Posts Tagged ‘Milão

17
jan
12

#Blogagem Coletiva: Cadê a wifi nos hotéis???

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Faz muito tempo que não entrava no Twitter. Mas hoje, também sem querer como da outra vez, vi esse tema em questão, e como fala alto dentro de mim, aqui vai minha participação: como assim ainda tem hotel que não oferece wifi gratuita??? como assim tem hotel que não tem wifi mesmo que  paga??? Porém é verdade, mesmo aqui na Europa!  Eu sou daquelas que, quando procura um hotel/hostel/albergue, vê se tem internet antes de ver se tem cama!

Em 2010, em Innsbruck, lembro de sair de pijama do quarto, procurando sinal no corredor. Em Praga, 10 com louvor para o Hotel Atlantic, que além do quarto enorme, oferecia internet grátis e rápida!

Mas durante a viagem do ano passado (Barcelona – Madri – Milão – Roma- Veneza – Paris) pude constatar que isso é a mais pura realidade! Internet rápida gratuita no seu quarto e no seu computador é uma radidade.

Em Barcelona o Hostal Central dizia ter wifi em todos os quartos, mas o meu computador não conseguiu achar o sinal, e o staff idem. Já em Madri a coisa funcionou bem. Um hostal simples, mas muito acolhedor, com internet rápida e gratuita!

O nome do hostal? Stad Madrid. Já em Roma, onde ficamos cinco dias e eu “precisei” muito da internet, a gerente do  Casa del Arte me respondeu com um sonoro “We don´t rrrrrrrrrrrave internet” quando perguntei ingenuamente sobre a senha. E foi muito chato ter que pesquisar tudo numa lanhouse, perto de Termini, mas não tinha outro jeito!

Em Milão, no Hotel Catalani, havia internet paga, 8 euros – 24 horas, que acabou nem entrando na conta na hora de pagar.

Em Veneza a mesma coisa. Por 3 euros, o hotel oferecia conexão no lobby do hotel, mas depois que me deram a senha, consegui acessar do meu quarto todos os dias que passei por lá, (mas achando que eu estava fazendo alguma coisa errada).

Em Paris, no Absolute Hotel,  internet só na recepção, e em mesinhas minúsculas, obviamente disputadíssimas. E isso se repete em vários hotéis dos mais simples aos mais “estrelados”. Quando é que os hotéis vão “antenar” para isso?

Concluindo, hoje em dia, todo mundo usa internet. Mais que usar é precisar. Internet e tomadas! Viagem é para sair do quotidiano, eu sei, mas numa viagem é extremamente útil, eu diria imprescindível, ter conexão,  pois ajuda a encontrar lugares, tirar dúvidas, comprar passagens e resolver problemas de última hora, além de poder se comunicar, ver seu saldo no banco, etc.  E para quem escreve sobre viagem, aquela impressão fresquinha, no exato momento em que a gente se depara com a cidade?

Hotéis do mundo, antenai-vos!!!

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04
jun
11

Re-viajando Madrid – Milão

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RYANAIR W8BB3F

Desde Madrid (MAD) a Milán (Bergamo) (BGY) Tue, 22Feb11 Vuelo FR5995 Salida MAD a 18:45 y llegada BGY a 21:00

DETALLES DEL PAGO

********20.00 EUR Tarifa *********0.00 EUR Impuestos/Tasas

Chegamos a Barajas, umas duas horas antes de nosso vôo.  Milão entrou em nosso roteiro, apesar de sempre ter povoado minhas wish lists, assim meio por acaso.  Por acaso e por promoção, hehehe! Vinte euros, pela Ryanair e poderíamos conhecer o Duomo de Milão. Chegamos  pelo aeroporto de Orio al Serio, em Bergamo, às nove e pouco da noite.  E pegamos o shuttle para Milano Centrale, a estação central de trem em Milão.  Esses ônibus que fazem o transporte entre os aeroportos e o centro da cidade, estão quase sempre “lincados” com os horários dos vôos.  Por sete euros, (pode-se comprar on line, clicando aqui), a gente faz uma viagem segura, econômica e confortável.  Milano Centrale é uma estação de trem enorme, (melhor que a maioria de nossos aeroportos tupiniquins) de onde partem trens nacionais e  para vários países (Artésia, SNFC, etc.) e lógico (para padrões europeus)  há também uma estação de metrô.

