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25
set
11

Veneza – como se locomover

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Nesse primeiro dia em Veneza,  era como se eu  estivesse em transe. Aquela menina que adorava estudar história, e sonhou anos e anos em conhecer essa cidade, estava alí, pisando na história (que eu estudei).

Quando digo que Veneza era um mistério, é porquê eu nunca consegui entender como um punhado de ilhas, cortadas por 117 canais, com invernos rigorosos e verões quentes, atingiu o posto de potência comercial na alta idade média (a partir do século X), tornando- se uma das mais importantes cidades da Europa.

Isso sem falar no mapa, que mesmo depois do Google Maps, me fazia ter medo de “me perder para todo o sempre” no emaranhado de ruinhas e ruelas e nunca mais sair de Veneza.

O mais estranho em Veneza é que há lugares simplesmente apinhados de gente. Aí você pega uma ruinha dessas e se sente numa cidade fantasma.

“Ruinha de Veneza”

Depois que nosso quarto no hotel foi liberado, desabamos nas camas . Mas eu não consegui dormir muito. Devido ao estado andiantado de cansaço, a gerente nos liberou o primeiro quarto que foi liberado. Nosso hotel tinha sido (em algum lugar no passado) um convento. Os quartos são simples mas a cama deliciosa, banho quente, “esquentador” de toalha e um café da manhã razoável. Em Veneza foi um achado!

Deixei Carol descansando e sai para fazer o “reconhecimento da área”.  Nosso hotel, apesar de ficar na ilha, no centro histórico, está localizado perto do continente, ligado à ilha pela Ponte de la Libertá. Por isso, ainda consegue-se ver carros. No resto da ilha, não se vê nenhum. É a maior cidade “pedonal” da Europa.

Dependendo de onde for a localização do hotel, a gente acaba usando os vaporettos muitas vezes ao dia. Além de ser absolutamente típico de Veneza, é uma forma gostosa de passear, e de connhecer o que só se pode ser visto trafegando pelos canais.

Os vaporettos   (que funcionam como ônibus) , os pequenos barcos, e as  lanchas de vários tamanhos, são os únicos meios de transporte. O transporte público é caríssimo! Andar de vaporetto pra cá e pra lá pesa no bolso. O ticket único (1 viagem sem volta) custa 6,50 euros.

como se locomover em Veneza

O melhor é comprar o Tourist Travel Card de acordo com o número de dias que for ficar na cidade.

Por uma quantia fixa, pode-se fazer viagens ilimitadas durante a validade do cartão magnético.

Leitor de cartão magnético.

Este cartão (que é recarregável) deve ser encostado nas máquinas de leitura que ficam nas entradas dos  “pontos” (fermattas)  de vaporetto flutuantes.

Os preços dos Travel Cards são:

  • 16,00 € – 12-HOUR TRAVELCARD
  • 18,00 € – 24-HOUR TRAVELCARD
  • 23,00 € – 36-HOUR TRAVELCARD
  • 28,00 € – 48-HOUR TRAVELCARD
  • 33,00 € – 72-HOUR TRAVELCARD
  • 50,00 € – 7 DAYS TRAVELCARD
É fácil identificar as “fermattas” . São caixotes flutuantes, com faixas amarelas onde está escrito o nome da parada.
Na maioria dos vaporettos, há lugares descobertos,, de onde se pode tirar fotos,e dentro dos barcos, onde é mais quentinho, né?
Na segunda viagem, a gente já começa com aquele andar de marinheiro e no final do primeiro dia, ficar mareado é absolutamente normal. A gente anda de barco e balança, sai do barco e vê tudo balançando no mar. Com o tempo, tudo balança …
Os vaportettos não entram nos pequenos canais. Neles, só os pequenos barcos, lanchas  e as  gôndolas.
As gôndolas são um capítulo à parte. E não é bem um meio de transporte. É um meio de divertimento, e de gastar muitos euros numa tacada só. Uma voltinha sai em torno de 80 euros.
Nada mais turístico que um passeio de gôndola em Veneza.
Algumas gôndolas são chiquérrimas…
No mais é se perder e se achar… Veneza é uma cidade que não há pontos turísticos obrigatórios. Veneza é inteira, um sonho difícil de acreditar.
É possível cruzar a ilha a pé. Sem pressa… E ir aos poucos entrando no tempo e no espaço desse lugar improvável, onde  as construções brotam da água.
Para ver o mapa das rotas dos Vaporettos clique aqui.
Até! tem mais Veneza nos próximos pots.
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16
set
11

Veneza – um pouco de magia

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A noite foi realmente um terror! No post anterior tem toda a estória, lembra?  O trem foi parando a noite inteira.  Mais ou menos às 5:00 da manhã, minha filha me cutucou e falou: -Mãe eu vi água, pode ser mar, devemos estar chegando em Veneza. De novo, por adivinhação e pelo horário, assim que o trem parou, pegamos as malinhas, passamos por cima dos que estavam dormindo e saltamos. Nenhum aviso, nehuma placa, nem sequer um sininho! Se por acaso estivéssemos dormindo…

