Posts Tagged ‘ROMA

17
jan
12

#Blogagem Coletiva: Cadê a wifi nos hotéis???

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Faz muito tempo que não entrava no Twitter. Mas hoje, também sem querer como da outra vez, vi esse tema em questão, e como fala alto dentro de mim, aqui vai minha participação: como assim ainda tem hotel que não oferece wifi gratuita??? como assim tem hotel que não tem wifi mesmo que  paga??? Porém é verdade, mesmo aqui na Europa!  Eu sou daquelas que, quando procura um hotel/hostel/albergue, vê se tem internet antes de ver se tem cama!

Em 2010, em Innsbruck, lembro de sair de pijama do quarto, procurando sinal no corredor. Em Praga, 10 com louvor para o Hotel Atlantic, que além do quarto enorme, oferecia internet grátis e rápida!

Mas durante a viagem do ano passado (Barcelona – Madri – Milão – Roma- Veneza – Paris) pude constatar que isso é a mais pura realidade! Internet rápida gratuita no seu quarto e no seu computador é uma radidade.

Em Barcelona o Hostal Central dizia ter wifi em todos os quartos, mas o meu computador não conseguiu achar o sinal, e o staff idem. Já em Madri a coisa funcionou bem. Um hostal simples, mas muito acolhedor, com internet rápida e gratuita!

O nome do hostal? Stad Madrid. Já em Roma, onde ficamos cinco dias e eu “precisei” muito da internet, a gerente do  Casa del Arte me respondeu com um sonoro “We don´t rrrrrrrrrrrave internet” quando perguntei ingenuamente sobre a senha. E foi muito chato ter que pesquisar tudo numa lanhouse, perto de Termini, mas não tinha outro jeito!

Em Milão, no Hotel Catalani, havia internet paga, 8 euros – 24 horas, que acabou nem entrando na conta na hora de pagar.

Em Veneza a mesma coisa. Por 3 euros, o hotel oferecia conexão no lobby do hotel, mas depois que me deram a senha, consegui acessar do meu quarto todos os dias que passei por lá, (mas achando que eu estava fazendo alguma coisa errada).

Em Paris, no Absolute Hotel,  internet só na recepção, e em mesinhas minúsculas, obviamente disputadíssimas. E isso se repete em vários hotéis dos mais simples aos mais “estrelados”. Quando é que os hotéis vão “antenar” para isso?

Concluindo, hoje em dia, todo mundo usa internet. Mais que usar é precisar. Internet e tomadas! Viagem é para sair do quotidiano, eu sei, mas numa viagem é extremamente útil, eu diria imprescindível, ter conexão,  pois ajuda a encontrar lugares, tirar dúvidas, comprar passagens e resolver problemas de última hora, além de poder se comunicar, ver seu saldo no banco, etc.  E para quem escreve sobre viagem, aquela impressão fresquinha, no exato momento em que a gente se depara com a cidade?

Hotéis do mundo, antenai-vos!!!

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04
set
11

Roma – Veneza Treno Notte experience! Uma vez para nunca mais!

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Se existe uma coisa que eu adoro é planejar uma viagem.

Meu roteiro é sempre assim

1- data – de onde para onde

2-meio de transporte – passagens de avião, trem, ônibus

3-meio de transporte entre o aeroporto e o centro da cidade

4-reserva do hotel –  meio de transporte para chegar ao hotel

5-uma listinha dos pontos de interesse na cidade

6-meio de transporte entre o centro da cidade e o aeroporto/estação de trem/de ônibus para a próxima cidade.

E o que mais me fascina, é que sempre dá tudo certo. É possível de qualquer lugar do mundo, planejar a viagem pela internet e quando você chega lá (pelo menos na Europa), salvo havendo nevascas, greves, etc. O avião, o ônibus (do aeroporto à cidade), e o hotel estão lá. No horário e no lugar exatos.   Mas pela primeira vez (sempre tem uma primeira vez, né?) havia uma ponta solta. Quando comprei as passagens de Roma para Veneza, não consegui encontrar nenhum meio de transporte, no horário necessário, entre Ternini e o Aeroporto de Fiumincino. Nosso vôo para Venesa Treviso, sairia às 7 da manhã.

