Posts Tagged ‘PARIS

17
abr
10

espaço aéreo europeu fechado até domingo…oh lá lá!

É assim que está a situação da nuvem de cinzas do vulcão Eyjafjallajokull…. Se o nome é difícil, a situação é ainda pior.

Até agora, só um e-mail genérico da Air France dizendo para acompanhar os informes no site da companhia. O call center é atendido por um robô e sobre o meu voo, só dizem que “está previsto”, como todos os outros que foram sendo cancelados…

Stand by… fazer  quê?

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17
mar
10

Chegando à paris

Fui então conduzida, em um carro quentinho, até a casa de Michel que morava no 18 ème, quase ao lado do Estade de France. Não era exatamente o recanto mais lindo e turístico de Paris. Liguei para Michel, do celular de Dominique. Uma voz pastosa: Alô? Ele  ainda estava dormindo, mas desceria em segundos para me receber. Eu estava em Paris!!!! (e aterrorizada com o primeiro encontro! como seria meu amigo francês?)

A primeira visão de Michel foi cômica. A impressão que me deu foi que ele ainda estava com o travesseiro colado na cara. Uma camisa com manchas de chocolate, café etc e um sorriso enorme me receberam. Mas as surpresas não pararam na camisa. Mesmo  sem querer, quando se fala em Paris, a palavra glamour vem à mente. Mas quando Michel me conduziu ao meu quarto, fiquei imaginando como eu faria para fugir dali o mais rápido possível. A casa era um caos completo. Livros por todas as paredes, muitas coisas por sobre os livros, sapatos pela casa, cinzeiros entupidos e a cozinha???!!!  Era um misto de fim de festa com república de estudantes. Não fosse o treinamento feito durante toda a minha vida com minha mãe geminiana(extremamente bagunceira) e eu  não teria sobrevivido. Mas da janela do meu quarto, eu via a Torre Eiffel e Sacré Coeur. Melhor visual impossível. Era Paris, alí, aos meus pés!!!! E o coração aos pulos!

Com esta paisagem, a gente releva uma baguncinha, né?   Além do mais, ele era extremamente gentil.

O apartamento era todo envidraçado, rodeado por 2 varandas. Os vidros não viam um pano, uma aguinha sequer, talvez, desde que a França ganhou a Copa do Mundo. Foi quando mesmo? A varanda….bem, a varanda era mais um quintal e tinha de tudo. A da sala, restos de festas, latinhas de cerveja, plantas à beira da morte, guimbas de cigarro.  A varanda do meu quarto era mais assustadora e  levei alguns dias para me convencer que não havia ninguém esquartejado dentro daquele saco preto que farfalhava quando o vento era muito forte  (nunca tive coragem de investigar o que era, mesmo depois de 2 meses). Uma panela enorme também fazia parte da decoração. Diga-se de passagem que ela permaneceu intacta até a minha partida para o Brasil.

Depois do café animador que Michel me ofereceu, ele me deu a chave do apartamento e saímos para que eu fizesse um reconhecimento dos arredores. Era tudo que eu poderia fazer sem metrô, pois nem táxis estavam rodando. Fui apresentada à Monoprix, uma espécie de Americanas, onde tratei de comprar meias de lã, e protetores labiais. Depois, sentamos num café, onde tomei meu primeiro petit noir. Pronto, parecíamos amigos de longa data. Eu estava exausta! Com a excitação da viagem, não tinha dormido nem na véspera, muito menos no voo. Mas aquelas lufadas de ar gelado num friozinho de 3 graus, me acordaram para o que seria o primeiro dia de um dos melhores momentos viajantes da minha vida.

Tour Eiffel

Já à noitinha, ele me chamou para ver o jornal, que tantas vezes eu tinha visto pela internet. As notícias não eram muito animadoras. A greve continuaria. Meu segundo dia em Paris dependeria de Dominique, pois não haveria metrô. Tout d´un coup ( não mais que de repente), Michel se levanta e me chama para um passeio a pé.   -Você é turista, não pode passar sua primeira noite em casa! Foi então que descobri o significado do verbo andar.  Pela paisagem da janela, dá pra se ter um leve noção da distância da Basílica de Sacré Coeur. Pois fomos andando até lá!!!! Tout doucement!!! Devagarinho! E, subimos as escadarias!!! Neste instante, pensei em silêncio “Não, ele não esquarteja as mulheres e as joga na varanda, ele as mata….andando!!!´´

Ao entrar na Basílica, além de agradecer aquele momento histórico, realizando um sonho, agradeci estar viva! Ainda não sabia o que vinha  pela frente. Se de tarde, a temperatura era de 3 graus, à noite, quanto estaria?

Pois foi com uma garoa fina, que continuamos passeando. Saindo de Sacre Coeur, percorremos Montmartre, praticamente vazio, por  causa da greve dos transportes. Descemos para Pigalle (0nde fica o Moulin Rouge) e andamos por mais um 4 a 5 kilômetros.

O que ainda restava de mim, se manifestou e pediu a ele para tomarmos alguma coisa. Où? Aonde? Ele me perguntou. O primeiro pub, de onde se ouvia uma voz cantando, me pareceu perfeito e, foi alí que recuperei alguma força e o vinho me ajudou a anestesiar o que ainda podia se chamar de pernas. Depois, Gare du Nord e tome de andar até em casa. Olhando no mapa, “minha casa” era lá perto do Estade de France, quase no fim da cidade intramuros.

