Posts Tagged ‘VIAJANDO NA VIAGEM

23
fev
10

o blog

Antes de continuar os relatos de viagem, e entupir o blog com mais fotos e estórias, quero agradecer aos leitores, pois apesar de poucos comentários, sei lá porque, tem tido um bom  ” leiômetro”. É que o wordpress tem uma ferramenta de estatísticas que mostra quantos e quais posts foram lidos, e mais um monte de informações que eu sinceramente não tinha ainda acessado, pois este blog é tipo um diário, daqueles da adolescência, onde a gente colava “o papel do chiclete que o cara que você estava a fim largou na lata de lixo da sala de aula” … e ainda escrevia o quão demorado tinha sido o olhar 43 que ele deu pra  você depois do recreio! Comecei esse blog, por causa da minha viagem à Paris, mas acabei deixando tudo para depois. Durante a viagem porque meu computador quebrou, e quando voltei, fiquei tão mal, que não tinha vontade de escrever. No ano seguinte, nova viagem, dei um up e com um computador bem pequeninho, que andou e anda comigo por todos os lugares, consegui postar mais e tomei gosto. Mas, cheguei de viagem e o calor me prostrou de novo e durante o ano, o blog andou bem meia boca. Nesta última viagem, peguei o embalo, e curiosamente o blog tem sido uma terapia para a depressão pós viagem. E eu escrevo para mim mesma. Um registro virtual e dinâmico.

No final das contas essa estória de blog vicia. Vê alguma coisa, e já bola algo para escrever. Uma mania que eu desenvolvi depois do computador. Eu tenho mania de mentalmente colocar coisas que eu vejo ou escuto,  nos “favoritos”,mentais, ou de “salvar” em algum arquivo do cérebro. É lógico, que é sempre bom ter um assunto legal, uma super viagem e fotos. Mas agora que eu peguei o hábito, virou meio Twitter (que eu não tenho muito saco).   Tenho vontade, sento aqui e escrevo. Como ainda estou organizando tudo, alguns posts antigos, estão sem categoria, com fotos meio truncadas, mas prometo relatar tudo que ficou de fora. e aos poucos reoganizar tudo. Até porque é um registro para mim mesma. Me imagino daqui a alguns anos, relendo isso tudo. Pelo menos posso resumir o número de agendas, onde anoto tudo o que eu fiz durante o dia.

Já me pediram para escrever sobre Paris e Londres, cidades que eu tenho mais intimidade, e posso falar com mais propriedade sobre o que fazer, quanto custa, etc, etc. Ah! tem um post prometido, que juro que vou fazer, sobre o “primeiro vôo internacional  a gente nunca esquece”. Também estou organizando os links, sites que eu pesquiso para planejar minhas viagens, blogs legais que eu vou descobrindo..Às vezes é bom achar tudo num mesmo lugar. Levei muitas horas navegando para descobrir coisas simples que se puder facilitar a vida de alguém, já valeu.

Então, valeu, brigadão!

21
jan
10

20, 21 de janeiro, balanço geral

Não vou negar, estou muito meia boca.  Nossa temporada está acabando e temos que enfrentar a dura realidade…Queríamos ficar até depois do carnaval, quando o ano realmente começa no Brasil,  mas não dá. As aulas de Carol já começaram e a reta final da pós-graduação não pode esperar.  Não é novidade que sofro de depressão  pós-viagem aguda.  Mas desta vez, ela atacou com antecedência mas ainda em estágio inicial. Quem me conhece sabe que por mais escabrosa e séria que seja a situação, eu faço piada, acho um detalhe engraçado…Então porque essa situação é tão penosa????

Como sei que vamos voltar, talvez eu não sucumba totalmente, mas nos primeiros dias os sintomas são claros e muito fortes.

Então como tratamento preventivo, minha estratégia será planejar novas viagens e re0rganizar o blog, que foi importado do Blogger para o WordPress e algums posts e fotos vieram meio truncados.  E lógico, ligar o ar condicionado no último!

Pausa…fui lá na varanda para sentir o friozinho da manhã e ver os esquilos, mas como estava escuro, so tinha duas raposas, pode?  são 6 e meia e nem amanheceu ainda (a insônia é um dos  sintomas da DPV).

