Posts Tagged ‘trem na europa

22
out
11

… e de Veneza (a Milano Centrale) a Paris… tres cidades num só dia

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Só para dar mais vontade de voltar…. ou de ficar… O dia amanheceu um escândalo.  Acordar em Veneza, assim, de partida, e no caminho para o café da manhã ver uma  paisagem como essa…

Meu coração completamente veneziano, bateu meio descompassado. Mas… nosso destino era Paris! Paris é assim… o filme que deu origem à série. Volto sempre e ponto. Não tem negociação.

Flagrante de uma manhã comum em Veneza. Os barcos de transporte abastecendo o hotel.

Em plena sexta-feira de carnaval, essa manhã em Veneza estava agitadíssima. Me lembrei dos tantos blogs que relatavam hordas de turistas, e uma cidade impraticável nessa época. Nada parecido com meus dias de sonho. E na direção de Sta Lucia, muita gente vindo no sentido contrário, chegando para o fim de semana, que prometia…

E o céu??? Convidando para ficar. E cada pedacinho entre o hotel e estação  era um convite, um cartão postal.

Era como se eu estivesse me despedindo de uma amiga. Veneza  nesse dia, parecia dizer: fica só mais um dia! Olha que dia lindo eu estou fazendo!

Foi difícil! Esse azul, que é mais alucinante ainda, refletido intensamente numa cidade como Veneza, me fez pensar por alguns segundos em… ficar! Mas acabei “fondo”! E a mesma visão que me deu as boas vindas naquela manhã, dizia até (….).

Nosso trem, dessa vez beeeeem mais legal que o da noite do terror, nos esperava.

Para quem como eu procurou insanamente imagens dessa trip, de como é o interior de um trem na Europa, aqui vão algumas fotos desse trem ( por que cada um com seu cada qual, nem todos são assim!):

No detalhe: a altura para subir no trem! É por isso que uma bagagem “mais meiga” é sempre o mais recomendável. Não tem moleza, nem carregador, nem ninguém para ajudar.  É você, e sua (s) mala (s), degraus acima.

Pensa bem. O que é mais fácil de subir? 10 ou 32 kilos?

Uma vez dentro do trem, há normalmente duas possibilidades: colocar a mala no bagageiro acima dos acentos, ou em um bagageiro dentro dos vagões, mas talvez, longe do seu acento, dependendo  do trajeto.

E não tem tanto espaço assim. Se chegar depois de todo mundo, já era.

De Veneza  a Milão é um pulo. Tipo se acomodou – chegou. E chegar a Milano Centrale vele muito a pena. A estação é linda! É um perfeito pit stop. Esse trajeto Veneza – Paris, ficou muito mais “degustável” parando em Milão.

Milano Centrale

Tanto do ponto de vista $$$ como do ponto de vista de conforto. Ok, eu sei que há a romântica opção do trem noturno “couchette” da Artesia, numa linda e deliciosa cabine, tipo fim de tarde em Veneza e amanhecer em Paris e vice-versa. Mas trem noturno, eu ainda vou demorar a encarar. Neste post tem toda a estória.  Mas voltando a Milano Centrale:

É perfeita para um intervalo entre viagens.  Restaurantes, farmácias, griffes, livrarias. De Milão pegamos um trem rápido (TGV) da SNFC, para Paris.

TGV trem expresso Françã

E desta vez, o trem era beeeeem mais confortável. Poltronas individuais, carro-restaurante (mais para lanchonete).

Interior TGV Trem rápido França

Seis horas de viagem… Passando pelos Pireneus, e cidades cobertas de neve,e rápidas paradas.

E chegamos pontualmente na Gare de L´Est. De lá, pegamos o metrô (a estação de metrô fica na própria Gare), comprando os tickets nas máquinas de auto-atendimento, e fomos para o Absolute Hotel, na République. Em Paris, seria essa noite, um único dia e mais uma noite, para voltar à Londres, terminando o tour 2011 pela Europa.

Conto mais no próximo post. Té lá!

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04
set
11

Roma – Veneza Treno Notte experience! Uma vez para nunca mais!

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Se existe uma coisa que eu adoro é planejar uma viagem.

Meu roteiro é sempre assim

1- data – de onde para onde

2-meio de transporte – passagens de avião, trem, ônibus

3-meio de transporte entre o aeroporto e o centro da cidade

4-reserva do hotel –  meio de transporte para chegar ao hotel

5-uma listinha dos pontos de interesse na cidade

6-meio de transporte entre o centro da cidade e o aeroporto/estação de trem/de ônibus para a próxima cidade.