– Quando chegar lá, eu resolvo. Sempre tem um jeito… Táxi ou algum serviço reservado pelo próprio hotel (pensei). Nada disso.  Reservar um táxi, era correr o  risco de ficar esperando (para sempre) na rua e de madrugada, segundo a gerente do hotel.  Poderiámos tomar o trem no último horário da noite (10 e meia) e “dormir” perambulando pelo aeroporto, como almas penadas ou arriscar perder o vôo, pegando o primeiro trem, assim que amanhecesse.  Duas moçoilas sozinhas…  Tomei a decisão que me pareceu mais sábia e segura.  De uma tacada só, foram vários prejuízos: abortamos a última noite no hotel (ah que arrependimento!) , o vôo da Ryanair (ah que saudades!)  e compramos duas passagens no trem noturno de Roma para Veneza. Roma Tiburtina 23:00 -Venezia St Lucia0 5:3o. Muito $$$$$ mais caras do que as passagens de avião na Ryanair. Isso, porque escolhi as mais baratas, já que as mais caras (e talvez bem mais confortáveis) eram no trem rápido e chegaríamos às três da manhã em Veneza. Não era o mais recomendável…

Vamos dormir a noite inteira e chegamos já dentro da cidade, nem precisa de ônibus (doce ilusão!!!) Foi de longe a maior furada, o maior perrengue, a pior noite, ever!!!!

Sem saber o que nos esperava, fomos animadíssimas para a estação. A primeira perna, era de Termini (estação central de Roma), para Roma- Tiburtina (estação de trem fora do centro). Para começar, rolou a dificuldade de encontrar a plataforma, já que no quadro de partidas e chegadas, não habia nenhum trem saindo de Roma Termini e chegando em Tiburtina. Por adivinhação, e pelo horário, conseguimos encontrar nosso trem, que vinha de outra cidade e passava por Ternini…  e mal contínhamos a alegria de ver o trem confortável, limpinho e quase vazio.

Saltamos em Tiburtina, e também por adivinhação e pelo horário no quadro, achamos a nossa plataforma.  Já nesse momento eu pensei: não é bem isso que eu tinha imaginado.

Quem dera fosse esse trem  aí da foto….  Quando nosso trem finalmente chegou, eu tive certeza que tínhamos entrado na maior roubada de todas! Uma correria absurda para todo mundo entrar. O trem tinha um corredor estreitíssimo, pelo qual todos os sêres e suas bagagens tinham que circular num vai e vem atropelado, a fim de encontrar sua cabine e respectivo assento (pelo menos era numerado). Parecia um caminhão de bóias frias ou de retirantes refugiados sobre trilhos. Algumas pessoas (?) carregavam verdadeiros containers. Para chegarmos à nossa cabine, tivemos literalmente que subir por cima de  um desses volumes enormes que simplesmente bloqueava a passagem. Quando enxerguei nossa cabine e abri a porta, meu instinto maternal aliado ao de sobrevivência me fez querer sair dalí imediatamente. Já era tarde. O trem já estava em movimento.

A cabine era um cubículo, com 3 bancos contíguos de cada lado. Três ocupantes. Um homem provavelmente indiano, um outro homem enorme aparentado com o Shreck , e uma mulher (que estava sentada no meu lugar), que usava uma touca, tipo Carlinhos Brown, onde provavelmente caberia toda a sua bagagem, mas deveriam ser só os  dreadlocks rastafari mesmo. Era a mais mal encarada. Não sei de onde tirei coragem para articular a frase: YOU ARE  IN MY PLACE! Provavelmente foi instinto maternal, pois se ela não saisse eu e Carol ficaríamos separadas. Assim que realizamos que estávamos numa roubada, nos entreolhamos e em absoluto silêncio, tentamos nos acomodar e nos conformar. Sete horas, sete horas intermináveis nos separavam de Veneza-ST Lucia.

1- 2- or 3- berth sleeper on Italian overnight train - daytime mode

Como tudo que tá ruim, pode piorar, depois que sentamos, naquele banco duro em formato de L, alguém apagou a luz. Breu total. Paniquei. E eu Carol temos insônia!!! Mas para ajudar ainda mais o nosso desespero, o trem era…. parador! E lógico, na próxima estação, entrou a sexta elementa que faltava para que a cabine ficasse irrespirável e completamente claustrofóbica. A criatura era alta e grande. Com apenas um dedo apontado, e um olhar desafiador, a moça tirou o Shreck da janelinha e sentou-se bem à minha frente. Em questão de segundos, se esparramou e dormiu.  Pronto! Não tínhamos luz, nem espaço para um movimento sequer, nem ar.  Tres pessoas de frente para tres pessoas .  Eu e Carol entaladas no fundo, junto à janela (que tinha um protuberância, impedindo até o mais inocente encostar da cabeça)  e os outros, se espalharam, esticando as pernas sobre o banco e a pessoa da frente.  Sete horas e muitas paradas depois….