Ai meu deus, ainda estou aqui!!! Fazendo um balanço (inclusive financeiro) as conclusões são simples. Uma vez cruzada a barreira do Atlântico, viajar aqui dentro é fácil e barato. Se compararmos com o nosso querido e ensolarado país, dá vontade de chorar. Uma simples semana em Fortaleza ou Serra Gaucha (muito mais a minha cara), nesses pacotes turistões, não sai por menos de 150o reais por pessoa. Nossa trip pela Austria e República Checa, não chegou nem perto disso e foram 9 dias intensos, cruzando 3 paises, da Inglaterra para a Austria, da Austria para Rep. Checa. É lógico que não dá para pagar em 10 X mas se a gente junta o preço da prestação e faz da  viagem um objetivo, rola sim.

Outra óbvia conclusão é que isso faz um bem enorme. É o mais poderoso tratamento anti-aging, anti-depressing, anti-arthritis do mundo. A gente se torna super.

Aqui no quarto do Dani, nos divertimos, dividimos a  cama, esquema para banho, criamos vários ambientes, como o <<canto do desespero, onde ficam as botas, bolsas e afins, <<a toca da macaca doida, onde fica o heather e secamos as nossas roupas, meias e toalhas,  penduramos os casacos e é praticamente uma viagem (a gente enfia a cabeça para procurar uma meia e sai com uma calça térmica), << os subterrâneos do inconsciente (área localizada embaixo da cama, onde rola de tudo) e o Beauty Center , a pobre cômoda do Dani, onde eu e Carol, por  mais de um mês, dividimos um espelhinho redondo, para secar cabelos, maquiagem, etc, sem nenhuma crise, hahahha! Espelho de corpo inteiro?(Só fomos nos encontrar com nossos corpos em Salzburg, cujo quarto do hotel tinha um enorme espelho na porta do banheiro).

A conclusão final, é que esse é o meu principal objetivo.  Lambrecar meu passaporte com todos os carimbos do mundo!!!

24
dez
09

NOSSO NATAL, UM DIA EM YORK

HOJE É 24 DE DEZEMBRO.

Coloquei o despertador do celular para as 7 e meia da manhã. Por quê? O café da manhã do B&B é servido das 8 às 9, britanicamente pontual, nos avisou o rapaz que nos atendeu quando chegamos, além disso, hoje é vespera de Natal e, achamos que tudo ia fechar muito cedo. Então descemos cedinho para o café da manhã.  Pudo modo de dizer,  pois o café inglês, é um almoço completo. Escolhemos o “ vegetarian´´.  Gerido pela família, marido, mulher e filhos. O marido pilota o fogão e foi ele que falou lá de dentro, go for it! quando Carol ficou na dúvida se ia querer a salsinha  vegetariana ou não.  Acabamos o banquete e quando saímos, nevava loucamente. Nós duas super blasés, como se fosse assim, praticamente toooodos os dias em Niterói, hahahaha!

Dá pra ser mais manhã de véspera de Natal do que isso?

Saímos então mega cedo para conhecer a cidade (de dia).  Já tínhamos feito o reconhecimento do terreno, então fomos na certa para o centro da cidade.

Este caminho básico para o centro, leva uns dez minutos, mas tentando não escorregar na neve, leva um pouco mais.

Além disso, senhorinhas cor-de-rosa, passam e desejam Marry Christmas….E vão correndo fazer as compras para a ceia. Mas a cidade em si tem um clima muuuito mais lento do que as outras. Não chega a ser a paz de Amsterdam nem a total atmosfera medieval perdida no tempo de Bruges, mas o timming é outro.

Essa é a entrada para a cidade ou centro antigo.

E… saindo de uma ruinha,  ela aparece. York Minster, the cathedral.  Começou a ser construída em 1220 e, 252 anos para ser totalmente construitda!!! É grandiosa mas um tanto fria e distante. Ainda prefiro o aconchego de Notre Dame.  Não pudemos conhecer os subterrâneos devido à data, quem sabe dia 26?

É lógico que comprei umas lembrancinhas, incluindo meu tradicional imã de geladeira, meu termômetro, tudo pequeninho para caber entre as roupas na malinha.

Logo em frente começa uma ruinha de comércio. Ruinha no sentido de estreita, mas feroz no comércio, todas as lojas em SALE, luiquidação para o Natal.

Na praça da cidade, um parquinho de Natal, muitas crianças e muitos cheiros! E muita gente fazendo compras.  Muitas lojas… das mais conhecidas às locais. Mas é um centro comercial bem movimentado.

