Arquivo para dezembro \17\UTC 2008

17
dez
08

UMA SEMANA…

Contagem regressiva. No gadjet do meu computador vejo a hora e temperatura londrina. Nove horas da noite, 4 graus.
Não posso reclamar do calor. Até agora, tem chovido bastante, e o verão, não deu as caras. Ainda. Temos vivido deliciosos dias chuvosos, com temperaturas em torno dos 25 graus.
Hoje estou estranhamente calma. Pela manhã, fomos eu e minha filhota, tentar alguma informação sobre o tal teste biométrico, que estão exigindo para tirar o visto para Inglaterra.
Detalhe super importante, pois se entrar em Londres já é por si só estressante, imaginem se faltar algum detalhe.
Passei dias tentando compreender o que eles tentam explicar no site http://www.ukvisas.gov.uk na seção DO I NEED A VISA? Well….Eles bem que tentam, mas depois de ler o site inteiro, você continua na dúvida. A questão é que teoricamente, os brasileiros não precisam pedir um visto pata entrar na Inglaterra. No entanto, 8 entre 10 brasileiros são barrados. No momento, estão informatizando toda a imigração e implantando o que eles chamam de coleta de dados sobre todos os que entram em seu território. Esses dados consistem em fazer um teste biométrico: mapeamento da íris e impressões digitais.
Minha dúvida cruel: precisamos fazer um teste biométrico se não vamos pedir um visto?
Pergunta que ficou no ar. A agência, terceirisada que faz esse teste aqui no Brasil, chama-se World Bridge. Para qualquer informação por telefone, paga-se 12 dólares americanos antes de pronunciar qualquer sílaba. Tentei então, formular minha humilde pergunta à atendente do consulado da Inglaterra, que gentilmente me transferiu para uma gravação robotizada, que dizia, que qualquer informação sobre vistos e entrada no Reino Unido, seria obtida…..no World Bridge.
http://ukinbrazil.fco.gov.uk/
Andei em círculos.
Fomos hoje pela manhã, ao famoso escritório. Pegamos um ônibus, atravessamos a Ponte Rio Niterói, e depois de mais ou menos uma hora (chovia = engarrafamento), chegamos ao Edifício Argentina, onde se localiza, a tal agência. Tudo isso, para fazermos uma única pergunta, que apesar de toda a tecnologia, não tínhamos conseguido responder.
O veredicto é NÂO. Não precisamos fazer o teste biométrico se não vamos tirar um visto.
O mais surreal, é que a gentil senhora, nos informou, que mesmo tendo um visto de turista ou outro qualquer, quem decide se podemos ou não adentrar o território da Rainha, é o oficial da imigração. Muito tranquilizante, para quem vai enfrentar esse momento em uma semana, e não tirou visto algum.
Valeu pelo almoço e pelo clima estrangeiro do local…No prédio, há, além de varias empresas enstrangeiras, o consulado da Argentina. Enquanto comíamos, ouvimos vários idiomas e sotaques.
Então, tudo de pude fazer com relação a isso, foi iniciar uma novena e fazer uma promessa. Se entrarmos sem problemas, irei à uma igreja, todas as terças feiras, enquanto estiver na Europa. Tarefa nada dífícil, mas é um compromisso.
Ah sim…comprei mais libras e euros. Responderei ao oficer que fui gastar meu dinheirinho no BOXING DAY.

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15
dez
08

QUASE VENEZA….

