Posts Tagged ‘VIAJANDO NA VIAGEM



09
dez
09

PLANOS PARA O NATAL

A internet me possibilita momentos maravilhosos.  Ler sobre tudo, pesquisar e dar uma espiada em cidades que eu nunca fui,  ler sobre a história  e ainda passear, dar uma espiada pelo Google View…aliás, ele, o Google sabe mesmo de tudo que eu faço, planejo e desejo.

Ontem,  falando pela mesma internet com Daniel, nos demos conta que passaríamos o Natal em Londres, juntos. O Dani mora num flatshare, em bom português, um quarto dentro de um apartamento, cuja sala e a cozinha são coletivas.  Nos imaginamos em pleno dia 25, quando não há transporte algum na ciade,  presos em casa ( no quarto) ou compartilhando um almoço natalino. Isso sem falar na véspera.  Christmas eve.  Um arrepio tomou conta do meu ser.  Em questão de segundos, decidimos uma saída pela esquerda, no mais puro estilo Leão da Montanha (um antigo desenho animado dos anos 60). Vamos fugir!!!

Em cinco minutos, pela mesma internet, fucei as possibilidades, incuindo as financeiras e vamos ter o Natal mais tudo de bom de todos os tempos. Vamos fazer um bate-e-volta numa das cidades mais deliciosas da Inglaterra.  York! Pertinho de Londres, uma hora e pouco de trem e como é Natal, hotéis baratos. Totalmente Idade Média, a cidade tem muralhas, ruelas e uma das Catedrais Góticas mais lindas da Europa,  York Minster.

Agora me digam, dá pra ser feliz sem internet??? Eu, sou totalmente addict.

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08
dez
09

MALA DE RODINHA – ATIVAR!

Finalmente comecei a me organizar.  Eu adooooro planejar viagens. Sou daquelas que saboreiam cada momento do antes.  Essas semanas foram bem complicadas, estressantes mesmo. Como resolvemos tudo no supetão, não tive a tranquilidade de passar horas no computador, pesquisando possibilidades.  Sou daquelas que gosta de saber tudo sobre o chão em que estou pisando. Em se tratando de Europa, cada esquina tem uma história, que  vale a pena conhecer para saborear aquele momento e não deixar passar nenhuma emoção, por falta de informação.

Brugge Belgica

Parque em Brugges- Bélgica

Ontem, finalmente comecei a focar.  Separei meu sempre fiel kit de viagem.  Tenho umas roupas coringas, que cabem perfeitamente na malinha.  Seja para passar dois meses ou dois dias,  é essa mala pequeninha que me segue como uma boa amiga. Como posso ir parar em qualquer lugar, mobilidade e facilidade de locomoção em aeroportos, estações de trens, escadas de metrô é um item de máxima importância.

Então, minha dica é o mínimo necessário, mesmo para o inverno.

Repito aqui o post do ano passado. Pois ainda tem amigo meu dizendo =

Ai, se eu tivesse te escutado!!!

Sei que para as mulheres é mais complicado,  ainda mais no inverno.  Mas pense bem. Para que mais de uma bota se a gente tem só dois pés? Además, elas mal aparecem nas fotos.  O que já não se aplica ao cachecol, embora só tenhamos um pescoço, mudar o cachecol, muda todo o look! Mas o mais gostoso é comprar lá mesmo. E sair daqui, como se fosse passar um fim de semana, na casa da sua amiga.  Então vamos lá!
1) BAGAGEM: O MÍNIMO. A não ser que você esteja nadando em euros e as libras estejam pulando do seu bolso, pra quem vai viajar “on budget”, ( meio dura, mesmo), o melhor é estar livre pro que der e vier. Trem, metro, avião…tudo fica mais fácil com uma malinha de rodinha, dessas bem pequenas, que se levam dentro da cabine do avião,com pouca roupa. Sai mais barato, comprar uma calça nova, ou tudo novo, até mesmo uma mala nova, do que pegar um táxi toda vez que você se deslocar com a MALA.