Fomos então andando e descobrindo a cidade.

De dia, bem mais agitada.  Mas as pessoas são mais sorridentes e como nos disse o dono do nosso B&B, todos na cidade se conhecem.  E é logico que é fácil indentificar turistas.  Imaginei que dia 24 de dezembro, só eu e Carol estaríamos na cidade, mas até que tinha bastante gente com câmeras na mão, procurando os pontos turísticos ou consumindo algo.

Mas simplesmente andar por uma cidade nova, respirando um ar completamente diferente, fotografando qualquer coisa que me interessa, já me diverte e preenche minha alma viajante. Não faço questão alguma de almoço ou jantar em lugares badalados, nem de grandes compras. Gosto mesmo é de gastar botas e degustar o visual. E o visual não me deiXou sossegar minha câmera ou carrapato a serviço do fato,  como a chamo carinhosamente.

A começar pela neve, que por si só já deixa a paisagem pra lá de fgênica, York é uma cidade onde se pisa  em história.

York foi fundada pelos romanos em 71 AD. Pode??? Em 886 AD invadida pelos Vickings foi rebatizada de Jorvick.  O Nome York, surgiu no século XII e a cidade progrediu como um centro de comercio de lã.  York está a meia distância de Londres e Edingurgh, por isso o dono do hotel se gaba de estar perto de tudo e daqui não sai por nada.

Mas continuando nosso caminho, passamos por ruelas medievais, túneis formados por pedras gigantescas, muita neve, muita gente correndo cheia de compras e flores. É legal assistir ao Natal sem forçosamente ter que fazer parte dele. Digo, parte de um ritual criado pela mídia, que nos incultiu que temos que ter um enoooorme perú assando, mesa farta cheias de calorias que levamos 360 dias para emagrecer, uma linda e iluminada árvore, com enfeites e penduricalhos, uma família grande e sorridente, além de inúmeros presentes (que levamos 10 meses para pagar) e lógico, roupas novas.

Há dois anos me distanciei desse ritual e confesso, troco qualquer ceia ou almoço Natalino, por uma boa passagem para algum lugar.  O ano passado, estava em pleno ar na véspera de Natal e nossa ceia foi o jantar regado a vinho branco da Air France. Este ano, cá estamos, cercadas de pinheiros com neve de verdade e luzes natalinas pela cidade toda. Mas não estamos mesmo nem aí…PARA A TAL DATA.. o mais legal é curtir o clima, sem obrigações

Bom, acabei me distanciando um pouco do foco, mas continuando nossa caminhada, fomos indo meio sem destino, descobrindo passagens secretas, ruinhas, praças, pontes.

Placas nos indicavam as atrações, mas teimamos em nos perder e nos achar. Andamos tanto, que fomos dar numa outra praça e descobrimos que até aqui em York, rola um camelédromo,  daqueles em que se vendem de tudo, de bolsas a botas, de pijamas a bijuterias, de calcinha a gravata e ainda desbloqueiam celulares.  É o famoso e internacionalmente conhecido seviródromo !

Bom, depois dessa descoberta, tínhamos de ter um upgrade no visual do passeio. Aí a coisa ficou boa pra valer. Começamos por uma curvinha escondida, dessas que passam meio desapercebidas, mas quando a gente vira…

perde a respiração…

Daí por diante, foi muita emoção!

E chegamos ao Castle…

E depois de um café,  fomos dar à River Walk…

Caímos na gandaia…

MEU PROPRIO BLOG ESTÁ ME REJEITANDO, DEVIDO A OVERDOSE, ACHO EU, NÃO FAZ MAIS NENHUM UPLOAD DE FOTO!!!!

TO BE CONTINUED….( SACO, TAVA ANIMADAÇA,,,)


23
dez
09

CHRISTMAS GIFTS

Ontem só fizemos comprinhas para nossa viagem de hoje.  Eu e Carol temos um momento mulherzinha enlouquecida, todas as vezes que entramos na Boots ou na Superdrug.  É o nosso momento nécessaire.  Todas as marcas de maquiagem, cremes, coisinhas miúdas sem as quais a gente não pode viver sem,  nem mais um segundo, depois que a gente descobre que existe. Ainda mais aqui, no inverno, quando temos um inenarrável prazer de nos maquiar, passar cremes, perfumes.