Fonte:Wilkipédia

Mas… eram quase onze horas da noite, e nós lá, numa cidade nunca d´antes visitada, num país nunca  d´antes visto.  E no inverno,  a essa hora da noite, quase sem ninguém na rua e na estação.  Muita calma nessa hora! Lá fomos nós… seguindo as instruções enviadas pelo hotel, fomos achar o metrô.

From Milan´s Orio al Serio Airport (Bergamo), take the Shuttle bus to

the Central Railway Station. From there take the underground, green line (MM2), direction Cascina       Gobba/Gessate/Cologno, and get      off to Loreto (2 stops). Then walk along Via Porpora (about 500 meters) and after 2 traffic lights    there is Via Catalani and our     Hotel  is on the left.

Fonte: Viagens Lacoste

Para efeito de localização, nosso hotel fica na Città Studi.  Ficamos meio em dúvida se o metrô ainda estava funcionando. Conseguimos comprar os bilhetes, nas máquinas (benditas máquinas de auto-atendimento). Nesse momento eu me perguntava…  De onde vinha a nossa singela coragem? Quase meia noite, em pleno inverno, uma cidade estranha, idioma idem, e nós, duas moçoilas viajantes,  cheias de atitude, encarando o metrô e mais 500 metros a pé.  Nós e nossas malinhas. E não é que chegamos !? Sem nenhum percalço. Perguntei em inglês  a uma moça, se estávamos na Via Pórpora (eu sou perguntadeira mesmo), logo depois de sair do metrô na estação Loretto, e  a moça nos mostrou a direção. Andamos os dois enormes quarteirões e …. chegamos ao Hotel Catalani, minutos antes da meia-noite.  Hotel mesmo! Meio antigo, mas perfeito para o bônus que Milão seria em nosso roteiro.  Depois de um banho super delicioso, desses que o chuveiro faz massagem, dormimos mointo! Descansar era necessário, pois teríamos só um dia para conhecer Milano.

De manhã, eu estava em festa! Acordar numa cidade nova é pura serotonina para mim! Depois de um café inesquecível no Mac Donalds, o Duomo di Milano  me esperava! Pegamos novamente o metrô. O bilhete único, custa só 1 euro, mas se quiser andar de metrô o dia inteiro, o “day ticket” custa só 3 euros. Uma bagatela! O metrô é facílimo de usar. E lá fomos nós rumo a estatção Duomo!

Heloou!, uma catedral que começou a ser construída em  1386 e só foi concluída em 1809, e é a segunda maior catedral da Europa!!!    Em estilo gótico tardio, com marmore de Gandoglia, e é enorme e  linda! Para quem gosta de história,  é um acontecimento. São 136 pináculos, e talvez sejam essas “agulhas” que dão a ela esse “uau” quando a gente se vê em frente a essa construção. De longe, parece enfeitada por uma espécie de renda.  A foto é repetida aqui no blog, mas sair lá dos subterrâneos de uma estação de metrô e tcharam, dar de cara com “ela”, é muita emoção! Catedrais para mim, são o máximo da arquitetura, não só por serem enormes templos do catolicismo, nem por ostentarem enormes alturas, arcobutantes, nem por tentarem tocar o céu, mas porque foram construídas durante séculos! Imagina começar uma construção, sabendo que não vai ver a conclusão da obra. Que séculos se passarão até que a obra fique finalmente pronta? Colocar pedra sobre pedra, sabendo que nem seus filhos, nem os filhos de seus filhos, vão ver a Catedral totalmente acaba.  Imagine se hoje em dia alguém consegue pensar numa construção que levará 600 anos para ficar pronta?!