Como qualquer mortal, sonho em conhecer Veneza. Afinal, de trem, saindo de Paris, em uma noite, você acorda em… Veneza. Estava bem animada com essa idéia, já que com a “crise financière”, as promoções em hotéis e passagens de trem, saltam em pop ups em todos os sites. Além disso, minha filhota, aos vinte e um aninhos, tem desconto por ser jovem…
No site http://www.eurorailways.com/, no canto esquerdo, estão todas as promoções de fim de ano. Assim como no http://www.raileurope.com.br,
Da estação de Bercy, em Paris, pega-se o trem noturno e se você conseguir dormir, vai acordar na tão sonhada cidade romântica, na Estação Venesia Santa Lucia.
Lá fui eu pesquisar tudo sobre a cidade, albergues, preço ( exorbitante ) dos passeios de gôndola, etc…Desisti imediatamente deste projeto. Veneza está no período que os italianos chamam de “aqua alta”. Legendando: enchente!!
Imaginei imediatamente a cena: eu, linda no meu mantô negro, longo, arrastando minha malinha, com água pelos joelhos…não há estilo que resista.
Toda a história desta cidade, a primeira capital econômica do capitalismo, a Piazza San Marco, a cetedral em estilo bizantino voltada para o Oriente, os canais, as gôndolas,….. o vaporetto, seriam contaminados, por uma experiência desastrosa. Prefiro esperar um momento mais propício, pero no mucho. Quero degustar essa cidade, com tudo que ELA E EU temos direito. O fato é que Veneza passa 200 dias por ano com águas acima do nível da cidade. O mundo está com medo que essa jóia desapareça. E eu também.
Pensei…Então vou à Roma! Decidi. Digito cheia de esperanças… Alerta das autoridades: Roma pode ser inundada. Rio Tibre no limite. Os hotéis estão dando desconto e galochas aos turistas.
Mentalmente, agradeço à minha atitude zen. Em outras épocas, já estaria com tudo reservado….E iamginado que galochas eu ganharia de brinde…

Saí então,em busca de novas opções ferroviárias. Conto mais, na próxima postagem…

14
dez
08

lá vou eu…

Mais uma vez, inicio um blog. Na realidade, é uma espécie de terapia, para que eu possa suportar minha habitual ansiedade, tensão pré-viagem, etc, etc.

O ano passado, comecei o blog assim mesmo, mas entrei numa vibe de escrever em portugues e francês e aí além da preguiça, logo no começo da viagem, meu computador morreu e fiquei sem contato imediato com a internet.

Agora, estou eu aqui, de novo. Á beira de um colapso. E me debruço novamente sobre palavras para tentar relaxar e tentar capturar os momentos que vem por aí, como esse ai de baixo…

Amsterdam

Juro que tentei, mas não consegui fazer nada do que tinha planejado pra hoje.
Acho que deveria estar mais tranquila, blasé mesmo, mas estou totalmente enlouquecida. Fora a viagem em si, zilhôes de assuntos mega importantes ao mesmo tempo.
Na viagem do ano passado, fiquei pendurada na internet, agendando passagens, hotéis entre datas e horários específicos. Foram 6 meses planejando, viajando antes de decolar. E como tudo na vida, aprendi durante a viagem e desta vez, tenho a leveza de uma borboleta. Tenho a passagem de ida e de volta. O miolo vou resolver por lá mesmo.
Outra maluquice, foi um leve surto de Barbie…Levei muita roupa, uma mala média, que mesmo tendo rodinhas, foi um obstáculo intransponível ao chegar em Londres.
Agora, a experiente viajante, vai bem descolada e praticando o total desapego.

1)BAGAGEM: O MÍNIMO. A não ser que você esteja nadando em euros e as libras estejam pulando do seu bolso, pra quem vai viajar “on budget”, ( meio dura, mesmo), o melhor é estar livre pro que der e vier. Trem, metro, avião…tudo fica mais fácil com uma malinha de rodinha, dessas bem pequenas, que se levam dentro da cabine do avião,com pouca roupa. Sai mais barato, comprar uma calça nova, ou tudo novo, até mesmo uma mala nova, do que pegar um táxi toda vez que você se deslocar com a MALA.

2)KIT SOBRRRRRVIVÊNCIA: (no meu caso, kit de inverno, brrrrrr!)

Na malinnha: uma, no máximo 2 calças jeans, tres blusas quentes, 2 calças térmicas, 2 blusas térmicas (esquentam e não ocupam espaço),4 meias de lã, e se der, uma segunda bota. Um roupão, uma toalha, e lógico…cremes, protetor labial e maquiagem, porque no frio a gente pode abusar do rímel, sem parecer um panda.