2)KIT SOBRRRRRVIVÊNCIA: (no meu caso, kit de inverno, brrrrrr!)

Na malinnha: uma, no máximo 2 calças jeans, tres blusas quentes, 2 calças térmicas, 2 blusas térmicas (esquentam e não ocupam espaço),4 meias de lã, e se der, uma segunda bota. Um roupão, uma toalha, e lógico…cremes, protetor labial e maquiagem, porque no frio a gente pode abusar do rímel, sem parecer um panda.

Em você:

uma bota super confortável, de preferência, forrada e quentinha, que vai no pé mesmo…A indefectível calça jeans, também sobre o corpicho que vai viajar.
O mantô mais pesado vai com você (mesmo que a temperatura ao deixar nosso ensolarado país esteja por volta dos 40. Não esqueça um bom cachecol. Quando digo, bom, quero dizer quente. O frio que adentra seu pescoço, percorre todo o seu corpo e se você tiver que descer do avião ao ar livre e pegar um mini ônibus até o terminal, aquele momento escada abaixo, que você tanto sonhou, pode se transformar na mais intensa vontade de voltar ao útero materno.

Uma câmera digital, se você já tiver uma. Se não, é mais em conta comprar por lá mesmo. Guias das cidades que você quer visitar, só pra degustar o “antes”…


Desta forma, leve e quase budista, é muito mais fácil e prazeroso.

Et voilà!

Pronto! Você está livre pra mudar o itinerário, subir e descer as escadarias de qualquer metro, pegar trem ou andar pela cidade. A “malinha” é quase um cachorrinho atrás de você. Uma alternativa mais estilosa que a mochila e mais prática, já que ela vai deslizando…como uma extensão do seu próprio ser.
No mais, no inverno, não adianta querer variar, até 2 ou 3 graus ainda dá pra ficar chic, (sempre com um casaco pesado em cima de você), abaixo disso: da temperatura e do casaco, a gente vai pondo o que estiver à mão pra se esquentar.
Nunca fui pra Europa no verão, mas acho que deve ser mais simples ainda. Particularmente, planejo com todo cuidado minhas viagens para o inverno. Apesar de ser friorenta, adoro temperaturas baixas. E se é pra VIAJAR, gosto de mudanças radicais. Luvas, cachecóis, botas e gorros…Tudo de bom!

Mais para frente, um ´post ´sobre o meu maior desafio. A bolsa de mão. Porque desafio? Porque há inúmeros ítens ! Pra começar, meu netbook, dois celulares, câmera e seus respectivos carregadores e pelo menos um adaptador universal. Sou totalmente cremilda e viciada em maquiagem…Então, esse é um momento tenso. O desapego fica difícil. Mas vou conseguir…Aguardem!