E lá de baixo, eu vislumbrei o Duomo.  Nada como ver com os próprios olhos. Não há foto, descrição nos livros, que chegue perto, do que é VER!  E foi mesmo um impacto!!! Talvez com essa foto eu consiga traduzir… Enquanto eu subia as escadas, ela ia se tornando real, ia crescendo diante dos meus olhos.  E ai é fiicamos embasbacadas…

Não é simplesmente linda? Impactante?!!  Eu fiquei lá… fotografando, tentando eternizar aquele momento.  Talvez seja o fato da construção não ficar espremida, nem oprimida por outras. O Duomo, tem espaço para ser admirado. Parece meio extra terrestre. O Duomo é a estrela da cidade. Não há concorrência com outras construções (c0m0 em Praga, por exemplo). A Catedral de Milão, domina o centro da cidade.

É hipnotizante.  Toda ela parece ter sido (e foi) cuidadosamente enfeitada. A fachada é toda esculpida em relêvo.

Impressionante de qualquer ângulo.

EM 1805, ainda estava inacabada e por ordem direta de Napoleão, que havia invadido a Itália, a fachada principal e os pináculos foram terminados, misturando os estilos neo-gótico e neo-barroco.

Os portões? Pura obra de arte. Esculpidos e baixo e alto relêvo, são enormes peças de bronze.

Para entrar no Duomo, não precisa pagar. É só entrar na fila, mostar sua bolsa (ou mochila), para os guardas, entrar e se maravilhar.

No interior, dá para sentir aquele clima medieval… quase uma viagem no tempo.

Depois de me recuperar de tanta emoção, saímos e fomos explorar o entorno, a  Piaza del Duomo, que é sem dúvida o ponto central e cartão postal de Milão. Mas atenção! Nesta praça, é claro que tem um monte de gente querendo ganhar algum troco com os turistas embasbacados. Há um sem número de “golpistas” querendo te dar uma pulseirinha, oferecendo uma flor, milho para dar ao pombos (eca!) ou qualquer outra  tranqueira. Já estamos escoladas depois do susto de Madri, que contei neste post. Não deixe que se aproximem de você. Um simples aceno dizendo não, já resolve. E sempre, em qualquer situação, bolsa a tiracolo e virada para a frente!

Voltando a essa praça, é realmente o principal ponto turístico de Milão. Isso para quem não é fashionista. Para quem ama griffe e moda, a Galeria Vittorio Emanuelle é o verdadeiro templo, e o Quadrilatero de la Moda, o destino da peregrinação.  Para nossa surpresa (juro! eu não tinha a menor idéia!) estávamos alí, no exato momento da abertura da Milano Fashion Week! Um furdunço só!

A Geleria é impressionante. Fica do lado esquerdo do Duomo e nesse dia estava uma festa.

Os desfiles principais estavam acontecendo numa tenda armada em frente à Catedral, e na galeria, durante todo o dia, aconteceriam desfiles alternativos e não menos disputados.

E com um cenário desses…

Acho que só de passar por essa galeria, o cartão de crédito fica nervoso. Mas admirar a beleza da construção não exige um único centavo de euro.

Saindo da galeria, a gente vai dar na Piazza de la Sacalla, onde fica o famoso Teatro Scalla.

Conto mais no  próximo post, ciao!

16
mar
11

Viajando lowcost 2011 – compartilhando os detalhes

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Não pretendo fazer um guia de como viajar lowcost, ou de como montar um roteiro para viajar baratinho. É apenas o relato de minha própria experiência, mas que se puder ajudar alguém… Já fico feliz!

London Bridge Station – Plataforma – First Capital (trem para Gatwick Airport)

Minhas viagens pela Europa sempre começam em Londres.  E neste post, eu explico como chegar e partir dos aeroportos de Londres.

Viajar lowcost é mais ou menos como comer salada. A gente pode repetir sem culpa! É basicamente tentar aproveitar  as promoções das companhias aéreas de baixo custo, que tem vôos para muitas ou quase todas as cidades principais da Europa, sendo que a Ryanair é sem dúvida a campeã dos preços ridiculamente baixos e acaba habituando o viajante a custos irrisórios, tornando todo o resto ( até os simples tickets de metro urbano) meio caro aos nossos olhos e bolsos. A Easyjet também tem suas promoções, mas para pagar realmente barato, o segredo é antecedência e vôos que partem muito cedo pela manhã ou que chegam muito tarde no destino final.

