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21
jun
10

LONDRES – DUBLIN – LONDRES

Sei que estamos em plena Copa do Mundo, e IUIHUUU! O Brasil ontem foi tudo de bom. Mas vou continuar nas viagens, enquanto as emoções estão fresquinhas.

Nosso vôo para Dublin saia do Aeroporto de  Stansted, Londres, às 9:50 da manhã e a maneira mais rápida de chegar ao aeroporto é o Easybus (mesmo para quem vai voar Ryanair). E dependendo do horário é bom comprar o assento pela internet. Já contei nesse post, o trancetê que foi para pegarmos nosso transporte.

Obs: as cias aéreas, aconselham, chegar ao aeroporto, com pelo menos 2 horas de antecedência. Se o vôo sai às 9, o legal é chegar às 7. Como os aeroportos ficam longe, reserve mais umas 2 horas. Ou seja, 4, 5 horas antes do seu vôo, tem que estar tudo pronto para partir.

Mas existem outras opções além do Easybus, como o National Express ou o Stansted Express (trem, que parte de,  e chega a Liverpool Street).

Embora estivéssemos exaustas quando chegamos à cidade, eu senti logo que ia gostar! E eu simplesmente adorei Dublin!!! A cidade tem um clima, um astral gostoso, e sentimos isso,  assim que desembarcamos no aeroporto. Não é uma coisa concreta. É mais uma energia. Chegamos à cidade rasoavelmente cedo.  O único aeroporto da cidade fica perto do centro, a 10 km. Vários ônibus fazem a ligação com a cidade: Dublin Bus, Air Link, Aircoach, Urbus, Flybus. E é só sair do aeroporto para encontrá-los. Paga-se 6 euros, diretamente ao motorista.  Pegamos o Airlink, que durante o percurso, mostra um vídeo sobre a cidade. Pura excitação!

É só perguntar ao motorista qual o ponto mais próximo do seu hotel. Nosso hotel, suuuuuuuuuper bem localizado, na Talbot Street,  a menos de 5 mins a pé da estação central de ônibus de Dublin. E como viajar é a melhor maneira de aprender um pouco de história e geografia…

A Irlanda é o sucessor do Estado Livre Irlandês. Este domínio foi  constituído quando toda a ilha da Irlanda se separou do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda em 6 de Dezembro de 1922. O que é agora Irlanda tem sido conhecida por uma série de outros nomes, de todos os que ainda são utilizados, por vezes, de forma oficiosa. Toda a ilha da Irlanda foi, unilateralmente, proclamada uma república independente pelos rebeldes em 1916, e denominada como o República da Irlanda (em irlandês: Poblacht na hÉireann, posteriormente Saorstát Éireann). Na sequência daeleição geral de 1918, a proclamação foi ratificada pelos deputados do seu primeiro Parlamento. Entre 1921 e 1922, quando o governo britânico legislou estabelecer o que é hoje a Irlanda, como uma região autónoma do Reino Unido, foi chamado Irlanda do Sul. Na sequência do Tratado Anglo-Irlandês, a partir de 1922 e até 1937, como um domínio da Comunidade Britânica das Nações, que foi denominado como Estado Livre Irlandês (em irlandês: Saorstát Éireann). Esse nome foi abolido com a aprovação da actual Constituição irlandesa. Outros nomes, tais como o Estado LivreVinte e seis condados do SulO Sul (um nome frequentemente usado por pessoas da Irlanda do Norte) também são frequentemente utilizados.

(fonte: Wilkpedia)

Não, não vou negar que eu fazia uma certa confusão.  Afinal, para entender as definições de  Reino Unido ( United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland) e Irlanda, só dando uma pesquisada. No mapa acima, só o que está em branco, faz parte do Reino Unido, é a Irlando do Norte. A Irlanda, já fez parte do Reino Unido, mas agora chama-se República da Irlanda, e é totalmente independente. E Dublin?

As primeiras menções sobre Dublin, datam do século X, quando vickings e celtas co-existiam na cidade. Na idade média foi tomada pelos ingleses… Uma história e tanto.