Conto mais no próximo post, até!

02
set
11

Roma

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É… nosso dias em Roma estavam quaaaaaaaase no fim. Domingo, nosso programa começava pela Piazza S. Pietro.

Sim, fomos à bênção do Papa, que acontece todos os domingos ao meio dia.

A Praça de São Pedro, surgiu da necessidade de criar um espaço digno para anteceder ou anunciar a Basílica de São Pedro, cuja fachada ficou pronta em 1614. O projeto foi entregue a Gian Lorenzo Bernini. Quem leu Dan Brown, certamente vai imaginar e procurar todos os “sinais” deixados por ele em suas obras espalhadas por Roma. A praça, dois semi-círculos e duzentos e oitenta e quatro colunas, formam uma elipse grandiosa. No lado direito, forma-se uma fila para entrar na Basílica, e não há necessidade de comprar ingresso.

Chegando à Basílica, há duas entradas. Uma para ela mesma e outro para os túmulos dos papas. Erramos e entramos na dos túmulos. Tá, mesmo não sendo meu passeio preferido, fui até o fim. Finalmente entramos na Basílica: enorme, emocionante.

A maior igreja do mundo.

E os guardas??? A famosa guarda suiça, da qual só podem fazer parte homens fortões entre os 18 e os 30 anos e com reputação criminal e social absolutamente imaculada. Mas a guarda é toda trabalhada nos uniformes (dizem que foi Michelangelo que desenhou, mas há controvésias) e cá entre nós, os guardas…..são lindos! Páreo duro com os pompiers (bombeiros) de Paris.

E a pessoas começam a se aglomerar na praça, perto do meio dia.

E ao meio dia em ponto, um ponto lá no alto,  atrai a atenção. A janela se abre e o papa aparece.

É mesmo emocionante ver tanta gente em paz…

Terminada a bêncão, vamos em direção ao Castelo de Sant´Angelo, e da ponte (dos Anjos) que tem o mesmo nome, construída entre 134 e 199 pelo imperador Adriano.

Linda né?

Na noite anterior, voltando para casa, saltamos na estação Colosseo para vê-lo iluminado.

Já nos preparando para a visita ao seu interior.

De dia ou de noite, é mesmo impactante.

É quase origatório. Entrar no Coliseu, é sem dúvida uma experiência. Imaginar como era e tudo que aconteceu aqui, é de perder a respiração.  Chegamos cedo para não pegar a fila monstruosa que se forma todos os dias. Milagrosamente, não tinha quase ninguém na nossa frente.  Por 18 euros, pela internet e 15 no guichê, adquirimos o direito de entrar, passear e fotografar o Colosseum, Monte Palatino e Forum Romano.

Com mais de 12 metros de profundidade, 187,5 metros de comprimento por 155,5 metros de largura, e ostentando um perímetro de mais de 540 metros, é uma das maiores construções do Império Romano, contruído por ordem do Imperador Vespasiano (70 d. C.).

Só dois terços da construção resistiram ao tempo, aos vândalos, terremotos e aos construtores medievais que retiravam materiais para suas próprias construções.

Monte Palatino

Confesso que visitar o Coliseu foi impactante. Mas depois dessa visita, precisávamos de algo “leve”. Partimos em direção ao “paraíso” romano.

Vila Borguese

Ao norte de Roma, um parque em forma de coração! Naquele fim de tarde chuvoso, com aquelas árvores que só vi em Roma, o parque estava praticamente particular.

Optamos então por passear nessa geringonça. Uma mistura meio maluca de bicicleta com carro.

Essa coisa parece fácil de conduzir, mas acabou sendo responsável por inúmeras gargalhadas, freadas inesperadas e alguns pequenos hematomas. Tem pedais de bicicleta, direção de carro, e um freio em forma de alavanca. O problema é que ao pedalar, rola um impulso automático que faz a geringonça atingir uma velocidade que a gente não espera.