E o que mais me fascina, é que sempre dá tudo certo. É possível de qualquer lugar do mundo, planejar a viagem pela internet e quando você chega lá (pelo menos na Europa), salvo havendo nevascas, greves, etc. O avião, o ônibus (do aeroporto à cidade), e o hotel estão lá. No horário e no lugar exatos.   Mas pela primeira vez (sempre tem uma primeira vez, né?) havia uma ponta solta. Quando comprei as passagens de Roma para Veneza, não consegui encontrar nenhum meio de transporte, no horário necessário, entre Ternini e o Aeroporto de Fiumincino. Nosso vôo para Venesa Treviso, sairia às 7 da manhã.

– Quando chegar lá, eu resolvo. Sempre tem um jeito… Táxi ou algum serviço reservado pelo próprio hotel (pensei). Nada disso.  Reservar um táxi, era correr o  risco de ficar esperando (para sempre) na rua e de madrugada, segundo a gerente do hotel.  Poderiámos tomar o trem no último horário da noite (10 e meia) e “dormir” perambulando pelo aeroporto, como almas penadas ou arriscar perder o vôo, pegando o primeiro trem, assim que amanhecesse.  Duas moçoilas sozinhas…  Tomei a decisão que me pareceu mais sábia e segura.  De uma tacada só, foram vários prejuízos: abortamos a última noite no hotel (ah que arrependimento!) , o vôo da Ryanair (ah que saudades!)  e compramos duas passagens no trem noturno de Roma para Veneza. Roma Tiburtina 23:00 -Venezia St Lucia0 5:3o. Muito $$$$$ mais caras do que as passagens de avião na Ryanair. Isso, porque escolhi as mais baratas, já que as mais caras (e talvez bem mais confortáveis) eram no trem rápido e chegaríamos às três da manhã em Veneza. Não era o mais recomendável…

Vamos dormir a noite inteira e chegamos já dentro da cidade, nem precisa de ônibus (doce ilusão!!!) Foi de longe a maior furada, o maior perrengue, a pior noite, ever!!!!

Sem saber o que nos esperava, fomos animadíssimas para a estação. A primeira perna, era de Termini (estação central de Roma), para Roma- Tiburtina (estação de trem fora do centro). Para começar, rolou a dificuldade de encontrar a plataforma, já que no quadro de partidas e chegadas, não habia nenhum trem saindo de Roma Termini e chegando em Tiburtina. Por adivinhação, e pelo horário, conseguimos encontrar nosso trem, que vinha de outra cidade e passava por Ternini…  e mal contínhamos a alegria de ver o trem confortável, limpinho e quase vazio.

Saltamos em Tiburtina, e também por adivinhação e pelo horário no quadro, achamos a nossa plataforma.  Já nesse momento eu pensei: não é bem isso que eu tinha imaginado.

Quem dera fosse esse trem  aí da foto….  Quando nosso trem finalmente chegou, eu tive certeza que tínhamos entrado na maior roubada de todas! Uma correria absurda para todo mundo entrar. O trem tinha um corredor estreitíssimo, pelo qual todos os sêres e suas bagagens tinham que circular num vai e vem atropelado, a fim de encontrar sua cabine e respectivo assento (pelo menos era numerado). Parecia um caminhão de bóias frias ou de retirantes refugiados sobre trilhos. Algumas pessoas (?) carregavam verdadeiros containers. Para chegarmos à nossa cabine, tivemos literalmente que subir por cima de  um desses volumes enormes que simplesmente bloqueava a passagem. Quando enxerguei nossa cabine e abri a porta, meu instinto maternal aliado ao de sobrevivência me fez querer sair dalí imediatamente. Já era tarde. O trem já estava em movimento.

A cabine era um cubículo, com 3 bancos contíguos de cada lado. Três ocupantes. Um homem provavelmente indiano, um outro homem enorme aparentado com o Shreck , e uma mulher (que estava sentada no meu lugar), que usava uma touca, tipo Carlinhos Brown, onde provavelmente caberia toda a sua bagagem, mas deveriam ser só os  dreadlocks rastafari mesmo. Era a mais mal encarada. Não sei de onde tirei coragem para articular a frase: YOU ARE  IN MY PLACE! Provavelmente foi instinto maternal, pois se ela não saisse eu e Carol ficaríamos separadas. Assim que realizamos que estávamos numa roubada, nos entreolhamos e em absoluto silêncio, tentamos nos acomodar e nos conformar. Sete horas, sete horas intermináveis nos separavam de Veneza-ST Lucia.