Depois, escrevo com calma sobre cada ítem maravilhoso, mas por hora, recomendo o tal do rímel trimilique…É isso mesmo,  o pincel do rímel, treme e depois você fica com c í l  i o s  maravilhosos. Tembém adquirimos um kit de viagem para cabelos maravilhosos do Mark Hill. Delicadezas para lábios ressecados, lencinhos antibactericidas, etc, etc…

Tem que caber tuuudo dentro da malinha.

12
dez
09

DESAFIO 2 BAGAGEM DE MÃO

A tecnologia ajuda mas também atrapalha. Celular, netbook, seus respectivos penduricalhos, ocupam um espaço absurdo e pesam… O desafio é : 10 kilos de bagagem no total. Ou seja, isso tudo aí ao lado, mais a malinha, não podem exceder 10kilos. Uma gincana. Se a gente conseguir, viaja baratinho.  Daqui pra Londres vou de Air France, mas não vou despachar a mala, porque estão simplesmente destruindo as bagagens para investigar o que tem dentro. Então, vai tudo com a gente  mesmo.

A bagagem de mão é um desafio para  mim, pois eu sempre fui bolsólatra. Levo tudo! Até bem pouco eu andava, com tesoura, pelo menos 2 cores de caneta, grampeador, lapiseira e borracha.  Apego aos tempos de professora. Se para sair no dia a dia é assim, imgine para viajar. Mas seguindo os mandamentos budistas, me organizei no mínimo absolutamente necessário.

-1 arquivo com E-tikcet, reservas e documentos

-2 organizadores (é uma espécie de bolsa dentro da bolsa) com passaporte, Oister e Carte Navigo euros e libras trocados

-2 celulares, earfones, carregadores e cabos

-netbook (impossível viajar sem, pois é com ele que resolvo passagens, pesquiso preços, reservo hotéis e logico posts no blog)

3-pendrives

-2 porta níqueis (um com moedas em euro, outro com libras)

-2 canetas (uma pode falhar)

-1 kit de limpeza de óculos

-1 alcool gel

-1 porta clip solaire dos meus óculos

-1 estojo de óculos (tenho 7 armações)

-1 colírio (o olho cola com a secura do avião)

-1 travesseiro inflável

– chaves dos cadeados (ainda não me adapetei aos novos modelos)

-pashimina

Nécessaire:

-1 lápis de olho

-1 gloss

-1blush em bastão

-1 lipbalm (a boca vira uma lixa no avião)

-1 papel alsorvente (tira aquela gordureba do rosto)      

-1iluminador corretivo (olheira mata, né)

-1 lenços demaquilante refrescante

-protetor solar em forma de base ou pó facial (Héliocare)

-mini rolinho que tira pelos do casaco

-Panadol e Aprazolam (tilenol londrino e remédio para dormir e nem assim eu durmo)

Concordo que é um absurdo, mas no avião, não tem para onde correr…o negócio é setorizar em bolsinhas, assim a gente sabe onde está tudo, tira e coloca sem zonear a bolsa toda.

Tudo aquilo, arrumadinho, agrupado por “assunto´´ficou assim compacto. Nas duas nécessaires os penduricalhos dos celulares, a fonte do net, nos organizadores, maquiagem, passaporte etc.

Neste exato instante, bateu de novo aquele frio na barriga. Já fiz o chek in via internet e amanhã a esta hora, estarei em pleno voo, tentando relaxar com aquele vinho maravilhoso da Air France.

10
dez
09

MINHA MALA DE RODINHA É TUDO DE BOM OU UM GUIA DAS LOW COST

Nem foi tão difícil, nem tão caro assim.  Devido à enorme importância desta companheira de viagem, vale qualquer sacrifício para encontrar a mala perfeita. Sei que parece uma obseção,  mas uma malinha errada, pode, melar uma viagem, dessas que você se desloca muito, anda de metro, trem, companhias aéreas low cost, etc.   Não que a do ano passado, tenha me atrapalhado muito, mas quanto mais conforto, melhor.  Nunca se sabe, aonde e como, o acaso pode te levar. Acho que encontrei a malinha da minha vida, pelo menos até  o momento ou até inventarem uma que ande por controle remoto ou se movimente pela força do pensamento. Sei que esta importância toda se dá ao fato de viajar meio mochilão, economizando em detalhes, mas que no final, fazem a maior diferença.

