Posts Tagged ‘La Sagrada Família

15
maio
11

Re-viajando Barcelona

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O Templo da Sagrada Família não tinha mesmo se esgotado na primeira visita e provavelmente cada vez que for lá, será uma nova emoção, pois ainda está em construção.

Os adaimes e tapumes fazem parte da “paisagem”. Mas quando entramos, vi como tinha valido a pena, ter voltado à Cidade. Ser testemunha da construção de um monumento dessa envergadura, já é para marcar a memória. Imagina voltar alguns mêses depois, e ver,  o quê antes era poeira e barulho, transformado em um altar.

Fiquei imaginando Gaudi, ao “pensar” uma construção que jamais veria totalmente pronta. Só os gênios tem essa abnegação.

E aquela atmosfera de natureza, de floresta, mais impressionante ainda. Que luz!

O frio lá fora, e a chuva grossa, acabaram por nos deixar muito tempo alí, olhando cada detalhe e desfrutando de uma calma quase impossível numa viagem.

No dia seguinte,  os céus se abriram e Barcelona ficou com sua cor “original”.

Fundação Miró

E um passeio até Monjuic, a colina que se ergue a sudoeste da cidade, é a melhor forma de ser ter uma visão total da beleza da cidade. Nesse passeio: Museu Nacional de Arte da Catalunha,  Pavilhão de Barcelona, Caixa Fórum, Fundação Miró, Jardins de Monjuic, Castelo de Montjuic, El Poble Espanyol. Difícil é decidir!

Teleférico de Montjuic

Por 9,30 Euros (ida e volta) esta cabine se eleva a 84,5 metros e percorre 750 metros até o Castelo de Monjuic. Vale cada centímetro!

A partir da estação, a vista da cidade vai se modificando…

La Sagrada Família, à esquerda. À direita a Torre de Agbar.

E o azul do Mediterrâneo se apresenta diante dos olhos.

Lá no alto o Castelo de Monjuic descortina uma visão.

Na volta, a gente mergulha nesse azul, e chega à região de Port Vell

Estátua de Cristóvão Colombo

Região de PortVell

E seguindo toda a vida, chegamos à Vila Olímpica.

A partir daí, nosso tempo no Bus Turistic acabou. Como se locomover nessa cidade? Para quem vai ficar mais de dois dias ou está com dinheiro mais do que contado, Barcelona oferece um excelente transporte público. E há várias opções de bilhetes (tarjetas) dos simples para uma única viagem  (1,45 euro), o T-Dia 5,90 Euros para a Zona 1.

Para chegar ao Parc Guell por exemplo, é muito melhor pegar o 24 (ônibus) na Praça de Catalunha do que saltar do Bus Turistic (este nos deixa perto, mas a gente teria que encarar uma bela subida). O ônibus de te deixa na Carretera de Carmel-Parc Güell, na cara do gol!

Parc Guell

Além da vista deslumbrante deste fim de tarde, visitar o Parc é realmente uma emoção. Carol mal se continha.

Saindo pela entrada principal, é só descer (o que teria que subir) e pegar o mesmo ônibus 24 e voltar. Esse ônibus passa no Passeig de Grácia, uma avenida lindíssima, chiquérrima, onde você vai encontrar nada mais nada menos que a  Casa Batló, Casa Milá, e vários outros edifícios modernistas.

Para passear pelas Ramblas e Barceloneta, pegue o 14 (também passa na Plaça Catalunha, onde também passa o 50 que leva até o Teleférico de Montjuic.

Ramblas -Fuente de Canaletes

Para o Templo da Sagrada Família, o melhor é o metrô, cuja a estação de deixa quase dentro do templo.

Poderia falar e ficar em Barcelona muito, muito mais. Aliás, plagiando meu querido Rafael: – Eu moraria em Barcelona!

Mas Madri nos esperava…

Até

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12
nov
10

La Sagrada Família, consagrada!

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Domingo último, dia 7 de novembro, o PaPa Bento XVI consagrou o Templo da Sagrada Família ( em Barcelona, minha querida Barcelona) dessa forma, o templo foi elevado à categoria de Basílica e missas agora podem ser realizadas.

A consagração, “dedicada a Deus”, ocorreu durante a missa solene oficiada no templo, em cujo interior assistem à cerimônia cerca de 8 mil pessoas, entre estas os reis da Espanha, Juan Carlos e Sofía, e mais 50 mil pessoas do lado de fora do prédio.

O papa iniciou a consagração do templo jogando água benta sobre o altar e os fiéis e outros seis sacerdotes fizeram o mesmo nas paredes da construção.

Como eu gostaria de ter estado lá! Durante tanto tempo sonhei em conhecer esta construção, e me sinto meio parte deste momento, não só por ter estado lá, ter contribuído com minha visita (o preço do ingresso é uma doação), mas principalmente, porque ainda sinto a emoção de estar diante da fachada da Natividade pela primeira vez.