1- 2- or 3- berth sleeper on Italian overnight train - daytime mode

Como tudo que tá ruim, pode piorar, depois que sentamos, naquele banco duro em formato de L, alguém apagou a luz. Breu total. Paniquei. E eu Carol temos insônia!!! Mas para ajudar ainda mais o nosso desespero, o trem era…. parador! E lógico, na próxima estação, entrou a sexta elementa que faltava para que a cabine ficasse irrespirável e completamente claustrofóbica. A criatura era alta e grande. Com apenas um dedo apontado, e um olhar desafiador, a moça tirou o Shreck da janelinha e sentou-se bem à minha frente. Em questão de segundos, se esparramou e dormiu.  Pronto! Não tínhamos luz, nem espaço para um movimento sequer, nem ar.  Tres pessoas de frente para tres pessoas .  Eu e Carol entaladas no fundo, junto à janela (que tinha um protuberância, impedindo até o mais inocente encostar da cabeça)  e os outros, se espalharam, esticando as pernas sobre o banco e a pessoa da frente.  Sete horas e muitas paradas depois….

Conto mais no próximo post, até!

16
mar
11

Viajando lowcost 2011 – compartilhando os detalhes

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Não pretendo fazer um guia de como viajar lowcost, ou de como montar um roteiro para viajar baratinho. É apenas o relato de minha própria experiência, mas que se puder ajudar alguém… Já fico feliz!

London Bridge Station – Plataforma – First Capital (trem para Gatwick Airport)

Minhas viagens pela Europa sempre começam em Londres.  E neste post, eu explico como chegar e partir dos aeroportos de Londres.

Viajar lowcost é mais ou menos como comer salada. A gente pode repetir sem culpa! É basicamente tentar aproveitar  as promoções das companhias aéreas de baixo custo, que tem vôos para muitas ou quase todas as cidades principais da Europa, sendo que a Ryanair é sem dúvida a campeã dos preços ridiculamente baixos e acaba habituando o viajante a custos irrisórios, tornando todo o resto ( até os simples tickets de metro urbano) meio caro aos nossos olhos e bolsos. A Easyjet também tem suas promoções, mas para pagar realmente barato, o segredo é antecedência e vôos que partem muito cedo pela manhã ou que chegam muito tarde no destino final.

Vôo – Girona para Madrid

A primeira passagem que  comprei foi  para Barcelona ( 6 libras e só!!) , e então pesquisei o quão barato e interessante estavam as promoções partindo de Barcelona. Bingo! Madrid  estava a pouco mais de 15 euros  de Barcelona. Uma vez em Madrid, fiz a mesma pesquisa e Milão apareceu nos destinos em promoção por exatos 10 euros por pessoa + 5 de taxas. Com a bênção da passagem de Milão para Roma estar a  uns míseros 15 euros + 5  (às vezes a Ryanair cobra taxas de web check in, de pagamento por cartão, ou simplesmente de administração). Não tive dúvidas e de repente estava planejando minha viagem pela Itália!

Rio Tevere – Roma

Estando em Roma, pensei… Desta vez eu vou a Veneza, de qualquer jeito! Como? No planejamento da viagem, corri para Easyjet , que tinha um vôo de Roma para Veneza, e devido a antecedência estava por menos de 20 euros. O único desafio – o võo era as 7 e 10 da manhã, o que significaria estar no aeroporto no máximo às 5 e meia. Aí foi o momento rosquinha da viagem. Furada! A roubada histórica da viagem. Não havia transporte De Roma para Fiumincino no meio da madrugada. Tanto o trem que partia da Estação de Termini, quanto o primeiro ônibus para o aeroporto saiam depois das 5 da manhã.