Características importantes:

1) Medidas: 55x40x20

Eu sei que é mínima, mas se você quer viajar na Easy Jet ou principalmente na Ryan Air (nessa companhia, só pode um volume de mão, câmera, computador, tudo dentro desse único volume), aproveitando as tarifas às vezes irrisórias, sem pagar a taxa de bagagem que às vezes é mais cara que a própria passagem, a malinha tem que ter essas medidas, entrar numa espécie de engradado, para poder viajar com você no avião. Além disso, não pode exceder a 10 kilos. Tudo isso porque é você que coloca no compartimento acima do banco e não pode pedir ajuda aos comissãrios.

Engradado “medidor” de bagagem de mão da Ryanair

2) Ser leve como uma pluma

Por motivos óbvios. Quanto mais leve a mala, mais você pode colocar coisas dentro até o limite de 10 kilos. Além disso, a gente tem que carregar a bichinha escada acima para embarcar no avião. prefiro a alça de alumínio.

3) Ser impermeável

Nada pior que depois de sair do metrô ou do ônibus ou da estração de trem e encarar uma chuva torrencial e chegar ao seu destino sem uma única peça de roupa seca, principalmente no inverno.

4) Ser discreta

Além de não chamar atenção, uma malinha discreta fica mais, digamos, magrinha aos olhos do pessoal do check in.  Se você pegar pela frente um funcionário mal humorado, ele pode simplesmente implicar com a bagagem e EXIGIR  que se pague a taxa de bagagem, que no aeroporto é o dobro do  tarifado na internet. Um rombo no orçamento.

5) Ter rodinhas

De preferência 4 e que girem 360 graus. Deslizar é muito melhor que arrastar. Conduzir a mala, totalmente apoiada no chão, é muito mais fácil do que puxá-la, sustentando seu peso.

6) Ser bonitinha.

Afinal, a gente vai bater muita perna com ela, visitar cidades lindas, esbarrar em muita gente eslilosa, etc Manter o charme é fundamental.

Bom, acabou que virou um guia para a compra da mala para viajar low cost, low profile, low “preocupation”. Ma se eu tivesse encontrado essas informações, todas juntas, antes da primeira viagem, eu teria economizado muito dinheiro, muita chateação, muito desespero nos metrôs e translados entre Amsterdam, Londres e Paris.

PS: Arrumei um espaço, para os comentários no próprio post. Podem escrever. bjs

10
dez
09

COMPLETAMENTE ENLOUQUECIDA

09
dez
09

PLANOS PARA O NATAL

A internet me possibilita momentos maravilhosos.  Ler sobre tudo, pesquisar e dar uma espiada em cidades que eu nunca fui,  ler sobre a história  e ainda passear, dar uma espiada pelo Google View…aliás, ele, o Google sabe mesmo de tudo que eu faço, planejo e desejo.

Ontem,  falando pela mesma internet com Daniel, nos demos conta que passaríamos o Natal em Londres, juntos. O Dani mora num flatshare, em bom português, um quarto dentro de um apartamento, cuja sala e a cozinha são coletivas.  Nos imaginamos em pleno dia 25, quando não há transporte algum na ciade,  presos em casa ( no quarto) ou compartilhando um almoço natalino. Isso sem falar na véspera.  Christmas eve.  Um arrepio tomou conta do meu ser.  Em questão de segundos, decidimos uma saída pela esquerda, no mais puro estilo Leão da Montanha (um antigo desenho animado dos anos 60). Vamos fugir!!!

Em cinco minutos, pela mesma internet, fucei as possibilidades, incuindo as financeiras e vamos ter o Natal mais tudo de bom de todos os tempos. Vamos fazer um bate-e-volta numa das cidades mais deliciosas da Inglaterra.  York! Pertinho de Londres, uma hora e pouco de trem e como é Natal, hotéis baratos. Totalmente Idade Média, a cidade tem muralhas, ruelas e uma das Catedrais Góticas mais lindas da Europa,  York Minster.

Agora me digam, dá pra ser feliz sem internet??? Eu, sou totalmente addict.

08
dez
09

MALA DE RODINHA – ATIVAR!

Finalmente comecei a me organizar.  Eu adooooro planejar viagens. Sou daquelas que saboreiam cada momento do antes.  Essas semanas foram bem complicadas, estressantes mesmo. Como resolvemos tudo no supetão, não tive a tranquilidade de passar horas no computador, pesquisando possibilidades.  Sou daquelas que gosta de saber tudo sobre o chão em que estou pisando. Em se tratando de Europa, cada esquina tem uma história, que  vale a pena conhecer para saborear aquele momento e não deixar passar nenhuma emoção, por falta de informação.

