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19
mar
12

Viagem à Itália: Venezia Sta Lucia – Padova Centrale

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08
mar
12

Viagem à Itália, compartilhando os detalhes (parte 1)

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Foi mesmo um périplo!!! Chegar de viagem é sempre um momento em que as emoções se misturam. Cansaço, saudade, e uma espécie de gratidão por ter dado tudo certo! É nessa hora, que a viagem “cresce” dentro de você, e que tudo o que você viu, sentiu, aprendeu, se torna parte de você, para sempre!

É aquela hora em que a gente processa todas as informações, os momentos mais marcantes, e as fotos que foram capturadas pela emoção. Memórias indeléveis que nenhuma imagem consegue mostrar.

 Gatwick Airport

Tudo começou porque eu queria ir a Padova. Então comecei a montar a aventura, que desta vez, eu faria (e fiz), sozinha. Primeiro, como chegar a Padova? Aeroportos mais próximos: Verona e Veneza. E no meio do planejamento, um presente da Ryanair! Recebo por email as promoções da cia low cost: Pisa – Londres estava na lista! £ 10.99!!!  Mais barato que uma compricha de super mercado. Pronto! minha tarefa agora, seria rechear esse percurso.

E na Itália, dificil é escolher como será o “recheio” entre a chegada e a partida. Resolvi chegar por Veneza, já conhecida, e um reencontro do qual eu não vou me cansar nunca, mesmo que seja por poucas horas.

Vôo Easyjet London Gatwick – Venice Marco Polo £36,89 Check!

E para chegar a Gatwick às 6 da manhã, saindo de Central London? Easybus!  É um transfer lowcost, seguro, pontual e confortável, e não precisa estar viajando de Easyjet. Só para se ter uma idéia, uma corrida de táxi até lá está por volta de 69 libras!

Easybus Central London – Gatwick  £ 5.99 Check!

Chegando  em Veneza – Marco Polo, é só comprar o ticket  (no próprio aeroporto à esquerda de quem sai da imigração) do ônibus ATVO ( o ponto é bem em frente à saida) também seguro, pontual e confortável e chegar à Piazzale Roma, atravessando a Ponte de la Libertá.A Piazzale Roma é o único ponto de Veneza (ilha) onde há ônibus e carros

Uma vez em Veneza, um percurso de trem para Padova, que dura menos de uma hora. Não dá nem tempo de se ajeitar no assento.

No site da Trenitália, que agora está muito  mais friendly, comecei a pesquisar os horários e preços. É super fácil de se registrar no site, e depois é so ir passeando… Coloque os nomes da cidades de onde vai partir e vai chegar, a partir de que horas, e na página que se abre, é só escolher seu trem. Mais uma agradável surpresa, passagens em promoção, com a tarifa mini, comprando com antecedência. Escolhendo a opção ticketless, é só imprimir o email, e mostrar ao controlador já no trem durante a viagem, quando ele vem checar os bilhetes dos passageiros. Simples assim!

Daí veio uma dúvida cruel! Dormir em Padova ou ir à noite para Florença, e na manhã seguinte já acordar por lá?

Mega ansiosa, optei pela maratona, é claro!

Train: ES Italia AV 9455; date: 29/02/2012
Departure: Padova (Ore: 19.57);  Arrival: Firenze S. M. Novella (Ore: 21.35)
Carriage: 7;  Place: 31  (Mandatory reservation) ;  Class: 2a;
Fare:  Mini1 Adulti;

Trem Padova – Firenze 9 euros – Check!!

Tudo no mesmo dia, e acreditem, foi super tranquilo. Cansativo, mas tranquilo. Dessa vez, só peguei “trem do bem”! A aquela impressão horrorosa do trem do terror da primeira vez que fui de Roma a Veneza se dissipou totalmente. Mas por via das dúvidas, trem noturno, prefiro não arriscar…

Cheguei à Estação de Firenze Sta Maria Novella,  às 21:35 em ponto! E acompanhada do Google Maps no celular, cheguei sem problemas ao meu albergo, bem pertinho da estação. Quanto tempo em Florença?

Bom, Firenze é algo assim… eu ainda não encontrei adjetivo, mesmo!

Foram 6 dias e ainda acho que foi pouco, porque  Florença (ou Pisa), é uma excelente cidade base para  vários passeios: cidadelas medievais, vinhedos em Chianti, castelos. A Toscana é linda!!!

E foi o que fiz. Ainda em Londres, reservei um passeio, desses de mini-van com chofer e guia, que valeu muito a pena, mesmo que, se comparado com o preço da passagem, seja insanamente caro. Pesquisei vários sites, e esse foi o “momento mais tenso” de toda a montagem da viagem. Decidir quais passeios eu faria, e com que compahias.

Passeios para Siena, San Giamigniano e a região de Chianti – 57 euros  Caf Tour – Check!

Para finalmente chegar ao ponto da volta, ou seja a Pisa, de onde sai o Voo Ryanair Pisa – London Stanstead, foi mais fácil (muito mais!!!) que cruzar a Ponte Rio Niterói. Um ônibus confotável da Terravision, sai a cada meia hora da estação de Sta Maria Novella para o aeroporto de Pisa. A viagem dura 70 minutos cravados.