Roma Fiumicino (Terminal 2) a Venice Marco Polo

Part 01 March 2011 07:10

Cheg 01 March 2011 08:15

Voo 983

O check-in abre 01 March 2011 05:10

O check-in encerra 01 March 2011 06:30

Chegaríamos no máximo do stress ou perderíamos o vôo. O que numa viagem dessas, é o temido efeito dominó! Cai tudo por terra! Opções = dormir no aeroporto (o último trem parte ás 10 e meia  da noite), arriscar um táxi às 4 da manhã por 50 ou mais euros (pouco confiável segundo a recepcionista do hotel), ou abortar o vôo e comprar uma passagem do trem noturno e acordar em Veneza, o que me pareceu o menos estressante, já que os trens são o meio de transporte mais famoso e bem cotado da Europa e a estação Termini era ao lado do nosso hotel. Roubada em absolutamente todos os sentidos. Não só foi o traslado mais caro, como a pior experiência possível! 38 euros (por pessoa!) dos quais me arrependo centavo por centavo! Uma noite numa cadeirinha de aeroporto teria sido muito mais  segura, muito mais confortável e menos estressante. Só mesmo  Veneza para fazer valer o sacrifício! Ou melhor, para esquecer a noite!

E de lá, como chegar a Paris? Foi uma gincana e antes da viagem eu ainda não sabia como, a não ser gastando muito dinheiro! O que definitivamente não é a minha praia.

Dessa vez, mais do que as outras, Paris foi um desafio! Paris é mais do que simplesmente uma paixão. Desde  a primeira vez, prometi aos céus, que sempre que atravessasse o Atlantico, daria um jeito de ir a Paris, agradecer. Notre Dame é testemunha de todos os meus sonhos …

Mas o que parecia um  simples Venice-Paris, virou uma pesquisa de campo. Depois de todas as pechinchas, o trem Noturno Venice St Lucia- Paris Bercy,da Artesia, que pode ser comprado no site da Trenitália ou na SNCF, era um absurdo de caro em comparação com todo o gasto da viagem até Veneza. Os vôos idem! E depois de tudo arrumadinho, baratinho… eu estaria entalada em Veneza (seria ótimo se tivesse verba ) ou gastaria uma fortuna, acabando com toda a estratégia lowcost da viagem e dilapidando fundos.  O fato é que durante duas semanas, eu estive em pânico,  e me tomou um bocado de tempo e tentativas alucinadas (tentei  até um voo lowcost para Croacia e de lá para Paris, mas perderia a passagem de Paris para voltar a LOndres.  Virou uma questão pessoal!!!!! Então, a solução foi um mapa, e muita pesquisa e paciência para domar o site da Trenitália, que invariavelmente fica embarreirando a compra da passagem para estrangeiros. Quebrei o percurso em dois e consegui comprar as passagens, mas só em Roma, descobri que a gente tem que passar num guichê  (com gente de verdade) de qualquer jeito, para impimir a passagem. Só com o PIN code não  funcionava nas máquinas de auto atendimento .

Venezia St Lucia – Estação de Trem – Veneza

Saímos de Veneza St Lucia, ao lado do nosso hotel, às 10 e 45 , pegamos um trem  para Milão (2 horas de viagem), almoçamos  em Milano Centrale e às 4 e 30 da  da tarde, pegamos o TGV para Paris- Gare de Lyon  (muito mais barato que o trem noturno de  Veneza a Paris, mas ainda assim, caro, se comparado a tudo  que tínhamos feito até aqui!). No trajeto, uma passagem pelos Alpes… o trem para em algumas estações de sky que parecem saídas de filme. Pontualmente às 23 e 21 estávamos desembarcando na Gare de Lyon, em Paris. E claro a viagem nem de longe se pareceu com o Treno Notte de Roma a Veneza, mas ainda assim, prefiro um bom vôo lowcost, com toda a antecedência necessária, security etc! Trem é bom para viagens de no máximo 3 horas e ainda assim, depois de mal acostumada pela Ryanair, acho caro!!!!

Milano Centrale

Finalmente de  Paris a Londres, voamos Easyjet,  e no final de uma viagem como essa, a gente  valoriza muito a tranquilidade da Easyjet. Tirando o fato da mocinha do check in – única vez que despachamos uma malinha e viajamos com um volume cada uma a bordo –  ter pedido para eu colocar minha  humilde bolsinha dentro da malinha ( que embarcaria comigo no vôo), a questão tamanho e peso da bagagem que vai com você é bem mais flexível. Paris-Londres = 25 euros por pessoa + 5 de taxas

Aeroporto de Girona (Barcelona)