Vôo – Girona para Madrid

A primeira passagem que  comprei foi  para Barcelona ( 6 libras e só!!) , e então pesquisei o quão barato e interessante estavam as promoções partindo de Barcelona. Bingo! Madrid  estava a pouco mais de 15 euros  de Barcelona. Uma vez em Madrid, fiz a mesma pesquisa e Milão apareceu nos destinos em promoção por exatos 10 euros por pessoa + 5 de taxas. Com a bênção da passagem de Milão para Roma estar a  uns míseros 15 euros + 5  (às vezes a Ryanair cobra taxas de web check in, de pagamento por cartão, ou simplesmente de administração). Não tive dúvidas e de repente estava planejando minha viagem pela Itália!

Rio Tevere – Roma

Estando em Roma, pensei… Desta vez eu vou a Veneza, de qualquer jeito! Como? No planejamento da viagem, corri para Easyjet , que tinha um vôo de Roma para Veneza, e devido a antecedência estava por menos de 20 euros. O único desafio – o võo era as 7 e 10 da manhã, o que significaria estar no aeroporto no máximo às 5 e meia. Aí foi o momento rosquinha da viagem. Furada! A roubada histórica da viagem. Não havia transporte De Roma para Fiumincino no meio da madrugada. Tanto o trem que partia da Estação de Termini, quanto o primeiro ônibus para o aeroporto saiam depois das 5 da manhã.

Roma Fiumicino (Terminal 2) a Venice Marco Polo

Part 01 March 2011 07:10

Cheg 01 March 2011 08:15

Voo 983

O check-in abre 01 March 2011 05:10

O check-in encerra 01 March 2011 06:30

Chegaríamos no máximo do stress ou perderíamos o vôo. O que numa viagem dessas, é o temido efeito dominó! Cai tudo por terra! Opções = dormir no aeroporto (o último trem parte ás 10 e meia  da noite), arriscar um táxi às 4 da manhã por 50 ou mais euros (pouco confiável segundo a recepcionista do hotel), ou abortar o vôo e comprar uma passagem do trem noturno e acordar em Veneza, o que me pareceu o menos estressante, já que os trens são o meio de transporte mais famoso e bem cotado da Europa e a estação Termini era ao lado do nosso hotel. Roubada em absolutamente todos os sentidos. Não só foi o traslado mais caro, como a pior experiência possível! 38 euros (por pessoa!) dos quais me arrependo centavo por centavo! Uma noite numa cadeirinha de aeroporto teria sido muito mais  segura, muito mais confortável e menos estressante. Só mesmo  Veneza para fazer valer o sacrifício! Ou melhor, para esquecer a noite!

E de lá, como chegar a Paris? Foi uma gincana e antes da viagem eu ainda não sabia como, a não ser gastando muito dinheiro! O que definitivamente não é a minha praia.

Dessa vez, mais do que as outras, Paris foi um desafio! Paris é mais do que simplesmente uma paixão. Desde  a primeira vez, prometi aos céus, que sempre que atravessasse o Atlantico, daria um jeito de ir a Paris, agradecer. Notre Dame é testemunha de todos os meus sonhos …

Mas o que parecia um  simples Venice-Paris, virou uma pesquisa de campo. Depois de todas as pechinchas, o trem Noturno Venice St Lucia- Paris Bercy,da Artesia, que pode ser comprado no site da Trenitália ou na SNCF, era um absurdo de caro em comparação com todo o gasto da viagem até Veneza. Os vôos idem! E depois de tudo arrumadinho, baratinho… eu estaria entalada em Veneza (seria ótimo se tivesse verba ) ou gastaria uma fortuna, acabando com toda a estratégia lowcost da viagem e dilapidando fundos.  O fato é que durante duas semanas, eu estive em pânico,  e me tomou um bocado de tempo e tentativas alucinadas (tentei  até um voo lowcost para Croacia e de lá para Paris, mas perderia a passagem de Paris para voltar a LOndres.  Virou uma questão pessoal!!!!! Então, a solução foi um mapa, e muita pesquisa e paciência para domar o site da Trenitália, que invariavelmente fica embarreirando a compra da passagem para estrangeiros. Quebrei o percurso em dois e consegui comprar as passagens, mas só em Roma, descobri que a gente tem que passar num guichê  (com gente de verdade) de qualquer jeito, para impimir a passagem. Só com o PIN code não  funcionava nas máquinas de auto atendimento .