Transfer Firenze SMN Pisa – Galileu Galilei 4,99 euros Check!

Porém eu não iria embarcar na mesma hora, fiquei uma noite por lá. Pisa é uma gracinha e não foi invadida por turistas, pois o complexo de monumentos (Torre de Pisa, Duomo, Batistério e Camposanto) fica afastado do centro da cidade. Para ir do aeroporto de Pisa até o centro, é quase um susto! O aeroporto fica a um, isso mesmo, um kilômetro do centro da cidade e lócigo que tem um ônibus (LAM Rossa) que faz essa ligação. Tickets? Facil! qualquer tabacchi (onde tem cigarro, jornal, refrigerante),

Menos de cinco minutos e pimba! Estava em Pisa Centrale, a 50 metros do Hotel Roseto, onde consegui descansar um pouquinho, antes de voltar a Londres.

Uma semana intensa, mas sem nenhum stress, pois estava tudo azeitadinho, e tudo funciona do jetio que é descrito nos sites.

Vôo Pisa Londres – Stanstead £ 10.99 Check!

Easybus Stanstead Central London  £ 6.99 Check!

Toda a viagem, da saida da minha casa até a volta, foi pesquisado e resolvido  pela internet. Sabia por exemplo,onde comprar o chip da Tim em Veneza (para ter acesso a Internet no celular), quais estações de trem tinham guarda-volumes, qual a distância/tempo da estação até meu destino, que ônibus pegar, quanto custava o ticket, onde pedir informações nas estações, etc

Próximos posts… mais Itália, prego!

29
fev
12

Veneza, aqui me “trens” de regresso!

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Não, eu não escrevi errado… Foi só um trocadilho infame, por causa da primeira vez que cheguei a Veneza de trem (foi um sufoco).

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Como eu sou teimosa, cá estou eu de novo, dessa vez pelos céus! E que vôo!!!
Chegar a Veneza pelo ar é um desbunde! Há uma hora que parece que não haverá solo para pousar!

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Lá depois da ponte, a gente vê Veneza, como se desse para pegar com as mãos! Assim, como vemos no Google Maps. Escândalo!

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E Veneza me recebe cheia de azul, como uma amiga que enfeita a casa para receber.

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E como eu sou teimosa mesmo, vou andar muito de trem…

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Como essa viagem é totalmente solo, dessa vez pratiquei todo meu desapego e estou acompanhada somente de uma mochila (com 2 rodinhas) e 2 smartfones. Sem netbook, e sem câmera! Então, esse é um post inaugural da edição do blog pelo pequeno gadget, num momento digamos assim, budista hightech!

Por hoje é só…

Buona Notte a tutti!

21
out
11

Veneza… encantada.

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Último dia, já com saudades desse tempo fora do tempo, fomos a Murano e a outra ilha mais  modernosa, Lido.

Chuva torrencial… Vento gelado + vaporetto = totalmente mareadas.  E Murano?  Sinceramente? A não ser que você pretenda comprar os famosos vidros e cristais, não é imperdível.

Murano é uma  ilha que fica a 1 Km de Veneza, para onde todos os vidreiros e  cristaleiros  tiveram que se mudar, lá pelos idos de 1291, por causa do risco de incêndio, pois todas as casas em Veneza eram de madeira.

Na porta da Vetreria forma-se uma fila para assitir a uma “apresentação” rápida e bem turística. A gente entra na sala de demonnstração, senta numa espécie de arquibancada de madeira, e um rapaz um tanto estrábico,  explica num inglês macarrônico,  as etapas da fabricação do vidro.

Dura no máximo uns 10 minutos.

Pegamos o vaporetto de volta, e navegando nesse dia cinzento, a visão era quase de uma cidade desabitada.  E cada detalhe das construções me fazia lembrar que estava num lugar único e cheio de história. Fiquei imaginando como as pessoas viviam aqui há muitos séculos atrás.

Momentos muito particulares, desses que a gente constrói um enredo, vendo o “cenário” diante dos olhos. Um cenário real, vivo!

Agora me diz, como alguém vive, assim…   com a porta da frente dando para a água? Com uma varandinha quase dentro d´água?

Não existe nada parecido. Essa mania de dizer que Amsterdam é a Veneza do norte, ou que Brugge é a Veneza da Bélgica, sinceramente não faz sentido. Em comum só o fato de serem cortadas por canais, mas as características em comum param por aí. Veneza é única!

E as cores? Esse tom de ocre avermelhado, só em Veneza!  E as janelas? As famosas venezianas, estavam ali, desfilando na minha frente, numa tarde chuvosa e fria. E eu totalmente feliz só em poder comtemplar. I-nes-que-cí-vel!

Não existe outro lugar assim. Se alguém conhecer, por favor me conte.

 

E a porta do quintal dá para onde? A deduzir pela marca da água, o próprio quintal é no canal. E cada ponte tem um charme, e um ou vários cadeados, desses que os apaixonados trancam e jogam a chave nas águas.