29
out
09

VOLTANDO AO INÍCIO

Aproveitando o retiro forçado, enquanto ´´my fur baby“ dorme de pepeca para o ar, vou revisitando meus pendrives e revendo fotos das viagens. Como disse no post sobre Nova York, minha vida viajante começou tarde. Depois de minha segunda ida a Manhatan, ainda levei uns bons anos para realizar meu sonho de conhecer Paris. Depois de me separar do terceiro marido, nada melhor do que uma passagem de avião na mão para festejar a liberdade!
Em 2007, depois de  mudar de casa pela décima nona vez, comecei finalmente a planejar minha viagem. Adoro planejar viagens. Atracada a um notebook, foram 6 meses viajandona. Finalmente Paris! Mas como tudo na minha vida tem  uma estória, essa viagem não poderia ficar de fora.
Para começar, pouco dinheiro. Para compensar muita sorte. Mas muita sorte mesmo! Como eu tinha voltado a estudar francês, vivia no MSN e no ICQ tentando contato com franceses ou francesas. Estas últimas nunca me responderam. Mas acabei fazendo amizade com Michel, um viajante inveterado, apaixonado pelo Brasil que insistia em me oferecer um quarto independente na casa dele.Conversamos durante mais de um ano. Foram meses elaborando a idéia. Como euzinha iria ficar na casa de um cara solteiro durante dois meses? Mesmo assim, resolvi arriscar, com um plano B na manga, é lógico!
Em julho, tomei coragem, disse a ele que aceitava e comprei minha passagem para novembro. Minhas mãos suavam quando completei o numero do cartão de crédito! O coração aos pulos, comecei então minhas pesquisas. Resolvi ir também a Amsterdam e a Londres, onde meu filho mora. E-mails intermináveis, para conjuminarmos as datas das férias dele, com as de Carol, comprar todas as passagens, reservar os hotéis (mais em conta, lógico). Marinheira de primeira viagem, economizando ao máximo, fiz tudo por minha conta.
Com a ansiedade característica, fiz alguamas besteiras, que agora me servem de guia em todas as outras viagens que fiz e farei. As besteiras foram basicamente reservar tudo com antecedência e a pior de todas, levar uma mala média. Coisa normal, já que eu ia no inverno, ficaria na casa de um estranho durante 60 dias etc, etc. Quanto às reservas, bem, eu fiz o que pude, já que eu iria me encontrar com meus filhotes e viajar com eles em plena época de Natal. Então, até que deu bem certo.
Nesta época comecei um blog, bilíngue, portugues-frances, já que meus cyber amigos de Paris queriam saber das minhas impressões antes, durante e depois da viagem. Meu notebook pifou na primeira semana em Paris, o que me deixou meio desesperada e obviamente, sem poder postar nada e o tal  blog ficou na saudade.
Durante meses eu acompanhei os jornais franceses e francamente sabia mais do que estava acontecendo em Paris do que na esquina aqui da rua. A data da minha viagem se aproximava e em Paris o caos se instalava. Greve de todas as categorias, passeatas…Nesta época eu falava quase que diariamente com três franceses. Michel, que iria me hospedar, Dominique e Olivier. Todos fisgados no ICQ. Cada um emitia sua opinião sobre o que se passava na França. Uns quatro dias antes de eu embarcar, a greve que poderia ter estragado tudo, aconteceu. Os transportes, todos eles, parados! As negociações estavam acirradas. Mas como sorte não me faltou, Dominique declarou que iria me buscar no aeroporto. Salva! Pelo menos não passaria meu primeiro dia em Paris, no aeroporto. Mas eu tinha lá minhas dúvidas…como um cara que nunca me viu, iria sair de casa em pleno inverno, no primeiro dia de férias, para pegar uma brasuca no aeroporto em plena greve de metro, ônibus e trens? Mas quando saí do saguão, lá estava ele e seu narigão francês, sorrindo para mim. Aprendi que francêses, quando falam eu vou, eles estarão lá.
Fui conduzida, em um carro quentinho, até a casa de Michel que morava no 18 ème, quase ao lado do Estade de France. Não era exatamente o recanto mais lindo de Paris. Liguei para Michel, que ainda estava dormindo, mas desceria em segundos para me receber. Eu estava em Paris!!!!
A visão de Michel foi cômica. A impressão que me deu foi que ele ainda estava com o travesseiro colado na cara. Uma camisa com manchas de chocolate, café etc e um sorriso enorme me receberam. Mas as surpresas não pararam na camisa. Mesmo  sem querer, quando se fala em Paris, a palavra glamour vem à mente. Mas quando Michel me conduziu ao meu quarto, fiquei imaginando como eu faria para fugir dali o mais rápido possível. A casa era um caos completo. Livros por todas as paredes, muitas coisas por sobre os livros, sapatos pela casa, cinzeiros entupidos e a cozinha???!!! Não fosse o treinamento feito durante toda a minha vida com minha mãe geminiana, não teria sobrevivido. Mas da janela do meu quarto, eu via a Torre Eiffel e Sacré Coeur. Melhor visual imporssível. Era Paris, alí, aos meus pés!!!! E o coração aos pulos!