Já na chegada ao nosso hotel, a música tradicional irlandesa ecoava em alto e bom som. Uma loja de cds tocava uma música atrás da outra, bem embaixo da varando de nosso quarto.  Nosso hotel, o DAYS INN TALBOT, não poderia ser melhor localizado. É um hotel sem frescura e barato. O quarto é pequeno mas funcional, e tem tudo que a gente precisa.

A rua, animada desde as primeiras horas da manhã, com um Tesco (supermercado) bem em frente, a Carroll´s Gifts, a loja oficial de lemranças da cidade, quase ao lado, outra loja de bujigangas (tudo a 1 euro) , e a 200 m da Spire of Dublin, um monumento em forma de agulha, com 120m de altura, considerado a maior escultura do mundo. Foi erguida em 2003 para comemorar a entrada do terceiro milênio.

The Spire of Dublin


Carroll´s Gifts of Ireland

Mesmo exaustas, largamos as malinhas e fomos bater perna. A cidade é cortada pelo Rio Liffey, e muitas pontes ligam uma margem à outra.  Em plena primavera, uma das margens é praticamente um deck, todo enfeitado por flores e floreiras, bancos de madeira, por onde a gente pode passear, se estirar e pegar sol ou tomar um pint nos quisques.  Ao longo do rio, várias bandeiras coloridas. Dublin estava sediando um evento Gay.

(Infelizmente, todas as fotos desse dia se foram, junto com minha querida e velha câmera, que perdi provavelmente no vôo de volta a Londres.  Só ficaram as que tirei com meu celular. Então, peguei algumas imagens na net, ok? e lógico, vou citar a fonte.)

Fomos andando  sem destino e fomos dar no outro lado do rio, na região de Temple Bar, o quarteirão cultural da cidade. Essa área tem uma identidade alternativa, ligada às artes.

Rio Liffey

(fonte: cidadesmundo.home.sapo.pt)

Temple Bar

(fonte: tripadvisor. com)

A essa altura, já estávamos completamente tomadas pela atmosfera da cidade. Como a proposta da visita à cidade era econômica, tudo o que fizemos no primeiro dia, foi andar…. E andamos muito.

Dublin Castle

Foram três dias de farra. Não vou dizer que Dublin é a cidade mais turística que já visitei.  A cidade é relativamente pequena.  Não compramos o Dublin Pass, mas fizemos um programa turistão no Dublin Bus Tour, naquele esquema de Hop on Hop off.

Assim a gente tem uma idéia geral da cidade, e do quê a gente quer ver com mais calma. E acabamos só saltando do ônibus na St Patrick Cathedral ( o parque parecia um lugar encantado!) e na Guinnes Factory.  Mas o Phoenix Park vale uma parada.

Mas o que eu mais gostei,  em Dublin, foi simplesmente estar lá. Talvez a gentileza das pessoas, a simpatia, as floreiras espalhadas por toda a cidade. Ah, sim…os pubs, o rio, as pontes…

Mary St ( a rua de comércio super simpática do centro da cidade ), onde, devo dizer, passamos várias vezes.  Fosse para tomar o café da manhã (acho que todo mundo na cidade, come fora!), fosse para comprar algo na Penney´s (hehehe! é a Primark de Dublin!). Eu iria a Dublin, só pelo prazer de fazer compras nessa rua, toda enfeitada de flores… Ou só para tomar Guiness no último andar da Guiness Factory ( é caro, mas vale a experiência).

Ou no THE CELT PUB, bem ao lado do nosso hotel…

 Para passear  nas margens do rio Liffey.

Ou em Dublin Docklands em total processo de modernização.

fonte: archiseek.com

Mesmo concordando com Helena, a recepcionista do nosso albergue em Estocolmo, que não há milhões de coisas para se ver e fazer em Dublin, gostei muito de ter conhecido a cidade.

Voltamos para Londres, graças ao recesso do vulcão, que no dia anterior, havia feito das suas e o aeroporto de Dublin estava fechado.

Aeroporto de Dublin



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13
maio
10

back to london – ryanair experience

Nossa volta até que foi tranquila, considerando tudo que poderia ter acontecido. A tal nuvem do vulcão, continua atrapalhando e muito, todo o transporte aéreo na Europa. Nosso vôo de volta era as 11 30. Acordamos cedo, entuchamos tudo nas malinhas, mas deixamos separados os líquidos, o netbook, os celulares,

os passaportes, as passagens, o guarda chuva e algum dinheiro. Com exceção dos 2 últimos ítens, a gente tem que ter tudo isso à mão, para passar no security, além de ter que colocar na bandeja que vai passar pelo raio x, a malinha, a bolsa, o  seu casaco, botas ou tênis, e o cachecol, se tiver com um. Ou seja, isso tudo já é um volume a mais, além da malinha permitida pela companhia.