Se eu moraria em Veneza???   Não. Justamente para não estragar o constante deslumbrar que é visitar essa cidade. É um conto de fadas, e como conto de fadas é bom que permaneça encantada, para que eu me deslumbre todas as vezes que voltar. E quando nossa última  noite caiu pesada, decidi: voltarei a Veneza.

Mas… era hora de arrumar as malinhas. Na manhã seguinte, iríamos encarar mais dois percursos de trem.  Conto no próximo post. Até!

16
out
11

Veneza Eu amo!

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Veneza é realmente uma cidade improvável. As construções brotam das águas.  Algumas parecem literalmente emergir.

E durante a  aqua-alta, a cidade e os transeuntes, imergem mesmo. A aqua alta é um fenômeno natural e frequente em Veneza.  As águas literalmente invadem a cidade o local mais atingido é a Piazza San Marco, justamente por ser a parte mais baixa da cidade.

  Em 2008, enquanto eu planejava a viagem do fim de ano, Veneza estava assim, como na foto ao lado.

E não só a Piazza fica inundada. É só digitar “aqua alta” no YouTube euma infinidade de vídeos mostrando o perrengue de moraradores e turistas durante as enchentes .

Há inclusive um que mostra um cara esquiando na praça. A prefeitura tem esquema e ergue passagens elevadas para que as pessoas possam se locomover. Isso sem falar nos hotéis que distribuem botas de borracha que vão até acima do joelho para seus hóspedes, o que definitivamente está fora da minha zona de conforto numa viagem, principalmente durante o inverno.

Confesso que um medinho invadiu meu ser quando no terceiro dia, chegamos à Piazza e uma “aquinha alta” começava a surgir bem em frente à Basílica.

E para minha surpresa, a água brota de pequenos orifícios no chão.

aqua alta veneza

Mas ficou por isso mesmo. Entramos na Basílica, já com a água empapando os tapetes.

e nesse dia andamos como loucas, em meio a rajadas de vento e chuviscos, que deixaram a cidade ainda mais bucólica.

E  no terceiro dia a gente já sente “totalmente local”, anda com calma. Absorve mais cada segundo.

E se entrega a momentos quase infantis, com nessa foto, lutando contra o vento …

E como eu disse, em Veneza,  ou você está na muvuca, ou dá de cara com lugares e momentos que parecem saídos de filme, completamente vasios.

E as pontes que se multiplicam pela cidade ficam ainda mais poéticas.

Em alguns instantes é puro silêncio e o barulho das águas.

Nas praças ou nas mínimas vielas, éramos só nós. E aquela sensação totalmente mágica de estar num tempo diferente.

Num lugar para lá de diferente.

E daí para o burburinho é um pulo. A região de Rialto é um ninho de gente andando, fotografando, comendo e comprando.

Andamos tanto que conseguimos literalmente nos perder em Veneza. Ao cair da noite, nos vimos, digamos na zona portuária.

Conseguimos virar numa ruela, e voilà; vida inteligente de novo! Uma oficina de máscaras!

E de novo em Rialto…

Eu tive certeza: amo Veneza!

Até!

16
set
11

Veneza – um pouco de magia

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A noite foi realmente um terror! No post anterior tem toda a estória, lembra?  O trem foi parando a noite inteira.  Mais ou menos às 5:00 da manhã, minha filha me cutucou e falou: -Mãe eu vi água, pode ser mar, devemos estar chegando em Veneza. De novo, por adivinhação e pelo horário, assim que o trem parou, pegamos as malinhas, passamos por cima dos que estavam dormindo e saltamos. Nenhum aviso, nehuma placa, nem sequer um sininho! Se por acaso estivéssemos dormindo…

Saltamos em uma estação completamente deserta e escura. Sentamos num banco de metal gelado. Um frio de fazer pinguim pular miudinho. Nós, um enorme relógio (5:37) e um senhor com seu carrinho de limpeza. Tudo, absolutamente tudo fechado, inclusive o banheiro.  Esperaríamos amanhecer para sair e procurar nosso hotel, que era bem perto da estação. Às seis horas, uma luz atrás de nós acendeu. Era uma lanchonete que, graças aos céus, exalava um cheiro delicioso de café. Fomos as primeiras da fila. Depois de um café reanimador, fui ao “toalette” , desses que só abrem quando a gente col0ca moedas. Um euro ou você fica &¨*&*#. (Tenha sempre moedas na Europa! às vezes é a diferença entre um delicioso xixi e ficar apertado numa estação). Quando voltei, o dia finalmente começava a aparecer.

Venezia Sta Lucia (tremendo de frio às 6 da manhã, depois de uma noite tenebrosa no trem)

Ainda assim, esperamos até às sete, e meio que nos arrastando, saímos da estação. A visão foi como um curativo! Desses remédios que a gente toma e a dor passa como se fosse milagre.  Em segundos eu realizei: estava em Veneza!

Veneza para mim sempre foi uma inequação de 2° grau… Eu nunca entendi Veneza. Desde sempre no meu imaginário, desde 2008 tentando encaixá-la nos meus roteiros, Veneza era uma espécie de musa inatingível.