Com esta paisagem, a gente releva uma baguncinha, né?   Além do mais, ele era extremamente gentil.
O apartamento era todo envidraçado, rodeado por 2 varandas. Os vidros não viam um pano, uma aguinha sequer, talvez, desde que a França ganhou a Copa do Mundo. Foi quando mesmo? A varanda, bem, a varanda era mais um quintal e tinha de tudo. A da sala, restos de festas,l atinhas de cerveja, plantas à beira da morte, guimbas de cigarro.  A varanda do meu quarto era mais assustadora e  levei alguns dias para me convencer que não havia ninguém esquartejado dentro daquele saco preto que farfalhava quando o vento era muito forte  (nunca tive coragem de investigar o que era, mesmo depois de 2 meses).
Depois do café animador que Michel me ofereceu, ele me deu a chave do apartamento e saímos para que eu fizesse um reconhecimento dos arredores. Era tudo que eu poderia fazer sem metrô, pois nem táxis estavam rodando. Fui apresentada à Monoprix, uma espécie de Americanas, onde tratei de comprar meias de lã, e protetores labiais. Depois, sentamos num café, onde tomei meu primeiro petit noir. Pronto, parecíamos amigos de longa data. Eu estava exausta! Com a excitação da viagem, não tinha dormido nem na véspera, muito menos no voo. Mas aquelas lufadas de ar gelado num friozinho de 3 graus, me acordaram para o que seria o primeiro dia de um dos melhores momentos viajantes da minha vida.
Já à noitinha, ele me chamou para ver o jornal, que tantas vezes eu tinha visto pela internet. As notícias não eram muito animadoras. A greve continuaria. Meu segundo dia em Paris dependeria de Dominique, pois não haveria metrô. Tout d´un coup ( não mais que de repente), Michel se levanta e me chama para um passeio a pé.   -Você é turista, não pode passar sua primeira noite em casa! Foi então que descobri o significado do verbo andar.  Pela paisagem da janela, dá pra se ter um leve noção da distância da Basílica de Sacré Coeur. Pois fomos andando até lá!!!! Tout doucement!!! Devagarinho! E, subimos as escadarias!!! Neste instante, pensei em silêncio “Não, ele não esquarteja as mulheres e as joga na varanda, ele as mata….andando!!!´´
Ao entrar na Basílica, além de agradecer aquele momento histórico, realizando um sonho, agradeci estar viva! Ainda não sabia o que vinha  pela frente. Se de tarde, a temperatura era de 3 graus, à noite, quanto estaria?
Pois foi com uma garoa fina, que continuamos passeando. Saindo de Sacre Coeur, percorremos Montmartre, praticamente vazio, por  causa da greve dos transportes. Descemos para Picadilly e andamos por mais um 4 a 5 kilômetros.
O que ainda restava de mim, se manifestou e pediu a ele para tomarmos alguma coisa. Où? Aonde? Ele me perguntou. O primeiro pub, de onde se ouvia uma voz cantando, me pareceu perfeito e, foi alí que recuperei alguma força e o vinho me ajudou a anestesiar o que ainda podia se chamar de pernas.
Mais refeita, fomos, a pé, é claro! para casa. Incrédula, eu olhava pela  janela para onde eu tinha ido  e de onde tinha voltado, andaaaaando!
Aquele quarto, aquela caminha me pareceram a suíte mais vip do Ritz! Me joguei na cama, rezando para conseguir me levantar no dia seguinte…Notredame de Paris, orai por mim.


