Posts Tagged ‘Alpes

15
fev
10

salzburg- reeditando viagens 5

Staatsbrücke –  Ponte sobre o rio Salzach

Assim que acordei, olhei pela porta do balcão de nosso quarto e contatei que estava nevando! E muito! Perfeito, pensei. O único problema é que queríamos subir as montanhas. Com esse tempo, não veríamos nada…

Castelo de Salzburg Festung

Fomos então conhecer a cidade antiga de dia. Segunda-feira cedinho, pouca gente na rua.

Salzburg Cathedral

Chegamos à catedral de Salzburg. Construída durante os séculos 17 e 18, é a mais impressionante construção em estilo barrroco dos Alpes do norte, por causa de sua fachada e do seu domo principal. É linda mesmo! Robusta, massiva e imponente. O tempo e dinheiro eram curtos e mesmo morrendo de vontade, não andamos nas carruagens com seus simpáticos cavalos. Desde Brugges fiquei louca por carruagens.

Fomos então procurar a funicular (trem que leva às montanhas).

Pode-se subir à pé, mas do jeito que tava nevando, ia ser bem difícil. Da Kapitelplatz, tem- se acesso a Festungsgasse,o funicular.

Subida para Festung Hohensalzburg

A fortaleza fica no cimo do Mönchsberg a 542 metros de altitude e está a cerca de 120 metros acima do nível da cidade.

Por 6 euros, você pega o trenzinho e quando desembarca, tharam!!

É uma visão!!! Sei que  a neve, talvez esconda as cores da cidade, mas é liiiiindo!

E a gente passa um tempão lá em cima, imaginando como construíram aquela fortaleza. Em 1077 começou a construção da fortaleza de Salzburg.

Sua construção continuou até 1519. E é a fotaleza mais preservada da Europa.

Definitivamente eu tenho um pé na idade média. Ao mesmo tempo que fico imaginando todas as dificuldades e perrengues dessa época, tenho uma atração fatal.

Nevava mooointo! E a gente se acabando… Durante quase todo o tempo, éramos  só nós.

Então a gente brincou mesmo, bem ao nosso estilo!

Museu da marionete.

Esse museu, fica dentro do castelo e a entrada está embutida da do trenzinho. Vale a pena. Em Salzburg, as marionetes são uma arte. E as marionetes em si, são absolutamente fantásticas.

Na volta, literalmente nos perdemos. Não conseguimos achar a entrada do trem. Ótimo! Descemos a pé!

Muito íngrime, mas no caminho, cenas maravilhosas.

Vista da catedral! Demais!

Descemos a passinhos curtos enquanto o pessoal limpava a neve. Lindo, né???

A neve caia em baldes! E nós adorando!

Chegando lá embaixo, fomos para a cidade antiga, dar uma olhada no comércio local.

Quase todas as lojas tem os letreiros para fora.

Paramos para um café. restabelecemos as forças, nos esquentamos um pouco…

E tudo é muito lindo!

Mais um café…

E os cenários de filmes como a Abadia de Sao Pedro. (A noviça rebelde)

Não é de tirar o fôlego???

E voltamos para “casa”. Fizemos nossas compras de supermercado. Nossa última noite em Salzburg! Ficaria muito mais…

No dia seguinte, fomos muuuuito rapidinho ao Palácio Mirabel. Só para tirar  fotos:

E na volta para o hotel…

Mais uma vez a catedral imponente. E parques…

E fomos correndo para o hotel.  Uma longa viagem de trem e nosso hotel em Praga nos aguardavam!

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03
fev
10

reeditando viagens 2 -innsbruck-

Sempre quis conhecer Innsbruck. Aliás, desde “A Noviça Rebelde”, que eu sonho em ver montanhas cobertas de neve.

Desta vez, quando dei de cara com uma passagem de avião por 30 libras de Londres para Innsbruck, não tive dúvidas. O mais incrível foi achar um hotel, no centro da cidade, que cabia no orçamento.

Innsbruck é uma das cidades mais antigas da Europa. Fundada como colônia romana, com o nome de  Veldidena,  passou para os bávaros, no século VI e torna-se capital do Tirol em 1429. E bem como eu gosto, é cortada pelo rio INN. O nome vem daí.:brücke é ponte…Innsbruck, ponte sobre o rio Inn.

Essa é a saída do aeroporto. Não há nada mais fácil do que chegar ao centro da cidade. Um ônibus passa logo na saída, e por 1,50 euros, e 8 minutos, você está na Maria Theressian Strassenn que é a rua central e também onde fica o hotel em que ficamos. Demoramos um pouco para encontrar o Hotel Brënoissil, porque o nome estava meio escondido.  No hotel, obtivemos as confirmações de tudo que eu já tinha pesquisado. Era tudo perto mesmo!