Para  começar a entender: É isso mesmo, a cidade (a parte histórica) é no formato de um peixe. Lá em cima, à esquerda (em preto), é a estação de trem St Lucia (onde chegamos), que é a estação que fica na ilha. Mestre é a estação de trem que fica no continente. Nosso hotel, sinalizado pela bolota vermelha, estava a 500 metros de Sta Lucia. Mas (tem sempre um mas…) antes teríamos que reunir forças e escalar a Ponte della Costituzione, que não é nada demais, só que tem pequenos degraus, para subir e descer. Um tanto incômodo quando se está exausta e carregando malinhas (ainda bem que eram mínimas!).

Ponte della Costituzione Veneza( fonte : Trivago)

Essa parte estava  em obras e meio (completamente) perdidas, perguntei a uma senhora onde ficava a tal rua do nosso hotel. Sorrindo (às 7 horas da manhâ), ela pegou o papel da minha mão, e disse para segui-la. Ela desviou do seu próprio caminho e nos levou até a porta de nosso hotel. Uma gentileza inacreditável, que encheu meu coração já aliviado, de uma alegria quase infantil. Às 7:15 chegávamos ao nosso hotel: Casa Sant´ Andrea.

Roberta, a senhora da recepção, nos disse gentilmente que nosso quarto só estaria livre bem mais tarde, lá pelas onze horas, enquanto olhava para Carol (que estava em estado lastimável). Achei que ela estava a beira de pegar Carol no colo e pessoalmente levá-la para casa.  Sentamos e senti que se esperássemos naquelas poltronas fofas, dormiríamos até o dia seguinte, babando e roncando em italiano arcaico!  Num rompante de espírito viajante, levantei e perguntei como chegaríamos a Praça São Marcos. Arrastei Carol até o “ponto do vaporeto” e lá fomos nós.

Embora completamente depauperada, meu habitual deslumbre começou a se manifestar. Veneza começava a se mostrar num dia lindo! Não fosse o frio e o vento gelado…

A essa altura, eu já estava totalmente empolgada, e tentava animar Carol, que de tão cansada, não conseguia nem sorrir diante da paisagem que passava diante de nós.

vista de dentro do Vaporeto

 Em alguns minutos, estávamos desembarcando.

A cidade ainda vazia. Mesmo assim, pontos coloridos de destacavam ao longe. Era Carnaval… em Veneza! E as fantasias e máscaras apareciam aqui e alí…

E o prazer de cada mascarado era exatamente ser admirado e devidamente fotografado.  Pronto! Já estava definitivamente apaixonada por Veneza…

Por toda a orla e na praça, inúmeras barracas de máscaras, lembranças e postais. Um colorido estonteante, que perduraria por todos os dias que estivemos em Veneza.

Imagine-se passeando numa cidade medieval, onde não há carros, com o som do mar e da água dos canais batendo de mansinho, e personagens vestidos de fantasias belíssimas aparecendo ao longe nas ruelas ou bem ao seu lado!

E para cada ângulo que eu olhava, era uma cena, uma paisagem, um clima. Estava começando a tentar entender Veneza.

Carnaval em Veneza

A Piazza San Marco, os mascarados, e um cansaço absurdo! Tudo isso misturado. Chorei! Era muita informação para processar. Muita emoção…

E a Basílica de San Marco alí na minha frente! E para comemorarmos, nos embrenhamos pelas ruelas e encontramos “alimento”  num café, desses, assim… inesquecível.

Piazza San Marco Veneza

Piazza San Marco (completamente vazia!)

Basílica de San Marco

Basílica de San Marco - Veneza

Esse passeio – aperitivo,  foi um bálsamo!  Ainda tinha muita Veneza pela frente!

Nos próximos posts tem muuuuuito mais! Até

04
set
11

Roma – Veneza Treno Notte experience! Uma vez para nunca mais!

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Se existe uma coisa que eu adoro é planejar uma viagem.

Meu roteiro é sempre assim

1- data – de onde para onde

2-meio de transporte – passagens de avião, trem, ônibus

3-meio de transporte entre o aeroporto e o centro da cidade

4-reserva do hotel –  meio de transporte para chegar ao hotel

5-uma listinha dos pontos de interesse na cidade

6-meio de transporte entre o centro da cidade e o aeroporto/estação de trem/de ônibus para a próxima cidade.

E o que mais me fascina, é que sempre dá tudo certo. É possível de qualquer lugar do mundo, planejar a viagem pela internet e quando você chega lá (pelo menos na Europa), salvo havendo nevascas, greves, etc. O avião, o ônibus (do aeroporto à cidade), e o hotel estão lá. No horário e no lugar exatos.   Mas pela primeira vez (sempre tem uma primeira vez, né?) havia uma ponta solta. Quando comprei as passagens de Roma para Veneza, não consegui encontrar nenhum meio de transporte, no horário necessário, entre Ternini e o Aeroporto de Fiumincino. Nosso vôo para Venesa Treviso, sairia às 7 da manhã.