01
jan
09

LONDRES…

Chegamos dia 25, precisamente as duas e meia da tarde. Mais de 24 horas de ansiedade. Eu e Carol nos especializamos em chegar cedo para eventos importantes. Com mais de cinco horas de antecedencia, ja estavamos no Galeao. Afinal, era Natal e ficamos com medo de engarrafamentos e contratempos. Depois de entregarmos as malinhas, ficamos saracutiando pelo aeroporto, tomando cafes, e fazendo hora para o embarque.
Voo tranquilo, apesar da chuva torrencial na hora de decolar. Verao no Rio e assim mesmo…
A bordo, muitos Happy Christmas e Joyeux Noel. Chegamos em Paris cedindo, e logo saimos para sentir a temperatura… Uma delicia! Cinco graus, e nos duas felizes da vida, do lado de fora do Charles de Gaule. Como estamos num momento “antecedencia”, nossa conexao para Londres so aconteceria…cinco horas depois. Pensamos em dar uma volta por Paris, “prendre un petit cafe” e voltar, mas ao tentar comprar os tickets do RER, fomos informadas que havia uma greve, e que os trens estavam demorando mais que o normal.
Decidimos ficar no aeroporto mesmo. Saracutiando ate a hora do voo para Londres.
Quando finalmente entramos no aviao, estavamos exaustas e dormimos com as cabecinhas uma sobre a outra, num momento de pura sintonia.
And….aterrisamos em Londres. Segundos de pura tensao. Eu tinha em meu poder, um verdadeiro dossie. Todos os documentos possiveis que pudessem provar nosso vinculo com o Brasil, incluindo contracheques, seguros,a carta do meu filho se responsabilizando por nossa estada, e ate a escritura do apartamento. Era uma pasta bem pesada, caso a imigracao nos levasse para a tal salinha, teria pelo menos bastante assunto para o interrogatorio. O nervoso era tanto que preenchemos varios papeis da imigracao, cada um com um erro mais ridiculo que o outro.
Chegou a nossa vez. Unidas para o que desse e viesse, entregramos os passaportes para o oficial. O momento mais tenso, foi entre as perguntas de praxe. Pegamos um senhor um tanto estrabico, e enquanto um olho olhava pra gente o outro examinava os passaportes. Portanto, nao podiamos nesse exato segundo avaliar a expressao do tal senhor.
Quando finalmente ele nos entregou os passaportes carimbados, saimos desejando Happy Chritmas, com um sorriso de puro alivio nos labios e um tanto incredulas.
Devo dizer que esse processo durou no maximo tres minutos. TRES MINUTOS para os quais eu me preparei fisica e mentalmente durante as ultimas 4 semanas, incluindo respostas complexas em ingles.
Ufa! Estavamos finalmente em Londres.

17
dez
08

UMA SEMANA…

Contagem regressiva. No gadjet do meu computador vejo a hora e temperatura londrina. Nove horas da noite, 4 graus.
Não posso reclamar do calor. Até agora, tem chovido bastante, e o verão, não deu as caras. Ainda. Temos vivido deliciosos dias chuvosos, com temperaturas em torno dos 25 graus.
Hoje estou estranhamente calma. Pela manhã, fomos eu e minha filhota, tentar alguma informação sobre o tal teste biométrico, que estão exigindo para tirar o visto para Inglaterra.
Detalhe super importante, pois se entrar em Londres já é por si só estressante, imaginem se faltar algum detalhe.
Passei dias tentando compreender o que eles tentam explicar no site http://www.ukvisas.gov.uk na seção DO I NEED A VISA? Well….Eles bem que tentam, mas depois de ler o site inteiro, você continua na dúvida. A questão é que teoricamente, os brasileiros não precisam pedir um visto pata entrar na Inglaterra. No entanto, 8 entre 10 brasileiros são barrados. No momento, estão informatizando toda a imigração e implantando o que eles chamam de coleta de dados sobre todos os que entram em seu território. Esses dados consistem em fazer um teste biométrico: mapeamento da íris e impressões digitais.
Minha dúvida cruel: precisamos fazer um teste biométrico se não vamos pedir um visto?
Pergunta que ficou no ar. A agência, terceirisada que faz esse teste aqui no Brasil, chama-se World Bridge. Para qualquer informação por telefone, paga-se 12 dólares americanos antes de pronunciar qualquer sílaba. Tentei então, formular minha humilde pergunta à atendente do consulado da Inglaterra, que gentilmente me transferiu para uma gravação robotizada, que dizia, que qualquer informação sobre vistos e entrada no Reino Unido, seria obtida…..no World Bridge.
http://ukinbrazil.fco.gov.uk/
Andei em círculos.
Fomos hoje pela manhã, ao famoso escritório. Pegamos um ônibus, atravessamos a Ponte Rio Niterói, e depois de mais ou menos uma hora (chovia = engarrafamento), chegamos ao Edifício Argentina, onde se localiza, a tal agência. Tudo isso, para fazermos uma única pergunta, que apesar de toda a tecnologia, não tínhamos conseguido responder.
O veredicto é NÂO. Não precisamos fazer o teste biométrico se não vamos tirar um visto.
O mais surreal, é que a gentil senhora, nos informou, que mesmo tendo um visto de turista ou outro qualquer, quem decide se podemos ou não adentrar o território da Rainha, é o oficial da imigração. Muito tranquilizante, para quem vai enfrentar esse momento em uma semana, e não tirou visto algum.
Valeu pelo almoço e pelo clima estrangeiro do local…No prédio, há, além de varias empresas enstrangeiras, o consulado da Argentina. Enquanto comíamos, ouvimos vários idiomas e sotaques.
Então, tudo de pude fazer com relação a isso, foi iniciar uma novena e fazer uma promessa. Se entrarmos sem problemas, irei à uma igreja, todas as terças feiras, enquanto estiver na Europa. Tarefa nada dífícil, mas é um compromisso.
Ah sim…comprei mais libras e euros. Responderei ao oficer que fui gastar meu dinheirinho no BOXING DAY.