Saltamos em uma estação completamente deserta e escura. Sentamos num banco de metal gelado. Um frio de fazer pinguim pular miudinho. Nós, um enorme relógio (5:37) e um senhor com seu carrinho de limpeza. Tudo, absolutamente tudo fechado, inclusive o banheiro.  Esperaríamos amanhecer para sair e procurar nosso hotel, que era bem perto da estação. Às seis horas, uma luz atrás de nós acendeu. Era uma lanchonete que, graças aos céus, exalava um cheiro delicioso de café. Fomos as primeiras da fila. Depois de um café reanimador, fui ao “toalette” , desses que só abrem quando a gente col0ca moedas. Um euro ou você fica &¨*&*#. (Tenha sempre moedas na Europa! às vezes é a diferença entre um delicioso xixi e ficar apertado numa estação). Quando voltei, o dia finalmente começava a aparecer.

Venezia Sta Lucia (tremendo de frio às 6 da manhã, depois de uma noite tenebrosa no trem)

Ainda assim, esperamos até às sete, e meio que nos arrastando, saímos da estação. A visão foi como um curativo! Desses remédios que a gente toma e a dor passa como se fosse milagre.  Em segundos eu realizei: estava em Veneza!

Veneza para mim sempre foi uma inequação de 2° grau… Eu nunca entendi Veneza. Desde sempre no meu imaginário, desde 2008 tentando encaixá-la nos meus roteiros, Veneza era uma espécie de musa inatingível.

Para  começar a entender: É isso mesmo, a cidade (a parte histórica) é no formato de um peixe. Lá em cima, à esquerda (em preto), é a estação de trem St Lucia (onde chegamos), que é a estação que fica na ilha. Mestre é a estação de trem que fica no continente. Nosso hotel, sinalizado pela bolota vermelha, estava a 500 metros de Sta Lucia. Mas (tem sempre um mas…) antes teríamos que reunir forças e escalar a Ponte della Costituzione, que não é nada demais, só que tem pequenos degraus, para subir e descer. Um tanto incômodo quando se está exausta e carregando malinhas (ainda bem que eram mínimas!).

Ponte della Costituzione Veneza( fonte : Trivago)

Essa parte estava  em obras e meio (completamente) perdidas, perguntei a uma senhora onde ficava a tal rua do nosso hotel. Sorrindo (às 7 horas da manhâ), ela pegou o papel da minha mão, e disse para segui-la. Ela desviou do seu próprio caminho e nos levou até a porta de nosso hotel. Uma gentileza inacreditável, que encheu meu coração já aliviado, de uma alegria quase infantil. Às 7:15 chegávamos ao nosso hotel: Casa Sant´ Andrea.

Roberta, a senhora da recepção, nos disse gentilmente que nosso quarto só estaria livre bem mais tarde, lá pelas onze horas, enquanto olhava para Carol (que estava em estado lastimável). Achei que ela estava a beira de pegar Carol no colo e pessoalmente levá-la para casa.  Sentamos e senti que se esperássemos naquelas poltronas fofas, dormiríamos até o dia seguinte, babando e roncando em italiano arcaico!  Num rompante de espírito viajante, levantei e perguntei como chegaríamos a Praça São Marcos. Arrastei Carol até o “ponto do vaporeto” e lá fomos nós.

Embora completamente depauperada, meu habitual deslumbre começou a se manifestar. Veneza começava a se mostrar num dia lindo! Não fosse o frio e o vento gelado…

A essa altura, eu já estava totalmente empolgada, e tentava animar Carol, que de tão cansada, não conseguia nem sorrir diante da paisagem que passava diante de nós.

vista de dentro do Vaporeto

 Em alguns minutos, estávamos desembarcando.

A cidade ainda vazia. Mesmo assim, pontos coloridos de destacavam ao longe. Era Carnaval… em Veneza! E as fantasias e máscaras apareciam aqui e alí…

E o prazer de cada mascarado era exatamente ser admirado e devidamente fotografado.  Pronto! Já estava definitivamente apaixonada por Veneza…

Por toda a orla e na praça, inúmeras barracas de máscaras, lembranças e postais. Um colorido estonteante, que perduraria por todos os dias que estivemos em Veneza.

Imagine-se passeando numa cidade medieval, onde não há carros, com o som do mar e da água dos canais batendo de mansinho, e personagens vestidos de fantasias belíssimas aparecendo ao longe nas ruelas ou bem ao seu lado!

E para cada ângulo que eu olhava, era uma cena, uma paisagem, um clima. Estava começando a tentar entender Veneza.

Carnaval em Veneza

A Piazza San Marco, os mascarados, e um cansaço absurdo! Tudo isso misturado. Chorei! Era muita informação para processar. Muita emoção…

E a Basílica de San Marco alí na minha frente! E para comemorarmos, nos embrenhamos pelas ruelas e encontramos “alimento”  num café, desses, assim… inesquecível.

Piazza San Marco Veneza

Piazza San Marco (completamente vazia!)

Basílica de San Marco

Basílica de San Marco - Veneza

Esse passeio – aperitivo,  foi um bálsamo!  Ainda tinha muita Veneza pela frente!

Nos próximos posts tem muuuuuito mais! Até




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