Em você: Uma bota super confortável, de preferência, forrada e quentinha, que vai no pé mesmo…A indefectível calça jeans, também sobre o corpicho que vai viajar.
O mantô mais pesado vai com você (mesmo que a temperatura ao deixar nosso ensolarado país esteja por volta dos 40. Não esqueça um bom cachecol. Quando digo, bom, quero dizer quente. O frio que adentra seu pescoço, percorre todo o seu corpo e se você tiver que descer do avião ao ar livre e pegar um mini ônibus até o terminal, aquele momento escada abaixo, que você tanto sonhou, pode se transformar na mais intensa vontade de voltar ao útero materno.

Uma câmera digital, se você já tiver uma.Se não, é mais em conta comprar por lá mesmo. Guias das cidades que você quer visitar, só pra degustar o “antes”…

Na bolsa, leve apenas o essencial. Seus documentos, passaporte, um colírio, um protetor labial, nada, absolutamente nada que seja líquido ou pastoso, pode ter mais de 50 ml… Se não, quem vai ficar com a sua nécessaire, é a lixeira do aeroporto, ou a sortuda que faz a faxina. Não adianta tentar driblar essa norma, se afogando no dutyfree. O lacre daqui, não é aceito. Vi uma linda mulher em prantos, porque seus mais preciosos e necessários ítens de beleza e sobrevivência, adquiridos antes de embarcar, foram devidamente confiscados, conforme a lei. É lógico que a autoridade deve ter um certo prazer em fazer isso, mas é a lei.
Desta forma, leve e quase budista, é muito mais fácil e prazeroso.

Et voilà!

Pronto! Você está livre pra mudar o itinerário, subir e descer as escadarias de qualquer metro, pegar trem ou andar pela cidade. A “malinha” é quase um cachorrinho atrás de você. Uma alternativa mais estilosa que a mochila e mais prática, já que ela vai deslizando…como uma extensão do seu próprio ser.
No mais, no inverno, não adianta querer variar, até 2 ou 3 graus ainda dá pra ficar chic, (sempre com um casaco pesado em cima de você),abaixo disso: da temperatura e do casaco, a gente vai pondo o que estiver à mão pra se esquentar.
Nunca fui pra Europa no verão, mas acho que deve ser mais simples ainda. Particularmente, planejo com todo cuidado minhas viagens para o inverno. Apesar de ser friorenta, adoro temperaturas baixas. E se é pra VIAJAR, gosto de mudanças radicais. Luvas, cachecóis, botas e gorros…Tudo de bom!

14
dez
08

TPV TENSÃO PRÉ VIAGEM


Aqui estou eu, mais de um ano depois de ter começado esse blog, à beira de um ataque de ansiedade. Acordei à 4 da manhã (uma hora a mais do que tenho dormido nos últimos dias) e por incrível que pareça, não fiz nada palpável. Uma série de ações desconexas, típicas de uma libriana, assumidamente ansiosa no mais alto nível descrito em manuais de psiquitria. Passei a madrugada entre o computador, fazendo pesquisas complulsivas, e um frenético ir e vir, sem executar nenhuma tarefa.

Agenda com “post its” enfileirados, não esquecer ao lado de todas as coisas que escrevi, mas ainda não saí do estado cataléptico em que acordei.

MOTIVO: Daqui a 10 dias estarei novamente com meus pezinhos num lindo avião, toda apertada na classe econômica e feliz da vida. Mentalmente vejo meus sapatinhos vermelhos brilhando, euzinha saltitando no mais puro estilo hollywodiano, pela estrada de tijolinhos amarelos que se mostra à minha frente.
Estou completamente viciada nessa estória de viajar. Vício caro, mas ainda é o melhor antidepressivo que eu já tomei. Nesse momento, nem penso na depressão que virá depois.
O que certamente foi o motivo pelo qual não publiquei meus quinhentos textos depois que cheguei de Paris, no início deste ano.
Não faz mal….vou contando tudo misturado mesmo.
Entre dois mundos, vou viajando por dentro de mim…




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