– Quando chegar lá, eu resolvo. Sempre tem um jeito… Táxi ou algum serviço reservado pelo próprio hotel (pensei). Nada disso.  Reservar um táxi, era correr o  risco de ficar esperando (para sempre) na rua e de madrugada, segundo a gerente do hotel.  Poderiámos tomar o trem no último horário da noite (10 e meia) e “dormir” perambulando pelo aeroporto, como almas penadas ou arriscar perder o vôo, pegando o primeiro trem, assim que amanhecesse.  Duas moçoilas sozinhas…  Tomei a decisão que me pareceu mais sábia e segura.  De uma tacada só, foram vários prejuízos: abortamos a última noite no hotel (ah que arrependimento!) , o vôo da Ryanair (ah que saudades!)  e compramos duas passagens no trem noturno de Roma para Veneza. Roma Tiburtina 23:00 -Venezia St Lucia0 5:3o. Muito $$$$$ mais caras do que as passagens de avião na Ryanair. Isso, porque escolhi as mais baratas, já que as mais caras (e talvez bem mais confortáveis) eram no trem rápido e chegaríamos às três da manhã em Veneza. Não era o mais recomendável…

Vamos dormir a noite inteira e chegamos já dentro da cidade, nem precisa de ônibus (doce ilusão!!!) Foi de longe a maior furada, o maior perrengue, a pior noite, ever!!!!

Sem saber o que nos esperava, fomos animadíssimas para a estação. A primeira perna, era de Termini (estação central de Roma), para Roma- Tiburtina (estação de trem fora do centro). Para começar, rolou a dificuldade de encontrar a plataforma, já que no quadro de partidas e chegadas, não habia nenhum trem saindo de Roma Termini e chegando em Tiburtina. Por adivinhação, e pelo horário, conseguimos encontrar nosso trem, que vinha de outra cidade e passava por Ternini…  e mal contínhamos a alegria de ver o trem confortável, limpinho e quase vazio.

Saltamos em Tiburtina, e também por adivinhação e pelo horário no quadro, achamos a nossa plataforma.  Já nesse momento eu pensei: não é bem isso que eu tinha imaginado.

Quem dera fosse esse trem  aí da foto….  Quando nosso trem finalmente chegou, eu tive certeza que tínhamos entrado na maior roubada de todas! Uma correria absurda para todo mundo entrar. O trem tinha um corredor estreitíssimo, pelo qual todos os sêres e suas bagagens tinham que circular num vai e vem atropelado, a fim de encontrar sua cabine e respectivo assento (pelo menos era numerado). Parecia um caminhão de bóias frias ou de retirantes refugiados sobre trilhos. Algumas pessoas (?) carregavam verdadeiros containers. Para chegarmos à nossa cabine, tivemos literalmente que subir por cima de  um desses volumes enormes que simplesmente bloqueava a passagem. Quando enxerguei nossa cabine e abri a porta, meu instinto maternal aliado ao de sobrevivência me fez querer sair dalí imediatamente. Já era tarde. O trem já estava em movimento.

A cabine era um cubículo, com 3 bancos contíguos de cada lado. Três ocupantes. Um homem provavelmente indiano, um outro homem enorme aparentado com o Shreck , e uma mulher (que estava sentada no meu lugar), que usava uma touca, tipo Carlinhos Brown, onde provavelmente caberia toda a sua bagagem, mas deveriam ser só os  dreadlocks rastafari mesmo. Era a mais mal encarada. Não sei de onde tirei coragem para articular a frase: YOU ARE  IN MY PLACE! Provavelmente foi instinto maternal, pois se ela não saisse eu e Carol ficaríamos separadas. Assim que realizamos que estávamos numa roubada, nos entreolhamos e em absoluto silêncio, tentamos nos acomodar e nos conformar. Sete horas, sete horas intermináveis nos separavam de Veneza-ST Lucia.

1- 2- or 3- berth sleeper on Italian overnight train - daytime mode

Como tudo que tá ruim, pode piorar, depois que sentamos, naquele banco duro em formato de L, alguém apagou a luz. Breu total. Paniquei. E eu Carol temos insônia!!! Mas para ajudar ainda mais o nosso desespero, o trem era…. parador! E lógico, na próxima estação, entrou a sexta elementa que faltava para que a cabine ficasse irrespirável e completamente claustrofóbica. A criatura era alta e grande. Com apenas um dedo apontado, e um olhar desafiador, a moça tirou o Shreck da janelinha e sentou-se bem à minha frente. Em questão de segundos, se esparramou e dormiu.  Pronto! Não tínhamos luz, nem espaço para um movimento sequer, nem ar.  Tres pessoas de frente para tres pessoas .  Eu e Carol entaladas no fundo, junto à janela (que tinha um protuberância, impedindo até o mais inocente encostar da cabeça)  e os outros, se espalharam, esticando as pernas sobre o banco e a pessoa da frente.  Sete horas e muitas paradas depois….

Conto mais no próximo post, até!

16
mar
11

Viajando lowcost 2011 – compartilhando os detalhes

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Não pretendo fazer um guia de como viajar lowcost, ou de como montar um roteiro para viajar baratinho. É apenas o relato de minha própria experiência, mas que se puder ajudar alguém… Já fico feliz!

London Bridge Station – Plataforma – First Capital (trem para Gatwick Airport)

Minhas viagens pela Europa sempre começam em Londres.  E neste post, eu explico como chegar e partir dos aeroportos de Londres.