Venezia St Lucia – Estação de Trem – Veneza

Saímos de Veneza St Lucia, ao lado do nosso hotel, às 10 e 45 , pegamos um trem  para Milão (2 horas de viagem), almoçamos  em Milano Centrale e às 4 e 30 da  da tarde, pegamos o TGV para Paris- Gare de Lyon  (muito mais barato que o trem noturno de  Veneza a Paris, mas ainda assim, caro, se comparado a tudo  que tínhamos feito até aqui!). No trajeto, uma passagem pelos Alpes… o trem para em algumas estações de sky que parecem saídas de filme. Pontualmente às 23 e 21 estávamos desembarcando na Gare de Lyon, em Paris. E claro a viagem nem de longe se pareceu com o Treno Notte de Roma a Veneza, mas ainda assim, prefiro um bom vôo lowcost, com toda a antecedência necessária, security etc! Trem é bom para viagens de no máximo 3 horas e ainda assim, depois de mal acostumada pela Ryanair, acho caro!!!!

Milano Centrale

Finalmente de  Paris a Londres, voamos Easyjet,  e no final de uma viagem como essa, a gente  valoriza muito a tranquilidade da Easyjet. Tirando o fato da mocinha do check in – única vez que despachamos uma malinha e viajamos com um volume cada uma a bordo –  ter pedido para eu colocar minha  humilde bolsinha dentro da malinha ( que embarcaria comigo no vôo), a questão tamanho e peso da bagagem que vai com você é bem mais flexível. Paris-Londres = 25 euros por pessoa + 5 de taxas

Aeroporto de Girona (Barcelona)

E para que todo o percurso seja realmente lowcost (dessa vez foram 6 cidades) a maior exigência é que sua bagagem e tudo o que você vai transportar de um destino a outro caiba numa mala de 55x40x20, assim sua babagem viaja com você em tods as cias aéreas. Tudo, absolutamente tudo (bolsa de mão, câmera, comprinhas no free shop, lembranças, garrafa de água, etc tem que estar dentro desse único volume ( no inverno, dá para usar os bolsos do casaco, que se transformam prticamente em uma outra mala). Dessa forma, dá para ir de Londres a Barcelona, por exemplo, por 6 libras, o preço do nosso primeiro vôo. Na ponta do lápis, a cada passagem, há que  se acrescentar de 5 a 15 (euros ou libras), custo do transporte entre o centro (ou estação central) da cidade até o aeroporto lowcost , normalmente bem longe. Mesmo assim, atravessar um, dois países, por menos de 30 ou 40 dinheiros não é nada mal, principalmente se compararmos com as viagens pelo Brasil.

E assim, com o mínimo de bagagem, todo o resto também fica lowcost, uma vez que a gente não é obrigada a pegar um táxi para chegar ao hotel ou do hotel para a estação de metro, de trem ou de ônibus. Em todo o nosso trajeto, pegamos um único táxi em Roma ( e nem foi por causa de mala)  e um outro em Paris! Além disso, utilizar o transporte público de cada cidade já é conhecer um pouco da cultura, população, etc.

Hospedagem?

Também é pesquisa e antecendência. E sim, a Europa está mais cara agora. Roma e Veneza, foram disparado, as cidades mais caras, tanto no quesito B&B como em relação à alimentação. Nas únicas vezes que sentamos em um restaurante (em Roma e Veneza), foram no mínimo 25, 30 euros) Mas ainda assim é possivel ficar em hotéis (hostals, albergues, etc) com conforto, banho quente e em alguns, café da manhã, baratos e dignos.  No geral, 25 a 35 euros por pessoa por noite (35 em Roma, Veneza e Paris). Com relação a albergues, estando em duas pessoas, acaba  sendo quase o mesmo preço, um quarto privativo, na maioria das vezes até com banheiro privativo, do que duas camas em quartos compartilhados ( para 4) e banheiros idem.

Alimentação?