O parque é simplesmente lindo! Depois de viver Roma intensamente, cheio de turistas, trânsito caótico, ritmo intenso, passar um tempo aqui é puro deleite.

Daqui, fomos para o sul, onde está a Piramide de Caio Testino e a Porta São Paulo, no começo da rua Ostiense no bairro Testacchio.

Porta São Paulo

É uma das portas meriodionais da Muralha Aureliana em Roma. Corresponde à Porta Ostiense, a porta de onde iniciava, e ainda inicia, a Via Oistiense, o caminho que liga Roma à Ostia. A porta está separada da Muralha Aureliana, e tem o aspecto de um castelo com suas duas torres: por isto é chamada algumas vezes de Castelletto,

Já a Pirâmide, foi construída para ser um monumento fúnebre, coberta em mámore de Carrara. Como chegar até aqui? Os ônibus 60, 280, 30, 719 passam todos neste caminho.

   Voltando ao centro, mais precisamente à Piazza Venezia, caímos no gelato mais delicioso, ever!!! Terminávamos assim, nosso primeiro encontro com Roma. Uma cidade para se visitar muitas vezes…

É uma cidade acolhedora, rica e massiva ao mesmo tempo. Acho que a segunda visita será ainda melhor, pois é quando a gente já está mais local e tem mais tempo para viver a cidade.

Nosso problema agora, era resolver a questão: como chegar ao aeroporto Fiumincino???  Nosso vôo para Veneza partiria às 7 da manhã, e teríamos que sair de Roma às 4 da manhã. O problema é que não havia nenhum meio de transporte no meio da madrugada, nenhum suttle (ônibus) e o primeiro  trem que faz a ligação Termini-Fiumincino, só à 5 e meia. Ok … um taxi então? Roberta, a gerente do B&B, fez uma cara de “não sei não”. Segundo ela, não é lá muito confiável marcar um táxi por telefone para às 4 da manhã. Marcar até marca. Se o táxi vai aparecer é uma outra estória, provavelmente de suspense. Foi assim que, “achando” ser o mais seguro e confiável, optamos ( eu optei, aff!) por abortar o vôo, e irmos de trem para Veneza. Uma opção que nos levou a passar  uma noite tenebrosa!!!! Dessas inesquecíveis, de total sufoco mesmo! Mas isso, é assumto para o próximo post!

Até!!!!

23
ago
11

As praças de Roma

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Piazza di Spagna    Fontana della Barcaccia   Scalinata di Spagna   Trinitá dei Monti

É praça, monumento, igreja, fonte, e  ponto de encontro de romanos e turistas.  A Piazza di Spagna é tudo junto ao mesmo tempo. A praça leva esse nome por ter sido endereço da embaixada da Espanha, e a escadaria que leva à Igreja Trinitá dei Monti, a Scalinata di Spagna, é ponto de visita obrigatório.

A fonte de água doce,  linda, linda, é chamada de La Barcaccia, de Pietro Bernini (presente em toda a Roma), e dizem que inspiração veio de um barco que ficou na praça, durante uma inundação do Rio Tevere em 1598.

Subindo a escadaria, chega-se à Chiezza di Trinitá del Monti e praça me lembrou a Place de Terte em Montmartre, Paris.

Depois de recuperar o fôlego, é olhar em volta e se deslumbrar, principalmente se o sol estiver se despedindo.

Essa luz é simplesmente mágica. E dees ponto de observação, o cair da tarde foi um escândalo.

Já na Piazza dei Popolo, encontramos um carnaval.

Essa praça é linda! Na entrada da praça, estão duas igrejas iguaisinhas :

S. Maria di Montesanto e S. Maria dei Miracoli (fonte : Panoramio)

Só para se localizar:  A praça ramifica-se em três estradas (o Tridente) que penetram na cidade: a Via del Babuino, à esquerda, levará o viajante à Piazza di Spagna (Praça de Espanha); à direita a Via de Ripetta que se comunica com a Piazza Navona e o Panteão de Roma. No centro começa a rua mais cara da cidade de Roma: Via del Corso, com numerosas lojas.