E para que todo o percurso seja realmente lowcost (dessa vez foram 6 cidades) a maior exigência é que sua bagagem e tudo o que você vai transportar de um destino a outro caiba numa mala de 55x40x20, assim sua babagem viaja com você em tods as cias aéreas. Tudo, absolutamente tudo (bolsa de mão, câmera, comprinhas no free shop, lembranças, garrafa de água, etc tem que estar dentro desse único volume ( no inverno, dá para usar os bolsos do casaco, que se transformam prticamente em uma outra mala). Dessa forma, dá para ir de Londres a Barcelona, por exemplo, por 6 libras, o preço do nosso primeiro vôo. Na ponta do lápis, a cada passagem, há que  se acrescentar de 5 a 15 (euros ou libras), custo do transporte entre o centro (ou estação central) da cidade até o aeroporto lowcost , normalmente bem longe. Mesmo assim, atravessar um, dois países, por menos de 30 ou 40 dinheiros não é nada mal, principalmente se compararmos com as viagens pelo Brasil.

E assim, com o mínimo de bagagem, todo o resto também fica lowcost, uma vez que a gente não é obrigada a pegar um táxi para chegar ao hotel ou do hotel para a estação de metro, de trem ou de ônibus. Em todo o nosso trajeto, pegamos um único táxi em Roma ( e nem foi por causa de mala)  e um outro em Paris! Além disso, utilizar o transporte público de cada cidade já é conhecer um pouco da cultura, população, etc.

Hospedagem?

Também é pesquisa e antecendência. E sim, a Europa está mais cara agora. Roma e Veneza, foram disparado, as cidades mais caras, tanto no quesito B&B como em relação à alimentação. Nas únicas vezes que sentamos em um restaurante (em Roma e Veneza), foram no mínimo 25, 30 euros) Mas ainda assim é possivel ficar em hotéis (hostals, albergues, etc) com conforto, banho quente e em alguns, café da manhã, baratos e dignos.  No geral, 25 a 35 euros por pessoa por noite (35 em Roma, Veneza e Paris). Com relação a albergues, estando em duas pessoas, acaba  sendo quase o mesmo preço, um quarto privativo, na maioria das vezes até com banheiro privativo, do que duas camas em quartos compartilhados ( para 4) e banheiros idem.

Alimentação?

Minha primeira preocupação é achar um supermercado ou algo parecido. Assim as despesas com alimentação ficam mais ou menos parecidas com as que normalmente eu teria.  E mais uma vez, supermercados são parte da vivência da cidade. Adoro! Deliciosos sanduíches de brie ou gorgonzola, pastinhas, focaccias, caviar, queijos,  baguetes, brioches, bolinhos e lógico, vinhos e cevejas maravilhosos para beber no sossego do seu quarto …. é só descobrir a especialidade do lugar e ser feliz. Mas  um bom café ou um maravilhoso  capucino, são fundamentais. Eu diria que são companheiros de viagem. São aquele pitstop essencial no meio de um dia de caminhada. Recarrega as baterias. E lógico, quanto mais perto de um ponto turístico, mas caro será o café!  Mas 4 euros por um capucino perto da Piazza San Marco…também não mata ninguém ….E vale cada gole!

Compras?

Obviamente não é o objetivo numa viagem dessas. Mas compramos coisinhas pequenas,  maquiagem em Milão,  e por medo de sentir calor em Roma, percorremos várias lojas em Madrid (um paraíso de lojas e mais lojas, principalmente durante as rebajas, as famosas liquidações) para encontrar um casaco mais leve que acabamos usando só em Milão, pois em Roma e Veneza o vento gelado, me fez agradecer os super poderes do casaco de nylon forrado, que é praticamente uma blindagem contra o frio, a chuva e vento,  e não sentti frio algum! Deixamos algumas compras para o grand finale em Paris, onde por 11 euros, reservei uma malinha de porão na Easyjet e colocamos todos os líquidos e extras nela. De quebra, a mala que comprei pode ser a minha mais nova companheira de viagem, pois é bem mais leve e como não é rigida, dá para negociar o espaço em alguns trajetos feitos de trem ou pela Easyjet, menos intrensigente em relação ao peso e formato da bagabem de mão, desde que seja um único volume.

Quanto tempo a gente aguenta essa maratona? É muito pessoal. Num mundo ideal, seria ótimo ter pelo meno uma tarde para descansar entre a s cidades…vinte dias ficou bem puxado no final, mas valeu cada minuto. Talvez 15 dias seja um período bem razoável… Há que considerar que cada troca de cidade leva pelo menos meio dia, e nesse trajeto é pilotar a bagagem e muito levantamento de malinha. É cansativo e há que ter preparo físico e muito astral.