Viajar lowcost é mais ou menos como comer salada. A gente pode repetir sem culpa! É basicamente tentar aproveitar  as promoções das companhias aéreas de baixo custo, que tem vôos para muitas ou quase todas as cidades principais da Europa, sendo que a Ryanair é sem dúvida a campeã dos preços ridiculamente baixos e acaba habituando o viajante a custos irrisórios, tornando todo o resto ( até os simples tickets de metro urbano) meio caro aos nossos olhos e bolsos. A Easyjet também tem suas promoções, mas para pagar realmente barato, o segredo é antecedência e vôos que partem muito cedo pela manhã ou que chegam muito tarde no destino final.

Vôo – Girona para Madrid

A primeira passagem que  comprei foi  para Barcelona ( 6 libras e só!!) , e então pesquisei o quão barato e interessante estavam as promoções partindo de Barcelona. Bingo! Madrid  estava a pouco mais de 15 euros  de Barcelona. Uma vez em Madrid, fiz a mesma pesquisa e Milão apareceu nos destinos em promoção por exatos 10 euros por pessoa + 5 de taxas. Com a bênção da passagem de Milão para Roma estar a  uns míseros 15 euros + 5  (às vezes a Ryanair cobra taxas de web check in, de pagamento por cartão, ou simplesmente de administração). Não tive dúvidas e de repente estava planejando minha viagem pela Itália!

Rio Tevere – Roma

Estando em Roma, pensei… Desta vez eu vou a Veneza, de qualquer jeito! Como? No planejamento da viagem, corri para Easyjet , que tinha um vôo de Roma para Veneza, e devido a antecedência estava por menos de 20 euros. O único desafio – o võo era as 7 e 10 da manhã, o que significaria estar no aeroporto no máximo às 5 e meia. Aí foi o momento rosquinha da viagem. Furada! A roubada histórica da viagem. Não havia transporte De Roma para Fiumincino no meio da madrugada. Tanto o trem que partia da Estação de Termini, quanto o primeiro ônibus para o aeroporto saiam depois das 5 da manhã.

Roma Fiumicino (Terminal 2) a Venice Marco Polo

Part 01 March 2011 07:10

Cheg 01 March 2011 08:15

Voo 983

O check-in abre 01 March 2011 05:10

O check-in encerra 01 March 2011 06:30

Chegaríamos no máximo do stress ou perderíamos o vôo. O que numa viagem dessas, é o temido efeito dominó! Cai tudo por terra! Opções = dormir no aeroporto (o último trem parte ás 10 e meia  da noite), arriscar um táxi às 4 da manhã por 50 ou mais euros (pouco confiável segundo a recepcionista do hotel), ou abortar o vôo e comprar uma passagem do trem noturno e acordar em Veneza, o que me pareceu o menos estressante, já que os trens são o meio de transporte mais famoso e bem cotado da Europa e a estação Termini era ao lado do nosso hotel. Roubada em absolutamente todos os sentidos. Não só foi o traslado mais caro, como a pior experiência possível! 38 euros (por pessoa!) dos quais me arrependo centavo por centavo! Uma noite numa cadeirinha de aeroporto teria sido muito mais  segura, muito mais confortável e menos estressante. Só mesmo  Veneza para fazer valer o sacrifício! Ou melhor, para esquecer a noite!

E de lá, como chegar a Paris? Foi uma gincana e antes da viagem eu ainda não sabia como, a não ser gastando muito dinheiro! O que definitivamente não é a minha praia.

Dessa vez, mais do que as outras, Paris foi um desafio! Paris é mais do que simplesmente uma paixão. Desde  a primeira vez, prometi aos céus, que sempre que atravessasse o Atlantico, daria um jeito de ir a Paris, agradecer. Notre Dame é testemunha de todos os meus sonhos …

Mas o que parecia um  simples Venice-Paris, virou uma pesquisa de campo. Depois de todas as pechinchas, o trem Noturno Venice St Lucia- Paris Bercy,da Artesia, que pode ser comprado no site da Trenitália ou na SNCF, era um absurdo de caro em comparação com todo o gasto da viagem até Veneza. Os vôos idem! E depois de tudo arrumadinho, baratinho… eu estaria entalada em Veneza (seria ótimo se tivesse verba ) ou gastaria uma fortuna, acabando com toda a estratégia lowcost da viagem e dilapidando fundos.  O fato é que durante duas semanas, eu estive em pânico,  e me tomou um bocado de tempo e tentativas alucinadas (tentei  até um voo lowcost para Croacia e de lá para Paris, mas perderia a passagem de Paris para voltar a LOndres.  Virou uma questão pessoal!!!!! Então, a solução foi um mapa, e muita pesquisa e paciência para domar o site da Trenitália, que invariavelmente fica embarreirando a compra da passagem para estrangeiros. Quebrei o percurso em dois e consegui comprar as passagens, mas só em Roma, descobri que a gente tem que passar num guichê  (com gente de verdade) de qualquer jeito, para impimir a passagem. Só com o PIN code não  funcionava nas máquinas de auto atendimento .