Brugge Belgica

Parque em Brugges- Bélgica

Ontem, finalmente comecei a focar.  Separei meu sempre fiel kit de viagem.  Tenho umas roupas coringas, que cabem perfeitamente na malinha.  Seja para passar dois meses ou dois dias,  é essa mala pequeninha que me segue como uma boa amiga. Como posso ir parar em qualquer lugar, mobilidade e facilidade de locomoção em aeroportos, estações de trens, escadas de metrô é um item de máxima importância.

Então, minha dica é o mínimo necessário, mesmo para o inverno.

Repito aqui o post do ano passado. Pois ainda tem amigo meu dizendo =

Ai, se eu tivesse te escutado!!!

Sei que para as mulheres é mais complicado,  ainda mais no inverno.  Mas pense bem. Para que mais de uma bota se a gente tem só dois pés? Además, elas mal aparecem nas fotos.  O que já não se aplica ao cachecol, embora só tenhamos um pescoço, mudar o cachecol, muda todo o look! Mas o mais gostoso é comprar lá mesmo. E sair daqui, como se fosse passar um fim de semana, na casa da sua amiga.  Então vamos lá!
1) BAGAGEM: O MÍNIMO. A não ser que você esteja nadando em euros e as libras estejam pulando do seu bolso, pra quem vai viajar “on budget”, ( meio dura, mesmo), o melhor é estar livre pro que der e vier. Trem, metro, avião…tudo fica mais fácil com uma malinha de rodinha, dessas bem pequenas, que se levam dentro da cabine do avião,com pouca roupa. Sai mais barato, comprar uma calça nova, ou tudo novo, até mesmo uma mala nova, do que pegar um táxi toda vez que você se deslocar com a MALA.

2)KIT SOBRRRRRVIVÊNCIA: (no meu caso, kit de inverno, brrrrrr!)

Na malinnha: uma, no máximo 2 calças jeans, tres blusas quentes, 2 calças térmicas, 2 blusas térmicas (esquentam e não ocupam espaço),4 meias de lã, e se der, uma segunda bota. Um roupão, uma toalha, e lógico…cremes, protetor labial e maquiagem, porque no frio a gente pode abusar do rímel, sem parecer um panda.

Em você:

uma bota super confortável, de preferência, forrada e quentinha, que vai no pé mesmo…A indefectível calça jeans, também sobre o corpicho que vai viajar.
O mantô mais pesado vai com você (mesmo que a temperatura ao deixar nosso ensolarado país esteja por volta dos 40. Não esqueça um bom cachecol. Quando digo, bom, quero dizer quente. O frio que adentra seu pescoço, percorre todo o seu corpo e se você tiver que descer do avião ao ar livre e pegar um mini ônibus até o terminal, aquele momento escada abaixo, que você tanto sonhou, pode se transformar na mais intensa vontade de voltar ao útero materno.

Uma câmera digital, se você já tiver uma. Se não, é mais em conta comprar por lá mesmo. Guias das cidades que você quer visitar, só pra degustar o “antes”…


Desta forma, leve e quase budista, é muito mais fácil e prazeroso.

Et voilà!

Pronto! Você está livre pra mudar o itinerário, subir e descer as escadarias de qualquer metro, pegar trem ou andar pela cidade. A “malinha” é quase um cachorrinho atrás de você. Uma alternativa mais estilosa que a mochila e mais prática, já que ela vai deslizando…como uma extensão do seu próprio ser.
No mais, no inverno, não adianta querer variar, até 2 ou 3 graus ainda dá pra ficar chic, (sempre com um casaco pesado em cima de você), abaixo disso: da temperatura e do casaco, a gente vai pondo o que estiver à mão pra se esquentar.
Nunca fui pra Europa no verão, mas acho que deve ser mais simples ainda. Particularmente, planejo com todo cuidado minhas viagens para o inverno. Apesar de ser friorenta, adoro temperaturas baixas. E se é pra VIAJAR, gosto de mudanças radicais. Luvas, cachecóis, botas e gorros…Tudo de bom!

Mais para frente, um ´post ´sobre o meu maior desafio. A bolsa de mão. Porque desafio? Porque há inúmeros ítens ! Pra começar, meu netbook, dois celulares, câmera e seus respectivos carregadores e pelo menos um adaptador universal. Sou totalmente cremilda e viciada em maquiagem…Então, esse é um momento tenso. O desapego fica difícil. Mas vou conseguir…Aguardem!