Como já estava anoitecento, não deu para ver as montanhas. Minhas expectativas eram enormes, assim como nosso casacos que tivemos que espremer para fecharmos as malinhas. Afinal, a temperatura nas montanhas oscilava entre -8 e-24.

Dá para imaginar???? aproveitamos a liquidação da Mountainwearehouse e nos equipamos para um tour pelas montanhas geladas dos Alpes austríacos.

Nessa primeira noite, demos uma volta por essa rua central, as paralelas e perpendicualares. Conseguimos achar o supermercado salvador, responsável pelas cervejas e por nosso “jantar”. Mas deu também para perceber que é uma cidade cara, no que diz respeito à roupas. A maioria acima dos 3 dígitos. Também chegamos à conclusão, que, pelo menos no inverno, a cidade some às 6 e meia da noite. Quase ninguém na rua.

A não ser nós, batendo perna, para nos localizarmos.  Exaustos, mas curiosíssimos, fizemos nossas comprinhas no supermercado. Tudinho em alemão. Mas quem precisa de tradução para descobrir uma lata de cerveja, indetificar queijos maravilhosos, pão de enlouquecer, batatas fritas apimentadas e outras guloseimas mais. Ah sim, não foi tão caro assim…

Ainda tínhamos disposição para um pub, mas acabamos mesmo fazendo a festa no quarto do hotel. O hotel aliás, um ótimo custo benefício com um excelente café  da manhã.

No dia seguinte eu mal podia esperar para ir logo para as montanhas. Aconselho o Innsbruck card. Mesmo que não dê tempo de ver tudo que ele dá direito, só a subida e descida às três estações, já saem bem mais caro que o cartão. Compramos o de 24 horas. 36 euros cada.

No mapa abaixo dá para ver como é pequena a cidade, pelo menos o centro, onde tudo acontece. O quadrado vermelho, é diagmos assim o buxixo. Estão marcados o nosso hotel e a estação onde se pega o bondinho para a primeira estação.

Nordkettenbahnen, a funicular (transporte que leva montanha acima), leva o visitante do centro da cidade, na Congrees Station às estações.

caminho para a estação

No caminho para a estação, descobrimos a entrada para o centro histórico. Mas a nossa meta, era outra.

Atenção para o detalhe das botas, hehehe!

Na subida para a primeria estação, estávamos sozinhos no trem. E começa a subida…

A primeira estação chama-se Hungerburg.

Projetada por Zaha Hadid, é um arraso! futurística, espacial, ao mesmo tempo parecida com uma geleira, é linda! Estamos aí, a 860 m acima.

Ficamos pouco tempo. A gente queria mesmo, era ir na mais alta!!!

Os bancos do restaurante são forrados com pele! E lá fomos nós para Seegrube, a segunda estação, onde rola o total buxixo, com um super restaurante, onde as famílias se reúnem, “se esquentam do lado de dentro” , e os skiadores se encontram para um social.

Notem as cadeiras…é sentar e olhar para as nuvens ou para o nada!!! Estamos a 1905 m acima!

Olha o trio calafrio aí!!!

Mas Hafelekar nos esperava…a 2256 m acima do nível do mar!!!

Hafelekar Alpes Austríacos


Uma loucura!!!! E nem senti tanto frio assim. Mas o visual é de enlouquecer. É lógico que não esquiamos. Quase surtei quando vi um cara simplesmente desaparecer na minha frente esquiando. Ele subiu num desses picos, e pluft, sumiu no nada.

Uma das experiências mais loucas da minha vida.

Nesta estação, não há uma grande construção. Uma casinha de madeira ali, outra acolá, neve, muuuuita neve e nuvens abaixo de nós, fazendo parecer um mar branquinho.

Voltamos então à Seegrube para comemorarmos à altura e a altura! Brindar a essa aventura maluca que eu planejei e os “filhotes” adoraram.

Muuuuuuuuuuito frio, aliás, mais frio do que lá em cima!!! Tomamos todas, enquanto víamos o pessoal, chegar coberto de neve, depois de esquiar a manhã inteira.

Na volta é que se pode perceber a beleza do caminho.

10
jan
10

10 de janeiro, the day before

Continuando …peraí, deixa eu me entender…ainda é dia 10, chegamos dia 8, então a narrativa é do dia 9…ok, vamos lá!