Venezia St Lucia – Estação de Trem – Veneza

Saímos de Veneza St Lucia, ao lado do nosso hotel, às 10 e 45 , pegamos um trem  para Milão (2 horas de viagem), almoçamos  em Milano Centrale e às 4 e 30 da  da tarde, pegamos o TGV para Paris- Gare de Lyon  (muito mais barato que o trem noturno de  Veneza a Paris, mas ainda assim, caro, se comparado a tudo  que tínhamos feito até aqui!). No trajeto, uma passagem pelos Alpes… o trem para em algumas estações de sky que parecem saídas de filme. Pontualmente às 23 e 21 estávamos desembarcando na Gare de Lyon, em Paris. E claro a viagem nem de longe se pareceu com o Treno Notte de Roma a Veneza, mas ainda assim, prefiro um bom vôo lowcost, com toda a antecedência necessária, security etc! Trem é bom para viagens de no máximo 3 horas e ainda assim, depois de mal acostumada pela Ryanair, acho caro!!!!

Milano Centrale

Finalmente de  Paris a Londres, voamos Easyjet,  e no final de uma viagem como essa, a gente  valoriza muito a tranquilidade da Easyjet. Tirando o fato da mocinha do check in – única vez que despachamos uma malinha e viajamos com um volume cada uma a bordo –  ter pedido para eu colocar minha  humilde bolsinha dentro da malinha ( que embarcaria comigo no vôo), a questão tamanho e peso da bagagem que vai com você é bem mais flexível. Paris-Londres = 25 euros por pessoa + 5 de taxas

Aeroporto de Girona (Barcelona)

E para que todo o percurso seja realmente lowcost (dessa vez foram 6 cidades) a maior exigência é que sua bagagem e tudo o que você vai transportar de um destino a outro caiba numa mala de 55x40x20, assim sua babagem viaja com você em tods as cias aéreas. Tudo, absolutamente tudo (bolsa de mão, câmera, comprinhas no free shop, lembranças, garrafa de água, etc tem que estar dentro desse único volume ( no inverno, dá para usar os bolsos do casaco, que se transformam prticamente em uma outra mala). Dessa forma, dá para ir de Londres a Barcelona, por exemplo, por 6 libras, o preço do nosso primeiro vôo. Na ponta do lápis, a cada passagem, há que  se acrescentar de 5 a 15 (euros ou libras), custo do transporte entre o centro (ou estação central) da cidade até o aeroporto lowcost , normalmente bem longe. Mesmo assim, atravessar um, dois países, por menos de 30 ou 40 dinheiros não é nada mal, principalmente se compararmos com as viagens pelo Brasil.

E assim, com o mínimo de bagagem, todo o resto também fica lowcost, uma vez que a gente não é obrigada a pegar um táxi para chegar ao hotel ou do hotel para a estação de metro, de trem ou de ônibus. Em todo o nosso trajeto, pegamos um único táxi em Roma ( e nem foi por causa de mala)  e um outro em Paris! Além disso, utilizar o transporte público de cada cidade já é conhecer um pouco da cultura, população, etc.

Hospedagem?

Também é pesquisa e antecendência. E sim, a Europa está mais cara agora. Roma e Veneza, foram disparado, as cidades mais caras, tanto no quesito B&B como em relação à alimentação. Nas únicas vezes que sentamos em um restaurante (em Roma e Veneza), foram no mínimo 25, 30 euros) Mas ainda assim é possivel ficar em hotéis (hostals, albergues, etc) com conforto, banho quente e em alguns, café da manhã, baratos e dignos.  No geral, 25 a 35 euros por pessoa por noite (35 em Roma, Veneza e Paris). Com relação a albergues, estando em duas pessoas, acaba  sendo quase o mesmo preço, um quarto privativo, na maioria das vezes até com banheiro privativo, do que duas camas em quartos compartilhados ( para 4) e banheiros idem.

Alimentação?

Minha primeira preocupação é achar um supermercado ou algo parecido. Assim as despesas com alimentação ficam mais ou menos parecidas com as que normalmente eu teria.  E mais uma vez, supermercados são parte da vivência da cidade. Adoro! Deliciosos sanduíches de brie ou gorgonzola, pastinhas, focaccias, caviar, queijos,  baguetes, brioches, bolinhos e lógico, vinhos e cevejas maravilhosos para beber no sossego do seu quarto …. é só descobrir a especialidade do lugar e ser feliz. Mas  um bom café ou um maravilhoso  capucino, são fundamentais. Eu diria que são companheiros de viagem. São aquele pitstop essencial no meio de um dia de caminhada. Recarrega as baterias. E lógico, quanto mais perto de um ponto turístico, mas caro será o café!  Mas 4 euros por um capucino perto da Piazza San Marco…também não mata ninguém ….E vale cada gole!

Compras?

Obviamente não é o objetivo numa viagem dessas. Mas compramos coisinhas pequenas,  maquiagem em Milão,  e por medo de sentir calor em Roma, percorremos várias lojas em Madrid (um paraíso de lojas e mais lojas, principalmente durante as rebajas, as famosas liquidações) para encontrar um casaco mais leve que acabamos usando só em Milão, pois em Roma e Veneza o vento gelado, me fez agradecer os super poderes do casaco de nylon forrado, que é praticamente uma blindagem contra o frio, a chuva e vento,  e não sentti frio algum! Deixamos algumas compras para o grand finale em Paris, onde por 11 euros, reservei uma malinha de porão na Easyjet e colocamos todos os líquidos e extras nela. De quebra, a mala que comprei pode ser a minha mais nova companheira de viagem, pois é bem mais leve e como não é rigida, dá para negociar o espaço em alguns trajetos feitos de trem ou pela Easyjet, menos intrensigente em relação ao peso e formato da bagabem de mão, desde que seja um único volume.