Não tem como não rolar uma certa tensão.

Funciona asssim =

Os passageiros que não são da comunidade européia, mesmo fazendo o check in online, tem que se apresentar no   balcçao BAG DROPP-VISA CHECK  da companhia, para conferir a passagem e o passaporte.  A atendente sapeca um carimbo e pronto.  Só que essa simples ação pode demorar, dependendo da fila que se tem pela frente. Como vários vôos tinham sido cancelados, por causa do vulcão,  imaginamos que haveria uma multidão. Para nossa surpresa, não havia ninguém, talvez pela antecedência com que chegamos ao aeroporto de Dublin.

Depois do balcão,  segue o security. Outra fila se forma, e começa o streap tease.  Na sua bagagem de mão,  assim como  no seu corpicho,  não pode haver nenhum objeto cortante (nem a mais inocente tesourinha de unha, alicate de cutícula, até pinça muito fina é confiscada).  No quesito líquidos, nenhuma embalagem com mais de 100 ml, e tudo deve estar dentro de um recipiente plástico selável, tipo Ziplock. Além disso, temos que tirar os calçados, o casaco, a bolsa, o netbook, o celular. Ou seja, tudo que não seja você, tem que estar nestas bandejas, enquanto você  passa por um detector de metais. Dependendo do aeroporto, uma fiscal ainda faz uma revista táctil…apalpando por cima da  sua roupa. Até aí,  é igual para todo o mundo. Da primeira classe de companhias tradicionais até às lowcosts.

Só depois de passar no security é que se sabe qual será o portão de embarque do seu vôo lowcost.  Geralmente, os quadros, onde estão os vôos e seus respectivos portões de embarque estão bem visíveis. Descubra qual é seu portão e prepare-se para andar…

Para quem vai viajar de lowcost,  começa a tensão.  Normalmente o portão de embarque é super longe. Anda-se muito!!! Então aconselho a passar pelo security com uma certa antecedência. Por exemplo, se o portão de embarque fecha às 11 00,  faça seu security com uma hora +- de antecedência, para não ter que sair correndo,  catando os líquidos e colocando sapato no meio do caminho, com o passaporte e cartão de embarque ocupando uma das mãos!

Chegando no portão,  tem gente de todo o jeito. No vôo de Londres para Dublin, achei que eu era a única neurótica com as regras da companhia. Muita gente com mala e mochila, mãe com filha, carrinho, comprinhas no free shop, e ainda por cima, fazendo um lanchinho,  outro com uma mala visívelmente maior do que a permitida + uma mochila.  Pois todo mundo embarcou!!! Nós e a torcida do Flamengo. No stress!

Já no voo de Dublin para Londres, a tensão estava no ar. Cinco, isso mesmo, 5 funcionários da Ryanair estavam no portão de embarque. Dois, checavam o boarding pass, duas regulavam com o olhar a bagagem, e a outra, bem, a outra, conto já, já.

À nossa frente, vários pessoas começavam a se transforamar em seres mutantes. Todo mundo tentando camuflar o segundo volume, em seu próprio corpo, disfarçado debaixo do casaco, dentro das calças, por dentro do sweter.  Os muito gordos levam uma certa vantagem… mas na fila, tinha homem com peito pontudo (podia ser a câmera), mulheres com ligeiros defeitos nos quadris (a bolsa), outra magrela com uma cintura avantajada (uma pochete) e euzinha, absolutamente grávida de trigêmeos ( era o netbook, a carteira e putz!!! um guarda chuva!) Ninguém merece!  Tudo isso disfarçado   Pois bem, a fila foi andando e pessoas foram sendo colocadas num espaço ao lado do balcão. A tal quinta elementa, era a megera que pegava as malinhas e mandava colocar no engradado. Não entrou??? Extra charge!!!