14
dez
08

lá vou eu…

Mais uma vez, inicio um blog. Na realidade, é uma espécie de terapia, para que eu possa suportar minha habitual ansiedade, tensão pré-viagem, etc, etc.

O ano passado, comecei o blog assim mesmo, mas entrei numa vibe de escrever em portugues e francês e aí além da preguiça, logo no começo da viagem, meu computador morreu e fiquei sem contato imediato com a internet.

Agora, estou eu aqui, de novo. Á beira de um colapso. E me debruço novamente sobre palavras para tentar relaxar e tentar capturar os momentos que vem por aí, como esse ai de baixo…

Amsterdam

Juro que tentei, mas não consegui fazer nada do que tinha planejado pra hoje.
Acho que deveria estar mais tranquila, blasé mesmo, mas estou totalmente enlouquecida. Fora a viagem em si, zilhôes de assuntos mega importantes ao mesmo tempo.
Na viagem do ano passado, fiquei pendurada na internet, agendando passagens, hotéis entre datas e horários específicos. Foram 6 meses planejando, viajando antes de decolar. E como tudo na vida, aprendi durante a viagem e desta vez, tenho a leveza de uma borboleta. Tenho a passagem de ida e de volta. O miolo vou resolver por lá mesmo.
Outra maluquice, foi um leve surto de Barbie…Levei muita roupa, uma mala média, que mesmo tendo rodinhas, foi um obstáculo intransponível ao chegar em Londres.
Agora, a experiente viajante, vai bem descolada e praticando o total desapego.

1)BAGAGEM: O MÍNIMO. A não ser que você esteja nadando em euros e as libras estejam pulando do seu bolso, pra quem vai viajar “on budget”, ( meio dura, mesmo), o melhor é estar livre pro que der e vier. Trem, metro, avião…tudo fica mais fácil com uma malinha de rodinha, dessas bem pequenas, que se levam dentro da cabine do avião,com pouca roupa. Sai mais barato, comprar uma calça nova, ou tudo novo, até mesmo uma mala nova, do que pegar um táxi toda vez que você se deslocar com a MALA.

2)KIT SOBRRRRRVIVÊNCIA: (no meu caso, kit de inverno, brrrrrr!)

Na malinnha: uma, no máximo 2 calças jeans, tres blusas quentes, 2 calças térmicas, 2 blusas térmicas (esquentam e não ocupam espaço),4 meias de lã, e se der, uma segunda bota. Um roupão, uma toalha, e lógico…cremes, protetor labial e maquiagem, porque no frio a gente pode abusar do rímel, sem parecer um panda.