29
out
09

VOLTANDO AO INÍCIO

Aproveitando o retiro forçado, enquanto ´´my fur baby“ dorme de pepeca para o ar, vou revisitando meus pendrives e revendo fotos das viagens. Como disse no post sobre Nova York, minha vida viajante começou tarde. Depois de minha segunda ida a Manhatan, ainda levei uns bons anos para realizar meu sonho de conhecer Paris. Depois de me separar do terceiro marido, nada melhor do que uma passagem de avião na mão para festejar a liberdade!
Em 2007, depois de  mudar de casa pela décima nona vez, comecei finalmente a planejar minha viagem. Adoro planejar viagens. Atracada a um notebook, foram 6 meses viajandona. Finalmente Paris! Mas como tudo na minha vida tem  uma estória, essa viagem não poderia ficar de fora.
Para começar, pouco dinheiro. Para compensar muita sorte. Mas muita sorte mesmo! Como eu tinha voltado a estudar francês, vivia no MSN e no ICQ tentando contato com franceses ou francesas. Estas últimas nunca me responderam. Mas acabei fazendo amizade com Michel, um viajante inveterado, apaixonado pelo Brasil que insistia em me oferecer um quarto independente na casa dele.Conversamos durante mais de um ano. Foram meses elaborando a idéia. Como euzinha iria ficar na casa de um cara solteiro durante dois meses? Mesmo assim, resolvi arriscar, com um plano B na manga, é lógico!
Em julho, tomei coragem, disse a ele que aceitava e comprei minha passagem para novembro. Minhas mãos suavam quando completei o numero do cartão de crédito! O coração aos pulos, comecei então minhas pesquisas. Resolvi ir também a Amsterdam e a Londres, onde meu filho mora. E-mails intermináveis, para conjuminarmos as datas das férias dele, com as de Carol, comprar todas as passagens, reservar os hotéis (mais em conta, lógico). Marinheira de primeira viagem, economizando ao máximo, fiz tudo por minha conta.
Com a ansiedade característica, fiz alguamas besteiras, que agora me servem de guia em todas as outras viagens que fiz e farei. As besteiras foram basicamente reservar tudo com antecedência e a pior de todas, levar uma mala média. Coisa normal, já que eu ia no inverno, ficaria na casa de um estranho durante 60 dias etc, etc. Quanto às reservas, bem, eu fiz o que pude, já que eu iria me encontrar com meus filhotes e viajar com eles em plena época de Natal. Então, até que deu bem certo.
Nesta época comecei um blog, bilíngue, portugues-frances, já que meus cyber amigos de Paris queriam saber das minhas impressões antes, durante e depois da viagem. Meu notebook pifou na primeira semana em Paris, o que me deixou meio desesperada e obviamente, sem poder postar nada e o tal  blog ficou na saudade.
Durante meses eu acompanhei os jornais franceses e francamente sabia mais do que estava acontecendo em Paris do que na esquina aqui da rua. A data da minha viagem se aproximava e em Paris o caos se instalava. Greve de todas as categorias, passeatas…Nesta época eu falava quase que diariamente com três franceses. Michel, que iria me hospedar, Dominique e Olivier. Todos fisgados no ICQ. Cada um emitia sua opinião sobre o que se passava na França. Uns quatro dias antes de eu embarcar, a greve que poderia ter estragado tudo, aconteceu. Os transportes, todos eles, parados! As negociações estavam acirradas. Mas como sorte não me faltou, Dominique declarou que iria me buscar no aeroporto. Salva! Pelo menos não passaria meu primeiro dia em Paris, no aeroporto. Mas eu tinha lá minhas dúvidas…como um cara que nunca me viu, iria sair de casa em pleno inverno, no primeiro dia de férias, para pegar uma brasuca no aeroporto em plena greve de metro, ônibus e trens? Mas quando saí do saguão, lá estava ele e seu narigão francês, sorrindo para mim. Aprendi que francêses, quando falam eu vou, eles estarão lá.
Fui conduzida, em um carro quentinho, até a casa de Michel que morava no 18 ème, quase ao lado do Estade de France. Não era exatamente o recanto mais lindo de Paris. Liguei para Michel, que ainda estava dormindo, mas desceria em segundos para me receber. Eu estava em Paris!!!!
A visão de Michel foi cômica. A impressão que me deu foi que ele ainda estava com o travesseiro colado na cara. Uma camisa com manchas de chocolate, café etc e um sorriso enorme me receberam. Mas as surpresas não pararam na camisa. Mesmo  sem querer, quando se fala em Paris, a palavra glamour vem à mente. Mas quando Michel me conduziu ao meu quarto, fiquei imaginando como eu faria para fugir dali o mais rápido possível. A casa era um caos completo. Livros por todas as paredes, muitas coisas por sobre os livros, sapatos pela casa, cinzeiros entupidos e a cozinha???!!! Não fosse o treinamento feito durante toda a minha vida com minha mãe geminiana, não teria sobrevivido. Mas da janela do meu quarto, eu via a Torre Eiffel e Sacré Coeur. Melhor visual imporssível. Era Paris, alí, aos meus pés!!!! E o coração aos pulos!