A Piazza del Popolo é desses lugares que a gente não sabe para onde olhar. Além das duas igrejas gêmeas construídas no Séc XVII, Bernini e Fontana entraram em ação. Dois meio círculos contornam a praça, no centro há o Obelisco Flaminio (vindo do Egito), guardado por leões.

E no norte está a Porta del Popolo, projetada por Michelangelo em 1561, sendo a fachada que se vê da praça, projetada por Bernini. Arrematando tanta história, está a Chiesa de Santa Maria del Popolo

Piazza del Popolo

Já a Piazza Navona tem  nada menos que tres fontes.  Adivinha quem realizou a fonte do centro, e a mais fomosa? Bernini, né?

Piazza Navona

As quatro estátuas que estão em volta do obelisco, simbolizam os grandes rios Ganges, Nilo, Danúbio e Prata.

Nossa embaixada não fica nada mal localizada.

A Fontana del Moro e a Fontana del Netuno, ficam em lados opostos.

Indo bem para o sul, (aí é bom pegar um busum!), está a Piazza dela Bocca de la Veritá.  A praça em si, não tem nada demais. O que todo turista quer ver mesmo é a tal Bocca… que nada mais é do que uma imgagem esculpida em mármore que fica no pórtico da Igreja de Santa Maria in Cosmedin. Uma lenda, tornou esta escultura, um ícone da Idade Média e um must see de Roma. Acreditava-se que a boca se fecharia, “comendo a mão” de quem tivesse dito uma mentira. Pura lenda, já que, todo turista que visita Roma, enfrenta fila, taca a mão lá dentro, faz pose, sapeca uma foto, e sai com a mão inteirinha! Eu, claro, não fiz por menos.

O interior da igreja é bem bucólico.

Igreja de Santa Maria in Camesdin

A Piazza San Pietro, que é a praça onde está a Basilica de San Pietro

Não dá para esquecer a Piazza del Campigdoglio.

A praça é rodeada por palácios renascentistas. No fundo o Palácio do Senado, do lado esquerdo o Palacio dos Consevafores e do direito o Palácio Novo dos Senadores. Cordonata, a escadaria e no alto Castor e Pólux, duas grandes estátuas.

E ainda tem a Piazza Venezia, aquela que falei no primeiro post sobre Roma, que é ponto de partida e de referência.

E pertinho da estação Termini, a Piazza de la República

No próximo post, tem mais um pouquinho de Roma.

Até!

06
ago
11

Retornando…. Roma – os ônibus turísticos

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Câmbio! Restabelecendo contato…

Hoje no Viaje na Viagem li a crônica do Riq Freire sobre a dificuldade dele com deadlines. Prazos que a gente teima em estender, “achando” que temos super poderes de fazer tudo no último instante ou que sempre podemos melhorar o que já está bom.  Esse assunto assombrou  minhas últimas  semanas e me enrolei tanto que nem apareci por aqui, no meu querido blog. Todo dia era a mesma coisa: na hora de sentar para escrever, nada! Mas cá estou eu de volta. Vou tentar recuperar o tempo perdido com posts mais frequentes.

Bom, ainda tem muuuuuita Roma pela frente. Então vamos lá:

110 Open Bus Tour - Castello Sant'Angelo

Trambus Open Roma

Vale a pena pegar um ônibus turístico em Roma?

Como em toda cidade mega turística, os ônibus turísticos (desses que tem dois andares, sendo o andar superior geralmente aberto) rodam às dúzias em Roma. Que eu me lembre, tem o Trambus Open (110 e Archeobus), o Arivederci Roma, o Roma Christiana e por aí vai. A resposta a essa pergunta é sim!       e não.

Piazza de la Republica

Sim, porquê é ótimo para descansar as pernas, ouvir uma descrição e um pouco da história de cada ponto em que o ônibus passa (a gente recebe fones de ouvido, pluga no “radio” do busum e vai ouvindo). Também é ótimo para se localizar, perceber as distâncias entre o que se quer ver, e tirar fotos de um ângulo privilegiado.  Além é lógico, de poder saltar onde quiser, passear e voltar ao ônibus, em qualquer ponto em que há paradas estipuladas.

Em Roma a maioria desse ônibus parte da Piazza del Cinquecento, em frente à Estação  Termini e custam em média 20 euros por 48 horas.

E porquê não?