O veredito era dado rapidamente. Se a mala não escorregasse facilmente engradado adentro, era recolhida e o infeliz passageiro, deveria pagar ali mesmo, à vista, a quantia de 35 euros.  Eu já estava a caminho do avião, quando vi Carol, minha filhota, cair na malha fina (ou seria mala fina?). Apavorada, “grávida´´ de um computador e de um guarda chuva, com o cachecol por cima, fui ver o que estava acontecendo. Pois a mesma malinha que viajou de Londres para Dublin pela mesma Ryanair, foi confiscada e só embarcaria, com o pagamento da módica quantia. Não entrou escorregando no tal engradado… E eu, com tudo errado, passei livre, (pouco) leve e solta. Minha malinha, nem sequer foi testada! A alça da malinha de Carol e o tecido não ajudaram na hora da descida triunfal no engradado e pimba!!!

Não adianta argumentar. Foram vários passageiros na mesma situação.  Todos desconfiados que o engradado estava menor, que tudo é completamente aleatório, que um dia eles decidem ganhar dinheiro com quem pagou míseros 3 euros pela passagem.  O fato é que além do tamanho exato da mala, a textura tem uma importância fatal. Um tantinho assim a mais, se você tiver que empurrar a tal mala, vai  custar 35 euros ou libras. Sem choro, nem vela. Então, meu consellho é = se não tiver certeza, é melhor bookar uma mala de porão, e despachar, antes de embarcar, no site da companhia.  É muito mais barato e menos estressante.

Depois disso, entubado o prejuízo, percorre-se um caminho alegre e feliz rumo ao avião.  Ao ar livre, mesmo (eis aí  o porquê do guarda-chuva). Nesse lindo dia, choveu graniso, enquanto esperávamos para subir as escadas que nos levariam a aeronave.

Uma vez lá dentro, você coloca sua mala no compartimento, senta em qualquer poltrona liivre, e ou se diverte, ou corta os pulsos com a faquinha que roubou do avião da companhia que serve refeições a bordo. É uma feira! Mal decolamos e os comissários começam a anunciar e vender revista,  lanche,  refrigerante, perfumes, raspadinha, prêmio relâmpago. Num vôo de uma hora, você nem percebe o tempo passar.

Lowcost um caso de amor e ódio! VOCÊ ama porque pode viajar e atravessar países baratinho. E odeia…porque a companhia tira dinheiro de onde pode.

Na chegada a Londres, encontramos na esteira, a espera de suas malinhas reprovadas, vários passageiros irados! Uma chinesa que estava rodando a Europa, outraa que como Carol já tinha viajado váaaaaarias vezes com a mesma mala…

Mas, como sou otimista de carteirinha, pensei… foi só a mala! poderia ter sido o vulcão! kabum!!!!

Falo mais de Dublin nos próximos posts.

Até!

10
maio
10

last minute deal Dublin!!!

Aventura total!!

Foi uma correria! mas estamos aqui. Post rapidinho, só para atualizar.

Passagem + hotel batatérrimos, se você puder embarcar no dia seguinte (ontem).  Nem pestanejamos, jutamos as malinhas, não dormimos pois tínhamos que pegar um onibus, para chagar ao outro ônibus, para Stansted (aeroporto, muito longe de Londres!) de onde partia o voo para Dublin. Mas no meio do caminho fui pegar as passagens impressas e quase infartei! tinha pego as passagens do meu filho que ia para Lisboa encontrar o tio, e na hora H o vulcão resolveu mandar cinzas para o sul da Europa!! Nós duas às 5 e pouco da manhã, num frio alucianante, andando em círculos em Glowcester Place, sem saber onde o onibus pegava os passageiros. Bendito celular, ligamos para o Dani, e no último minuto conseguimos correr e pegar (pagando de novo), o Easybus! Restava o problemas das passagens. Eu achava que se tivéssemos que reimprimir o boarding pass, pagaríamos uma multa e toda a economia da viagem, iria por água abaixo. Mas como eu agradeço com antecedência, imprimimos no aeroporto mesmo e foi tudo bem. Chegamos em pleno domingo, exaustas. A cidade e tudo de bom. Um ónibus super lindo para na frente do aeroporto e nos deixa no centro da cidade por 6 euros. Na estação de ônibus pedimos informação e o senhor, quase nos trouxe até o hotel, super gentil.




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