Com esta paisagem, a gente releva uma baguncinha, né?   Além do mais, ele era extremamente gentil.
O apartamento era todo envidraçado, rodeado por 2 varandas. Os vidros não viam um pano, uma aguinha sequer, talvez, desde que a França ganhou a Copa do Mundo. Foi quando mesmo? A varanda, bem, a varanda era mais um quintal e tinha de tudo. A da sala, restos de festas,l atinhas de cerveja, plantas à beira da morte, guimbas de cigarro.  A varanda do meu quarto era mais assustadora e  levei alguns dias para me convencer que não havia ninguém esquartejado dentro daquele saco preto que farfalhava quando o vento era muito forte  (nunca tive coragem de investigar o que era, mesmo depois de 2 meses).
Depois do café animador que Michel me ofereceu, ele me deu a chave do apartamento e saímos para que eu fizesse um reconhecimento dos arredores. Era tudo que eu poderia fazer sem metrô, pois nem táxis estavam rodando. Fui apresentada à Monoprix, uma espécie de Americanas, onde tratei de comprar meias de lã, e protetores labiais. Depois, sentamos num café, onde tomei meu primeiro petit noir. Pronto, parecíamos amigos de longa data. Eu estava exausta! Com a excitação da viagem, não tinha dormido nem na véspera, muito menos no voo. Mas aquelas lufadas de ar gelado num friozinho de 3 graus, me acordaram para o que seria o primeiro dia de um dos melhores momentos viajantes da minha vida.
Já à noitinha, ele me chamou para ver o jornal, que tantas vezes eu tinha visto pela internet. As notícias não eram muito animadoras. A greve continuaria. Meu segundo dia em Paris dependeria de Dominique, pois não haveria metrô. Tout d´un coup ( não mais que de repente), Michel se levanta e me chama para um passeio a pé.   -Você é turista, não pode passar sua primeira noite em casa! Foi então que descobri o significado do verbo andar.  Pela paisagem da janela, dá pra se ter um leve noção da distância da Basílica de Sacré Coeur. Pois fomos andando até lá!!!! Tout doucement!!! Devagarinho! E, subimos as escadarias!!! Neste instante, pensei em silêncio “Não, ele não esquarteja as mulheres e as joga na varanda, ele as mata….andando!!!´´
Ao entrar na Basílica, além de agradecer aquele momento histórico, realizando um sonho, agradeci estar viva! Ainda não sabia o que vinha  pela frente. Se de tarde, a temperatura era de 3 graus, à noite, quanto estaria?
Pois foi com uma garoa fina, que continuamos passeando. Saindo de Sacre Coeur, percorremos Montmartre, praticamente vazio, por  causa da greve dos transportes. Descemos para Picadilly e andamos por mais um 4 a 5 kilômetros.
O que ainda restava de mim, se manifestou e pediu a ele para tomarmos alguma coisa. Où? Aonde? Ele me perguntou. O primeiro pub, de onde se ouvia uma voz cantando, me pareceu perfeito e, foi alí que recuperei alguma força e o vinho me ajudou a anestesiar o que ainda podia se chamar de pernas.
Mais refeita, fomos, a pé, é claro! para casa. Incrédula, eu olhava pela  janela para onde eu tinha ido  e de onde tinha voltado, andaaaaando!
Aquele quarto, aquela caminha me pareceram a suíte mais vip do Ritz! Me joguei na cama, rezando para conseguir me levantar no dia seguinte…Notredame de Paris, orai por mim.





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