Como já falei em outro post, não tenho como avaliar como é esta cidade em alta estação. Os relatos são de que é simplesmente apinhada de turistas. Além disso, o trânsito (como em todo grande centro urbano) em horários de pico, é caótico. Portanto, conseguir uma vaga nesses ônibus, a partir das cinco da tarde, deve ficar bem difícil, além de ter que ficar muito tempo esperando um passar no ponto que você está.

E como a cidade é bem servida de transporte público, relativamente barato e fácil de se entender, se o dinheiro estiver curto, não vale tanto a pena assim.

Minha experiência foi mais ou menos assim: pegamos o 11o bem cedo pela manhã, passeamos por vários pontos turísticos

Fórum Romano

E aí, meu  momento “carrapato a serviço do fato” aflorou e saí fotografando (como se eu não fizesse isso o tempo todo!).

Coliseu

A vantagem desses ônibus é exatamente essa. É como se fosse um resumo informativo. Depois você escolhe o que quer ver com mais calma.

Monte Capidoglio (uma das sete colinas de Roma)

E confortavelmente sentadinha no andar superior do 110, cliquei várias cenas…

Gente almoçando tranquilamente, camelôs em ação (em Roma tem aos baldes!),

E a calma do Tevere enquanto a cidade bomba em volta dele…

Artistas de rua descansando…

Piazza di Spagna – Spanish Steps

Piazza di Spagna

E ruinhas do centro histórico

Ai, gente! Roma não é um escândalo?

No próximo post, desculpem-me, mas ainda tem mais Roma, fazer o quê? Não consigo resumir…

16
jul
11

Eternamente Roma!

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Continuando… Quando se fala em Roma, a imagem do Coliseu, aparece instataneamente na “tela” do nosso cérebro.  E  sair distraída de uma estação de metrô e dar de cara com “Ele” já vale a viagem.  É impressionante! Não vou dizer que é lindo. É absolutamente impactante mas não é lindo.

Um dos mais grandiosos monumentos da Roma Antiga, esse anfiteatro foi construído por ordem do Imperador Vespasiano, entre os anos 70 e 80 da era Cristã. Era denominado anfiteatro Flávio (nome da família imperial)  e ficou conhecido como Colosseo por sua localização, a Domus Aurea onde foi encontrada a estátua gigantesca de Nero, (colosso). Na realidade, foi erguido sobre o lago da casa de Nero (lembra dele?).  Originalmente em sua construção foi  usado mármore, ladrilho, tufo e pedra travertina. E para que? Para servir de palco de lutas cruéis e violentas, lutas entre os gladiadores e para atirar os cristãos aos leões, cenas que distraíam  os romanos das dificuldades e para os imperadores ganharem o apoio da massa. Eram cavalos, tigres, leões, girafas, gladiadores, caçadores e músicos que paravam diante do camarote do imperador que dava início à “festa”.

Coliseu –  Roma

Nesse primeiro dia, ficamos só olhando (e realizando que estávamos mesmo lá!).  Uma fila gigantesca, para comprar os ingressos já rodeava o monumento!  Mas é tanta coisa para ver nessa área! Logo ao lado está o Arco de Constantino, edificado entre 312 e 315 d.C. para comemorar a vitória de Constantino sobre Maxêncio na Batalha de Ponte Mílvio.

Arco de Constantino Roma

Arco de Tito e Antiquarium Forense

Nessa região, tenho que confessar, dá um nervoso. São tantas datas, tantos séculos, tantos detalhes. No Forum Romano, por exemplo, senti falta de uma enciclopédia. São zilhões de anos! Construções e destruições, guerras, terremotos…  E, desculpem-me, em alguns momentos é tanto pedaço espalhado que a gente se perde mesmo. Quem ama história, gostaria de, digamos,  mais informações!

Como o objetivo do dia, era uma visão geral, partimos. O dia estava lindo, e tinha muita Roma pela frente! Tempo que literalmente me dei de presente. Seis dias em Roma…  Seguindo pela Via dei Fiori Imperiali, fomos dar na Colona Traiana no Forum de Trajano, o último dos fórums imperiais da Roma Antiga.

Ficheiro:Trajan Forum.jpg

Fórum Trajano Fonte :Wilkipédia

A coluna, construída com blocos de mármore, impressiona pelos seus trinta e oito metros de altura, e pelas figuras em baixo relevo que representam cenas da guerra contra os Dácios .