Mas vale a pena cada minuto!

Basílica de San Marco – Veneza

30
mar
10

em resposta à nova leitora, trem, ônibus ou avião??

Bom, eu ia responder no comentários, mas acho que talvez seja um post interessante, já que muita gente tem dúvida.

Eu acho realmente que depende da situação.

1) De quanto tempo se tem para a viagem -TEMPO

2) Do quanto se tem para gastar. – DINHEIRO

É claro que avião é mais rápido, mas como os aeroportos em que as “lowcosts” operam são sempre na casa do “lá longe”, separe algumas horas antes do vôo. 40 minutos antes da hora do vôo,  acaba o check in, e não tem choro nem vela. Está escrito na passagem! Perdeu! Então é bom chegar cedo. Além de filas grandes para o check in, há sempre a possibilidade de mudanças no horário ou coisa parecida. Eu particularmente, nunca tive problemas, a não ser por causa da nevasca. Mas isso aconteceu com todos os vôos de todas as companhias por todo a Europa.

Corredor de Gatwick (Londres). Do saguão de espera ( depois do security) até o portão de embarque é muuuuuito longe!!!

De qualquer forma, apesar de toda a antecedência, é muito mais rápido e às vezes, mais barato do que de trem, principalmente se você conseguir uma boa promoção ou comprar sua passagem com antecedência nas cias lowcost. Pesquisando antes de viajar, você encontra os meios mais baratos de fazer o translado aeroporto-centro da cidade. Em Innsbruck, por exemplo, um ônibus normal, sai da porta principal do aeroporto e por 4 euros, te deixa na rua principal da cidade. Lógico, que um bagagem pequena e carregável, fazem toda a diferença. Se não, as próprias cias, oferecem em seus sites esses translados bem em conta.

Trem não é lá o mais barato, não.  Um exemplo: De Londres à Paris pelo Eurostar é caro e há várias pegadinhas.

Por incrível que pareça, comprar ida e volta sai mais barato que só a ida ou só a volta.  Quanto mais madrugar ou mais tarde também.  Descobri isso na prática.  Primeiro fui de Eurostar para Bruxelas, numa mega promoção( 50 libras, só ida), no primeiro horário da manhã; de Bruxelas à Bruges (nem foi tão caro, pois é um trem comum e frequente, com saídas a cada hora da estação Bruxelles-Midi). Voltamos de Bruges, para Bruxelas e pegamos um Thalys para Paris (entre 60 e 100 euros, dependendo do horário. Alguns dias em Paris, fui reservar a volta para Londres (on line) no mesmo Eurostar. Surpresa!!! Dois bilhetes, só de ida ficariam em mais de 400 euros!!!!

Fui então pessoalmente à Gare du Nord no guichê da Eurostar. O  próprio atendente em explicou que era mais barato comprar ida e volta! Como assim??? Eu não ia voltar à Paris! Dê para alguém ou jogue fora…foi o que o atendente me respondeu. Pode???? Conclusão: os dois bilhetes saíram por +- 180 euros.  Nas low cost, não sairia muito mais barato, se fosse comprado em cima da hora. Mas com a antecedência de umas duas semanas poderia cair para 120, 130 euros (duas passagens).

Vantagem para os trens: as estações são mais centrais, geralmente perto do centro da cidade = economia no traslado.

Vantagem para o avião:  se comprado com muita antecedência, pode sair muuuito barato.

Ônibus: é realmente o meio de transporte mais barato.  Mas o tempo, óbvio, é o maior inimigo. Mesmo assim, não aboli totalmente a idéia. Minha experiência : de Paris para Amsterdam. Foi tranquilo, embora a rodoviária de Amsterdam fique mais afastada da cidade e tomamos um táxi para o hotel.  Já de Amsterdam para Londres, não acabava nunca mais!!! Depois ainda tem a parada para a imigração em Calais! que no nosso caso, foi quase às dez da noite, debaixo de um frio de doer, e muito cansativa. Mas a  experiência do ferryboat eu adorei. Parece um aeroporto navegante, com lojas, bares, freeshop, restaurantes… D +    …quase 12 horas de viagem!!!! E ainda chegamos em Londres, depois de meia noite, sem metrô!

Conclusão: planejando com antecedência, dá para aproveitar o melhor de todos os meios de transporte.  Acho que vale a pena experimentar de tudo! Rola sempre uma experiência!

Até!




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