fica bem mais longe, mas tem ônibus frequentes para a rodoviária de Barcelona.

Trem = O AVE, trem de alta velocidade (chega a 300km por hora) , liga Madrid à Barcelona.

O importante mesmo é chegar!

Las Ramblas

Cheguei sozinha à cidade. D o aeroporto El Prat, peguei o Aerobus, e em pouco tempo estava na Praça da Catalunha, onde começa Las Ramblas, essa passarela famosa, que vai dar no Porto Antigo, e atravessa toda a cidade velha.  Depois de muito pesquisar, escolhi o Hostel Benidorm, pelo preço e localização. Fica nas Rambla dels Caputxins, (as Ramblas, vão trocando de nome, comforme a gente vai andando). E foi maravilhoso acordar num balcãozinho, de cara para esse calçadão ainda vazio, cheio de árvores. O pessoal do hotel é super atencioso, tentam entender português (aliás, muitos falam português, há muitos portugueses na cidade). Não rola café da manhã, mas para quem como eu precisa de um café, assim que acorda, tem uma máquina de expresso na recepção.  Os quartos são simples, mas tem tudo que se precisa, ainda mais em Barcelona. A gente só chega para um banho e desmaia de cansaço. Ah! wi-fi em todos os quartos, e para quem não leva o net book, um computador à disposição, perto da máquina de café.

Deixei a mala no quarto, e fui cair na cidade. Andei muito! E depois do reconhecimento da área, decidi que pelo tamanho da cidade, seria melhor pegar o BUS TURISTIC,  para saber se valia a pena, fazer o tour quando meus amigos Rafael e Juliana, chegassem no dia seguinte à tardinha.

Já falei de Las Ramblas aqui. Mas sei lá qual é a magia dessa rua… Normalmente lotada de turistas, artistas, bancas de lembrancinhas, mais bancas flores e de  animais, mesas de restaurantes, músicos. Enfim, é uma festa! Além disso os edifícios são lindos, e ter que passar pelo Grand Teatro do Liceu ou pelo mercado La Boqueria, para chegar “em casa´´ é tudo de bom.

Las Ramblas começa na Plaza de Catalunya, (é o ponto central, o meeting point da cidade)  e apesar dos seus 2 Kms, a gente nem sente essa distância, tamanha a diversidade de informações visuais. Indo em direção ao Port Vell, à sua esquerda está a Praça Real e o Bairri Gotic, com suas ruinhas estreitas e muito comércio. À sua direita a Ciutat Vella.

Portanto é um bom lugar para se hospedar.

saída do metro Las Ramblas

Bairri Gotic

Las Ramblas à noite

Port Vell

Eu sei que olhando no mapa, todo turista acha que pode andar tudo a pé. Mas Barcelona não é bem assim. Os pontos turísticos são espalhados pela cidade, longe uns dos outros e até a gente se familiarizar com o metrô ou os ônibus municipais, perde-se um tempo precioso, quando se tem só alguns dias.  Então o Bus Turistic vale muito a pena! Aliás é uma das cidades que mais vale a pena, pagar por este tour. Fiz a  primeira rota  sem saltar do ônibus, mas logo nos primeiros

minutos vi que era exatamente o que eu queria.  Há vários pontos onde se pode comprar o ticket, o mais fácil é na Praça da Catalunya, de onde partem os ônibus. ou com os atendentes que ficam sempre perto das principais paradas.  Aconselho a chegar cedo pela manhã, porque se forma um grande fila. Além disso, como a gente pode saltar aonde quiser, passear, tirar fotos, e depois pegar o ônibus  outra vez,  um dia só é pouco, pois em alguns pontos, vale curtir o visual, visitar os museus, relaxar e absorver aquele momento.

São 4 rotas e todas são maravilhosas.

O ticket para o Bus custa 22 euros para um dia e 28 para 2. E se você ainda quiser mais um, tem desconto no próximo dia.

Plaça Catalunya

Casa Battló

No próximo post, mais Barcelona, tim tim por tim tim.




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