Minha primeira preocupação é achar um supermercado ou algo parecido. Assim as despesas com alimentação ficam mais ou menos parecidas com as que normalmente eu teria.  E mais uma vez, supermercados são parte da vivência da cidade. Adoro! Deliciosos sanduíches de brie ou gorgonzola, pastinhas, focaccias, caviar, queijos,  baguetes, brioches, bolinhos e lógico, vinhos e cevejas maravilhosos para beber no sossego do seu quarto …. é só descobrir a especialidade do lugar e ser feliz. Mas  um bom café ou um maravilhoso  capucino, são fundamentais. Eu diria que são companheiros de viagem. São aquele pitstop essencial no meio de um dia de caminhada. Recarrega as baterias. E lógico, quanto mais perto de um ponto turístico, mas caro será o café!  Mas 4 euros por um capucino perto da Piazza San Marco…também não mata ninguém ….E vale cada gole!

Compras?

Obviamente não é o objetivo numa viagem dessas. Mas compramos coisinhas pequenas,  maquiagem em Milão,  e por medo de sentir calor em Roma, percorremos várias lojas em Madrid (um paraíso de lojas e mais lojas, principalmente durante as rebajas, as famosas liquidações) para encontrar um casaco mais leve que acabamos usando só em Milão, pois em Roma e Veneza o vento gelado, me fez agradecer os super poderes do casaco de nylon forrado, que é praticamente uma blindagem contra o frio, a chuva e vento,  e não sentti frio algum! Deixamos algumas compras para o grand finale em Paris, onde por 11 euros, reservei uma malinha de porão na Easyjet e colocamos todos os líquidos e extras nela. De quebra, a mala que comprei pode ser a minha mais nova companheira de viagem, pois é bem mais leve e como não é rigida, dá para negociar o espaço em alguns trajetos feitos de trem ou pela Easyjet, menos intrensigente em relação ao peso e formato da bagabem de mão, desde que seja um único volume.

Quanto tempo a gente aguenta essa maratona? É muito pessoal. Num mundo ideal, seria ótimo ter pelo meno uma tarde para descansar entre a s cidades…vinte dias ficou bem puxado no final, mas valeu cada minuto. Talvez 15 dias seja um período bem razoável… Há que considerar que cada troca de cidade leva pelo menos meio dia, e nesse trajeto é pilotar a bagagem e muito levantamento de malinha. É cansativo e há que ter preparo físico e muito astral.

Mas vale a pena cada minuto!

Basílica de San Marco – Veneza

09
mar
11

Eu moro onde estão meus sapatos…London, I´m back!

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Ou a minha mala de rodinha, né?

Home sweet home!

Chegamos ontem a Londres, num dia estalando de tão azul e mesmo antes de conseguir  arrumar tudo, senti os efeitos da aventura em cada centímetro dos meus músculos! Acho que toda a serotonina da viagem (que sempre é o melhor analgésico que eu conheço) se dissolveu no exato segundo em que vislumbrei um colchão, e uma vez  que na minha agenda não havia nada para o dia seguinte, permiti que o cansaço se manifestasse! Foram mais de vinte dias nos extasiando, chegando e partindo, pilotando e arrumando malinhas, desvendando mapas, descobrindo como nos locomover em cada cidade, fotografando e andando… andando muito!

Parc Guell Barcelona

Confesso que toda a vez que monto um roteiro, eu tento (juro!) me controlar. Digo a mim mesma que já sou uma senhora, que não há pressa, que tenho artrite reumatóide, que levantar da cama no dia seguinte de um tour a pé por uma cidade nova e deslumbrante será difícil, etc, etc. Mas a coisa vai crescendo de viagem para viagem e  sempre  acabo no já queJá que estou aqui, por que não ir logo alí, já que a pasagem está tão barata e é tão perto! Mas o fato, é que viajando, eu acho que posso tudo! Chegar de madrugada numa cidade completamente desconhecida, percorrer kilômetros com meus pés, descobrir conexões malucas nas linhas dos metrôs, traduzir embalagens nos supermercados, e falar qualquer idioma, mesmo que seja na linguagem dos sinais (e do sorriso).

Palácio de Cristal- Madrid

E agora, em plena quarta-feira de cinzas (láaaa no Brazil), lembro que  desfilei em tantas e longas avenidas, subi e desci tantas escadas de estações e aeroportos, passei por securitys, check ins e outs, e de como  meu carnaval foi tão deliciosamente  diferente de todos os que já passei.