Não que para mim faça alguma diferença.  Mas fico imaginando seu interior, já bem mais adiantado (ou já acabado)  do que quando estivemos lá e me dá um enorme saudade (como se eu tivesse vivido em Barcelona!).

08
ago
10

La Sagrada Familia – a emoção

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Ficheiro:Sagrada Familia 1915.jpg

La Sagrada Família em 1915 (fonte: Wilkmedia Commons)

Tentar explicar a sensação de estar diante ou no interior de uma catedral é muito difícil. Eu sempre fui louca por história, e todas as catedrais tem uma história e tanto. Durante meses eu vivi debruçada sobre textos da Idade Média (em francês, imagine!) e fui me contagiando por tudo que é relativo a construção desses templos. Mas estar diante dessa obra, que no meu imaginário era um gigantesco castelo de areia, foi uma dessas emoções inesquecíveis.

O fato de ser testemunha da construção de uma catedral, já é uma emoção, já que todas que eu visitei até hoje, foram construídas há séculos…. E contribuir para obra, ao visitar seu interior torna a visita mais simbólica.

A construção do templo, foi desde seu início, totalmente financiado por doações, o projeto começou em 1882, e assumido por Gaudí, em 1883, que dedicou 40 anos, sendo 15, os últimos de sua vida.

O templo, quando estiver terminado, terá 3 fachadas: Fachada da Natividade (construída e concluída, sob intervenção direta de  Gaudi), a Fachada da Paixão iniciada em 1954, segundo desenhos e explicações deixados por Guadí, e a Fachada da Glória, a maior e a principal, prevista para setembro de 2010.   Terá  ainda, 18 torres: quatro em cada uma das três entradas-portais,  seis torres, com a torre  central dedicada a Jesus, de 170 metros de altura, outras quatro ao redor desta, dedicadas aos evangelistas, e um segundo zimbório dedicado à Virgem.

Consta que Gaudí dizia, que o estilo neo-gótico era imperfeito, por causa de suas linhas retas, o que não refletia as linhas da natureza. Assim, Gaudí imprimiu em cada detalhe, seu estilo orgânico, dispensando os arcobutantes, idealizou o uso de colunas em forma de tronco de árvore, que permitem descarregar o peso das cobertas diretamente no chão, solução prática e  ao mesmo tempo estética, já que converte o interior das naves do templo num espaço orgânico que se assemelha uma floresta.

Olhando para cima, uma explosão de formas…

A sensação de floresta…

Durante nossa visita ao interior, estávamos testemunhando, ao vivo e a cores a construção desse templo. Trabalhadores, guindastes, andaimes, barulho e poeira.

O  mês de setembro de 2010 é apontado para a conclusão do interior e abertura ao culto e visitas, enquanto para a sua consagração está prevista a data de 7 de novembro de 2010.

O término das obras, no entanto, está previsto para 2026.

E confesso que desejo estar lá. Aliás, prometemos os três, voltar a Barcelona para comemorarmos futuras conquistas, como esta de estarmos aqui.

Momentos como esse, ficam impregnados na memória. Chego a sentir o “cheiro de obra” enquanto escrevo.

Eu estava lá… antes da catedral ser concluída. É história!  para contar para os netos.

Essa foto, tiramos por cima dos tapumes. A pavimentação ainda está em construção.

Saí de lá completamente emocionada, impressionada e muito mais apaixonada por Gaudí. E humildemente agradeço,a todos que como nós, doando ou visitando, contribuíram para a construção desse templo.

Do lado de fora, um jardim…

Sálvia, orégano, alecrim, lavanda…

E a Fachada da Paixão;

Fachada da Natividade, impressionante!

Fachada da Paixão

O próprio Gaudí descrevia a sua concepção da Fachada da Paixão da seguinte maneira:

” Alguém encontrará esta porta extravagante demais, mais eu quereria que fizesse medo, e para consegui-lo, não pouparei os claros e escuros, os salientes e entrantes, tudo que resulte em tétrico efeito. E mais, estou disposto a sacrificar a mesma construção, a romper arcos e a cortar colunas, para dar a idéia da crueldade do sacrifício.

Mas é nítida a diferença que fez a presença do mestre, a paixão do artista na Fachada da Natividade, e sua ausência na Fachada da Paixão.


A foto abaixo, sinceramente não sei como foi tirada, ou mesmo, se é uma montagem. Não há distância suficiente para esta visão, mesmo assim é linda, e termino esse post, com saudades de um momento totalmente mágico.Ficheiro:Barcelona Temple Expiatori de la Sagrada Fam lia (2050445207).jpg




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