Colonna Traiana

Neste ponto, estamos a alguns passos da Piazza Venezia, onde está aquele monumento (que não é lá muito querido dos romanos), mas que para nós turistas, é lindo. O Monumento Nazionale a Vittorio Emanuelle II, foi construído em puro mármore branco, e uma enorme área do Monte Capitolino (uma das sete colinas de Roma), e muitas construções medievais foram destruídas.  No monumento ainda está oa Tumba do Soldado Desconhecido.

Monumento a Vittorio Emanuelle II – Piazza Venezia Roma

Seguindo a Via del Corso, adentramos ruinhas estreitas e ouvimos … La Fontana di Trevi!. Vale a pena ler a história !

É quase inacreditável, pois a fonte  é tão cercada de Roma por todos os lados, que fica difícil “entender” como um monumento daqueles, tão, tão lindo, tem tão pouco espaço para ser admirado!

Olha em volta dessa beleza:

E do outro lado…

Se por um acaso encontrar um grupo de japonesas (nada contra), você não terá chance alguma de sequer tentar uma foto. Todas elas fazem um “V” com os dedinhos, ou dão um pulinho da hora do click, e na Fontana de Trevi, o espaço é muito reduzido.

Mas ali pertinho, está o Pantheon.

Fonte: FavasContadas

Impressionante! Construído em 27 A.C (!!!), pelo Imperador Marco, era inicialmente um templo pagão. O nome veio do grego pan = tudo e  theon = divino. Um templo para todos os deuses.  Convertido em igreja católica, é todo fechado, e sua única fonte de luz natural é uma abertura no enorme domo.

Logo em frente está a Piazza della Rotonda, onde um obelisco egípicio, agregado à Fonte do Pantheon, com um cruz no topo.

Fonte do Pantheon Roma

Neste exato momento, uma tensão se abateu sobre mim… minha câmera dava claros sinais de exaustão.

Fotos muito claras ou muito escuras, e decidi que precisava comprar uma nova. Roma sem fotos é definitivamente impossível.  Mas por incrível que pareça, encontrar um lugar para comprar uma câmera não se mostrou tão fácil asssim. Já à noite, voltei a lanhouse perto do hotel, a fim de pesquisar onde eu poderia encontrar meu objeto de desejo. Quase infartei, pois a única Fnac de Roma, fica fora da Roma central e perderia uma tarde ou mais para ir e voltar.

Depois de 11 horas andando, fomos reabastecer! Calorias maravilhosas para esquentar nossos corpichos, pois apesar do dia lindo, o vento gelado de Roma não é brincadeira.

Jantamos num restaurante em Termini. Vinho e massa deliciosos, barachtenhos! E do lado do hotel!

Té mais!

03
jul
11

Onde eu estava mesmo? Ah sim, Vaticano!

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Acordar em Roma, é assim… quase um susto! Roberta, a gerente/recepcionista do nosso B&B, bateu na porta, e num inglês macarrônico, nos perguntou se queríamos café ou capucino.- Good morrrrrrning!

Engolimos o capuccino. Tínhamos um compromisso: os museus do Vaticano. O dia estava de um azul alucinante! E eu estava realmente em Roma!!!

Compramos nossos tickets numa banca de jornais na Estação de Termini, e pegamos a linha de ônibus 40 que deixa a gente na Praça são Pedro.

 Partenza da roma stazione termini , 1

A piedi per 50 metri
 recarsi alla fermata TERMINI (MA-MB-FS) 

Prendere la linea 40 (P.ZA PIA/CASTEL S. ANGELO) per 7 fermate 40 ogni 6 min.