Duomo Milano

Vaticano

Roma

Veneza

Paris

Deu tudo absolutamente certo, (exeto o Trem do Terror de Roma para Veneza).  Foram 8 vôos, 6 ônibus de conexão entre aeroportos e o centro das cidades, 3 viagens de trem. muitos ônibus urbanos e linhas de metrô. Nossas malinhas aguentaram firmes, engordaram em Paris (onde por acaso encontrei uma outra malinha que parece mais perfeita e mais leve que a minha, e lógico, serviu para umas comprinhas extras, já que tivemos que nos controlar muito nas liquidações de Barcelona e Madri). E mais uma vez, afirmo, que com pesquisa, uma certa antecedência, muito planejamento e disposição (e desapego), é possível viajar lowcost (principalmente na baixa temporada), sem aniquilar as finanças, se arrepender depois e principalmente, poder planejar novas viagens.

Venezia St Lucia

Com calma, aos poucos, vou contar tudo!Fotos, mapas, locomoção, etc…

Por hora, vou reenergizar minhas baterias, descansar muito, que hoje é quarta-feira de cinzas!

Até!

Até

23
fev
11

De Madrid direto para Milano Fashion Week! Milão!

HAHAHA! Isso mesmo! Depois de uma manhã completamente surtada em Madri, no Museu do Prado, vendo Goya, Rafael, Velasquez,  etc…

Jardines del Retiro

Monumento a Afonso XII (ainda não sei sobre nada sobre Afonso, mas o monumento é um escândalo)

E já com saudades de Madrid, voltamos à Gran Via,

((desta vez para fazer hora)), e enquanto tomávamos um café, eu e Carol tivemos outro surto, tipo _ Ok, estamos tomando um café em Madrid, para fazer hora para o nosso vôo para  – Milão!!! por quê Milão??? Ora, porquê eu preciso viajar ! e a passagem mega,ultra,  super promocional, era para Milão. Como se não bastasse o Duomo como pretexto, Milão virou uma cidade bônus no percurso, e achei uma albergo simples, meio longe, mas simpático e com o melhor banho do mundo! O desafio = nosso voo chegou às 21 e 30 no aeroporto de Bergamo (vôo lowcost raramente vai para a cidade  anunciada, portanto acrescente de 5 a 15 euros ao preço da passagem, porque haverá um ônibus confortável te esperando), mais o trajeto de 1 hora (é  que o ònibus demora a partir) até Milano Centrale, onde chegamos às 11 e  meia da noite. Mais uma vez, cheias de coragem, seguimos as instruções do email, e pegamos o metrô, saltamos na estação indicada, e 500 m  (num percurso estranho e desconhecido) depois estávamos no hotel!!! Sãs,  salvas e muito cansadas!

Hoje de manhã… toda a expectativa era ver o Duomo e o Castelo. E confesso, devido ao estado de exaustão, plagiamos Rafael e tomamos uma cápsula gigantesa de guaraná em pó! Compramos nosso day ticket do metro (3 euros para um dia inteirinho) e em minutos…

Saindo da estação…!

Não sei se foi o guaraná, mas deu um barato na minha cabeça e eu  ria de dar gargalhadas  e chorava ao mesmo tempo! Imagina… você sai de uma estação de metro, e tchum! Dà de cara, com uma das mais famosas catedrais em estilo gótico de todo o planeta! Iniciada em 1386!

Cinco minutos depois disso, comprei meu ìmã e notamos um certo trancetê rolando na praça.

Mais exatamente, nesta meiga galeria atrás de mim. Depois de zilhôes de fotos, fomos ver o que era.

Era a abertura do Milano Fashion WEEK, HELLOOOO!! E nós lá… totalmente por acaso!

Rodamos Milano inteira, fomos ao Castelo…

E aos jardins

E voltamos ao Duomo, porquè a cidade estava mesmo, toda trabalhada na questão Fashion Week!

Estou por dentro de todas as tendências e de tudo que  NÃO  VAI CABER NA MINHA MALINHA NA PRÓXIMA ESTAÇÃO!




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