Aquele quarto, aquela caminha me pareceram a suíte mais vip do Ritz! Me joguei na cama, rezando para conseguir me levantar no dia seguinte…Notredame de Paris, orai por mim.

16
mar
10

Enfim Paris!

Como prometido, ainda estou organizando o blog. Mesmo com um grande atraso, este é o primeiro de uma série de posts sobre Paris. Afinal, foi essa experiência que deu origem a este blog, mas que na realidade, acabou não rolando, pois meu computador “mórréu” logo na primeira semana da tão sonhada temporada em Paris e quando voltei ao Brasil, tive contato imediato de ultíssimo grau, com a tal depressão pós viagem, pós europa e não consegui levar o blog…

Minha estória com Paris começou cedo e levou muito tempo para chegar ao final feliz. Aos nove anos comecei a aprender francês e antes de pensar sobre o que eu queria ser na vida, pensava: preciso conhecer Paris!!! Não vou falar dos motivos que me fizeram levar tanto tempo para realizar esse desejo. Seria praticamente uma autobiografia. O fato é que demorou muito, mas em vez de passar uns dias, passei dois maravilhosos meses, vivendo em Paris.

Em 2006, depois de trinta anos, voltei a estudar francês, e noa ano seguinte,comecei finalmente a planejar minha viagem. Adoro planejar viagens. Atracada a um notebook, foram 6 meses viajandona. Finalmente Paris! Mas como tudo na minha vida tem  uma estória, essa viagem não poderia ficar de fora.

Para começar, pouco dinheiro. Para compensar muita sorte. Mas muita sorte mesmo! Como eu queria, praticar meu francês, vivia no MSN e no ICQ tentando contato com franceses ou francesas. Estas últimas nunca me responderam. Mas acabei fazendo amizade com Michel, um viajante inveterado, apaixonado pelo Brasil que insistia em me oferecer um quarto independente na casa dele em Paris. Conversamos durante mais de um ano. Foram meses elaborando a idéia. Como euzinha iria ficar na casa de um cara solteiro durante dois meses? Mesmo assim, resolvi arriscar, com um plano B na manga, é lógico! Mas com a economia na hospedagem em vez dos vinte dias eu poderia ficar 2 longos e maravilhosos meses.

Durante meses eu acompanhei os jornais franceses e francamente sabia mais do que estava acontecendo em Paris do que na esquina aqui da rua. A data da minha viagem se aproximava e em Paris o caos se instalava. Greve de todas as categorias, passeatas…Nesta época eu falava quase que diariamente com três franceses. Michel, que iria me hospedar, Dominique e Olivier. Todos fisgados no ICQ. Cada um emitia sua opinião sobre o que se passava na França. Uns quatro dias antes de eu embarcar, a greve que poderia ter estragado tudo, aconteceu. Os transportes, todos eles, parados! As negociações estavam acirradas. Mas como sorte não me faltou, Dominique declarou que iria me buscar no aeroporto. Salva! Pelo menos não passaria meu primeiro dia em Paris, no aeroporto. Mas eu tinha lá minhas dúvidas…como um cara que nunca me viu, iria sair de casa em pleno inverno, no primeiro dia de férias, para pegar uma brasuca no aeroporto em plena greve de metro, ônibus e trens? Mas quando saí do saguão, lá estava ele e seu narigão francês, sorrindo para mim. Aprendi que francêses, quando falam eu vou, eles estarão lá. É um compromisso. Aliás, isso é uma coisa ligada à lógica. Quando eles dizem uma coisa, é aquela coisa. Não é como aqui, que a gente convida por convidar e depois fica dando desculpa ou fugindo da pessoa. Fica muito mais fácil a convivência. Em compensação, as palavras tem muito mais força, pois elas significam exatamente o que eles querem dizer.

Assim, começou minha aventura parisiense. Salva por um francês que eu nunca tinha visto pessoalmente.

19
jan
09

Paris – SÃO TANTAS EMOCÕES!


Já descobri quase todos os acentos desse computer, só falta achar o ponto de interrogação. Os acentos me fazem uma falta enorme, assim como todos os sinais de pontuação…
Estou extremamente desatualizada. Eu não! O Blog. Euzinnha estou colocadíssima. Mas como expressa o tìtulo desse post – É muita informação! Às vezes dá um nervo, uma urgência de absorver tudo, de saborear, e sentir tudo! É simplesmente impossível transmitir tudo que estamos vendo, sentindo, vivendo. Talvez com calma, depois da viagem, eu possa aos poucos, descrever as cenas, e os cenários.
Chegamos à Paris, minha querida Paris, na sexta-feira, às 5 da tarde na Gare du Nord.
Estamos craques em arrumações e prazos para chekins e outs. Enquanto os sinos badalavam, nós que tínhamos planejado acordar cedo e com calma arrumar tudo, nos deliciamos na cama quentinha e eu que normalmente tenho uma insônia às cinco da manhã, só acordei às 10. Nosso chekout era às onze e tivemos que correr muito. E de despedir de Brugges foi muito difícil. Que cidade maravilhosa!
Fomos de ônibus até a estação de trem, pegamos o trem para Bruxelas e de Bruxelas, fomos de Thalys para Paris.
Chegar em Paris é sempre uma emoção. Me sinto em casa! Pegamos um taxi até a casa do meu querido amigo Michel, que tinha deixado a chave na portaria. Deixamos as malas, e partimos para curtir o fim da tarde, nesta cidade querida.




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