Acordamos no centro de Innsbruck. Digite webcam Innsbruck no  Google, vai aparecer Maria Theresianstrasse. É aí mesmo!

Com um pouquinho de pesquisa, meu dedinho de ouro, sempre descobriu hotéis pagáveis, confortáveis e perto do queremos ver e aproveitar da cidade. Meu record foi em Brugges. Mas em Innsbruck, mandei bem, também.  Essa rua, só de pedestres, é o centro nervoso da cidade Centro nervoso, é bondade minha, porque a cidade morre às 6.  E duvido, quem consiga fazer compras mirabolantes… não vi nada, mesmo em meio a sales, com menos de tres digitos.  Nem tchum, pois não cabe mais nada nas nossas malinhas ( e isso é uma das vantagens, hahahahha!).

Bom, acordar em uma cidade diferente é umas das coisas que me deixa mais feliz… Mesmo, como criança que se esconde atrás do babador e descobre que quando tira,  surpresa…

Não consigo descrever a sensação, mas é uma coisa alucianante. Ou alucinógina.

Depois do café da manhã ( que em situação normal, dava para depois de amanhã também!), fomos ao Info, onde constatamos o que eu já tinha deduzido. Muito mais barato comprar o tal ICard, que da direito a fazer tudo de turistico na cidade. Mas você nunca consegue fazer…mesmo assim vale a pena. Tem um chip, você passa e pronto. Super aconselho!!!

Voltamos para o hotel, para nos prepararmos para a mais alta aventura de nossas vidas até o momento! Fazer o quê??? Montes de roupas, super casacos poderosos e lá fomos nós. Eu fui. Sem medo de ser feliz.

Aí é o seguinte…você entra numa estação meio futuristica, passa o cartão e, já tem um bondinho, que nesse primeiro estágio, nem é bondinho, ainda é trenzinho.

P A U S A>>>> TODOS OS DEVICES SEM BATERIA!!!
incluindo meus filhotes, minha camera e este computer que vos fala, apitando…té mais!!!!!!!!!!!

10
jan
10

9 de janeiro, Innsbruck, surreal!

Chegamos ontem, finalmente a Innsbruck. Anteontem foi um enasaio geral, tipo escola de samba (blah!) . Depois conto detalhes do voo da Easyjet, que parece uma feira, assim que você decola. Até raspadinha eles vendem, depois de venderem o lanche, o perfume, o ursinho mascote da companhia….

Mas o importante é chegar e, a chegada a Innbruck é inexplicável, pois literalmente ao lado do avião estão as montanhas, com os picos cobertos de neve. Ao aterrissar, eles ainda estão lá, pertinho.  Aterrissar é fácil. Depois, é que mil pessoas louras se acotovelam entre equipamentos de ski, malas etc. Mas antes, passamos pela imigração, surpresa, já que nunca, depois de imigrarmos em Paris ou em Londres, tivemos que passar por imigração alguma. O pior, imigramos em alemão!!! Eu simplesmente não tinha a menor idéia nem de como sorrir em alemão!!! Numa tarde cuja a temperatura beirava os 4 negativos… Nossos passaportes, meu e de Carol, eram uma coisa meio desconhecida…Eles folhearam…Acho, que, como tinha um monte de vistos, pensaram…ah…vamoshem deixarrremmm ezers serrrres enttttrrrarrrem !

Entramos.

Daí para a frente, foi puro êxtase…Eu sei que eu me empolgo fácil, mas Innsbruck é algo a parte, meio indescritível.

Innsbruck, capital do Tirol, na Austria é a unica cidade do mundo, onde as montanhas (leia-se Alpes) ficam a apenas 20 minutos do centro. Bem no centro da cidadde ao lado de nosso hotel, peaga-se um bondinho. São tres estações. Na última você encontra Deus!

Lá atrás, são montanhas, logo atrás de mim, nuvens! É surreal! Maravilhoso!

essa é  primeira estação

essa é a segunda e a mais fria porque fica literalmente dentro de uma nuvem

e depois na terceira,

Na última, você perde a respiração, não sabe se ri ou se chora.

È a coisa mais linda que eu já vi, já senti ….Mais de 2000 m do nível do mar, acima das nuvens. Não fòssemos nós e alguns skiadores, seria silêncio, nós e os Alpes.

Estou postando rapidinho na hora do café, pois além da programação intensa, só tem conexão no loby do hotel.

Hoje deixamos Innsbruck e vamos para Salzburg. A família Von TRAPO, vai cantar The  hills are alive!!!! Junto com a noviça rebelde.




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