Em você: Uma bota super confortável, de preferência, forrada e quentinha, que vai no pé mesmo…A indefectível calça jeans, também sobre o corpicho que vai viajar.
O mantô mais pesado vai com você (mesmo que a temperatura ao deixar nosso ensolarado país esteja por volta dos 40. Não esqueça um bom cachecol. Quando digo, bom, quero dizer quente. O frio que adentra seu pescoço, percorre todo o seu corpo e se você tiver que descer do avião ao ar livre e pegar um mini ônibus até o terminal, aquele momento escada abaixo, que você tanto sonhou, pode se transformar na mais intensa vontade de voltar ao útero materno.

Uma câmera digital, se você já tiver uma.Se não, é mais em conta comprar por lá mesmo. Guias das cidades que você quer visitar, só pra degustar o “antes”…

Na bolsa, leve apenas o essencial. Seus documentos, passaporte, um colírio, um protetor labial, nada, absolutamente nada que seja líquido ou pastoso, pode ter mais de 50 ml… Se não, quem vai ficar com a sua nécessaire, é a lixeira do aeroporto, ou a sortuda que faz a faxina. Não adianta tentar driblar essa norma, se afogando no dutyfree. O lacre daqui, não é aceito. Vi uma linda mulher em prantos, porque seus mais preciosos e necessários ítens de beleza e sobrevivência, adquiridos antes de embarcar, foram devidamente confiscados, conforme a lei. É lógico que a autoridade deve ter um certo prazer em fazer isso, mas é a lei.
Desta forma, leve e quase budista, é muito mais fácil e prazeroso.

Et voilà!

Pronto! Você está livre pra mudar o itinerário, subir e descer as escadarias de qualquer metro, pegar trem ou andar pela cidade. A “malinha” é quase um cachorrinho atrás de você. Uma alternativa mais estilosa que a mochila e mais prática, já que ela vai deslizando…como uma extensão do seu próprio ser.
No mais, no inverno, não adianta querer variar, até 2 ou 3 graus ainda dá pra ficar chic, (sempre com um casaco pesado em cima de você),abaixo disso: da temperatura e do casaco, a gente vai pondo o que estiver à mão pra se esquentar.
Nunca fui pra Europa no verão, mas acho que deve ser mais simples ainda. Particularmente, planejo com todo cuidado minhas viagens para o inverno. Apesar de ser friorenta, adoro temperaturas baixas. E se é pra VIAJAR, gosto de mudanças radicais. Luvas, cachecóis, botas e gorros…Tudo de bom!

14
dez
08

TPV TENSÃO PRÉ VIAGEM


Aqui estou eu, mais de um ano depois de ter começado esse blog, à beira de um ataque de ansiedade. Acordei à 4 da manhã (uma hora a mais do que tenho dormido nos últimos dias) e por incrível que pareça, não fiz nada palpável. Uma série de ações desconexas, típicas de uma libriana, assumidamente ansiosa no mais alto nível descrito em manuais de psiquitria. Passei a madrugada entre o computador, fazendo pesquisas complulsivas, e um frenético ir e vir, sem executar nenhuma tarefa.

Agenda com “post its” enfileirados, não esquecer ao lado de todas as coisas que escrevi, mas ainda não saí do estado cataléptico em que acordei.

MOTIVO: Daqui a 10 dias estarei novamente com meus pezinhos num lindo avião, toda apertada na classe econômica e feliz da vida. Mentalmente vejo meus sapatinhos vermelhos brilhando, euzinha saltitando no mais puro estilo hollywodiano, pela estrada de tijolinhos amarelos que se mostra à minha frente.
Estou completamente viciada nessa estória de viajar. Vício caro, mas ainda é o melhor antidepressivo que eu já tomei. Nesse momento, nem penso na depressão que virá depois.
O que certamente foi o motivo pelo qual não publiquei meus quinhentos textos depois que cheguei de Paris, no início deste ano.
Não faz mal….vou contando tudo misturado mesmo.
Entre dois mundos, vou viajando por dentro de mim…




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