Quanto tempo a gente aguenta essa maratona? É muito pessoal. Num mundo ideal, seria ótimo ter pelo meno uma tarde para descansar entre a s cidades…vinte dias ficou bem puxado no final, mas valeu cada minuto. Talvez 15 dias seja um período bem razoável… Há que considerar que cada troca de cidade leva pelo menos meio dia, e nesse trajeto é pilotar a bagagem e muito levantamento de malinha. É cansativo e há que ter preparo físico e muito astral.

Mas vale a pena cada minuto!

Basílica de San Marco – Veneza

02
mar
11

É carnaval! Em Veneza!!!!!!

Sim, para completar a total loucura, estamos em Veneza e em pleno carnaval!!!!

E para chegarmos até aqui, passamos por uma noite de total  tortura (da qual falarei mais tarde), no Treni Notte de Roma para Veneza. No minuto em que entramos no famigerado trem, pensei = que roubada!!! Parecia um trem de retirantes de uma região desconhecida e a nossa cabine, uma terra de ninguém. Não havia posição nem para uma cochilo, mas as pessoas se esparramavam umas por cima das outras!  Chegamos às 5 e meia da manhã de ontem, depois de 7 hs e meia, reféns de  numa cabine para 6 pessoas, nós e 4 estranhissimas criaturas. Mas assim que o dia amanheceu e cruzamos a porta da estação Venezia St Lucia…

Mesmo sem ter dormido, numa exaustão difícil de contabilizar,  uma onda de alegria tomou conta de mim, e não sei se foi a emoção junto com o alívio de estarmos fora daquele trem… chorei!!!

Essa é a rua do nosso hotel.

Chegamos ao hotel ( aliás, fomos gentilmente conduzidas ao hotel por uma mulher a quem perguntei onde ficava a rua do hotel, e ela nos levou até a porta!) e como nosso check in só seria às onze, deixamos as malinhas e zarpamos no primeiro vaporeto,

para uma Piazza San Marco, inacrediatavelmente vazia, às 8 da manhã, mas já colorida pelo carnaval, com personagens e fantasiasl!!!

Era tudo tão surreal que eu custei a acreditar no que  estávamos vivendo!

De origem obscura, o Carnaval, carne + vale (do latim: caro, carnis = carne; vale = adeus), anuncia a chegada da Quaresma, e durante a Idade Média era comemorado em várias regiões da Europa. Acredita-se que tem raízes em festividades de celebração da primavera e nas bacanais, na Grécia antiga, ou nas saturnais, festas em honra a Saturno, na Roma antiga.

Em 1797, Veneza passou a fazer parte do Reino Lombardo-Véneto, quando Napoleão Bonaparte assinou o tratado de Campo Formio. No que diz respeito ao Carnaval, os festejos foram proibidos, sendo restabelecidos, de forma oficial, somente em 1979, após quase dois séculos de ausência. Atualmente, o Carnaval de Veneza atrai mais de 100 mil pessoas, durante 10 dias.

eu estou aqui!!!!

Nem sei  descrever a emoção e  nem tenho tempo. A internet aqui além de paga,  fica na recepção do hotel, e são 11 e meia da noite. Eu e um velhinho simpático… Logo eu, que antes de ver se o hotel tem cama, checo se tem internet!

Também não tenho palavras para descrever Veneza.  Venho tentando encaixar essa cidade desde o meu primeiro roteiro… E agora  é real!!!

Esses dias em Roma, (as fotos vão ficar para a minha já tradicional reedição de viagens) e agora em Veneza, foram tantos clicks que tive que comprar uma câmera nova… com uma só, a bateria acaba antes de mim! São cores, tons e tantas sensações, que eu quero cristalizar os momentos.  Eu não tenho a menor vocação para ser blasé! E no meu exagero, rever nas fotos o que os meus olhos viram, faz quase tudo acontecer novamente!

O que posso dizer é que a cidade é uma experiência ùnica, e vai de encontro a muitas críticas que li, e tantas descrições que falavam do mal cheiro e que desaconselhavam a vir a Veneza, principalmente durante o carnaval.  Veneza é única e surpreendente.  E em nada parece com nehuma descrição que a desabone. Um vento gelado percorre todas as ruas, ruelas, pontes e pontezinhas.  E hoje vimos que a Aqua Alta é uma  ameaça permanente (de meados de novembro a fins de abril) .

Mas a cada segundo, um beco, uma gôndola, um barco de carga, um vaporeto, um personagem da idade média, ou uma máscara… atrai seu olhar e fascina. E súbito! se apaixona por Veneza!

Aqua alta ( início, bem pouquinho, hoje de manhâ).

Mas Veneza vale cada segundo! Tchau, tá acabando meu tempo…

Então… buona notte! Até!




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