Scendere alla fermata TRASPONTINA/CONCILIAZIONE

A piedi per 150 metri
     fino all’arrivo roma lungotevere vaticano , 1  Metri percorsi 4100 metri
Tendo Termini como ponto de referência, fica muito fácil se locomover de ônibus, que eu adoro. A gente “entra” no quotidiano da cidade e vai vendo o percurso e  se localizando. De repente, lá estava ela: A Basílica de São Pedro.
Anos e anos, vendo pela televisão, lendo nos  livros, e agora, meus olhos a encontraram ao vivo e a cores.
Basílica de São Pedro e Piazza de San Pedro
San PietroPiazza San Pietro  Fonte: Guias de Roma e Vaticano
Para chegar ao Museu do Vaticano, chegando à Piazza San Pietro, temos que contornar as muralhas do Vaticano.
Confesso que eu estava um pouco tensa. Depois de ler em mil sites que as filas para visitar os Museus do Vaticano eram sempre absurdas, comprei os ingressos com antecedência pela internet, no Ticketitaly, por 25 euros cada. Levou um tempinho para que me retornassem o link para imprimir os vouchers, e nesse intervalo, acabei lendo algumas críticas ao site também.
Muralhas do Vaticano.
Daí a gente pensa que é nesse portão, protegido por guardas. Não, ainda não.
E ainda tensa, encontramos duas filas. Uma enoooooorme e a outra, bem, a outra bem menor, justamente para quem tinha comprado ingresso pela internet com  antecencência. Mostrei os vouchers e tcharam! Direto ao guichê para trocar pelos ingressos. Em minutos, adentramos o recinto. Então, recomendo muito comprar pela internet, mesmo tendo que pagar  a mais. O ingresso in loco, custa mais barato, mas não ter que esperar na fila, num frio de rachar, com vento gelado não tem preço!
No Site Oficial do Vaticano ou no Ticketitaly compra-se além dos ingressos, tranquilidade.
Com os ingressos na mão, temos que passar pela segurança, igualzinho à dos aeroportos. Tem que tirar casaco, bota, cachacol,  e colocar tudo em bandejas junto com a bolsa e tudo que for eletrônico.
Uma vez lá dentro,  fomos direto para o jardim, melhor dizendo o  Pátio de la Pina.
Onde há um enorme globo : “Esfera na esfera” de Arnaldo Pomodoro (1990).
Esfera con Esfera Vaticano Pátio de la Pina
Logo em seguida, já dentro do Museu, são corredores e corredores, repletos de obras de arte de todos os séculos.
É muita, muita informação. Para uma visita detalhada, dessas que a gente lê cada etiqueta, e admira cada detalhe, acho que menos de três horas é impossível.
São tantos museus (sim, cada enorme galeria é um museu em si) e detalhes, por todos os lados e em tantas dimensões… Depois desse acervo, chega-se à Capela Sistina, onde pedem encarecidamente e insistentemente para não tirarmos fotos.
Chegamos ao ponto culminante da visita! A Capela Sistina.
Uma vez dentro da Capela Sistina, o mais difícil é conseguir distinguir a capela da multidão. E embora o teto seja o “ponto” mais famoso, pelo monumental afresco de Michelangelo, confesso que tive dificuldade em achar a imagem que povoou minha mente durante anos.
Teto da Capela Sistina  fonte: Wilkipédia
Só algum tempo depois que o olhar se acostuma com tantas formas e cores, é que consegui encontrar …
A Criação de Adão ( no meio da abóboda). É realmente um tesouro da arte da humanidade. Se a gente fica com torcicolo, só de olhar e admirar, imagine, realizar esta obra. É dificil acreditar que um só homem conseguiu.
Ficheiro:God2-Sistine Chapel.png
Pena que seja uma pouco corrido. É muita gente! E ninguém respeita o silêncio além de flashes que estouram em sequência.  Há Turistas e turistas, né?
Então a visita está quase no fim.
Na realidade, saímos por onde seria a entrada principal. Uma escada em caracol, com degraus quase imperceptíveis, ladeadas por esculturas de Michelangelo e Rafael.
Ainda boquiabertas, partimos em direção ao Castel de Sant´Angelo.
Piazza San Pietro
Castel de Sant´Angelo
Ligado ao Vaticano pela muralhas, durante a época medieval esta foi a mais importante das fortalezas pertencentes aos Papas. Serviu também como prisão para muitos patriotas, na época dos movimentos de unificação da Itália ocorridos no século XIX.
A vista para o Rio Tibre e suas pontes é desconcertante. Pronto! Já estava completa e irremediavelmente apaixonada por Roma e nem bem tínhamos começado o primeiro dia!
Demos um até logo à Basílica, que deixamos para conhecer no domingo, quando fôssemos à Benção do Papa. Afinal, desde criancinha eu escuto que se for à Roma, tem que ver o Papa… E comer macarrão.
Ainda tinha muito dia pela frente… Conto mais nos próximos posts. Roma não se fez em um dia. E nem se conta em um post.
Até!



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